Crise no Mar Vermelho aumenta custos em 300%

De acordo com um relatório de uma empresa de seguros de crédito, a espanhola Crédito y Caución, a contínua crise no Mar Vermelho e os constantes ataques dos rebeldes houthis aos navios que passam pelo estreito de el-Mandeb, causaram um efeito nos aumentos de custos de transporte em cerca de 300%.

A análise provoca um impacto negativo e faz aumentar receios de mais bloqueios na cadeia de abastecimento, ainda mais com um possível agravar da inflação. Esta brutal subida é derivada do facto óbvio, de os navios terem sido empurrados pada “rotas mais longas e mais onerosas para evitar a zona de conflito e suportar os crescentes custos com seguros”, de acordo com o relatório.

A maioria dos economistas ainda acreditam que seja um problema de curto prazo, apesar dos problemas causados tanto aos armadores como às empresas que dependem do transporte marítimo.

Pode ler-se ainda no relatório: “Cerca de 30% de todo o transporte de contentores passa pelo Mar Vermelho, um canal crucial para a carga que viaja da região Ásia-Pacífico para a Europa. Os grandes transportadores marítimos suspenderam as operações na área, desviando os navios para o Cabo da Boa Esperança. O efeito cumulativo de mais nove dias no mar irá inevitavelmente perturbar a logística global e as cadeias de abastecimento. O encerramento efectivo da rota do Mar Vermelho poderia reduzir a capacidade de transporte marítimo internacional em cerca de 20%”.

Um dos economistas ouvidos menciona que é pouco provável que a crise inverta a tendência descendente da inflação ou obrigue à suspensão das reduções das taxas de juro previstas para meados deste ano. Citando o mesmo: “Espera-se que o impacto dos ataques houthis e do aumento dos custos de transporte marítimo na inflação global seja bastante limitado. No máximo, desacelerará o ritmo actual de normalização da inflação em relação ao pico pós-pandemia”.

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