WEC reconfigura serviço UK/ IE IBERIA

De acordo com o armador, esta nova configuração oferecerá dois loops dedicados. Um serviço dedicado liga directamente a Espanha a Dublin e Liverpool, chamado serviço UK/IE Spain. 

Outro serviço dedicado ligado directamente Portugal a Dublin e Liverpool, denominado serviço UK/IE Portugal.

A nova rotação será a seguinte:

Serviço Reino Unido/IE – Portugal: Setúbal – Leixões -Dublin – Liverpool – Setúbal

.Serviço Reino Unido/|E- Espanha: Bilbao – Le Havre -Dublin – Liverpool – Bilbao

Serviço Reino Unido/IE – Portugal funcionará num loop de 9 a 10 dias, começando com o WEC Van Ruysdael, viagem EL503A em Setúbal em 19-01-2025.

Serviço Reino Unido/|E – Espanha será executado num loop de 7 ou 8 dias, começando com o WEC VanEyck, Viagem EN504A em Bilbau no dia 24-01-2025.

China cresce 5% em 2024 e atinge meta de Pequim

A economia da China expandiu-se a um ritmo anual de 5% em 2024, em linha com a meta definida por Pequim, reflectindo o valor recorde de exportações e a recente adopção de medidas de estímulo.

Em comparação com o trimestre anterior, a segunda maior economia mundial cresceu 5,4% entre outubro e dezembro, segundo os dados oficiais divulgados.

As exportações aceleraram à medida que os importadores se apressaram a realizar as suas encomendas, para evitar potenciais aumentos das taxas alfandegárias nos Estados Unidos, após o Presidente eleito, Donald Trump, tomar posse.

O montante das exportações ultrapassou, pela primeira vez, os 25 mil milhões de yuan (3.300 mil milhões de euros), um aumento de 7,1%, em relação ao ano anterior, anunciou esta semana o Conselho de Estado chinês.

“A economia nacional manteve-se estável, com progresso constante, e novas conquistas foram feitas no desenvolvimento de alta qualidade”, de acordo com o relatório difundido pelo Gabinete Nacional de Estatística.

“Em particular, com um pacote de políticas incrementais a ser implementado atempadamente, a confiança social foi efetivamente reforçada e a economia recuperou de forma notável”, afirmou.

A indústria transformadora foi um forte motor de crescimento no ano passado, com a produção industrial a aumentar 5,8% em relação ao ano anterior. O total das vendas a retalho de bens de consumo cresceu 3,5%, em termos homólogos.

PSA com marco histórico ao atingir 100M TEUs num ano

A PSA International, um dos maiores operadores portuários globais, atingiu um novo recorse anual ao movimentar 100,2 milhões de TEUs em todos os seus terminais globais, onde se inclui igualmente a sua representação portuguesa do Terminal XXI.

Esta meta é história, porque foi a primeira vez que a PSA superou a barreira dos 100 milhões de TEUs num ano.

Só o terminal da PSA em Singapura reportou uma movimentação recorde de 40,9 milhões de TEUs, representando um crescimento de 5,5%, enquanto os terminais da PSA fora de Singapura contribuíram com 59,2 milhões de TEUs, traduzindo-se num aumento de 5,7%.
Globalmente, os volumes do Grupo PSA aumentaram 5,6% em relação ao ano anterior.

Peter Voser, Presidente do Grupo PSA, afirmou: “2024 foi um ano de recuperação comedida para a economia global, moldada por conflitos geopolíticos em curso, tensões comerciais, eleições nacionais, pressões fiscais e taxas de juro flutuantes. Apesar dos desafios, estamos orgulhosos de ter alcançado este importante marco de produtividade para o Grupo. Olhando para o futuro, prevemos mais incerteza económica. No entanto, com a dedicação da nossa equipa e o apoio inabalável dos nossos clientes, parceiros e associados, estamos confiantes na nossa capacidade de navegar pelos ventos contrários que possam surgir no nosso caminho.”

O Terminal XXI em Sines contribuiu com 1,9 M de TEUs a essa contagem, tendo o seu melhor ano de sempre, após 2 anos de estagnação em que atingiu 0,2% de acréscimo entre 2022 e 2023.

Fim dos fretes elevados à vista para os armadores?

O conflito no Médio Oriente, que teve dois efeitos concretos, nomeadamente o do aumento acentuado nas taxas de frete e o aumento dos lucros dos armadores em 2024 , continuará a definir o ritmo do shipping em 2025. 

A instabilidade geopolítica no Médio Oriente não foi resolvida e aumentou desde 2023, e sem saber ainda qual o efeito da Administração Trump, tudo continua ainda muito obscuro sobre quando as companhias marítimas poderão retomar a navegação de forma segura no Mar Vermelho.

Mas outro efeito surge nesta altura, no seguimento do que foi uma enorme reconfiguração das rotas que é o pico do actual ciclo de alta do mercado devido à distância entre a oferta e a procura” que irá aumenta progressivamente este ano, colocando o excesso de capacidade numa possível margem entre os 17 e os 18%.

