A japonesa Mitsui OSK Lines (MOL) vai adquirir um graneleiro
ultramax de metanol bicombustível num acordo de frete com a compatriota Kambara
Kisen, o braço marítimo do Grupo Tsuneishi.
O navio de 65.700 dwt será construído na Tsuneishi
Shipbuilding e entregue em 2027 para a MOL Drybulk. A MOL, que pretende ter 90
navios movidos a GNL e metanol em serviço até 2030, disse que o graneleiro foi
projectado para usar metanol produzido principalmente pela síntese de CO2
recuperado e hidrogénio produzido usando fontes de energia renováveis e
biometanol derivado de biogás.
Espera-se que a nova construção sirva principalmente no
transporte de combustíveis de biomassa da costa leste da América do Norte para
a Europa e Reino Unido e na região do Pacífico, bem como grãos da costa leste
da América do Sul e do Golfo dos EUA para a Europa e o Extremo Oriente. Os
pedidos de novas construções foram feitos principalmente com opções prontas
para amónia ou metanol para futuras modernizações quando os combustíveis
estiverem disponíveis.
Apenas algumas excepções de duplo combustível foram
reveladas até agora. Além do ultramax de Kambara Kisen, J. Lauritzen, Cargill e
Mitsui & Co assinaram kamsarmaxes (Classe de navios lançados para
transportar mais carga, ser eficiente em termos de combustível, resistente às
ondas e ao vento e flexivel para navegar nos principais portos) em Tsuneishi,
enquanto a Eastern Pacific Shipping, controlada por Idan Ofer, tem
newcastlemaxes (Navios que carregam carvão, ferro e grãos), movidos a amónia na
sua carteira de pedidos.
Tsuneishi também ganhou um pedido de um graneleiro ultramax
de metanol com duplo combustível em fevereiro, que chegará à água em 2025. O
proprietário por detrás do negócio não foi identificado.
