ETE com controlo exclusivo do Terminal de Santa Apolónia

Segundo avança o Jornal de Negócios, a ETE – Empresa de Tráfego e Estiva notificou esta quinta-feira a Autoridade da Concorrência (AdC) da aquisição do controlo exclusivo da sociedade TSA — Terminal de Santa Apolónia, que detém atualmente em partes iguais com a GSMarítima, do grupo Sousa.

A compra segue-se à determinação da AdC em dezembro do ano passado de que o grupo Sousa, com sede no Funchal, teria de alienar a sua participação de 50% na TSA, concessionária do terminal multipurpose de Lisboa, no Beato, para poder entrar no capital – partilhando o controlo com a Yilport – da Sotagus, concessionária do terminal de contentores de Santa Apolónia.

O regulador referia então ter aprovado esta operação em que o grupo Sousa e a Yilport assumem o controlo conjunto da Sotagus, que até então totalmente detida pelo grupo turco, mas mediante alguns “remédios” para “mitigar as preocupações concorrenciais”. Na altura a AdC concluiu que a operação colocava riscos de impactar negativamente a concorrência, uma vez que o grupo Sousa passaria a controlar, ainda que em conjunto, os dois terminais concorrentes no porto de Lisboa.

A ETE – que pertence ao grupo ETE, o qual desenvolve atividade nas áreas das operações portuárias – é uma empresa de estiva que se dedica à realização de operação portuária no porto de Lisboa, sendo concessionária do terminal multipurpose do Poço de Bispo e realizando operação ao largo de carga e descarga de navios.

Nova lei das pescas: Número ilimitado de tripulantes estrangeiros

A nova lei das pescas vai permitir um número de tripulantes estrangeiros ilimitado, avançou o Diário de Notícias. 

Esta é a resposta do Governo aos alerta do sector que sobrevive à custa de mão de obra imigrante, com uma grande fatia a ser preenchida por cidadãos da Indonésia.

A actual lei obriga a que, pelo menos, metade da tripulação seja nacional, mas o sector tem sido confrontado com uma grande falta de mão de obra. 

“Sem estas alterações, ou as embarcações não iam para mar ou, se iam, faziam-no em desrespeito da lei”, refere o ministro da Agricultora e Pescas, José Manuel Fernandes, ao DN.

A inclusão de um número ilimitado de estrangeiros não-comunitários e que não são oriundos de países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP) nas embarcações terá, no entanto, de ser fixada por acordos entre a Administração Marítima Portuguesa e entidade homóloga desses países terceiros. 

José Manuel Fernandes garante ainda que o Governo não vai desistir da renovação geracional.

Porto de Aveiro investe para receber navios maiores

“O conselho de administração do Porto de Aveiro deliberou abrir um concurso público internacional com vista à substituição das defensas e cabeços de amarração no setor comercial norte”, refere uma nota de imprensa.

Segundo a administração portuária, o projeto representa um investimento base de quatro milhões de euros, com um prazo de execução estimado em 480 dias.

“Para garantir a operacionalidade e segurança das operações portuárias, torna-se essencial proceder à substituição das defensas e cabeços de amarração”, justifica.

O novo equipamento “será dimensionado para permitir a atracação de navios até 50 mil toneladas de deslocamento, alinhando-se com o objetivo de receber navios de maior porte”.

Na nota de imprensa, recorda-se que os terminais do Porto de Aveiro “foram originalmente dimensionados para operações de navios até 27 mil toneladas de deslocamento, atendendo às especificações dos acessórios de cais, nomeadamente defensas e cabeços de amarração”.

“Face à crescente tendência de utilização de navios de maior largura de boca, a tonelagem de deslocamento tem vindo a ultrapassar os limites previstos no projeto inicial”, admite a administração do Porto de Aveiro.

A administração portuária confirma que os terminais já recebem navios de maior deslocamento, “uma realidade que tem causado um desgaste acelerado nos equipamentos instalados”.

