Projecto de transformação de algas vence Concurso para a Economia do Mar

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O projeto vencedor, denominado LUSALGAE, é promovido por Joana Valente, Loic de Carvalho e Tiago Morais, biólogos oriundos de Coimbra e Leiria, e aposta na extracção e transformação de macro-algas para produção de produtos cosméticos 100 por cento naturais

A criação de uma empresa de extracção e transformação de algas da ilha da Morraceira, Figueira da Foz, venceu hoje o Concurso de Ideias de Negócio para a Economia do Mar promovido pela autarquia local.

O projecto vencedor, denominado LUSALGAE, é promovido por Joana Valente, Loic de Carvalho e Tiago Morais, biólogos oriundos de Coimbra e Leiria, e aposta na extracção e transformação de macro-algas para produção de produtos cosméticos 100 por cento naturais.

Os promotores, premiados com 2.500 euros no concurso organizado pela autarquia da Figueira da Foz e Instituto Politécnico de Coimbra, poderão receber mais 2.500 euros caso a empresa venha a ser criada no concelho até finais de 2014.

Na cerimónia de anúncio do vencedor, hoje realizada no Centro de Artes e Espectáculos, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, frisou que o concurso pretendeu “criar grandes incentivos à criatividade”.

Já sobre a área de negócio escolhida pelos vencedores, o autarca considerou que “ainda há muito para fazer no domínio da aquacultura”.

O Concurso de Ideias de Negócio para a Economia do Mar lançou como desafio a apresentação de uma ideia de negócio original relacionada com o sector, com aplicabilidade no município da Figueira da Foz, tendo sido submetidos à análise do júri mais de três dezenas de projectos.

Fonte: Ionline

Associação procura apoios e fundos para construir veleiro científico

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O projecto David Melgueiro pretende construir uma embarcação para realizar viagens em todo o mundo e recolher informações científicas sobre áreas como o ecossistema marinho e os efeitos das alterações climáticas e está a procurar financiamento.

Para dar a conhecer os objetivos e recolher apoios e fundos para a construção do veleiro, a Associação David Melgueiro, responsável pela iniciativa, vai apresentar hoje a proposta, em Lisboa, depois de já o ter feito em Peniche, onde tem sede.

O coordenador do projecto, José Mesquita, explicou à que se pretende disponibilizar um veleiro de investigação científica versátil, que “possa navegar do Ártico ao Antártico e recolher dados sobre oceanografia e ciência do mar”, mas também pode trabalhar “no apoio aos recifes artificiais à aquacultura em alto mar”.

A construção da embarcação ainda não se iniciou, mas a primeira expedição já está programada para 2016 e é “multifacetada, irá até ao Japão e à China, pelo norte da Sibéria, atravessando o Ártico, passando por Macau, numa reconstituição da viagem do navegador português David Melgueiro”, explicou.

Esta expedição de cerca de 17 meses, que no regresso passará pelo norte do Alasca, Canadá e Gronelância, fazendo uma circunavegação polar, reúne componentes científicas, culturais e de promoção dos produtos portugueses. Passará por 15 países e 29 portos, na Europa, Ásia e América do Norte.

“A investigação irá incidir sobre o impacto das mudanças climáticas nos ecossistemas do Ártico e do Atlântico”, segundo José Mesquita.

O responsável da associação realçou que o veleiro deverá ser construído com “soluções inovadoras e materiais ecológicos, como a cortiça”.

A Associação está a procurar apoios junto de várias instituições nacionais, como a Fundação para a Ciência e Tecnologia, ou internacionais.

Já assinou nove protocolos de cooperação, com o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA), Instituto Politécnico de Leiria, Forum Empresarial da Economia do Mar, Associação das Empresas da Região Oeste, Escola Náutica Infante D.Henrique, Centro Português de Atividades Subaquáticas, Associação Nacional de Cruzeiros e Clube Naval de Peniche.

Fonte: Diário Digital/Lusa