Nova política de pescas da UE pode pôr portugueses a comer peixes diferentes

Peixes sem interesse comercial eram devolvidos ao mar, mas isso vai mudar, apesar das críticas do sector pesqueiro.
A nova política comum de pescas da União Europeia pode vir a tornar mais comuns peixes pouco usuais no prato dos portugueses. Esta pode ser uma consequência da futura proibição da rejeição no mar de capturas acessórias de pescado, um dos pontos emblemáticos da reforma da política comum, mas também um dos mais criticados pelos pescadores em Portugal.
Tanto os Governos dos Estados-membros como o Parlamento Europeu – que ainda ontem à noite estavam envolvidos em negociações decisivas – estão de acordo quanto a banir a prática de descarregar no mar o peixe que é apanhado nas redes, mas que não interessa aos pescadores. Segundo Bruxelas, as rejeições representam 23% do total de capturas na Europa. Em 2005, a ONU falava em 8% a nível mundial.
Se a proibição for adiante, os peixes apanhados a mais terão de ser mantidos a bordo e trazidos para terra – embora possa haver excepções (ver caixa).
Parte das rejeições, hoje, refere-se a peixes sem interesse comercial. Os pescadores passarão a trazê-los para os portos e a única maneira de os compensar pelo prejuízo que isto pode significar – dado que os peixes estarão a ocupar espaço no barco – seria arranjar um forma de os vender. “Temos que valorizar o que é trazido a mais”, afirma o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu. “Isto obriga a que haja um trabalho dos dois lados, dos pescadores e da administração”, completa.
O secretário de Estado acha que isto é possível e dá o exemplo da cavala, uma espécie abundante na costa portuguesa, mas com potencial pouco explorado até há alguns anos. Segundo dados do INE, as capturas subiram 64% entre 2010 e 2012 e o preço mais do que duplicou, o que revela que o peixe está hoje mais valorizado. A Docapesca – que gere as lotas em Portugal – tem procurado estimular ainda mais o consumo, com uma campanha que está em curso desde o Verão passado.
Iniciativas semelhantes poderiam colocar no mercado peixes a que hoje se dá pouco valor, e que aparecem como captura acessória, como a boga ou a tainha do alto mar.
Esta hipótese não é, no entanto, suficiente para acalmar as críticas dos pescadores quanto à provável proibição das rejeições. “Valorizar qualquer produto num contexto de crise é complicado”, alerta o secretário-geral da Associação de Armadores da Pesca Industrial (Adapi), António Schiappa Cabral.
No entender da Adapi, é impossível evitar a captura acessória numa actividade pesqueira multi-espécies, como a portuguesa. E as rejeições, segundo a associação, acabam por ocorrer por razões não só comerciais, mas também regulamentares. Um peixe cuja quota se esgote antes do fim do ano – uma situação comum para espécies como o tamboril, a solha, o linguado e a sarda – facilmente aparece nas redes, sem que o pescador o possa trazer para terra, sob pena de ser penalizado. Devolvê-lo ao mar é a única solução.
“Proibir as rejeições é o mesmo que introduzir uma norma no Código da Estrada a proibir os acidentes”, afirma António Cabral, defendendo antes um plano estratégico plurianual, a médio prazo, para minimizar o problema.
O presidente da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (Anopcerco), Humberto Jorge, também critica a proibição das rejeições, dizendo que irá criar situações desnecessárias de ilegalidade aos pescadores. “Rejeições zero é uma utopia. Ainda não percebi o que é que se vai conseguir com isso”, afirma.
Difícil de aplicar
As espécies normalmente capturadas pela pesca do cerco – como a sardinha e a cavala – serão as primeiras abrangidas pela obrigatoriedade de trazer tudo para terra, possivelmente a partir de 2015. Humberto Jorge diz que o cerco em si praticamente não resulta em capturas acessórias. “É uma arte muito selectiva”, afirma. Quando surgem outras espécies à mistura, ou se faz uma selecção manual, com níveis pequenos de rejeições, ou se liberta o pescado ainda na água, antes de ser trazido a bordo.
Para Humberto Jorge, antes de legislar, Bruxelas deveria fazer um estudo real sobre as rejeições nas diversas pescarias, nos diferentes países.
As futuras normas poderão acabar por ter este efeito, dado que todas as capturas terão de ser registadas. Mas, mesmo entre ambientalistas, há o receio de que o fim das rejeições simplesmente não seja cumprido. “A proibição em si é muito difícil de implementar e pode gerar muitos incumprimentos”, avisa Gonçalo Carvalho, coordenador de uma plataforma de organizações não-governamentais portuguesas, a PONG-Pesca.
Manuel Pinto de Abreu reconhece que não será fácil fiscalizar e confia nos próprios profissionais do sector. O secretário de Estado afirma que Portugal é reconhecido por praticar uma pesca sustentável, tendo recuperado recentemente uma certificação internacional da pesca da sardinha. “Não nos venham dar lições de sustentabilidade”, diz.
Sustentabilidade da pesca, em todos os sentidos, é o objectivo central da nova política comum europeia. Mas até ontem à noite, havia vários pontos a decidir, deixando no ar até onde irá a sua ambição.
Fonte: Público

