IMO alerta para regresso da pirataria somali.

A Organização Marítima Internacional e vários Estados ligados à segurança marítima regional manifestaram preocupação com o reaparecimento da pirataria somali, após uma série de sequestros de navios no golfo de Áden e no oceano Índico ocidental.

O alerta surge depois de novos ataques que deixaram dezenas de marítimos reféns. Entre os casos referidos está o petroleiro MT Honour 25, de bandeira de Palau, alegadamente retido por piratas desde 24 de Abril, com 17 tripulantes a bordo e em condições humanitárias cada vez mais difíceis. Também há preocupação com as tripulações do cargueiro Sward, de bandeira de São Cristóvão e Nevis, e do petroleiro MV Eureka, de bandeira do Togo, ambos alegadamente sequestrados nas últimas semanas.

A presidência do Código de Conduta do Djibouti/Emenda de Jeddah, actualmente detida pela África do Sul, avisou que os avanços conseguidos na última década continuam frágeis. A estrutura, apoiada pela OMI, defende uma nova coordenação operacional e maior envolvimento internacional para evitar uma deterioração da segurança marítima na região. O secretário-geral da OMI, Arsenio Dominguez, já tinha levantado o tema durante a 111.ª sessão do Comité de Segurança Marítima, alertando para a renovada ameaça da pirataria ao largo da Somália. Os Estados signatários apelam aos governos, forças navais e organizações de segurança marítima para intensificarem esforços no sentido de libertar os reféns e prevenir novos ataques.

Armadores e operadores foram também chamados a reforçar a partilha de informação, os procedimentos de reporte e a aplicação das medidas de segurança previstas no Código ISPS e nas boas práticas da indústria. O comunicado sublinha ainda que o problema ultrapassa a dimensão securitária e assume contornos humanitários, devido à situação dos marítimos mantidos em cativeiro.

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