Bruxelas moderniza portos de Lisboa, Leixões e Sines


A Comissão Europeia avançou hoje com um plano de modernização de mais de 300 portos europeus que inclui Leixões, Lisboa e Sines.
A Comissão Europeia lançou hoje uma iniciativa com o objectivo de melhorar as operações portuárias e as ligações às redes de transportes em 319 grandes portos marítimos da Europa.
“As linhas de orientação e as alterações jurídicas propostas ajudarão os operadores portuários a modernizarem os seus serviços e instalações e conferir-lhes-ão maior autonomia financeira”, sublinha um comunicado hoje divulgado pela Comissão Europeia.

Portos mais eficientes, melhores ligações ao interior e um quadro de investimento financeiro flexível de inspiração comercial são as ideias-chave desta iniciativa de Bruxelas.

Neste momento, 74% do comércio externo da União Europeia efectua-se por via marítima, sendo que um quinto desse volume transita actualmente por apenas três protos: Roterdão, Hamburgo e Antuérpia.

“Este desequilíbrio no desempenho dos portos traduz-se em congestionamento e em custos adicionais para os carregadores, os operadores de transporte e os consumidores”, destaca o referido comunicado da EU.

O mesmo documento acrescenta que “as novas propostas poderão poupar à economia europeia 10 mil milhões de euros no horizonte de 2030 e contribuir para o estabelecimento de novas ligações marítimas de curta distância.

Esta iniciativa insere-se no novo quadro comunitário de apoio que irá vigorar no espaço comunitário entre 2014 e 2020 e está directamente relacionado com o projecto das Redes Transeuropeias de Transportes.

Os valores e áreas de investimentos globais e específicos para os portos nacionais ainda não estão definidos.

O Económico sabe ainda que o Governo português está a tentar junto das instâncias de Bruxelas que o porto de Aveiro integre também esta rede prioritária de portos comunitários.

Na Europa, existem 1.200 portos marítimos. A proposta da comissão europeia dirige-se aos 319 portos mais importantes, 83 integrando a rede principal e os restantes 236 portos integrando a rede global.
 Fonte: Diário Económico.

Mar conquista metro e meio todos os anos no litoral aveirense

Portugal está a perder a costa litoral aveirense e vai começar a deslocalizar populações das frentes urbanas ameaçadas pelo avanço do mar. Todos os anos avança, em média, um metro e meio.

Parte do bairro de Esmoriz, em Ovar, dará o exemplo que ninguém quer seguir e, dentro de dois anos, 30 famílias que habitam na primeira linha de casas serão mudadas para um bairro social que custará 2,2 milhões de euros à Câmara.
As constantes monitorizações de especialistas e as emergências pontuais – como quando o mar galgou a duna e a estrada junto ao labrego (a sul da Vagueira), em 2011, para se unir à ria – mostram um “desequilíbrio do sistema” com muitos culpados: alterações climáticas, aumento do nível do mar, barragens que retêm sedimentos, extracção de areias e eventos naturais.
Cristina Bernardes, investigadora do Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro (UA), tem constatado a “redução significativa da largura das praias e dunas”. A taxa média de recuo é de 1,5 metros por ano, mas muito mais acentuada em algumas zonas. Entre Maceda e Furadouro, deverá avançar 5,3 metros por ano, em média. Segue-se a zona entre Esmoriz e Cortegaça, com média de 1,5 m/ano e o areal entre a Costa Nova e Vagueira, com média de 1,4 m/ano. Em contraciclo, o areal entre a Torreira e S. Jacinto deverá aumentar seis metros por ano, prevê o Plano de Ordenamento da Orla Costeira (POOC) 2013/23. Em causa a influência da construção do molhe norte do Porto de Aveiro.