Baptismo de mergulho para promover turismo subaquático no Algarve




O secretário de Estado do Turismo trocou o casaco e gravata pelo fato de mergulho e deixou-se afundar nas águas, não muito quentes, junto à Ponta João d’Arens, na costa de Portimão. 

Adolfo Mesquita Nunes teve o seu baptismo de mergulho, seguido pelos olhares atentos dos jornalistas e do presidente do Turismo do Algarve.

Foi uma forma de dar visibilidade ao turismo de mergulho, um nicho de mercado que tem todas as potencialidades para crescer, no Algarve. 

Mas o pretexto da visita de Adolfo Mesquita Nunes é o projeto Ocean Revival, um parque subaquático que resulta do afundamento de antigos navios de guerra da Marinha Portuguesa a cerca de duas milhas da costa de Alvor. 

Fotos: Elisabete Rodrigues/Sul Informação

Crescer para lá da sazonalidade do sol e mar

“O Algarve tem problemas de sazonalidade, depende muito de sol e mar”. O diagnóstico saiu da voz do secretário de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita Nunes, no debate DN Mar, sobre turismo, realizado esta quarta-feira, em Lagos.
Além do governante, participaram no debate Desidério Silva, presidente do Turismo do Algarve, Júlio Barroso, presidente da Câmara Municipal de Lagos, Vítor Neto, presidente da Associação de Empresários da Região do Algarve, e Dália Paulo, directora regional de cultura da região. E todos concordaram no diagnóstico e na solução: uma nova política de promoção, apostando além do verão e do turismo de sol e mar, e mais interligações entre parceiros.
“Importa criar sinergias entre os vários agentes que podem lançar um produto de oferta global”, frisou Mesquita Nunes, coadjuvado por Desidério Silva, que assegurou que “o Algarve tem uma capacidade fantástica de se renovar” e conseguirá diversificar a oferta turística graças aos “produtos fantásticos da região”. Por exemplo, a cultura, que poderá “fazer a diferença nos meses de Novembro a Fevereiro  (época em que a procura é mais baixa), explicou Dália Paulo.
De resto, o Pais – e, em particular, o Algarve – “tem condições para dar a volta à situação” atual (em que os turistas se vão virando para outros destinos, como a Croácia ou a Turquia), garantiu Vítor Neto. E o optimismo continua a reinar: “Não temos marcas como a Nokia, a Peugeot ou a Mercedes, mas temos sol, praia, cultura, e muito mais para oferecer”, completou o anfitrião Júlio Barroso.
As conclusões mais aprofundadas do debate promovido pelo DN – e moderado pelo grande repórter João Céu e Silva – serão publicadas na edição do jornal do próximo sábado, dia 1 de Junho.

Fonte: DN

Dia do Pescador em Faro

Assinala-se na próxima sexta-feira, dia 31 de maio, o Dia Nacional do Pescador, efeméride instituída em 1997 com o objectivo de sensibilizar para a importância das actividades piscatórias para o nosso país. Faro começou a festejar a data em 2010 e este ano as comemorações terão lugar no dia 1 de Junho (sábado) na Praia de Faro.