“Este investimento reflete o compromisso do Porto de Aveiro em modernizar as suas infraestruturas e responder às exigências crescentes do tráfego marítimo internacional, assegurando a competitividade e a segurança das suas operações”, salienta a Administração do Porto de Aveiro.

Portos de Lisboa e Setúbal crescem em 2024.

 

Os Portos de Lisboa e Setúbal registaram resultados positivos em 2024, consolidando a sua importância estratégica e afirmando-se como o maior ecossistema portuário a servir a Årea Metropolitana de Lisboa. 

Os dois portos movimentaram um total de 17,8 milhões de toneladas de mercadorias e 616.618 TEU (unidades equivalentes a contentores de 20 pés), que representa um crescimento homólogo conjunto de 3,7% em toneladas e de 7% em TEUS.

O Porto de Lisboa encerrou o ano com um crescimentode 3,6% no volume de carga movimentada, em relação a 2023, totalizando 11,3 milhões de toneladas de mercadorias movimentadas e o Porto de Setúbal obteve um aumento de 3,7% no volume de carga movimentada, atingindo 6,5 milhões de toneladas.

Carlos Correia, Presidente dos Conselhos de Administração da APL – Administração do Porto deLisboa, e da APSS – Administração dos Portos de Setúbale Sesimbra, sublinha que “os resultados alcançados são o reflexo do trabalho desenvolvido por cada um dos portos no sentido de se consolidarem como motores de desenvolvimento económico e social do País”.

Armadores no Canal do Suez? Ainda não.

O cessar-fogo entre o Hamas e Israel tem um ponto positivo de parar os confrontos no imediato, permitindo a entrada de ajuda humanitária.

No que concerne ao shipping, apesar destes sinais positivos, há um consenso mínimo de que voltar a curto prazo ao Canal do Suez, é muito improvável.

Pese a promessa por parte dos rebeldes houthis de que iria cessar os ataques a navios no Mar Vermelho, excepto navios pertencentes a empresas israelenses ou que naveguem sob a  bandeira israelita, ainda existe desconfiança sobre essas intenções, sobretudo sem garantias mais palpáveis.

A consultora de pesquisa e dados do sector, a  Drewry insistiu que “não devemos esperar ver as linhas de contentores apressarem-se a regressar ao Canal de Suez”. 

Drewry aconselhou que a maioria dos armadores,  “esperariam para ver como as coisas evoluem e precisariam estar totalmente convencidas de que a ameaça de ataque foi eliminada antes de considerarem um retorno aos trânsitos de Suez” – um cronograma, que segundo estes especialistas, levaria “meses, em vez de semanas”.

Já a plataforma de inteligência e dados de mercado do sector, a Xeneta, “os armadores querem garantias de que a situação não se deteriorará repentinamente antes do reencaminhamento.”

“Um acordo para interromper os combates não significa necessariamente um regresso em grande escala dos navios porta-contentores ao Mar Vermelho… ainda há um longo caminho a percorrer antes de se chegar a um verdadeiro acordo de paz”, acrescentou a Xeneta.

42% dos navios GNL que passam em Sines são dos EUA


O Porto de Sines têm-se afirmado em muitos segmentos, e um deles sem dúvida é o segmento do GNL – Gás Natural Liquefeito. É a principal infraestrutura nacional de entrada de gás por meio marítimo e tem tido um crescimento significativo desde 2019.

Numa altura em que a Administração Trump afirma que a Europa tem de se abastecer mais por via dos EUA, tendo afirmado: “Vamos baixar os preços, vamos encher as nossas reservas estratégicas até à borda e vamos exportar energia americana para todo o mundo. Voltaremos a ser uma nação rica.”

Mas afinal qual o peso deste país nesta vital infraestrutura nacional?

