Dinheiro norueguês vai servir para equipar novo navio

O próximo navio oceanográfico português deve ser doado pela Noruega e vai ser equipado com verbas do EEA Grants, um mecanismo financeiro financiado na quase totalidade por este país, afirmou a ministra da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento do Território.

Assunção Cristas assinalou, à margem do lançamento dos programas apoiados EEA Grants, que o objectivo definido desde o início era adquirir um navio “em segunda mão, mas com boas condições, para substituir o velho ‘Noruega'”, admitindo que o resultado pode ser melhor do que se esperava inicialmente.
“Neste momento, a Noruega tem uma proposta em cima da mesa que é podermos ficar com um navio que têm e que vai ser substituído e que seria excelente para Portugal. No fundo, doariam o navio e nós usaríamos o dinheiro do programa para equipar o navio”, adiantou.
O mar vai receber “a fatia mais relevante do orçamento” dos EEA Grants (19,2 milhões de euros), seguindo-se a saúde e outras áreas como a adaptação às alterações climáticas, energias renováveis, cultura, igualdade de género e apoio às ONG (Organizações Não Governamentais).
Assunção Cristas acrescentou que os programas em concreto vão ser agora “afinados”, sendo o relativo ao navio Noruega um dos que estavam pré-definidos.
Os 19,2 milhões de euros destinados ao mar já incluem o navio destinando-se o resto da verba à área da investigação, zonas costeiras e adaptações às alterações climáticas e à erosão costeira, explicou a governante.
O memorando de entendimento foi assinado com os países doadores do EEA Grants (Noruega, Islândia e Liechenstein) há um ano, tendo ficado definidas na altura as oito áreas programáticas que seriam apoiadas pelo fundo.
“Estamos a falar de 58 milhões de euros. Em termos líquidos, são 53 [milhões] para Portugal, bem mais do que o mecanismo anterior, quase 27 milhões mais. É uma boa oportunidade para aproveitarmos recursos numa altura em que todos os recursos são escassos”, salientou Assunção Cristas.
A verba terá que ser aplicada até 2016.
Este é o quarto mecanismo do género a vigorar em Portugal desde a entrada do acordo em 1994 sobre o espaço económico europeu, tendo sido investidos 215 milhões de euros até ao momento.
O fundo foi apresentado pela ministra Assunção Cristas e pela secretária-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Angel–Hanse.
Fontes:
RCR // MSF
Lusa/fim

Não há lulas nos mares dos Açores

O stock de lulas está em mínimos históricos nos mares dos Açores.

A comunidade científica adianta que o ciclo de reprodução pode ter sido quebrado por falta de alimentos.


É a explicação de Filipe Porteiro, da Universidade dos Açores:

A recuperação da espécie pode demorar mais de uma década.


A lula chegou a ser a terceira espécie mais vendida em lota nas ilhas dos Açores.


Recorde-se que também o chicarro deixou de aparecer em quantidade no mercado açoriano, igualmente porque houve uma quebra no ciclo alimentar.

Fonte: Antena 1 Açores
Foto: DOP, Universidade dos Açores.

Dia Mundial dos Oceanos assinalado nas Portas do Mar

A Futurismo Azores Whale Watching, em conjunto com a Associação Portas do Mar, desenvolve sábado diversas actividades, entre as 17h00 e as 23h00, com o objectivo de sensibilizar o público para a preservação dos mares.
 
Nas Portas do Mar, está previsto um espaço para as crianças darem largas à imaginação e poderem pintar motivos sobre o mar e da vida marinha, expondo-se, posteriormente, os seus trabalhos.

Os artistas Martim Cymbron e Yves Decoster também vão marcar presença, ornamentando duas réplicas de baleias, com o intuito de chamar a atenção para a importância da protecção destes mamíferos.

A actividade contará, ainda, com a presença dos vários biólogos da Futurismo que vão dar explicações sobre a biodiversidade do mar açoriano, com ênfase para os mamíferos marinhos e, em especial, os cetáceos.
Fonte: Açoriano Oriental

Reboport tem novo rebocador no Porto de Sines

O “Castelo de São Jorge” é o mais potente rebocador de bandeira nacional.
A Reboport tem ao serviço um novo rebocador para apoio às manobras dos navios no Porto de Sines. O “Castelo de São Jorge” é o mais potente rebocador de bandeira nacional, com uma capacidade de tracção de 80 toneladas.

Este rebocador vem dar resposta ao contínuo aumento do tráfego que o Porto de Sines tem apresentando nos últimos tempos, reforçando também a capacidade desta infraestrutura portuária em operar os maiores navios em operação comercial no mundo.
Propriedade da Reboport – Sociedade Portuguesa de Reboques Marítimos SA, entidade que presta serviços de reboque e amarração no Porto de Sines, o rebocador apresenta 29,5 metros de comprimento e 11 metros de boca, com 386 toneladas de arqueação bruta.
Este rebocador vem também assegurar elevados níveis de prontidão e disponibilidade, contribuindo para a melhoria das condições operacionais e de segurança do Porto de Sines.