Independemente dos resultados deste ano, a situação no Mar Vermelho continuará a ser o ponto de viragem neste jogo de números.

OOCL revela 3° porta-contentores de 16,828 TEU

O armador OOCL – Orient Overseas Container Line, com sede em Hong Kong, teve um marco significativo com a cerimónia do seu 3° navio porta-contentorea de última geração, com capacidade de 16.828 TEU, com o nome de OOCL Sunflower, tendo sido construído no estaleiro Dalian COSCO KHI Ship Engineering Co. 

A embarcação foi oficialmente nomeada por Jenny King, Diretora e Gerente Geral da INTCO Recycling Resources Co., na presença de convidados, parceiros e clientes. Parte da mais nova série de navios ecológicos da OOCL, cada um com capacidade de 16.828 TEUs, o OOCL Sunflower apresenta tecnologias avançadas projectadas para fornecer inteligência, desempenho ambiental e eficiência operacional excepcionais. 

Esta geração de porta-contentores atende às regulamentações ambientais vigentes, destacando a dedicação da empresa ao desenvolvimento sustentável.

Porto de Leixões com novo recorde com operação de descarga

O navio MV Kobayashi Maru, proveniente da Roménia e da Sérvia, atracou com uma carga impressionante de 51.500 toneladas de milho a granel, distribuídas por cinco porões.

A operação foi liderada pelo Terminal de Carga Geral e de Granéis Líquidos (TCGL), uma empresa do Grupo ETE, destacando-se pela eficiência e inovação.

O processo contou com duas gruas Liebherr LHM420 de última geração e uma tremonha ecológica, ambas concebidas para minimizar o impacto ambiental, refletindo o compromisso com a sustentabilidade.

Este marco reafirma a posição do Porto de Leixões como um dos mais avançados e eficientes em Portugal, elevando os padrões de desempenho no setor portuário.

Além disso, a operação demonstra a capacidade do TCGL em lidar com desafios de grande escala, consolidando o porto como uma referência nacional e internacional.

Será o HMPV um obstáculo ao shipping ?

A disrupção está rapidamente a tornar-se o novo normal para a logística global. 

Após um período longo e complicado com a COVID-19,  neste momento um surto do chamado HMPV –  Metapneumovírus Humano está a começar a realçar o quão frágeis continuam a ser cadeias de abastecimento. 

De acordo com uma actualização recente da OMS –  Organização Mundial da Saúde, o HMPV está a espalhar-se silenciosamente pelas principais regiões industriais, reflectindo os desafios operacionais que enfrentámos durante a pandemia.

O HMPV está a causar perturbações significativas nas operações da cadeia de abastecimento, especialmente nos centros de produção em toda a Ásia. O absentismo relacionado com a saúde resultou numa redução da produção, enquanto os atrasos nos transportes reflectem os desafios de transporte observados durante o auge da pandemia da COVID-19. 

A natureza interligada das cadeias de abastecimento globais significa que estas perturbações não são contidas, estão a repercutir-se em todos os sectores. Alguns destes eventos podem suceder nos próximos meses, nomeadamente: Lentidão na produtividade, atrasos logísticos e aumento de custos associados.

O impacto do HMPV sublinha a vulnerabilidade das cadeias de abastecimento. Apesar das lições aprendidas com a COVID-19, muitas empresas ainda não adoptaram plenamente estratégias que as protejam contra tais choques. As empresas que dependem de modelos de inventário ou de terceirização numa única região estão particularmente expostas. Desafios a lidar: Escassez de mão-de-obra, “engarrafamentos” nos transportes marítimos, ( e não só) e desequilíbrios entre procura e oferta.

Ao que tudo indica, deverá ser improvável que o HMPV atinja a escala global da COVID-19, mas serve como um lembrete crítico da fragilidade que ainda existe nas nossas cadeias de abastecimento. As empresas devem ir além das medidas reactivas e adotar estratégias proactivas para resistir a futuras perturbações.

Será que haverá uma maior prudência e cuidado na abordagem a este tipo de matérias?

APS: Terminal XXI teve em 2024 o melhor ano de sempre

O Terminal XXI registou em 2024 um crescimento homólogo de 16% na carga contentorizada, a que correspondeu uma movimentação de 1,9 milhões de TEU (unidade equivalente a contentor de 20 pés), adiantou a administração portuária em comunicado, dando conta que o ano passado foi o “melhor de sempre”.

No volume de carga movimentada, Sines registou 47,8 milhões de toneladas, 11% mais do que o total registado em 2023, com o terminal de contentores a liderar os índices de movimentação – 23 milhões de toneladas -, seguindo-se o terminal de granéis líquidos – 20,8 milhões de toneladas, adianta.

A Administração do Porto de Sines (APS) salienta na mesma nota que nos últimos dez anos, o terminal de contentores do porto alentejano “tem vindo a crescer de forma sustentada”, sendo que na década 2014–2024 registou uma variação positiva de 14,7%.