Recuperação insuportável
Mas podemos recuperar a costa que o mar levou? “É possível, mas tem custos que o país não pode suportar. A opção é tentar manter o que existe através de um cenário voluntarista de manutenção, em vez de um reativo de emergência ou um voluntarista de antecipação”, explica Fátima Alves, investigadora do Departamento de Ambiente e Ordenamento da UA, que tem ajudado a elaborar o POOC Ovar-Marinha Grande, um documento que deverá ficar pronto até final deste ano e planear as acções para 2013/2023.
Para além da manutenção da linha de costa e salvaguarda das faixas de risco face à ocupação humana, o plano pretende valorizar praias, proteger a riqueza da biodiversidade e potenciar actividades económicas e turísticas. Tanto em terra como no mar. “Pela primeira vez, o POOC será articulado com o ordenamento marítimo, estabelecendo uma ligação à economia do mar e articulando a criação de zonas de aquacultura, pesca xávega e energias renováveis, entre outras, com o turismo das praias e biodiversidade”, diz Fátima.
A próxima década deverá ficar marcada pela deslocalização da frente do bairro piscatório em Esmoriz, rotação do parque de campismo de Cortegaça, construção de nova defesa aderente a sul da Barra, manutenção e monitorização de todas as estruturas de defesa de costa, realimentação artificial (colocar areia nas praias mais erodidas), 14 intervenções de prolongamento de defesa aderente, aumento das praias qualificadas e com vigilância e o reconhecimento de duas praias com aptidão para o surf (Labrego e Poço da Cruz).

Fonte: JN/ Zulay Costa.

Portugal e o mar de braço dado

“O mar deu-nos globalização”. São estas palavras, proferidas por José Adelino Maltez, que confirmam a importância que o mar tem.

O professor considera ainda que o mar faz parte da identidade portuguesa, que significa cultura e pertence-nos, a nós, portugueses.
O professor catedrático do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas lembra a esfera armilar portuguesa para afirmar que também esta carrega uma componente marítima. Portugal, “onde a terra acaba e o mar começa”, significa um “abraço” com algo mais grandioso, o mar, cheio de riquezas a explorar e que devem ser hoje alvo de aposta no turismo, através da história de uma cultura que significa mar.
Finalmente, descreve José Adelino Maltez, “o mar é o ponto de partida para o abraço armilar”.
Fonte: DN.

Estreantes na Seleção ansiosos pelo Mundial da Nicarágua




Das cinco caras novas convocadas por José Braga para a Seleção Nacional que participará no Mundial de Juniores de Surf (ISA World Junior Surfing Championship), apenas o açoriano Jácome Correia não pôde estar presente ontem na tradicional reunião preparatória.

Uma oportunidade para o seleccionador José Braga dar umas últimas palavras ao grupo antes da partida, distribuir equipamentos, acertar documentação mas também para dar a conhecer os “reforços” para a campanha da Selecção ao Mundial que terá lugar na Nicarágua de 8 a 16 de Junho.
Pedro Coelho, atleta Sub-18 que se tem destacado no Nacional de Surf Esperanças, terá na Nicarágua a primeira e última participação na Selecção Júnior, mas abraça a oportunidade com entusiasmo redobrado: “As minhas expectativas são as mais altas. Estou muito contente pela possibilidade de ter esta experiência. De resto, vou para me divertir e mostrar o que valho frente aos melhores juniores do Mundo.”
Vasco Mónica, sub-16, também alinhou por um discurso prudente, igualmente assumindo a condição de estreante e recusando apontar para resultados: “Quero aproveitar a viagem e evoluir como atleta e pessoa. É um orgulho representar a Selecção mas vou para fazer o meu surf e deixar o resto acontecer naturalmente.”
Mariana Assis, de 17 anos, é outra estreante e não esconde a alegria pela escolha de José Braga: “Estou muito contente com esta convocatória. Espero que tudo corra muito bem, mas acredito que vai ser muito bom para todos nós. Depois, é muito bom estar com algumas das minhas melhores amigas!”
Teresa Bonvalot, de 13 anos é a grande sensação da Liga Moche, o campeonato nacional profissional, ao tornar-se a surfista mais jovem de sempre a vencer uma etapa, no Porto, o mês passado. Mas também ela faz a sua estreia na Selecção  Mas a atenção mediática que tem tido pelo triunfo no Porto não lhe coloca pressão: “Estou muito feliz por representar a Selecção  O meu objectivo é evoluir, evoluir, evoluir, é para isso que trabalho e é por causa desse trabalho que não me surpreendeu a vitória na Liga. Aconteceu naturalmente como consequência do bom trabalho.”