As actividades que se realizam em Faro são meramente simbólicas e constam de um almoço convívio entre as comunidades piscatórias da ilha de Faro e do núcleo da Culatra que se vai realizar no polidesportivo da Escola do 1.º ciclo da ilha de Faro. Na ocasião serão também homenageados dois pescadores:  José Salvador dos Santos do núcleo da Culatra e Vergílio Félix, a título póstumo, e que pertencia ao núcleo de pescadores da Praia de Faro.
Para a autarquia assinalar esta data é de elementar justiça num concelho que tem uma base económico-social relevantíssima neste domínio e conhecendo-se as duras condições de trabalho dos pescadores, o envelhecimento dos profissionais da pesca, as formas por vezes bem inseguras em que trabalham, a perda de retribuição que atinge os pescadores sempre que as intempéries surgem ou se considera necessária a criação de períodos de defeso biológicos.
Fonte: AlgarvePress

Candidaturas ao programa PROMAR até dia 31 de Maio

Terminam na próxima sexta-feira, dia 31 de Maio, as candidaturas ao programa PROMAR – Eixo 4 – Desenvolvimento Sustentável das Zonas de Pesca.

O PROMAR apoia investimentos para o desenvolvimento sustentável das zonas de pesca e melhoria da qualidade de vida das comunidades piscatórias, através de ações que visem o reforço da competitividade das zonas de pesca e valorização dos produtos, a diversificação e reestruturação das actividades económicas e sociais e promoção e valorização da qualidade do ambiente costeiro e das comunidades.
A dinamização do programa surge no âmbito da constituição do Grupo de Ação Costeira Além Tejo – GAC Além Tejo, sendo a área de intervenção as freguesias do Litoral Alentejano e da Península de Setúbal.
Os promotores interessados e com intenções de investimento deverão contactar a ADL, através do telefone 269827233 ou a sua delegação em Santiago do Cacém.

Fonte: ANOPCERCO

O mar é vital para o crescimento – Rui Neto

Essencial para o desenvolvimento e sobrevivência do País, Rui Neto afirma que o mar “é vital” e não pode ser apenas “uma memória dos Descobrimentos”. A localização geográfica e “as praias mais bonitas do mundo” são algumas das vantagens apontadas pelo actor que, sublinha, não têm sido devidamente aproveitadas e aponta sugestões: em pequenos cartazes que o actor edifica, pode ler-se “reforcem a nossa frota”, “viagens mais baratas”, “façam um filme de Os Lusíadas”, “mais rotas turísticas”, entre outras. Rui Neto deixa ainda um incentivo à ação, ao investimento. “Façam alguma coisa, mas façam.”

Fonte: DN

Economia do Mar quer ser 4% do PIB. “Uma meta ambiciosa”

Há que melhorar o que já existe e lançar mãos às actividades emergentes, afirma à Renascença o director-executivo da Oceano XXI. Hoje, começa na Exponor o Fórum do Mar.

A economia do mar quer ser 4% do PIB português em 2020. A meta está inscrita na estratégia nacional para o sector e, apesar de difícil, não desanima. 

“É uma meta que tem alguma ambição”, admite director-executivo da Oceano XXI, Rui Fernandes. 

“A Estratégia Nacional para o Mar, que é um documento recentemente publicado pela Direcção-Geral de Política do Mar, avança que a economia do mar representa cerca de 2,5% do PIB da economia nacional, com cerca de 100/110 mil empregos, em termos de actividades directas. O que é assumido como meta no âmbito da Estratégia Nacional para o Mar é passar para 4% do PIB até 2020”, refere o responsável da co-organizadora do Fórum do Mar, que começa esta quarta-feira na Exponor. 

A indústria conserveira, a da reparação naval e os portos são sectores em expansão, mas que precisam de modernização, indica Rui Fernandes, considerando que, além do que já existe, há que olhar para o que está a emergir. 

“A aposta tem de continuar a ser feita em duas direcções: uma é olhar para o que já existe e tentar qualificar e modernizar. Temos de resolver o problema da construção naval, continuar a apostar na reparação, temos de ver como continuamos a dinamizar as pescas, como é possível pôr a funcionar em Portugal uma verdadeira actividade de aquacultura. Numa outra dimensão e velocidade, é preciso começar a olhar para tudo quanto são actividades emergentes, com grande potencial em termos de valor acrescentado no futuro e que têm a ver com a biotecnologia marinha, a exploração do mar profundo, recursos minerais do solo”, defende, em declarações à Renascença. 

A Feira Internacional do Porto transforma-se, até sexta-feira, numa espécie de doca-seca de ideias, projectos e empreitadas. 

As melhores conservas são portuguesas Portugal exporta para 70 mercados diferentes e é, num lote de quatro países europeus com indústria conserveira, o único que trabalha para fora de portas. E as conservas portuguesas são consideradas as melhores. 

O crescimento do volume de negócios da indústria conserveira foi de 14,6% em 2012, ano em que exportou mais de 44 mil toneladas de conservas, num total de 186 milhões de euros. 

