Com uma área de quase 8 mil metros quadrados, o início da construção do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa está marcado para 2014, com um prazo máximo de conclusão da obra previsto para 24 meses. O projecto, assinado pelo arquitecto Carrilho da Graça, será composto por dois cais, um com cerca de um quilómetro de extensão e e outro com 360 metros. O consórcio que será responsável pela concessão do terminal será anunciado em breve, mas a Administração do Porto de Lisboa (APL) ainda não avançou uma data.
A nova gare, perto das estações de metro e comboio de Santa Apolónia terá capacidade para 1,8 milhões de passageiros por ano, o que corresponde a uma estimativa de, aproximadamente, 900 escalas de navios por ano, de acordo com a APL.
No primeiro semestre do ano, a actividade de cruzeiros no Porto de Lisboa cresceu 2% relativamente ao mesmo período de 2012, registando 150 escalas de cruzeiros. Com este novo terminal, a APL estima que o actual tráfego de 500 mil passageiros por ano venha a duplicar nos próximos 10 anos. O porto passará a ter uma capacidade para até 1,8 milhões de passageiros, dependendo a capacidade para embarcações do volume das mesmas e das escalas existentes.
A acompanhar o crescimento previsto, está planeada a inauguração de vários espaços comerciais, tanto no edifício como na zona envolvente. Os projectos só serão conhecidos quando for escolhido o grupo que irá tratar da concessão do espaço. No entanto, a administradora do Porto de Lisboa, Andreia Ventura, afirmou ao Dinheiro Vivo que está prevista uma área para instalação de cafetaria e de alguns espaços comerciais de acesso restrito ao tráfego do navio. Na cobertura do novo edifício, está previsto um restaurante. Já na zona envolvente, haverá mais duas áreas comerciais, estas de acesso à população em geral, assim como espaços públicos de lazer que “facilitem a acessibilidade entre o rio e a cidade”.
Além disso, nasce um novo espaço verde. O parque ribeirinho vai estar junto ao Terminal de Cruzeiros e contará com um espelho de água e uma zona de estadia relvada, segundo o que prevê a Câmara de Lisboa. O projecto implica ainda a conservação das infraestruturas da doca existente, através da manutenção dos espaços vazios e da recuperação dos muros de pedra, na zona envolvente. Junto à doca vai ficar instalado um parque de estacionamento.
Fonte: Dinheiro Vivo.
