Frota da MSC atinge os 900 navios.

O gigante ítalo-suiço MSC conseguiu mais um objectivo de relevância, ao atingir um frota global de 900 navios porta-contentores, de acordo com o relatório da consultora de dados sobre Shipping, a Alphaliner, composta por 609 navios próprios e 292 fretados.

A consultora indicou que o armador com sede em Genebra tornou-se a primeira companhia aérea global de contentores a atingir tal frota. Com 132 navios encomendados, a MSC pode aproximar-se cada vez mais da marca dos 1.000 navios nos próximos anos. A frota do grupo MSC também inclui navios da Medlog, Log-In Logistica e WEC Lines, controladas pela família Aponte.

A frota total do MSC Group agora é de cerca de 6,47 milhões de TEUs, quase 1 milhão de TEU a mais que a segunda colocada, a Maersk Line, que a operadora suíça destronou do topo do ranking de navios de linha em 2022.

Pausa nas tarifas reduz para metade o comércio de contentores afectados.

Uma análise recente demonstra que a pausa de 90 dias nas tarifas de importação imposta pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, ( excepção feita com a China ), significa que, por enquanto, 6% do comércio global de contentores, totalizando 29 milhões de TEUs, foi afectado, em comparação com 11% antes da moratória.

A 8 de abril, um dia antes da imposição de tarifas adicionais às importações americanas de todos os países, Trump ofereceu uma pausa de 90 dias, excepto às importações chinesas, que foram submetidas a tarifas elevadas de 145%. Donald Trump afirmou que as tarifas mais altas sobre a China foram uma resposta às suas tarifas retaliatórias sobre as importações americanas.

É estimado que os impostos mais altos sobre as importações da China podem afectar 63 milhões de toneladas do comércio marítimo de contentores. Com estas acções é esperada uma redução significativa de curto prazo nos volumes de comércio transpacífico de contentores no meio da incerteza e às tarifas elevadas sobre as importações americanas da China, em particular.

O comércio bilateral EUA-China representa apenas 1,5% do comércio marítimo global, mas é mais significativo no segmento contentorizado. O potencial de crescimento pode surgir se e quando as tensões comerciais forem resolvidas. As tarifas também podem interromper as redes de serviço, levando a congestionamentos ou navios paralisados. Entretanto, se os volumes de contentores caírem devido às tarifas, poderá haver desvantagens, que serão agravadas se os trânsitos no Mar Vermelho forem retomados.

Plataforma digital acelera transição energética dos portos nacionais

O INEGI – Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Engenharia Industrial desenvolveu, em parceria com a Universidade de Évora e a empresa ITGEST, uma plataforma digital para apoiar a transição energética e a descarbonização dos portos nacionais.

A ferramenta permite analisar as condições meteorológicas predominantes num determinado local e, assim, aferir a viabilidade de instalar aerogeradores e painéis fotovoltaicos. Permite ainda determinar o impacto do investimento em energias renováveis para as empresas. 

A plataforma, denominada Endogenous Renewable Energies Planning Tool (EREPT), possibilita também gerir locais de construção e calcular a redução da pegada carbónica resultante da descarbonização da zona portuária.  

“Os operadores logísticos, administradores portuários e demais stakeholders têm a possibilidade de conhecer o potencial energético dos locais onde estão inseridos numa fase preliminar de um projeto”, explica Miguel Marques, responsável pelo projeto no INEGI, citado na página do INEGI.

De acordo com Miguel Marques, esta ferramenta tem carateristicas únicas no mercado por disponibilizar de forma integrada e numa fase inicial do desenvolvimento do projeto “a análise dos recursos solar e eólico numa dada região”, bem como permitir “simulações de armazenamento, avaliação económica e o cálculo da pegada de carbónica”.

A EREPT foi criada no âmbito do Nexus, uma das 23 agendas mobilizadoras do Plano de Recuperação e Resiliência, na qual o INEGI tem intervenção. Reúne um consórcio de 35 entidades, com o intuito de impulsionar a descarbonização e a transição energética dos portos nacionais, a digitalização da cadeia logística e o desenvolvimento sustentável do transporte. 

Perfil: Quem é Gianluigi Aponte, dono da MSC ?

A família Aponte consegue seguir as suas raízes marítimas até 1675, segundo o site da companhia. Gianluigi Aponte nasceu perto da Baía de Nápoles, onde a família tradicionalmente transportava mercadorias e passageiros.

Foi treinado como capitão de navio e posteriormente operou balsas transportando turistas ricos para resorts em ilhas como Capri e Ischia.

Foi numa dessas viagens que conheceu q sua futura esposa, Rafaela Diamant, filha de um banqueiro suíço.

Aponte iniciou a MSC em 1970 após comprar um antigo navio de carga alemão, e no ano seguinte comprou um segundo navio, baptizando-o com o nome da sua esposa.

