EDP Mar sem Fim: Expedição mantém-se em Alerta Laranja

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Press release- A janela de espera da expedição de Primavera do EDP Mar Sem Fim mantém-se em aberto. O objectivo de surfar ondas grandes nos Açores neste início de estação não tem sido possível, uma vez que essas ondulações têm ficado abaixo das condições XXL necessárias, o que tem impedido esta expedição de passar a alerta verde.

 

No entanto, descobrir e explorar ondas novas é igualmente um dos grandes objectivos do EDP Mar Sem Fim, para o qual contribuiu uma recente missão de pesquisa e recolha de informação a um baixio de alto mar, no Grupo Oriental.

 

“Os resultados desta missão foram bastante positivos. Apesar de não estarem reunidas as condições para o surf, a organização procedeu à recolha de informação e ao estudo batimétrico da zona. A viagem serviu para perceber a influência do vento e da direcção da ondulação no banco, concluindo que existe grande potencial nesse baixio,” comentou Mário Almeida, organizador do EDP Mar Sem Fim e um dos elementos presentes.

 

“É muito importante que se façam estas pesquisas, para estudar o verdadeiro potencial das ondas dos Açores. Foram dois dias no meio do mar, mais de 150 milhas náuticas, mar bravo… uma verdadeira aventura! Numa altura em que parece já ter sido tudo descoberto, poder sair da zona de conforto e ir à procura de algo novo é uma bênção e algo super gratificante,” acrescentou João Macedo, um dos surfistas participantes e mentor deste projecto.

 

A organização mantém-se atenta a todas as actividades atmosféricas no Atlântico Norte até ao dia 30 de Abril, na esperança de encontrar uma janela de oportunidade para dar luz verde a esta missão de exploração. A equipa oficial será comunicada apenas uns dias antes, consoante as disponibilidades dos atletas.

 

Mais informações sobre o EDP Mar Sem Fim e alertas desta primeira expedição estarão disponíveis na página de facebook oficial, em facebook.com/marsemfim.

 

O website “EDP Mar Sem Fim” será lançado brevemente, em http://www.marsemfim.pt, onde estarão todas as informações sobre as explorações, bolsas e respectivos regulamentos.

 

O EDP Mar Sem Fim é uma produção The Summit, com o patrocínio da EDP e os apoios do Turismo dos Açores, SATA Airlines, Yamaha GoPro, NewsSearch, e Surfline. Conta ainda com a SURFPortugal, Go-S.TV, Record e Jornal i como Media Partners.

Fonte: Surf Portugal

Estoril. Este é o novo hostel para os Amantes do Mar

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Três amigos da linha de Cascais, amantes dos desportos náuticos, juntaram-se no inicio do ano passado para agora lançarem o Blue Boutique Hostel & Suites. Mas não deixaram as suas actuais profissões até que o sucesso do projecto o permita.

Juan Matias é praticante de surf e vive no Estoril. É responsável pelo desenvolvimento de negócio em mercados internacionais do grupo Delta Cafés. Miguel Schmidt Lino pratica desportos náuticos e continua responsável de grandes clientes na Correctora Villa Boas, enquanto Bernardo Amaral se mantém assessor diplomático do gabinete primeiro-ministro.

Pensado para funcionar num local com particularidades únicas, ou seja, com vista e acesso fácil ao mar (Avenida Marginal, n.º 6538), o hostel é ideal para alojar famílias ou para praticantes de desportos aquáticos.

A 20 minutos de Lisboa ou da Vila de Sintra, este espaço oferece cinco andares distribuídos entre terraços, varandas, bar interior e exterior, jardim, sala de estar e serviço de recepção 24 horas.

Apesar de requintado, o alojamento tem preços acessíveis: o mais barato custa 14 euros, inclui cama e pequeno almoço, e o mais caro, a Master Suite, custa 150 euros, também com pequeno-almoço.

