Portos portugueses perdem terreno no índice global de eficiência de contentores.

Os principais portos portugueses voltaram a surgir em destaque no Container Port Performance Index 2025, mas os resultados mostram uma perda de posições para a maioria das infraestruturas nacionais analisadas.

O índice, elaborado pelo Banco Mundial e pela S&P Global Market Intelligence, avalia a eficiência dos portos de contentores a partir do tempo que os navios permanecem em porto, permitindo comparar o desempenho operacional de centenas de infraestruturas a nível mundial. Entre os portos portugueses, Lisboa continua a ser o mais bem classificado, mas registou uma queda superior a 150 lugares face à edição anterior. Apesar da descida, manteve-se à frente dos restantes portos nacionais presentes no ranking.

Leixões também perdeu posições, passando do 290.º lugar em 2024 para o 331.º em 2025, com uma avaliação negativa no índice. Já Setúbal foi a excepção entre os portos nacionais, ao melhorar a sua classificação relativamente ao ano anterior.

Sines, principal porto português em volume de carga e uma das infraestruturas estratégicas do sistema portuário nacional, não surge entre os portos classificados na edição de 2025 do CPPI, situação que ganha relevância pelo peso que o porto tem no movimento de contentores e nas ligações internacionais de Portugal.

O relatório sublinha que a eficiência portuária não depende apenas da capacidade física dos terminais, mas também da rapidez das operações, da coordenação logística, da previsibilidade das escalas e da forma como cada porto responde a constrangimentos externos, como alterações nas rotas marítimas, congestionamentos ou perturbações nas cadeias de abastecimento.

A edição de 2025 volta a mostrar o peso crescente da eficiência operacional na competitividade marítima internacional, num contexto em que armadores, operadores logísticos e carregadores valorizam cada vez mais a redução dos tempos de espera e a fiabilidade das escalas.

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