Tubarão de quatro metros avistado junto à costa de Cascais

O assunto tem sido rei nas redes sociais nos últimos dois dias. Um tubarão frade com cerca de quatro metros foi avistado a algumas centenas de metros da costa de Cascais.
O animal foi seguido e filmado durante alguns minutos e a TVI divulgou nesta quarta-feira as imagens.
Ainda segundo a estação de televisão o animal terá cerca de quatro metros e é inofensivo para os seres humanos, já que só come plâncton.
Há alguns anos foi avistado na costa do Algarve um outro tubarão frade com cerca de dez metros.
Fonte: TVI

Consumo de peixe de aquacultura deve ultrapassar o pescado em 2015

O peixe criado em cativeiro vai ser o mais consumido a nível mundial em 2015, ultrapassando o peixe selvagem, prevê o relatório `Perspectivas Agrícolas 2013-2022` produzido pela OCDE e pela FAO.

O consumo de pescado deve aumentar fortemente na próxima década, estimando-se que atinja os 20,6 quilos `per capita` em 2022, face aos 19 quilos registados em média no período base (2010-2012), prevêem a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) e a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura).
Portugal ocupava, em 2009, o terceiro lugar do pódio mundial, atrás dos islandeses e japoneses, com um consumo anual médio de 57 quilos por pessoa.
O consumo de peixe deve aumentar em todos os continentes, excepto em África, devendo crescer mais rapidamente na Oceânia e na Ásia.
Em 2022, o peixe criado em cativeiro deverá representar já 53% do consumo humano, enquanto o consumo de farinhas e óleo de peixe vai estar condicionado pela dependência do sector das pescas, cada vez mais regulado.
A produção de peixe deve atingir 181 milhões de toneladas em 2022, o que representa um aumento de 18% face à média de três anos do período base (2010-2012).
O documento antecipa um aumento de apenas 5% nas pescas, enquanto a aquacultura deverá crescer 35%, passando dos 63 milhões de toneladas do período base para 85 milhões de toneladas em 2022.
A taxa de crescimento deve abrandar dos 6% da última década para 2,4% ao ano, devido à subida nos preços da alimentação e dos custos da energia e disponibilidade mais limitada dos locais de produção.
O peso da aquacultura na produção de peixe a nível mundial deve aumentar dos 41% registados entre 2010-2012 para 47% em 2022.
Em 2022, a aquacultura chinesa deve representar 63% da produção mundial, sendo este país asiático também o principal exportador de peixe.
O relatório `Perspectivas Agrícolas 2013-2022` prevê as tendências de mercado, tais como os preços, a produção e a procura e avalia os principais desafios enfrentados pelos setores da agricultura e pescas.
Fonte: RTP

Não haverá mar português sem navios



O aprofundamento do conhecimento e a sustentabilidade da exploração do mar são necessidades consensuais. As maiores incertezas residem no modelo de exploração.

A consulta pública do plano estratégico para mar termina esta sexta-feira. O documento disponível na internet sintetiza bem o potencial da zona económica exclusiva. Esta tem uma área 30 vezes superior à de Portugal Continental.
O aprofundamento do conhecimento e a sustentabilidade da exploração do mar são necessidades consensuais. As maiores incertezas residem no modelo de exploração.
Esta é uma oportunidade para recriar a nossa indústria naval e apostar no desenvolvimento de novos veículos robotizados que permitam a exploração a diferentes profundidades.
Como bem dizia Anibal Paião, presidente de uma das mais importantes empresas do sector: “não haverá mar português sem navios”.
Fonte: RR

Universidade do Porto "virada" para o mar







Cerca de 500 investigadores vão trabalhar no novo pólo, cuja primeira fase estará pronta no final deste ano.

O Pólo do Mar é a aposta da Universidade do Porto para responder aos objectivos da Estratégia Nacional do Mar. A estrutura está ainda na fase de construção, mas a missão está bem definida. Entre o molhe norte em Leça da Palmeira e o terminal de cruzeiros de Leixões ficarão dois pólos, biotecnologia de um lado, engenharias do outro.
Mas não trabalharão cada um por si. O objectivo é potenciar ao máximo as competências das duas estruturas, diz Jorge Gonçalves, vice-reitor para a área da investigação, em declarações à Renascença.
“Vamos lá ter instalados mais de 500 investigadores. Estamos assim a criar as melhores condições para termos estes investigadores a colaborar para ajudar o país a responder aos desafios na área do mar”, explica Jorge Gonçalves.