Logo começou a comprar navios porta-contentores usados, alguns de ferros-velhos, enquanto procurava entrar num negócio dominado pela Maersk e Hapag-Lloyd. Depois de estabelecer um nicho em rotas menos procuradas, a MSC eventualmente se destacou dar prioridade ao preço em vez de velocidade de entrega.

No final dos anos 1980, Aponte entrou no segmento de lazer, e a MSC Cruises tornou-se a terceira maior marca de cruzeiros do mundo. Assim como os seus pares europeus do sector do Shipping, Aponte investiu fortemente em portos e logística.

Os lucros da MSC durante a pandemia alimentaram uma nova dinâmica de rápida expansão, e em 2022 a empresa alcançou o objectivo do seu fundador de se tornar o maior armador do mundo, deixando a Maersk em segundo lugar.

O filho de Aponte, Diego, tornou-se presidente do grupo MSC em 2014. Ainda assim, Gianluigi permanece altamente activo na gestão da MSC como chairman do grupo, com a tomada de decisões concentrada entre os membros da família, segundo executivos do sector ouvidos pela Bloomberg News.

Diego Aponte também lidera o conselho da TiL, sediada em Genebra, onde o seu pai é diretor, de acordo com o site da empresa, que lista como accionistas a MSC, a GIP da BlackRock e o fundo soberano de Singapura GIC.

Pesca de polvo no Algarve vai ser interdita de 15 de setembro a 14 de outubro de 2025

A portaria n.e 55/2025/1 “delimita” o período em que vigora ơ defeso e a área em que “é proibida a captura, manutenção a bordo, desembarque e comercialização de polvo (Octopus Vulgaris)”, que corresponde a toda a costa algarvia, desde “o paralelo que passa pela ribeira de Seixe (Norte) até à foz do rio Guadiana (Este)”.

A medida inclui também “as áreas interiores não marinhas”, abrange toda a área que vai ‘até ao limite da Zona Económica Exclusiva (ZEE)” e impede a pesca durante o mês de defeso com “todas as artes de pesca comercial”, segundo a portaria,
que entra em vigor no dia seguinte à sua publicação, na quinta-feira.

Os polvos que sejam capturados têm de “ser de imediato devolvidos ao mar, entre 15 de setembro e 14 de outubro, de cada ano, na área correspondente a toda a extensão de costa do Algarve”, determina a portaria. “o Decreto-Lei n.e 73/2020, de23 de setembro, prevê, através dos artigos13. a18., a criação de comités de cogestão através dos quais se promove, mediante o princípio da máxima colaboração mútua, a gestão partilhada dos recursos vivos e dos meios necessários à sua captura e aproveitamento económico”, pode ler-se no Diário da República.

O diploma assinala também que a publicação da Portaria n.e84/2024/1, de 6 de março, criou o Comité de Cogestão para a Pesca do Polvo (Octopusvulgaris) no Algarve, estabelecendo a pescaria e a área a que o mesmo se aplica, aprovando os estatutos pelos quais se rege”.

Terminal XXI continua no serviço USWC da MSC.

O gigante armador ítalo-suiço MSC, manteve os portos do serviço USWC ( Swan-Sentosa ), onde se inclui o Terminal XXI em Sines, adicionando dois portos nórdicos para complementar o serviço, nomeadamente os portos de Gotemburgo e Aarhus.

O serviço USWC faz a ligação entre o Médio Oriente e a Europa. O Terminal XXI manteve-se no serviço, o que é uma nota positiva, após ter perdido o serviço MedUSEC em Fevereiro passado. Não se conhece os números actuais de movimentação do 1º trimestre após um 2024 que foi o melhor ano de sempre.

De acordo com a consultora de dados do shipping, a DynaLiners, a rotação actualizada dos portos do serviço USWC é:

Sines – Terminal XXI, Le Havre (França), Roterdão (Holanda), Gotemburgo (Suécia), Aarhus (Dinamarca), Hamburgo (Alemanha), Antuérpia (Bélgica), Port Kelang (Malásia), Singapura (Singapura), Laem Chabang (Tailândia), Ho Chi Minh (Cai Mep, Vietname), Busan (Coreia do Sul), Long Beach (EUA), Oakland (EUA), Yokohama (Japão), Ningbo (China), Xangai (China), Xiamen (China), Shenzhen (Yantian, China), Singapura e de volta a Sines – Terminal XXI.

Porto de Setúbal reforça presença internacional na Seatrade Cruise Global 2025.

O Porto de Setúbal marcou presença na Seatrade Cruise Global 2025, o maior evento mundial da indústria de cruzeiros, que decorreu de 7 a 10 de abril no Miami Beach Convention Center, nos Estados Unidos.