Com um investimento de cerca de 100 mil euros e um plano de negócios que aponta para um break even point a 3 anos, o projecto é “uma oportunidade de negócio diferenciado”, dizem os seus promotores.

É que, através do Blue Boutique Hostel & Suites, é possível aceder a serviços como aulas de surf, passeios de barco, surfaris, aluguer de equipamentos desportivos (bicicletas, pranchas, fatos), entre outras actividades.

Os três empresários acreditam que “não só estão a criar um negócio de sucesso, como também a oferecer uma solução alternativa que, em última análise, é também uma mais valia para a linha de Cascais, ajudando a desenvolver a economia local”.

Fonte. Dinheiro Vivo.

Potencial do mar dos Açores em debate em conferência do AO

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“O que fazer com o imenso mar dos Açores?” é o tema da segunda conferência do ciclo que o Açoriano Oriental (AO) vai promover ao longo de 2014.
 
A conferência, coordenada por Rui Coutinho da Universidade dos Açores, terá lugar a 15 de Abril no Anfiteatro C da Universidade dos Açores (UAç), em Ponta Delgada, a partir das 9h00. 

 “Numa lógica de continuidade em relação às conferencias anteriores, em especial a dedicada ao mar, vamos abordar agora outras temáticas dado que se têm ouvido falar muito do mar mas há ainda muitas questões por esclarecer dado que apesar do seu grande manancial de recursos ainda existem muitas questões por responder”, afirmou o coordenador, salientando que questões como quem e como vão ser explorados os recursos do mar ou qual poderá ser o papel da Região nesse processo precisam de ser debatidas.  

 Na terça-feira, os trabalhos vão iniciar-se com a intervenção de Gabriela Queiroz, do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Riscos Geológicos da Universidade dos Açores, que vai abordar a geologia e o vulcanismo no mar.

 Em seguida, a intervenção de Miguel Marques, da PricewaterhouseCooper & Associados, versando as tendências da economia do mar.

 As questões legais e jurídicas do mar ficarão a cargo do especialista em Ordenamento do Espaço Marítimo Carlos Pinto Lopes. Já a professora da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Carla Amado Gomes, refletirá sobre a ação legal que interpôs os pescadores dos Açores contra o Estado Português.

 A última participação será do contra-almirante Pires da Cunha, do Comando da zona Marítima dos Açores que vai falar de segurança marítima.

 Esta conferência, moderada por Hélder Silva (Departamento de Oceanografia e Pescas da UAç), que segundo Rui Coutinho contribuirá para a discussão e esclarecimento de muitas das questões abordadas. 

 A conferência, aberta ao público em geral, será transmitida na rádio Açores/TSF e no Açoriano Oriental online com meios e tecnologia Portugal Telecom.

 São patrocinadores deste ciclo de conferência: Portugal Telecom, Montepio e Grupo Bensaude.

 A Universidade dos Açores, a Baker Tilly e a Câmara de Comércio e Indústria de Ponta Delgada são parceiros desta iniciativa que conta com o apoio do Grupo SATA.

 
Fonte: Açoriano Oriental

20 Fotos que nos fazem pensar sobre a imensidão dos Mares.

Costuma dizer-se, e com razão, que não sabemos nada do mar, que o seu fundo permanece inexplorado e este é um dos grandes mistérios do Planeta. As fotos que lhe apresentamos aqui representam o fascínio que muitos têm pelo mar, arriscando até ao limite para dele recolherem mais informação – neste caso, em formato fotográfico.

Numa altura em que se julga que o navio português Flor do Mar, desaparecido em 1511 no Estreito de Malaca, poderá ter sido encontrado perto da Indonésia, estas fotos do 500px ajudam-nos a perceber que estes mares, para além da sua beleza e biodiversidade ainda não descoberta, guardam mais segredos dos que poderemos algum dia acreditar.

Veja as fotos, que neste caso valem mais do que qualquer palavra.