Entre os desafios estão, por exemplo, o aumento da produção na área da aquacultura e a questão da energia produzida através da força do mar.

O vice-reitor para a área da investigação da Universidade do Porto lembra que este esforço será inglório se esbarrar em burocracias.

Avisos à navegação para que o desígnio do mar não seja apenas mais uma declaração de intenções.

A Universidade do Porto está a investir oito milhões de euros neste Pólo do Mar. O vice-reitor para a área da investigação considera que este é um sector que, a médio prazo, vai trazer retorno significativo à economia, desde logo através da criação de emprego.

O Pólo do Mar da UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto vai funcionar em pleno em 2014. A primeira fase estará pronta já no final deste ano.

Fonte: RR

Universidade do Porto "virada" para o mar




Cerca de 500 investigadores vão trabalhar no novo pólo, cuja primeira fase estará pronta no final deste ano.

O Pólo do Mar é a aposta da Universidade do Porto para responder aos objectivos da Estratégia Nacional do Mar. A estrutura está ainda na fase de construção, mas a missão está bem definida. Entre o molhe norte em Leça da Palmeira e o terminal de cruzeiros de Leixões ficarão dois pólos, biotecnologia de um lado, engenharias do outro.
Mas não trabalharão cada um por si. O objectivo é potenciar ao máximo as competências das duas estruturas, diz Jorge Gonçalves, vice-reitor para a área da investigação, em declarações à Renascença.
“Vamos lá ter instalados mais de 500 investigadores. Estamos assim a criar as melhores condições para termos estes investigadores a colaborar para ajudar o país a responder aos desafios na área do mar”, explica Jorge Gonçalves.

Entre os desafios estão, por exemplo, o aumento da produção na área da aquacultura e a questão da energia produzida através da força do mar.

O vice-reitor para a área da investigação da Universidade do Porto lembra que este esforço será inglório se esbarrar em burocracias.

Avisos à navegação para que o desígnio do mar não seja apenas mais uma declaração de intenções.

A Universidade do Porto está a investir oito milhões de euros neste Pólo do Mar. O vice-reitor para a área da investigação considera que este é um sector que, a médio prazo, vai trazer retorno significativo à economia, desde logo através da criação de emprego.

O Pólo do Mar da UPTEC – Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto vai funcionar em pleno em 2014. A primeira fase estará pronta já no final deste ano.

Fonte: RR

AINavais vê oportunidade para estaleiros nacionais

Como se costuma dizer no sector  sem navios não há transporte marítimo. A frase até pode parecer vazia de conteúdo mas assume especial relevância num país que parece apostado em regressar ao Mar mas que tem desvalorizado a importância da indústria naval nacional, com claro prejuízo para os estaleiros navais do país.

O Fórum do Mar, realizado na passada semana na Exponor, deu a devida importância a esta indústria, em colaboração com a Associação das Indústrias Navais (AIN) que promoveu mesmo um workshop sobre o Programa AuxNavalia Plus.

Mas mesmo antes desse workshop, realizado no segundo dia do evento, se falou da indústria naval. Frederico Spranger, presidente da AIN, interveio no terceiro painel do primeiro dia, subordinado ao tema “As fileiras da Economia do Mar e os desafios 2020”.

Na sua intervenção, Frederico Spranger abordou a complicada realidade actual da construção naval mundial, estrangulada por uma “oferta superior à procura”, apontando depois a agulha à realidade nacional, considerando que os nossos estaleiros terão a sua actividade “limitada aos navios de pequena e média dimensão”, devendo isto ser visto como uma “oportunidade” e algo a ser potenciado pelos estaleiros, através da “construção de navios especializados”.

“A crise que grande parte dos estaleiros atravessam é uma ameaça mas também pode ser uma oportunidade para o desígnio que é o regresso ao Mar”, acrescentou o também responsável da Lisnave, lembrando, porém, que “sem investidores não se pode fazer nada, porque há que recapitalizar as empresas existentes ou criar empresas novas”.

