Redução das emissões de enxofre pode custar 100-120 dólares/TEU

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O cumprimento dos novos limites de emissões de enxofre nas SECA (Sulphur Emissions Control Areas), a partir de 1 de Janeiro do próximo ano, poderá implicar um sobrecusto para os carregadores de 100-120 dólares/TEU.

 

O cálculo é da Drewry Supply Chain Advisors, que alerta para a quase inevitabilidade de os transportadores marítimos mexerem no BAF para incorporarem o sobrecusto que a redução das emissões de enxofre implica.

 

A partir de 1 de Janeiro, o limite das emissões de enxofre nas ECA terá de baixar do actual 1% para 0,1%. Acontece que o combustível com baixo teor de enxofre custa cerca de 40-50% mais que o actualmente utilizado (com 1% de teor de enxofre).

 

Para a Maersk, a utilização do novo combustível pela Maersk Line, Seago Line e Safmarine implicará um sobrecusto anual de 200 milhões de dólares, avança o responsável pela política de sustentabilide do grupo dinamarquês, citado num site internacional.

 

A alternativa à utilização do novo combustível será a instalação de filtros (os chamados “scrubbers”) nos navios. Mas também esse é um investimento pesado. A DFDS, por exemplo, prevê aplicar 750 milhões de coroas dinamarquesas (cerca de 100 milhões de euros) na adaptação de 21 navios.

 

Por isso, a aplicação de uma sobretaxa sobre as cargas afigura-se inevitável. E daí os receios do regresso de muitas cargas à rodovia nos tráfegos intra-europeus.

 

As SECA incluem o Mar Báltico, o Mar do Norte e o Canal da Mancha.

Fonte: TeN