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Fonte: GreenSavers

“O mar já não é só potencial, é real”

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“O mar já não é, apenas, potencial, é real”, garante a ministra da Agricultura e do Mar que participa no ciclo de seminários ‘A competitividade regional’, promovido pela ACIF e que tem como tem como tema ‘Factores de Competitividade – mar’.

Assunção Cristas veio deixar uma mensagem clara, suportada por pilares estratégicos que desenvolveu na intervenção de abertura: “Portugal deve virar-se, cada vez mais, para o mar. A dimensão marítima está no sangue de todos, mas temos de lhe dar uma dimensão económica”.

Em termos concretos, o objectivo que consta da Estratégia Nacional do Mar, aprovada a 16 de Novembro do ano passado, é que até 2020 seja possível duplicar o peso da “economia azul” no PIB português, ultrapassando os 3,8%.

“Há muitas oportunidades na área do mar, seja na parte do turismo náutico, seja na parte dos desportos, seja na valorização do pescado ou da aquacultura e temos de juntar esforços. Há recursos financeiros, ainda no actual quadro e já na preparação do próximo quadro, temos o Fundo Europeu dos Assuntos do Mar e das Pescas (FEAM) que trata de mais matérias”, destacou, perante uma plateia de empresários madeirenses e responsáveis do Governo Regional e de associações empresariais que participam no seminário, no auditório do Centro de Estudos de História do Atlântico.

A Estratégia Nacional do Mar, a lei de Bases do Espaço Marítimo e toda a legislação complementar e a vertente financeira, são os três pilares da estratégia nacional.
“O FEAM andará à volta de 400 milhões e ainda aguardamos a repartição final, mas será previsivelmente mais do que temos no quadro actual”, esclarece.

Questionada sobre situações concretas como a aquacultura em que a Região tem como um dos objectivos a produção de robalo, espécie não existente nos mares da Madeira, Assunção Cristas reconheceu que um dos “desafios nacionais passa pela aquacultura, pela diversificação” mas também pelo equilíbrio de espécies, o que obriga a um estudo profundo.

Um dos temas principais da estratégia do mar passa pela proposta de extensão da plataforma continental portuguesa que, a ser aprovada, aumentará a área do país cerca de 42 vezes.

A candidatura, segundo a ministra da Agricultura e do Mar “está a seguir os seus trâmites previstos”, prevendo-se que a proposta seja analisada pela ONU em 2015.

“É um tema muito importante para Portugal e até foi sinalizado com a distribuição do mapa ‘Portugal é Mar’ que chegará brevemente a todas as salas de aulas do país e que sinaliza todas as zonas económicas exclusivas e a nossa proposta para extensão da plataforma continental”, sublinha.

Questionada sobre a possibilidade de Portugal ter de devolver fundos comunitários excedentes, Assunção Cristas assegura que “neste momento não se perspectiva nenhuma devolução de fundos comunitários, nem na agricultura, nem no domínio do mar”.

Fonte: DN

Uma “discoteca” nas profundezas do mar?

Um projeto internacional desenvolvido na Catalunha está a criar um mapa global dos ruídos nos oceanos.

Com o aumento do número de navios, a fauna marinha é afectada não só pela poluição das águas mas também pela poluição sonora.

O ruído repetido e crónico afecta a capacidade de comunicação dos animais, o que tem um impacto negativo na alimentação, na fertilidade e na reprodução das espécies.

Os cetáceos, por exemplo, perdem 60 por centos das capacidades de comunicação nas regiões onde existe uma actividade humana intensa.

O Ártico é uma das regiões mais problemáticas. Além do problema do degelo, os animais sofrem com a poluição sonora resultante das rotas de navegação e da exploração petrolífera.

A questão tem merecido a atenção do Laboratório de Bioacústica da Universidade Técnica da Catalunha.

O investigador francês Michel André lidera um projecto internacional de desenvolvimento de técnicas que permitem monitorizar os sons dos oceanos.