Desta forma, no panorama internacional, Sines conquistou um lugar no “top 15” europeu em 2021, tendo em 2024 passado a ocupar a 14.ª posição. A APS sublinha ainda que em 2024, Sines – que conta com mais de 20 serviços regulares, semanais e bi-semanais – voltou a destacar-se no final do primeiro semestre como o porto europeu a registar um maior índice de crescimento, com uma variação homóloga de 25%.

Nesta infraestrutura continua em curso o plano de expansão do terminal que, até 2028, vai dotar Sines de uma capacidade instalada de 4,1 milhões de TEU.

Governo argentino dissolve Administração Portuária e despede 79% dos trabalhadores

O governo da Argentina liderado por Javier Milei decidiu dissolver a Administração Geral dos Portos da Argentina e demitir 79% dos seus trabalhadores, de acordo com o porta-voz da Presidência argentina, Manuel Adorni.

Numa publicação na rede social X ( antigo twitter), o porta-voz descreveu a organização como um “covil de corrupção e privilégios”.

Manuel Adorni indicou ainda que a Administração Geral dos Portos será substituída pela nova Agência Nacional de Portos e Navegação, que concentrará as funções do órgão dissolvido e de outros, “ganhando assim eficiência e transparência, além de conseguir menores custos”. 

“Serão eliminadas entidades e áreas com funções idênticas, serão reduzidos 79% do quadro de pessoal e serão vendidos imóveis e bens desnecessários”, acrescentou o porta-voz, salientando que “a alta administração será destituída”.

Esta decisão do Governo argentino soma-se a um conjunto de anúncios semelhantes feitos desde que Milei assumiu a liderança do executivo, em 10 de dezembro de 2023, e inclui-se no seu plano de reduzir os gastos públicos para alcançar o equilíbrio fiscal.

Exportações chinesas com novo recorde para os países lusófonos

As exportações chinesas para os países de língua portuguesa aumentaram 17,4% nos primeiros 11 meses de 2024, em comparação com igual período do ano anterior, e atingiram um novo recorde, indicam dados oficiais.

De acordo com dados dos Serviços de Alfândega da China, as mercadorias vendidas para os mercados lusófonos até novembro atingiram 78,7 mil milhões de dólares (76 mil milhões de euros).

Este é o valor mais elevado desde que o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Fórum de Macau) começou a apresentar estes dados, em 2013. O anterior recorde anual, de 73,4 mil milhões de dólares (70,9 mil milhões de euros), foi fixado em 2023.

Os dados divulgados na quinta-feira revelam que o Brasil foi o maior comprador no bloco lusófono, com importações vindas da China a atingirem 66,5 mil milhões de dólares (64,2 mil milhões de euros), uma subida de 23,5% em termos anuais.

Em segundo na lista vem Portugal, que comprou à China mercadorias no valor de 5,54 mil milhões de dólares (5,35 mil milhões de euros), mais 3,6% do que nos primeiros 11 meses de 2023.

Na direção oposta, as exportações lusófonas para a China caíram 2,3% até novembro, para 129,9 mil milhões de dólares (125,5 mil milhões de euros).

Os dados mostram que a descida se deveu sobretudo ao maior fornecedor lusófono do mercado chinês, o Brasil, cujas vendas caíram 2,2% para 108,3 mil milhões de dólares (104,6 mil milhões de euros).

Além disso, também o segundo maior parceiro comercial chinês no bloco lusófono, Angola, viu as exportações decrescerem 4,5% para 16,2 mil milhões de dólares (15,6 mil milhões de euros) nos primeiros 11 meses de 2024.

Pelo contrário, as vendas de mercadorias de Portugal para a China aumentaram 11,2% para 2,88 mil milhões de dólares (2,78 mil milhões de euros), enquanto as exportações de Moçambique subiram 6,6% para 1,62 mil milhões de dólares (1,56 mil milhões de euros).

Já as exportações da Guiné Equatorial para o mercado chinês desceram 13,8%, para 972,9 milhões de dólares (939,7 milhões de euros), enquanto as vendas de Timor-Leste (menos 99,1%), Cabo Verde (menos 81,9%) e São Tomé e Príncipe (menos 70,7%) também caíram em comparação com o período entre janeiro e novembro de 2023.

As exportações da Guiné-Bissau para a China mantiveram-se inalteradas nos primeiros 11 meses de 2024, embora o país não tenha vendido mais de mil dólares (cerca de 966 euros) em mercadorias.

Apesar do novo recorde das exportações chinesas e da queda no lado dos países de língua portuguesa, a China registou um défice comercial de 51,2 mil milhões de dólares (49,5 mil milhões de euros) com o bloco lusófono no período entre janeiro e novembro.

Ao todo, as trocas comerciais entre os países de língua portuguesa e a China atingiram 208,6 mil milhões de dólares (201,6 mil milhões de euros) entre janeiro e novembro, mais 4,3% do que em igual período de 2023.