A curva crescente tem sido uma realidade desde há 10 anos. “É, de facto, uma das explicações para o sector não se ter ido abaixo, como outras” reconhece o director-geral da Associação da Indústria Conserveira, Castro e Melo. 

Ainda com o IVA a 6% e em tempo de crise, notou-se agora o aumento do consumo, não só pela crise, como por razoes de saúde: “Há determinados alimentos que foram redescobertos”, diz o empresário à Renascença. 

E o produto Gourmet que começa a crescer, tal como o preço do peixe em geral, o que deixa na dúvida se o custo ao consumidor vai aumentar. 

“Tanto a sardinha como o atum aumentaram muito o preço e, portanto, isso deve ser reflectido no preço final. Vamos ver”, afirma Castro e Melo.

Fonte: RR

Vila Nova de Gaia vai receber o Mundial 2015 de futebol de praia

A FIFA atribuiu a Portugal a organização do Mundial de Futebol de Praia 2015, que decorrerá nos areais de Vila Nova de Gaia, anunciou terça-feira a Federação Portuguesa de Futebol (FPF).
O organismo que tutela o futebol mundial decidiu que a candidatura apresentada pela FPF “é a que reúne mais condições para organizar um evento desta dimensão desportiva e social”, refere um comunicado na página oficial do organismo português.
A prova decorrerá na praia de Canide, uma das mais extensas do concelho gaiense.
O presidente federativo, Fernando Gomes, revelou, em declarações divulgadas pelo mesmo meio, o seu “contentamento e satisfação” pela decisão da FIFA.
O dirigente realçou a cooperação com o Turismo de Portugal e a Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia na “conquista” da organização do certame, e aludiu ao facto de a candidatura nacional ter batido as do Brasil e Rússia, “países com poder económico e financeiro mais elevados, o que torna a decisão ainda mais satisfatória”.
Por sua vez, o vice-presidente da autarquia gaiense, Firmino Pereira, considera “um motivo de grande orgulho para a cidade e um prémio para esforço do município na valorização da sua orla marítima”.
“Será importante para a dinamização do turismo e do comércio local, com a presença de centenas de pessoas de todo o Mundo, que vão conhecer Gaia e as suas praias”, disse o autarca.
Em nota enviada à comunicação social, o secretário de Estado do Desporto e Juventude, Emídio Guerreiro, considerou que “esta vitória é mais uma demonstração da reconhecida capacidade organizativa de Portugal e no caso específico da Federação Portuguesa de Futebol”.
 Fonte: Porto24 
Foto: Carlos Romão

Agenda do Mar na programação do próximo QREN



A CCDR-N, em parceria com a CIM Alto Minho e a Câmara Municipal de Viana do Castelo, promoveu um atelier sobre os recursos do mar e economia do mar, onde participaram entidades ligadas à investigação, empresas, associações de pescadores e municípios. Na sessão, ficou clara a intenção de incluir, no próximo período de programação do QREN, uma agenda do mar com diversas áreas a privilegiar.

O atelier visava o estabelecimento de relações de articulação entre engenharias aplicadas, recursos do mar e actividades económicas que os valorizem como a construção naval, a produção de energia e offshore, turismo náutico, biocombustíveis ou aquacultura.
Na sessão, conduzida pelo presidente da CCDR-N, Carlos Neves, foi efectuada uma reflexão sobre as áreas que devem integrar esta agenda do mar, nomeadamente no que toca ao sector da construção marítima, com a construção e reparação naval mas também a instalação de plataformas offshore e de energias renováveis.
Outra das áreas defendidas foi a dos recursos marinhos das pescas, mediante a utilização de recursos offshore e também a biotecnologia marinha. Defendido foi também o incentivo à investigação e plataformas de utilização de energias renováveis e aquacultura e, por último, o sector do conhecimento e da cultura do mar, onde foram realçados os desportos náuticos e a náutica de recreio, onde se integra o Centro de Mar de Viana do Castelo, bem como actividades educativas do mar e de valorização do património costeiro.
Na sessão, José Maria Costa, identificou como áreas prioritárias a valorização e apoio a atividades piscatórias, o reforço do Centro de Mar e desportos náuticos, bem como a construção naval, valorizando o conhecimento dos Estaleiros Navais para apoiar o setor da construção e reparação naval nas fileiras associadas às novas tecnologias e novas energias do mar.
Fonte: local.pt