No âmbito da investigação, foram instalados sensores submarinos que detectam tanto os ruídos da natureza como os barulhos produzidos pelos seres humanos.

“Utilizamos microfones, chamam-se hidrofones. São microfones submarinos que nos permitem captar os sons neste tipo de ambiente. Quando os sons são captados, passam através de um circuito que vai analisá-los em tempo real, podemos analisar a sua natureza, saber se são cetáceos ou ruídos de barcos. Isso permite-nos compreender a interação entre os ruídos artificiais e os ruídos biológicos”, explicou Michel Andre, investigador da Universidade Politécnica da Catalunha.

Os hidrofones podem ser colocados a três mil metros de profundidade. A ligação à terra faz-se por cabos de fibra ótica ou antenas de rádio.

Os dados obtidos são transmitidos em tempo real através da Internet. O objectivo é fornecer aos investigadores um mapa global dos ruídos dos oceanos.

“Esta rede encontra-se hoje no mundo inteiro, está implantada nos oceanos. O projeto começou em 2002 graças ao prémio Rolex que vencemos por termos tentado evitar as colisões entre os grandes cetáceos e os navios. Nesta carta, podemos ver os observatórios a que temos acesso. O mar nunca está em silêncio. Aqui temos cetáceos que assobiam e estas pequenas barras são ruídos de navios”, acrescenta o investigador.

Além de tentar evitar as colisões e alertar os capitães dos navios para a presença de um mamífero marinho, o projecto fornece uma ferramenta às plataformas de gás e de petróleo de modo a poderem reduzir o ruído produzido pelas actividades industriais.

A intensidade sonora de mares e oceanos aumentou 20 decibéis nos últimos cinquenta anos.

A ONG Ocean Care chamou a atenção para o problema com uma frase choque:

O mar está a torna-se parecido com uma discoteca, ou seja, um local onde podemos permanecer algum tempo mas onde é impossível viver.

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Está na hora de investir e financiar o Mar.

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Miguel Marques, partner da PwC, na área da Economia e Finanças do Mar, apresenta seu ponto de vista sobre o potencial deste sector crucial para o futuro do país. “Quem contempla a linha do horizonte no estuário do Tejo, não pode ficar indiferente à azáfama de entrada e saída de navios cruzeiros, de grande dimensão, que fazem escala no porto de Lisboa. Assim como quem observa o mar na foz do Douro, não pode ficar indiferente ao cruzar do seu olhar com inúmeros navios que formam um ‘comboio flutuante’ de importações e exportações. Ou quem teve o privilégio de festejar a passagem do ano na Madeira e se deparou com o maior número de sempre de navios cruzeiros que escolheu esta nossa ilha para entrar no novo ano.

Ou quem visita Sines, não pode ficar indiferente à cada vez maior dimensão e número de navios de nova geração, encarregues de abastecer portos-mãe de grande profundidade, cumprindo a sua missão na cadeia logística. Ou quem passeia na baixa das nossas cidades, não pode ficar indiferente, quando repetidamente encontra belas montras, de produtos gourmet, que expõem embalagens portuguesas de conservas de peixe, vestindo o nosso pescado com o mais sofisticado design português, que os turistas tanto têm apreciado.

Ou quem embarca nos nossos aeroportos ou utiliza caixas de multibanco, não fica indiferente ao exemplo de cooperação de competidores que se uniram para tornar mais conhecido “o melhor peixe do mundo”. Ou quem, na hora de ponta, parado em enormes filas de trânsito, não pode ficar indiferente à beleza do Atlântico nos Açores, repleto de imponentes cetáceos, atores principais de vários outdoors espalhados pelas nossas cidades, promovendo a excelência do turismo natural dos Açores.