A participação decorreu no âmbito da Cruise Portugal – APP, Portos de Portugal, que este ano apresentou uma nova identidade visual, refletindo a evolução e ambição estratégica dos portos portugueses no setor dos cruzeiros.

Integrado no stand da Cruise Portugal, o Porto de Setúbal participou em diversas reuniões estratégicas com operadores e parceiros internacionais. Esta presença teve como objetivo reforçar o posicionamento de Setúbal como um destino competitivo, sustentável e atrativo para o segmento dos cruzeiros.

O evento foi uma oportunidade para a APSS dar continuidade ao trabalho que tem sido desenvolvido na promoção do Porto de Setúbal no setor dos cruzeiros, destacando as suas características únicas, como a localização privilegiada junto à Reserva Natural do Estuário do Sado, a proximidade à cidade e o compromisso com práticas ambientais sustentáveis.

Com uma participação conjunta que envolveu também os portos de Leixões, Lisboa, Portimão, Açores e Madeira, a presença nacional na Seatrade Cruise Global 2025 afirmou-se como uma das mais fortes de sempre. O espaço de 56 m² no stand 1 605 acolheu, além das autoridades portuárias, diversas empresas portuguesas do setor marítimo-turístico e logístico, evidenciando a diversidade e qualidade da oferta nacional.

Para 2025, as administrações portuárias estimam novos recordes de atividade, com projeções de mais de 1,9 milhões de passageiros e cerca de 1 115 escalas, o que representará um crescimento significativo em relação aos números de 2024, 5% e 3%, respetivamente. O evento, que reuniu mais de 11 mil profissionais de cruzeiros de mais de 120 países, contou com a participação de mais de 600 expositores e 70 linhas de cruzeiro.

Este é um importante ponto de encontro para companhias de cruzeiro, destinos, estaleiros e fornecedores de equipamentos e serviços, tornando-se uma plataforma essencial para o futuro da indústria.

Os 90 dias de pausa de Trump usada para escoar encomendas para os EUA?

A suspensão temporária, por 90 dias, das tarifas recíprocas impostas a mais de 75 países, pela Administração Trump, dá balão de oxigénio até possíveis negociações.

A medida, divulgada recentemente, pode representar uma oportunidade crucial para empresas que aguardavam uma oportunidade de exportar encomendas acumuladas, aliviando as pressões enfrentadas no mercado internacional.

A decisão surge após uma série de anúncios de tarifas e contramedidas que têm impactado directamente o sector empresarial.

Mmuitas companhias enfrentam cancelamentos de pedidos ou solicitações de adiamento, reflexos directos das tensões e convulsões comerciais.

Além disso, os efeitos das tarifas não se limitam ao sector têxtil, estendendo-se também à indústria metalomecânica, que enfrenta desafios semelhantes diante do cenário de incertezas no comércio global.

A incerteza tem causado “angústia” nas empresas, que não sabem reagir perante a imprevisibilidade dos acontecimentos.

Enquanto isso, as encomendas e pedidos feitos de Portugal para os EUA continuam numa estranha zona, causando disrupção não só nas empresas, mas também aos portos.

A UE suspende contramedidas das tarifas dos EUA por 90 dias.

A questão das tarifas tem sido um braço de ferros dos EUA, não só com a China mas também com a União Europeia.

Os Vinte e Sete da UE adoptaram também uma pausa como um gesto para um avanço de possíveis negociações, com porta aberta para reiniciar esse diálogo logo que possível.

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula Van Der Leyen já avisou: “Se as negociações não forem satisfatórias, as nossas contramedidas serão aplicadas”,

“Tomámos nota do anúncio feito pelo Presidente eleito dos EUA, Trump. Queremos dar uma oportunidade às negociações. Enquanto finalizamos a adopção das contramedidas da UE, que receberam um forte apoio dos nossos Estados-Membros, vamos suspendê-las durante 90 dias”, afirmou Ursula von der Leyen numa curta declaração escrita.

ZIM encomenda 10 porta-contentores movidos a GNL num acordo de 2 bilhões de euros.

O armador israelita ZIM assinou contratos para 10 navios porta-contentores com propulsão GNL, com capacidade de 11,500 TEU, num negócio avaliado em 2,06 bilhões de euros.

Os navios serão construídos no Estaleiro Zhoushan Changhong, na China, com entregas previstas para o período entre 2027 e 2028. Sete navios serão fretados da Containers Ventures Holdings Inc., uma afiliada do TMS Group, enquanto três serão fretados por uma empresa de transporte afiliada à antiga accionista maioritária Kenon Holdings.

A mais recente expansão da frota segue a integração bem-sucedida da ZIM de 46 novas construções encomendadas em 2021 e 2022. Os novos navios expandiram a frota movida a GNL da ZIM, que a empresa vê como uma vantagem estratégica no mercado do shipping, cada vez mais consciente do ponto de vista ambiental.