Em entrevista à Antena 1, o Presidente da Administração do Porto de Sines alerta para os efeitos económicos que advêm da crise existente no Mar Vermelho.
O facto de muitos navios evitarem agora a travessia deste local, devido aos ataques dos rebeldes Houthis, está a provocar atrasos no transporte de mercadorias. José Luís Cacho antevê quebras nas importações e exportações, com impacto económico para o país.
Por causa do novo trajecto marítimo dos navios, os contentores levam mais duas a três semanas a chegar ao destino. José Luís Cacho diz que o porto que pode sofrer mais com a situação no mar vermelho será precisamente o Porto de Sines.
Para já, o presidente da administração esclarece que tem sido possível reajustar a operação neste porto marítimo.
No entanto, se a insegurança no Mar Vermelho se mantiver, José Luís Cacho estima que exista uma quebra na troca de mercadorias com a Ásia e com o Médio Oriente na ordem dos 20%.