O principal país fornecedor, continua a ser a Nigéria, pese o facto dos norte-americanos terem adquirido nos últimos anos, um peso maior, tendo passado de 15 navios em 2019, para 12 em 2020 ( devido à pandemia ), tendo subido para 18 em 2021, 24 em 2022, tendo mantido o mesmo número em 2023 ( ano do último registo), mas já representando 42% de todo o GNL que chega a Sines.

O governo português afirmou que pretende aumentar as compras de GNL aos Estados Unidos e à Nigéria. Foi o que disse, em Davos, a ministra do Ambiente, Maria Graça Carvalho, numa referência à necessidade de reforçar a independência face ao gás russo, pese embora as decargas do gás russo continuem em Sines, o que levanta questões éticas derivadas do posicionamento de Portugal no apoio à Ucrânia.

Sines já estava na mira do interesse norte-americano na 1ª administração Trump, tendo tido visitas do então secretário de estado da energia, Dan Brouillette, que se inteirou sobre o terminal GNL da REN, e um eventual novo terminal contentorizado em Sines, planos que ficaram em suspenso, devido à pandemia da Covid-19 e toda a turbulência que se seguiu. Será este o momento de uma nova aproximação?

Cruzeiros no Porto de Leixões atinge novos máximos em 2024

A actividade de cruzeiros no Porto de Leixões continua a registar um crescimento assinalável, atingindo em 2024 novos máximos históricos tanto no número de escalas de navios como no volume de passageiros.

O Porto de Leixões recebeu, ao longo de 2024, 152 escalas de navios de cruzeiro, o que representou a chegada de aproximadamente 196.000 visitantes ao Porto & Norte de Portugal. 

Estes números consolidam 2024 como o melhor ano de sempre para a actividade de cruzeiros neste porto. Comparativamente ao ano anterior, verificou-se um crescimento de 32% no número de passageiros e de 31% no número de escalas de cruzeiros.

O Reino Unido manteve-se como o principal mercado emissor de passageiros com 34% do total, seguido pelos Estados Unidos da América (24%) e pela Alemanha (23%). A dimensão média dos navios que escalaram Leixões também aumentou significativamente, atingindo um valor recorde de 8,9 milhões de GT (arqueação bruta), o que representa um crescimento de 28% face ao ano anterior.

Entre os destaques de 2024, contam-se 15 escalas inaugurais e a estreia da companhia Princess Cruises, que iniciou operações em Leixões com o navio Island Princess. Também se verificaram seis operações de ‘turnaround’, duas das quais protagonizadas pelo navio português World Explorer, construído nos Estaleiros Navais do Porto de Viana do Castelo.

PSA Internacional lança "PSA Ventures".

A PSA International revelou a evolução da PSA unboxed, a sua plataforma aceleradora de inovação e startups, para a PSA Ventures, um braço de capital de risco e construtor de risco dedicado. 

Esta transformação estratégica solidificará ainda mais o compromisso do Grupo em impulsionar o crescimento, a eficiência operacional e a sustentabilidade em todas as operações portuárias e da cadeia de abastecimento globais.

Com base nas bases sólidas do PSA unboxed, a PSA Ventures ampliará o seu foco para além das startups. Comercializará propriedade intelectual desenvolvida através de colaborações com organizações e instituições de investigação com ideias semelhantes, ao mesmo tempo que prosseguirá investimentos tradicionais de capital de risco.

O CEO do Grupo PSA International, Ong Kim Pong, afirmou: “À medida que a gestão de centros marítimos internacionais, infra-estruturas e redes de transporte se torna cada vez mais complexa, a PSA Ventures permitir-nos-á construir empreendimentos com parceiros-chave e capitalizar sobre as tendências emergentes. Ao colaborar com inovadores com visão de futuro e investir em soluções transformadoras, continuaremos a co-criar portos e cadeias de abastecimento mais inteligentes, mais verdes e mais resilientes, alinhados com a visão Node to Network da PSA.”

