
A rentabilidade das principais companhias de transporte marítimo de contentores voltou a cair no primeiro trimestre de 2026, segundo uma análise da consultora Sea-Intelligence.
De acordo com os dados divulgados, os armadores que já apresentaram resultados registaram um EBIT combinado de cerca de 1,16 mil milhões de euros no primeiro trimestre, muito abaixo dos cerca de 4,7 mil milhões de euros alcançados no mesmo período de 2025. A descida não resulta, sobretudo, de uma quebra da procura. Segundo a análise, os volumes transportados a nível global mantiveram-se relativamente resistentes, com várias companhias a registarem ligeiros a moderados crescimentos homólogos. O principal factor de pressão esteve na redução das taxas médias de frete, que caíram entre 9% e 26% face ao ano anterior entre as companhias que reportaram dados. A conjugação entre menores receitas por unidade transportada e custos operacionais mais elevados colocou vários armadores em terreno negativo.
Na análise por TEU, apenas a COSCO e a ONE apresentaram EBIT positivo, com cerca de 146 euros/TEU e 20 euros/TEU, respectivamente. Já a Maersk registou cerca de -26 euros/TEU, a Hapag-Lloyd -47 euros/TEU e a ZIM -18 euros/TEU.
Os números confirmam um ambiente financeiro mais exigente para o transporte marítimo de contentores, depois dos resultados extraordinários registados nos anos de maior pressão sobre as cadeias logísticas globais.