Ou quem ruma ao Algarve, não pode ficar indiferente à quantidade de pessoas, de várias nacionalidades, que desfrutam das maravilhas das praias da costa sul de Portugal. E quem, navega pelas redes sociais ou se desloca a pontos conhecidos da nossa costa, não fica indiferente ao arrojo dos ‘novos lobos-do-mar’ que cavalgam ondas gigantes, atraindo milhares de turistas e praticantes ao nosso país.

Das inúmeras conferências que se têm realizado sobre o mar, não se pode ficar indiferente à diversidade de entidades e pessoas presentes, desde pescadores, trabalhadores portuários, militares, empresários, cientistas das mais diversas áreas, políticos de todos os quadrantes, associações de todos os sectores, estudantes e cidadãos comuns.

Todos estes factos da realidade actual de Portugal, se têm traduzido também em números, como por exemplo os fornecidos pelo LEME – Barómetro PwC da Economia do Mar, que indicam que, num contexto muito difícil da economia nacional, entre 2008 e 2012, os movimentos médios mensais de contentores no conjunto dos portos nacionais cresceram 28%, o valor das exportações dos produtos da pesca a preços constantes cresceu 39%, o movimento de passageiros de navios cruzeiros no conjunto dos principais portos nacionais cresceu 46% e a produção nacional de aquacultura cresceu 38%.

Infelizmente, em simultâneo com a excelente performance de diversos sectores da economia do mar e, apesar dos esforços de muitas pessoas e entidades em tentar reverter atrasos, existem ainda grandes fragilidades na formação e treino marítimo, na construção naval (que, apesar de todas as adversidades, em 2012 cresceu em termos de volume de negócios) e no transporte marítimo nacional, que aliadas à redução do orçamento da marinha, trazem uma forte preocupação à sustentabilidade futura da economia do mar em Portugal.

Esta dicotomia, entre sectores com excelente performance e sectores com dificuldades, faz com que os progressos que se têm alcançado em termos da criação de valor através do mar tenham a consistência da flor de sal, que, se por um lado com uma leve pressão pode quebrar, por outro lado tem o grande valor de existir e, acima de tudo, de resultar, em grande medida, de um esforço de centenas de pessoas e entidades que com a sua energia colocaram o mar numa trajectória crescente de importância.

Acredito que se fosse efectuada uma sondagem por todos os que, a partir da base, estão a construir a economia do mar do futuro, sobre qual deveria ser a estratégia de Portugal para o mar, a grande maioria substituiria grandes reflexões sobre o tema por verbos de acção, tais como, implementar, desburocratizar, formar, preservar, pescar, processar, investigar, prospectar, nadar, mergulhar, navegar … Se tivesse que escolher um ou dois verbos de acção que considero prioritários, nesta fase, não hesitaria em escolher financiar e investir.

Está na hora de potenciar a dinâmica que o mar está a criar nos portugueses, reforçando-a com financiamento e investimento nas actividades do mar.

Fonte: Nysse Arruda Sailing

Mensagem com 101 anos encontrada por pescadores

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Uma garrafa com uma mensagem, escrita, há 101 anos, pelo filho de um padeiro, foi encontrada no mar Báltico por um pescador alemão. A neta do autor, com 62 anos, foi localizada e a mensagem está exposta no Museu Marítimo Internacional de Hamburgo, na Alemanha.

Konrad Fischer, um pescador alemão, encontrou no mês passado, em Kiel, um postal dentro de uma garrafa de cerveja. “Eu tinha-a na minha mão, mas depois um colega disse-me que tinha alguma coisa lá dentro”, conta o pescador ao jornal local “The Kieler Nachrichten”. A mensagem tinha a data de 17 de maio de 1913 e foi escrita pelo filho de um padeiro, Richard Platz.

Investigadores do Museu Marítimo Internacional de Hamburgo, para onde foi levada a garrafa, conseguiram identificar o autor da mensagem pela morada que se encontrava no postal. Richard Platz terá atirado a garrafa ao mar Báltico, durante uma caminhada com um grupo de apreciadores da natureza, em 1913.

