Canoísta Nuno Barros campeão da Europa de maratonas C1

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O canoísta Nuno Barros sagrou-se neste sábado campeão da Europa de maratonas, em C1, elevando para duas medalhas de ouro o actual pecúlio da selecção de Portugal em Piestany, Eslováquia.

Campeão da Europa em 2011 e do Mundo em 2010, o atleta voltou ao topo da canoagem internacional com uma prova consistente, arrancando, imparável, para o sprint final a 400 metros da meta, deixando os rivais da Hungria e da Espanha para trás.

Hoje de manhã, a C2 júnior José Machado/Pedro Vieira repetiu o quinto lugar dos europeus de 2013, concluindo os 18.700 metros em 1:33.38 horas, a 3.42 minutos do ouro da dupla da Hungria. Em K1 sénior, Joana Sousa foi décima.

Os europeus de maratonas reúnem 222 canoístas de 23 países.

Fonte: Público

Mar profundo da Europa está cheio de lixo humano

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Garrafas, sacos de plástico e redes de pesca foram alguns dos tipos de lixo humano encontrados no mar profundo da Europa, segundo um estudo que destaca a necessidade de acções para impedir o aumento do lixo nos ambientes marinhos.

“O lixo foi encontrado ao longo de todo o Mediterrâneo e costas da Europa, estendendo-se até à crista dorsal mesoatlântica, a 2.000 quilómetros de terra”, lê-se no recente trabalho de investigação a que a Lusa teve acesso, que envolveu 15 organizações de toda a Europa e foi liderado pelo centro IMAR da Universidade dos Açores, sediado no Departamento de Oceanografia e Pescas.

“A grande quantidade de lixo que chega ao mar profundo é um assunto de importância mundial. Os resultados do estudo destacam a extensão do problema e a necessidade de acções para prevenir a crescente acumulação de lixo nos ambientes marinhos”, sublinham os investigadores.

De acordo com o estudo, que beneficiou de uma colaboração entre dois projectos de investigação – o projecto HERMIONE, financiado pela União Europeia e coordenado pelo Centro Nacional de Oceanografia em Southampton, e o projeto “Mapping the Deep”, liderado pela Universidade de Plymouth -, “o lixo é um problema no ambiente marinho ao ser confundido com alimento por alguns animais, podendo enlear corais e peixes — um processo conhecido como ‘pesca fantasma'”.

Cerca de 600 amostras foram recolhidas pelos cientistas ao longo do oceano Árctico e do oceano Atlântico, incluindo o mar Mediterrâneo, entre os 35 e os 4.500 metros de profundidade, indica o relatório.

“Concluímos que o plástico foi o item de lixo mais comum no fundo marinho, enquanto o lixo associado às actividades da pesca (redes e linhas presas no fundo) são particularmente comuns em montes submarinos, bancos e cristas oceânicas”, precisou Christopher Pham, investigador da Universidade dos Açores.

“Esta pesquisa demonstrou que o lixo humano está presente em todos os habitats marinhos, das praias às zonas mais profundas e remotas dos oceanos”, observou.

“A maior parte do mar profundo continua inexplorada pelos humanos e esta é a nossa primeira visita a muitos destes locais, pelo que ficámos chocados ao descobrir que o lixo chegara lá primeiro que nós”, acrescentou o cientista.

Segundo o estudo, foi encontrado lixo “em praticamente todos os locais investigados, com o plástico a contribuir globalmente com cerca de 41 por cento e aparelhos de pesca abandonados com cerca de 34 por cento do total”, tendo também sido descoberto “vidro, metal, madeira, papel/cartão, roupa, cerâmica e outros materiais não identificados”.

Uma das descobertas mais interessantes, de acordo com a investigadora Kerry Howell, professora associada no Instituto Marinho da Universidade de Plymouth, foi “terem-se encontrado depósitos de carvão queimado no fundo marinho, largados no mar por navios a vapor desde o final do século XVIII”.

“Já se conheciam alguns depósitos no leito marinho, mas conseguimos perceber que a sua acumulação está associada às rotas marítimas modernas, o que indica que os principais corredores de navegação não foram alterados nos últimos dois séculos”, frisou.

O cientista Christopher Pham sublinhou que “no geral, as acumulações mais densas [de lixo] foram encontradas nos desfiladeiros submarinos profundos” e a investigadora Veerle Huvenne, do Centro do Oceanografia de Southampton, explica que “os desfiladeiros submarinos formam a principal ligação entre as águas costeiras e o mar profundo” e que “os desfiladeiros localizados perto de grandes cidades costeiras, como o desfiladeiro de Lisboa ou o de Blanes, em Barcelona, podem transportar o lixo marinho até profundidades superiores a 4.500 metros”.

O artigo científico, intitulado “Marine litter distribution and density in European Seas, from the shelves to deep basins”, está publicado no jornal de acesso livre PLOS ONE (http://dx.plos.org/10.1371/journal.pone.0095839).

Fonte: Lusa/SOL

Portos europeus perdem terreno no “top 20” mundial

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Roterdão, Hamburgo e Antuérpia continuam entre os 20 maiores portos mundiais na movimentação de contentores, mas apenas o primeiro logrou segurar a posição de 2012. Na frente continua Xangai. O movimento de contentores nos 20 maiores portos do mundo aumentou 3,3%, em média, em 2013 face a 2012, de acordo com os dados coligidos pela Alphaliner. O porto de Dalian conseguiu a melhor performance relativa, com um crescimento de 22,4%, e com isso subiu dois lugares no ranking (de 15.º para 15.º). O pior resultado foi de Hong Kong, com uma perda de 3,3% que lhe custou o terceiro posto no ranking. Roterdão manteve o 12.º posto, apesar de ter perdido 2,1% para 11,62 milhões de TEU. Hamburgo caiu de 15.º para 16.º, apesar de ter crescido 4,4% para 9,28 milhões de TEU. E Antuérpia cedeu 0,7% para os 8,58 milhões de TEU, desceu de 16.º para 17.º e está sob a ameaça de Xiamen. Na frente, Xangai cresceu em linha com a média do “top 20”: 3,3%, para 33,62 milhões de TEU. E com isso distanciou-se um pouco mais de Singapura, que avançou 2,9% até aos 32,58 milhões de TEU. Shenzhen é o novo n.º 3, fruto de um crescimento de 1,5% para 23,28 milhões de TEU. Hong Kong ficou-se pelos 22,35 milhões de TEU. O porto de Los Angeles/Long Beach manteve a 10.ª posição, com 14,59 milhões de TEU movimentados (mais 3,4%). O Dubai continuou sendo o 11.º, com 13,64 milhões de TEU processados (mais 2,7%).

Fonte: Transportes e Negócios