Fonte: Record

Bruxelas quer melhorar eficiência de portos marítimos

A Comissão Europeia quer melhorar as operações portuárias e ligações à rede de transportes em 319 grandes portos marítimos da Europa, incluindo 13 em Portugal continental e regiões autónomas, foi anunciado em Bruxelas.
 
Para tal, Bruxelas tenciona apresentar, ante do verão, propostas destinadas a reduzir a burocracia e as formalidades administrativas nos portos.
Por outro lado, a ‘Comissão Barroso’ propõe procedimentos mais abertos e transparentes para a selecção dos prestadores de serviços portuários e regras para prevenir a fixação de preços abusivos pelos prestadores com direitos exclusivos.
No intuito de centrar no cliente a actividade portuária, a proposta institui um comité consultivo dos utentes portuários.
A Comissão identificou 319 portos marítimos europeus de importância fundamental para o bom funcionamento do mercado interno e a economia europeia, através da rede transeuropeia de transportes, 83 dos quais integram a “rede principal”.
Em Portugal, foram identificados 13 portos: Aveiro, Caniçal, Funchal, Horta, Lajes das Flores, Lisboa, Ponta Delgada, Portimão, Porto, Leixões, Porto Santo, Praia da Vitória, Setúbal e Sines (o que tem maior volume de tráfego).
Segundo dados de Bruxelas, em 2011, transitaram pelos portos europeus cerca de 3.700 milhões de toneladas de mercadorias (em mais de 60.000 escalas de navios de comércio). No total de tráfego, 70% correspondia a granéis e 18% a contentores.
A Comissão Europeia prevê que o tráfego de mercadorias que transita pelos portos da UE cresça 50% até 2030, o que poderá ser uma oportunidade de crescimento económico e de criação de entre 110.000 e 165.000 novos postos de trabalho.
Fonte: Açoriano Oriental

Dois milhões de pontas de cigarro removidas do oceano, entre milhões de outros itens.

Dois milhões de pontas de cigarro foram encontrados durante uma limpeza recente do oceano, informou um grupo de conservação.
A organização Ocean Conservancy diz que voluntários retiraram vários milhões de quilos de lixo durante o Dia da Limpeza Costeira Internacional de 2012, conforme relatado pelo Yahoo News.
“Muito lixo mais comummente encontrado inclui o que usamos todos os dias, desde embalagens de comida até recipientes de bebidas e sacolas plásticas”, disse o grupo num comunicado em seu website.
No montante recolhido havia: 2.117.931 pontas de cigarro; 1.140.222 embalagens de alimentos e recipientes; 1.065.171 garrafas plásticas; 1.019.902 sacolas plásticas; 958.893 tampas de garrafas; mais de 690 mil utensílios de plástico; 611 mil canudos e misturadores; 521 mil garrafas de vidro; 339 mil latas de bebida e cerca de 300 mil sacolas de papel.
Eles também encontraram 117 colchões; cerca de 2.500 bolas de desporto, 4.159 velas e 40 bilhetes de lotaria.
Fonte: Yahoo

