
A CMA CGM foi a transportadora marítima de contentores que mais cresceu entre as dez maiores companhias mundiais no primeiro semestre de 2026, ultrapassando a MSC no ritmo de expansão da frota.
Nos primeiros seis meses do ano, o grupo francês acrescentou 235.500 TEU à sua capacidade, o equivalente a uma subida de 5,7%. O crescimento foi superior ao da MSC, que aumentou a sua frota em 205.000 TEU no mesmo período. A evolução reforça a ambição da CMA CGM de se aproximar da Maersk e assumir o segundo lugar mundial no transporte marítimo de contentores.
O armador, sediado em Marselha, conta actualmente com uma capacidade de 4,39 milhões de TEU, aproximando-se da A.P. Moller-Maersk, que mantém 4,73 milhões de TEU. A diferença poderá continuar a diminuir nos próximos anos, uma vez que a CMA CGM tem cerca de 1,8 milhões de TEU encomendados, acima dos 1,2 milhões de TEU previstos para a concorrente dinamarquesa. O objectivo assumido pela liderança do grupo francês é tornar a empresa na segunda maior transportadora mundial até ao final de 2027.
No conjunto do sector, a frota mundial de linha regular cresceu 2% na primeira metade de 2026. Entre as dez maiores companhias, o crescimento médio foi de 2,7%, ligeiramente abaixo da expansão registada pela MSC, que ficou nos 2,9%. Apesar disso, o aumento da MSC foi considerado mais moderado quando comparado com o desempenho de 2025, ano em que a companhia suíça liderou o crescimento do sector ao acrescentar 831.400 TEU à sua frota, uma subida de 11,7%. A expansão da MSC no primeiro semestre de 2026 ficou sobretudo ligada à entrega de oito novos navios, incluindo o MSC Claire, com capacidade para 16.169 TEU, e sete embarcações mais pequenas, entre os 10.300 e os 11.480 TEU.Já a CMA CGM recebeu doze novas unidades, entre as quais o CMA CGM Notre Dame, navio movido a GNL com capacidade para 24.212 TEU e novo porta-estandarte da frota francesa. A companhia recebeu ainda o CMA CGM Grand Palais, com 23.872 TEU, também movido a GNL, e dez navios movidos a metanol, com capacidades entre os 13.130 e os 16.180 TEU.
A corrida pela capacidade continua, assim, a redesenhar o equilíbrio entre os maiores operadores mundiais de transporte marítimo de contentores, num mercado onde a escala, a renovação da frota e a aposta em combustíveis alternativos ganham cada vez maior peso estratégico.