Açores querem "rectificar handicap" da soberania sobre o mar

O secretário dos Recursos Naturais dos Açores, Netto de Viveiros, defendeu hoje que a soberania do Estado e da região sobre o mar é um “grande handicap” que deve ser “rectificado” na Estratégia Nacional do Mar (ENM).
“O Governo dos Açores entende como determinante a criação de um capítulo que defina a organização interna do Estado, no que diz respeito aos assuntos do mar”, declarou Netto de Viveiros no âmbito da última sessão pública que visou recolher contributos para ENM, realizada em Ponta Delgada.
O titular da pasta dos Recursos Naturais considerou que o Governo da República tem “algumas competências” e “obrigações”, tal como o Governo dos Açores, “especialmente” na plataforma continental contíguas às ilhas açorianas.
Fonte: Expresso

Açores querem "rectificar handicap" da soberania sobre o mar

O secretário dos Recursos Naturais dos Açores, Netto de Viveiros, defendeu hoje que a soberania do Estado e da região sobre o mar é um “grande handicap” que deve ser “rectificado” na Estratégia Nacional do Mar (ENM).
“O Governo dos Açores entende como determinante a criação de um capítulo que defina a organização interna do Estado, no que diz respeito aos assuntos do mar”, declarou Netto de Viveiros no âmbito da última sessão pública que visou recolher contributos para ENM, realizada em Ponta Delgada.
O titular da pasta dos Recursos Naturais considerou que o Governo da República tem “algumas competências” e “obrigações”, tal como o Governo dos Açores, “especialmente” na plataforma continental contíguas às ilhas açorianas.
Fonte: Expresso

Semana do Mar quer entrar para o Guiness com um baile de chamarrita

Os festejos da Semana do Mar, no Faial, que integram um dos maiores festivais náuticos do país, vão tentar entrar para o Guiness, o livro de recordes mundiais, com um baile de chamarrita, típico dos Açores.
 
A iniciativa foi hoje anunciada pelo presidente da Câmara Municipal da Horta, João Fernando Castro, durante uma conferência de imprensa, nos paços do concelho, de apresentação das festas, que vão decorrer de 4 a 11 de agosto.
Segundo explicou o autarca, a ideia é juntar todos os grupos folclóricos do Faial e tentar, com a ajuda do público, formar o maior número de pares num baile de chamarrita, uma dança popular açoriana.
“Penso que será um momento com alguma graça, que tentará chamar pelo aspecto cultural das nossas tradições”, sublinhou João Fernando Castro, que pretende ainda dar um “toque tradicional” aos maiores festejos da ilha.
A autarquia faialense já requereu, entretanto, ao “Guiness Book of Records” a homologação da tentativa de bater o recorde do mundo do maior número de “bailadores de chamarrita” em simultâneo, prevista para o último dia da Semana do Mar.
A par da tentativa de bater o recorde mundial, a Semana do Mar prevê também um número assinalável de provas náuticas, que estiveram na origem desta festa, a qual começou há quase 40 anos, com uma simples recepção a uma regata internacional.
Regatas de vela de cruzeiro, vela ligeira e de botes baleeiros, canoagem, pesca desportiva, natação, polo aquático e apneia são algumas das modalidades náuticas que marcam presença, com regularidade, nestas festas.
Este ano, a Semana do Mar coincide também com o encerramento da linha de chegada da XXV edição da “Atlantis Cup – Regata da Autonomia”, uma prova para embarcações de vela de cruzeiro, que liga as ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira e Faial.
Durante o festival náutico da Semana do Mar será também organizada mais um “Encontro Internacional de Vela Ligeira”, que junta todos os anos centenas de jovens atletas de vários países, das classes Optimist, L’Equipe, 420, Laser Radial e Access.
Em terra, durante os oito dias de festa, serão vários os grupos e bandas musicais que vão passar pelos três palcos da Semana do Mar, com destaque para os UHF, José Malhoa e a banda de tributo a Michael Jackson.
Fonte: Açoriano Oriental

Caravelas portuguesas aparecem nas praias da costa

Têm a forma de vela, cor azulada e longos tentáculos. A physalia physalis, também conhecida como “caravela portuguesa”, é uma hidromedusa que, em contacto, liberta um “veneno”. Recentemente algumas espécies foram avistadas em praias da região. Contudo, a Capitania do Porto da Nazaré desconhece a sua presença.