Sobre a manutenção e reparação naval, afirmou que a Associação prevê em Portugal “que os resultados nos próximos 3 a 5 anos sejam superiores aos actuais em cerca de 15%”.


Workshop AuxNavalia Plus

A moderar o workshop intitulado “Workshop AuxNavalia Plus: Instrumentos financeiros disponíveis para a indústria naval e auxiliar do naval e oportunidades de mercado na Namíbia” esteve Ventura de Sousa, secretário geral da AIN que também vincou a situação “difícil” da indústria da construção naval em Portugal, apesar da “quebra a nível europeu ser ainda maior”. 

Considerou ainda que a indústria naval precisa, entre outros, de “acesso a fundos comunitários no período 2014-2020, mais fácil acesso a capital estrangeiro ou incentivos co-financiados por fundos da União Europeia”

A fazer a apresentação do Programa AuxNavalia esteve um representante da Fundación Calidade. Entre os pontos essenciais do Programa destacou três: primeiro, uma análise do sector em Espanha, Portugal, França, Reino Unido e Irlanda, ou seja na área atlântica”; “perceber as oportunidades de negócio para a construção naval da área atlântica em todo o mundo”; “analisar as inovações e as novas tecnologias de informação deste sector em todo o mundo, de forma a ajudar a indústria desta região a ser mais competitiva”.

Presenças notadas neste workshop, também no papel de oradores, foram as de Douwe Cunningham (Secretário Geral da SeaEurope – CE), assim como de representantes da Namíbia como Eliud Shimuafeni (Namibia Port Authority), Rogério Tavares (Cônsul Honorário da Namíbia em Lisboa) ou Mohamed Saleh (Embaixada da Namíbia).

Fonte: Cargo

Porto de Lisboa também já conta com a JUP II em funcionamento

O porto de Lisboa passou a dispor da nova Janela Única Portuária, a JUP II, na passada segunda-feira, dando assim mais um passo importante no processo de competitividade do porto de Lisboa.

Desta forma, o porto de Lisboa integra todo o processo de despacho de navios e mercadorias, com procedimentos simplificados e harmonizados, envolvendo todos os agentes económicos públicos e privados numa única plataforma informática, e introduz uma nova dinâmica, flexibilidade e mobilidade à actividade portuária já que pode agora ser acedida a partir de qualquer equipamento que possua navegador de Internet, nomeadamente “smartphones” e “tablets”. 

Nos primeiros dois dias foram criadas 42 escalas e registaram-se um total de 3636 acessos à aplicação, efetuados por 206 utilizadores distintos. Quatro escalas já efetuaram todo o ciclo do navio, isto é, desde o aviso de chegada até ao despacho de largada, dado pela capitania.

A entrada em funcionamento da nova plataforma foi antecedida de um período de formação, que decorreu entre 9 de Abril e 14 de maio, e abarcou um universo de 276 formandos entre agentes de navegação, entidades oficiais (Alfândega, SEF, Sanidade, Capitania e Polícia Marítima), oficiais de protecção de instalações portuárias e empresas de reboques, amarração e recolha de resíduos.

A entrada em funcionamento desta nova plataforma, que não implicou qualquer alteração dos sistemas com os quais interage electronicamente (Alfândega, IPTM/IMT, EMSA e de agentes de navegação) decorreu sem qualquer perturbação na actividade portuária.”

Fonte: Cargo.

Projecto do terminal de contentores da Trafaria ainda não foi dado a conhecer

O Conselho Português de Carregadores (CPC), os Agentes de Navegação (Agepor) e as comunidades portuárias dos portos de Lisboa, de Setúbal e de Sines foram esta terça-feira ouvidos no Parlamento a propósito do futuro terminal de contentores da Trafaria, por requerimento do PSD e PS. 

No geral, os operadores dos portos de Lisboa, Setúbal e Sines lamentaram a falta de conhecimento do projecto do Governo para o novo terminal de contentores na Trafaria (Almada) e recomendaram a realização de estudos para fundamentar a decisão.

Já o presidente do Conselho Português de Carregadores, Pedro Galvão, disse ver com “bastante preocupação” o projecto, por “motivos estratégicos e económicos”, afirmando ter “várias perguntas e algumas sem resposta”.

Fonte: Cargo