“Esta é provavelmente a primeira vez que uma mensagem tão velha é encontrada, particularmente numa garrafa ainda intacta”, disse Holger von Neuhoff, do Museu de Hamburgo.

Depois de identificarem Richard Platz como autor da mensagem, os investigadores do museu localizaram a sua neta, de 62 anos, Angela Erdmann, que vive em Berlim. Erdmann viu o postal e a garrafa pela primeira vez na semana passada, no museu de Hamburgo. A mensagem pedia a quem encontrasse a garrafa para a devolver para o endereço do autor, em Berlim. “Foi quase inacreditável”, afirmou Angela Erdmann à agência de notícias alemã, DPA.

Com a descoberta, Erdmann contou à impressa que quer saber mais sobre o seu avô, que nunca chegou a conhecer. Um investigador genealógico, em Berlim, descobriu que Platz teria 20 anos quando escreveu a mensagem e que morreu em 1946, com 54 anos.

O postal e a garrafa vão estar expostos no Museu Marítimo Internacional de Hamburgo até ao dia 1 de maio. Serão depois analisados por especialistas, para decifrarem o conteúdo da mensagem que ficou ilegível com o tempo e com a humidade, afirmou Von Neuhoff.

Fonte: JN

Nuno Crato admite criar cursos profissionais para o Mar

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Nuno Crato considerou que a aposta no mar, para além dos impactos imediatos em termos curriculares, “pode vir a desenvolver-se em escolas determinadas, como as escolas quiserem, com ofertas mais vocacionadas, mais profissionalizadas”.

O ministro acompanhou Assunção Cristas, ministra da Agricultura e do Mar, à Escola Básica e Jardim de Infância Rómulo de Carvalho, em Matos Cheirinhos, São Domingos de Rana, para afixar o primeiro de 100.000 mapas “Portugal é Mar” a distribuir pelas escolas do país.

O mapa delimita a atual zona económica exclusiva e a nova área limite da Plataforma Continental apresentada em 2009, no âmbito da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

A ministra Assunção Cristas salientou, perante os alunos de uma sala de aula da escola Rómulo de Carvalho, que “a parte do mar é 18 vezes mais do que a parte da terra e quando a proposta for aprovada a zona marítima será 42 vezes mais”. Para a ministra, a distribuição dos mapas visa “sensibilizar as novas gerações” para as potencialidades do mar, de modo a que possam estudar o aproveitamento futuro dos recursos marinhos.

“Em alguns casos vamos poder pescar mais, noutros vamos pescar menos e noutros não vamos poder pescar”, respondeu Assunção Cristas, à questão de uma aluna sobre se o alargamento levará ao aumento da pesca, chamando a atenção para outras “riquezas”, como as algas e minerais.

Nuno Crato, questionado sobre a proposta ainda não estar aprovada, destacou a importância pedagógica do tema e mostrou-se confiante de que os limites, mesmo com ajustes, não deverão ser muito diferentes.

 

Novo Mapa “Da Minha Sala Vê-se o Mar” é hoje afixado nas salas de aula

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Nas escolas do país é afixado hoje o novo mapa “Da minha sala vê-se o mar”.  

Os Serviços do Alentejo da DGEstE – Direcção Geral de Estabelecimentos Escolares vão acompanhar a cerimónia nas escolas da região. No distrito de Beja o Chefe de Equipa Multidisciplinar, Herlander Mira, vai estar na Escola Básica 2, 3 de Vidigueira.

De acordo com o Ministério, “esta iniciativa pretende, despertar junto dos públicos-alvo a importância que o mar tem para o país e para os portugueses e contribuir para uma nova consciência sobre a dimensão de Portugal e do seu território, uma vez que Portugal tem 40 vezes mais mar do que terra, ou seja, 97% do território é mar”.

Fonte: Rádio Pax