Investimento superior a 1 milhão de euros moderniza FOR-MAR, da Nazaré

“O Pólo da Nazaré do FOR-MAR (Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar) está mais moderno e preparado para atender às exigências da formação marítima. A inauguração das obras de requalificação marca um passo relevante na valorização das condições oferecidas aos profissionais que dependem do mar para exercer suas actividades, reforçando a importância da economia azul e do sector marítimo no desenvolvimento do concelho da Nazaré”, realça o município em nota de imprensa.

Este projecto, refere a autarquia, teve como foco “a modernização das instalações formativas, adequando-as às novas exigências de ensino e promovendo maior conforto e bem-estar para os utentes”.

“O edifício passou por uma renovação completa, incluindo a actualização de sinalética de acordo com a nova imagem institucional do FOR-MAR. Foram instalados simuladores de navegação e máquinas de última geração, além de criado um centro de exames, iniciativas que visam aumentar significativamente a qualidade da formação oferecida”, prossegue a câmara.

A cerimónia de inauguração contou com a presença de João Rui Ferreira, secretário de Estado da Economia, em representação da Secretária de Estado do Mar, Lídia Bulcão, e da secretária de Estado das Pescas, Cláudia Monteiro de Aguiar. Participaram também membros do Conselho de Administração do FOR-MAR, representantes das entidades que o tutelam (IEFP e DGRM) e da Câmara Municipal da Nazaré.

O projecto de requalificação do pólo envolveu um investimento superior a 1 milhão de euros, repartidos entre a melhoria das instalações [a 180 mil euros nas instalações, financiado pelo Programa de Recuperação e Resiliência – Hub Azul School (INVESTIMENTO TC-C10-i01 – Hub Azul, Rede de Infraestruturas para a Economia Azul); e o equipamento com meios necessários à aprendizagem dos formandos. A câmara recorda que as obras, iniciadas em Outubro de 2023, reforçam o papel estratégico do Pólo da Nazaré na formação de profissionais do sector marítimo e na requalificação de infra-estruturas integradas do Porto da Nazaré, “uma das maiores estruturas responsáveis pelo desenvolvimento e segurança do concelho”.

“Com estas melhorias, o Pólo da Nazaré não só se destaca como um centro de excelência na formação marítima, mas também reafirma a relevância do mar para a economia e identidade local, contribuindo para a capacitação de profissionais que garantem a segurança e o progresso da actividade marítima na região”, diz Salvador Formiga, vereador na Câmara da Nazaré.

Transinsular reforça capacidade de transporte para Cabo Verde.

A Transinsular, empresa do Grupo ETE, introduz a partir de quinta-feira, dia 23 de Janeiro, o Navio Ponta do Sol em conjunto com o navio Lagoa, na rota Cabo Verde / Portugal Continental, aumentando significativamente a capacidade de transporte para 420 TEUS.

Com esta nova oferta do serviço Cabo Verde Expresso – agora designado Cabo Verde Expresso 2.0 – a Transinsular, empresa do GRUPO ETE, reforça a capacidade de transporte nas ligações marítimas regulares e diretas desde Portugal para Cabo Verde (Praia, Mindelo, Sal e Boavista), continuando o melhor tempo de transito do mercado a nível internacional e a assegurar a distribuição regular e eficiente inter-ilhas no arquipélago.

Com uma taxa de cumprimento de itinerário superior a 95% e com o menor tempo de trânsito do mercado entre Portugal e Cabo Verde – 6 dias – o serviço Cabo Verde Expresso, assegura as ligações marítimas diretas (sem transbordo) entre estes dois países, nomeadamente aos principais portos de Cabo Verde (Sal, Boavista, Praia e Mindelo).

Com agências próprias e equipas especializadas nesses portos, a Transinsular, aproveita sinergias com outras empresas do Grupo ETE para oferecer soluções integradas aos seus clientes. 

Esses serviços combinam transporte marítimo e logística internacional com cabotagem nacional (entre ilhas), assegurando assim o fluxo normal do abastecimento contínuo das populações e dos agentes económicos do arquipélago.