ONE recebe aprovação para navio bicombustível com amônia

 

A ONE – Ocean Network Express anunciou que recebeu aprovação em princípio para um navio equipado com tecnologia de duplo combustível de amônia.

Esta aprovação, em conjunto com o investimento anunciado da ONE para 12 navios movidos a metanol com duplo combustível, é sem dúvida, um avanço relevante no compromisso da ONE em alcançar emissões líquidas zero até 2050, de acordo com o comunicado da empresa.

O navio de 3.500 TEU é o resultado de esforços em colaboração entre a ONE, o Estaleiro Nihon (NSY) e a sociedade classificadora DNV. Esta colaboração foi iniciada como parte de um projecto de desenvolvimento conjunto estabelecido no final de 2022.

De acordo com Koshiro Wake, um dos líderes do Departamento de Estratégia Corporativa e Sustentabilidade da ONE: “A amônia é um dos principais focos de nossa pesquisa, pois o combustível de amônia tem um grande potencial de gerar menos emissões de GEE ( Gases de efeito de estufa)  do que os combustíveis navais convencionais. Estamos satisfeitos por ter feito esse progresso e continuaremos nosso estudo sobre amônia”.

Na execução do seu objectivo de emissões líquidas zero até 2050, a ONE tem explorado de forma activa, a viabilidade do amoníaco como combustível alternativo de acordo com o plano para combustíveis alternativos desenvolvido pela ONE em 2022. Como parte deste plano, a ONE também participou num estudo piloto de segurança de abastecimento liderado pelo GCMD (Centro Global para Descarbonização Marítima).

Cristina Saenz de Santa Maria, gerente regional do Sudeste Asiático, Pacífico e Índia, Marítimo da DNV, acrescentou:  “A amônia é um dos combustíveis marítimos promissores do futuro, com grande potencial para descarbonizar o transporte marítimo. Estamos confiantes de que as regras da DNV para amônia ajudarão os nossos clientes a adoptar com segurança este novo tipo de combustível assim que a infraestrutura estiver instalada. Somos gratos aos nossos parceiros JDP por nos confiar este projecto pioneiro que ajudará toda a indústria marítima a adoptar a amônia como combustível naval”. 

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