Cátia Silva, da Marinha Grande, avistou duas (uma delas é a que está na foto) na Praia Velha, em São Pedro de Moel, e outras na praia de Paredes da Vitória, em Abril.
“Não lhes toquei. Estavam a dois metros da água e como sabia que não se deve mexer, apenas tirei a fotografia para partilhar na Internet”, explica. A divulgação valeu-lhe mais de 19 mil partilhas no Facebook e duas centenas de comentários. “Nunca me passou pela cabeça que o assunto fosse tão falado. Várias pessoas disseram que também já tinham visto na nossa costa”, conta.
Oficialmente, a Capitania do Porto da Nazaré não tem conhecimento da presença das caravelas na região. “Normalmente, são espécies que aparecem em praias com águas mais quentes – sobretudo na costa algarvia. Não é muito frequente na nossa costa. Sei que na Capitania de Peniche existem alguns relatos, mas na Nazaré ainda não registámos casos”, refere o comandante Lourenço Gorricha, que apela ao aviso às entidades oficiais caso sejam avistadas algumas espécies.
Possuidores de longos tentáculos, com filamentos urticantes, estes animais libertam um “veneno”, quando entram em contacto, causando uma dor intensa e instantânea e irritações cutâneas, mesmo que se encontrem fora de água ou mortos.
Em caso de contacto físico, a Marinha Portuguesa aconselha “a colocação de compressas de água do mar, gelada, e vinagre, por períodos de 10-20 minutos, para alívio da dor”. Não deve utilizar água doce ou álcool, pois provoca um aumento da libertação do veneno. E também não deve esfregar a área, mas apenas retirar os tentáculos ou partes da matéria ainda coladas à pele.
O manuseamento deste tipo de espécie marinha deve ser feito de forma indirecta (luvas de protecção grossas, varas, camaroeiros,…). Deve ser sempre evitado o contacto directo, mesmo quando se encontrem no areal, pois a toxina permanece activa ainda que o animal fique exposto ao sol durante várias horas, revela a Marinha.
Fonte: Região de Leiria / Marina Guerra

Cientistas procuram "alargar" mar português

No sítio mais ao Sul de Portugal, as ilhas Selvagenscientistas portugueses e estrangeiros, apoiados pela Marinha, procuram descobrir os segredos da fauna, flora e geologia marítimas, num esforço para conseguir aumentar o mar português.
expedição da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental(EMEPC) está junto à reserva natural das Ilhas Selvagens, na Região Autónoma da Madeira, desde 10 de Junho e já recolheu cerca de 500 espécies, algumas das quais nunca antes descobertas.
O objectivo é dar a Portugal argumentos para conseguir a extensão da sua plataforma continental para além das 200 milhas náuticas e para candidatar as Selvagens a património natural da Humanidade.
Em visita à expedição, o secretário de Estado da Defesa Nacional e Assuntos do Mar,Marcos Perestrello, afirmou aos jornalistas que se trata de um “projeto importante” para “aprofundar o conhecimento que temos dos nossos recursos marinhos e demonstrar a capacidade de nos responsabilizarmos pela gestão de uma plataforma continental estendida”.
“É este conhecimento que nos permitirá saber o tipo de aproveitamento que podemos tirar da tecnologia, as potencialidades na produção de cosméticos ou produtos médicos efarmacêuticos, que nos permite saber que tipo de energias podemos retirar dos nossos mares, eólicas, ondas, e eventualmente energias convencionais que existam na área sob nossa jurisdição”.
Composta por uma equipa de cerca de 200 pessoas, a expedição está fundeada junto à ilha Selvagem Grande e distribui-se pelo navio de treino de mar Creoula, o navio hidrográfico Gago Coutinho, o balizador Schultz Xavier e a caravela Vera Cruz.
A bordo do Creoula, os biólogos analisam as amostras de animais, plantas e água recolhidas em seis rondas de mergulho diárias.
Vividos com entusiasmo pelos cientistas, os mergulhos colocam-nos frente a frente com esponjas, jardins de coral, peixes de águas frias e de águas quentes e, num dos momentos mais emocionantes desde que a expedição chegou às selvagens, até um tubarão martelo.
Cerca de cinquenta espécies foram já identificadas, de um total de 500 amostras, duzentas das quais através do robô subaquático do Gago Coutinho, que apesar de uma avaria, já mostrou assim o seu valor.
O aparelho, que fornece imagens em alta definição do fundo do mar e permite a recolha de amostras a centenas de metros de profundidade, teve uma avaria num cabo de fibra óptica que o liga ao navio e acabou por ficar parado no fundo do mar.
A solução, que já vem a caminho desde a Noruega, é um aparelho semelhante que permita resgatar o “Luso” e permitir voltar ao trabalho.
Para além da extensão da plataforma continental, o levantamento das espécies nas águas das Selvagens visa sustentar a candidatura da área a património natural da Humanidade.
O secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa, afirmou que a reserva natural das ilhas, criada em 1971, dá exemplos de “um trabalho muito notável a nível nacional e mesmo mundial” na preservação da biodiversidade, como mostra a campanha bem sucedida de erradicação de pragas de ratos e coelhos.
Até ao fim do mês, a equipa vai continuar a passar os dias nas águas límpidas do Atlântico, partilhando o dia a dia com as criaturas do fundo do mar e as cagarras, as aves marinhas que povoam a Selvagem Grande.

Fonte: Ionline