Filme: A odisseia de Robert Redford no Alto-Mar



O novo filme do norte-americano J. C. Chandor tem um único actor  “All Is Lost” narra uma espantosa história de sobrevivência num barco. Esteve no festival e passou fora da competição.
Face ao novo filme de Nicolas Winding Refn, Only God Forgives, com Ryan Gosling e Kristin Scott Thomas, houve quem levantasse uma questão inevitavelmente pertinente: num festival em que a oferta é tão variada e estimulante, que sentido faz mostrar um thriller de grande ostentação formalista, mas também de enorme convencionalismo temático, no espaço nobre da competição de Cannes? Podemos resumir isto de outro modo: Only God Forgives foi, até agora, o filme mais apupado.
Também sem grande surpresa passou Grigris, representante do Tchad, com realização de Mahamat-Saleh Haroun. O filme vale, sobretudo, como testemunho de uma complexa situação social e política, aqui simbolicamente condensada na personagem central: um jovem que, apesar de ter uma perna paralisada, desenvolveu peculiares dotes de dançarino; a sua existência é subitamente abalada pelo facto de se envolver com um grupo de traficantes de gasolina…
A provar que alguns filmes mais ou menos “secundarizados” poderiam estar na corrida para a Palma de Ouro, foi um título extracompetição a destacar-se na programação de quarta-feira. Chama-se All Is Lost e trata-se da nova realização de J. C. Chandor, cineasta que se estreou há apenas dois anos com Margin Call– O Dia Antes do Fim, um filme sobre a crise económica de 2008. O mínimo que se pode dizer de All Is Lost (à letra: “Está Tudo Perdido”) é que não é todos os dias que deparamos com um filme cujo elenco tem apenas… um nome! É ele Robert Redford (76 anos), por certo num dos desafios mais radicais de toda a sua longa e brilhante carreira.
Redford interpreta uma personagem de que nada sabemos, a não ser aquilo que deduzimos da cena de abertura: anda sozinho, algures no alto-mar, e o seu barco foi abalroado por um contentor à deriva. A partir daí, entramos numa espantosa odisseia de sobrevivência que Chandor encena também como uma tragédia da mais pura solidão. All Is Lost resulta de uma complexa e sofisticada produção, já que, como se pode imaginar, não é simples encenar uma experiência deste género tendo como cenário único a grandeza do oceano.
Em todo o caso, não se pode dizer que seja um filme de ostentação técnica. Bem pelo contrário: Chandor concentra-se na representação de Redford, emprestando ao seu filme uma subtil e contagiante dimensão humana (quase irónica, já que as palavras ditas pela personagem se contam pelos dedos de uma mão). Rezam as crónicas que o projeto teve a sua origem no encontro de Chandor e Redford no Festival de Sundance (criado por Redford), precisamente em 2011, quando O Dia Antes do Fim aí foi apresentado. Num tempo de tantas aventuras de “super-heróis” e efeitos especiais,All Is Lost distingue-se pelo seu gosto muito clássico da aventura.
Fonte: DN

Portos da Figueira e de Aveiro batem recordes de movimento de mercadorias

Os portos da Figueira da Foz e de Aveiro anunciaram esta que registaram um novo máximo histórico no primeiro quadrimestre (Janeiro/Abril) do ano no movimento de mercadorias movimentadas, ultrapassando a barreira dos dois milhões de toneladas.

Segundo fonte oficial dos portos, o novo máximo, de 2.020.309 toneladas de mercadorias movimentadas, suplantou o anterior em 19,4% (mais cerca de 328 mil toneladas) o anterior recorde que se tinha registado em 2010.
Já em relação a 2012, este novo máximo representa um crescimento de 25,05%.
Quanto às exportações, os portos da Figueira da Foz e Aveiro registaram um aumento de 19,2% face a período homólogo de 2012, atingindo mais de um milhão de toneladas, o que representou 52,8% do total do tráfego.
“As importações constituíram 41,2% do total, num total de 952 891 toneladas, mais 18,24% face ao mesmo período de 2012”, sublinhou a fonte.

Já os graneis sólidos atingiram um tráfego de 644.531 toneladas, evoluindo em mais 15,3% (85.691,59 toneladas) em relação a 2012.
Os graneis líquidos constituíram 16% do tráfego, num total de 324.026 toneladas de mercadorias, tendo a carga contentorizada somado 39.095 toneladas, perfazendo 1,94% do movimento total de mercadorias deste primeiro quadrimestre do ano.

Apostar fortemente no turismo ligado ao "surf"

Pedro Lima considera que as entidades promotoras do turismo em Portugal deviam apostar “fortemente na potencialidade do turismo de surf”, bem como em todo o turismo ligado ao mar, desde que sejam criadas condições e “facilidades para alugar barcos, fazer canoagem na costa, fazer vela, etc.”
Para o primeiro surfista português, “não basta ter condições fantásticas, que nós temos, é preciso promover essas condições e fazer publicidade, dizendo e informando o muito que nós cá temos”.
Fonte: DN

Apostar fortemente no turismo ligado ao "surf"

Pedro Lima considera que as entidades promotoras do turismo em Portugal deviam apostar “fortemente na potencialidade do turismo de surf”, bem como em todo o turismo ligado ao mar, desde que sejam criadas condições e “facilidades para alugar barcos, fazer canoagem na costa, fazer vela, etc.”
Para o primeiro surfista português, “não basta ter condições fantásticas, que nós temos, é preciso promover essas condições e fazer publicidade, dizendo e informando o muito que nós cá temos”.
Fonte: DN