Fonte: Naútica Press

Pesca em Sesimbra carece de ajudas estatais para subsistência



A pesca do peixe espada preto em Sesimbra tem-se revelado sustentável ao longo dos anos mas as sucessivas limitações impostas pela administração central, desde a ausência de apoios aos pescadores ou a perda da licença aos 55 anos, são encarados pela autarquia como inimigos da arte piscatória. Durante a semana gastronómica do peixe espada preto, José Polido, vereador das actividades económicas na Câmara Municipal de Sesimbra, revela a “grande pressão junto da administração central para mudar várias limitações à pesca”.


“Não se admite que aos 55 anos, um homem seja impedido de exercer a sua actividade se entender que está nas plenas poses para continuar”, frisa José Polido. Já Ricardo Santos, presidente da Cooperativa de Pescas de Setúbal, Sesimbra e Sines explica que esta lei surge no sentido do “desgaste que a profissão de pescador acarreta”. “Quando se atinge os 55 anos, o pescador profissional, regra geral, já exerce a profissão desde os dez anos de idade”, prossegue.
A revisão do Plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida, principalmente no que diz respeito à proibição de pescar no Parque Marinho Luiz Saldanha, tem sido uma reivindicação do poder local ao Governo, já que “o número de barcos que pescavam na diminuiu para metade, de 114 para 60”, afirma José Polido. “São necessárias alternativas às consecutivas limitações que não garantem a sobrevivência da pesca”.
A adesão de jovens à profissão da pesca em Sesimbra tem sido algo frequente ao longo dos anos, em parte devido à falta de oportunidades noutro sector do mercado laboral. Apesar de José Polido não obter números relativos a este fator, demonstra que a pesca“tem de ser olhada pelos jovens como uma profissão com futuro e não como uma última alternativa face ao desemprego”. “Na pesca do peixe espada preto há 300 profissionais no concelho que fazem deste o seu sustento”.
A quinzena gastronómica do peixe espada preto, que decorre até ao próximo fim de semana, tem hoje o dia mais atractivo, quando o público pode provar dezenas de receitas de peixe espada preto por um preço especial de sete euros em todos os restaurantes aderentes à iniciativa. Tranche de Peixe-espada Preto com Papaia, Servido com Brás de Legumes, Lombo de Peixe-espada Preto Corado em Azeite, Migas de Batata e Grelos Salteados ou Filetes de Peixe-espada Preto com Molho de Moscatel e Camarão Flamejado são algumas das propostas desta edição, que conta com a participação de 37 restaurantes.
José Polido refere que esta iniciativa, organizada pelo oitavo ano consecutivo, surgiu para impulsionar a visibilidade do peixe espada preto nas principais superfícies comerciais mas hoje, já que esse principal objectivo foi conseguido, “é necessário não deixar que o trabalho todo caia em saco roto”. A Quinzena Gastronómica do Peixe-espada Preto, criada em 2006 pela Câmara Municipal, é organizada em colaboração com a ArtesanalPesca e as associações de comerciantes locais.

Fonte. Setúbal na Rede/Rogério Matos.

Xanana Gusmão espera arbitragem para Mar de Timor


O primeiro-ministro timorense disse em Singapura esperar que o processo de arbitragem do Tratado sobre Determinados Ajustes Marítimos no Mar de Timor (CMATS) seja resolvido de forma rápida.
“Sei que alguns de vocês podem estar interessados no processo de arbitragem do Tratado sobre Determinados Ajustes Marítimos no Mar de Timor, o qual irá esclarecer a validade deste tratado”, afirmou Xanana Gusmão na quarta-feira, último dia da visita a Singapura, num encontro dedicado ao tema de petróleo na Ásia oferecido pela Thomson Reuters. “Este é um assunto que Timor-Leste leva muito a sério. Dado que são questões que estão actualmente a ser sujeitas a arbitragem formal, não seria apropriado discuti-las em público, mas posso dizer que esperamos que o assunto seja resolvido de forma rápida e benéfica para todas as partes”, acrescentou Xanana Gusmão no discurso, divulgado hoje pelo Governo timorense.
No discurso, o primeiro-ministro timorense salientou que Timor-Leste e a Austrália têm “um relacionamento bilateral positivo” e que a “arbitragem não vai afectar a grande amizade” com aquele país. Timor-Leste acusou a Austrália de espionagem no acesso a informação confidencial sobre gás e petróleo no Mar de Timor. Em causa está o Tratado sobre Determinados Ajustes Marítimos no Mar de Timor (CMATS, sigla em inglês) assinado pelos dois países em 2007 para facilitar a exploração de gás e petróleo no Mar de Timor, na zona fora da Área Conjunta de Desenvolvimento do Petróleo (JPDA).
O tratado possibilita que Timor-Leste ou a Austrália o denunciem caso não tenha sido aprovado o Plano de Desenvolvimento do campo de exploração de gás Greater Sunrise seis anos após ter entrado em vigor, prazo que terminou em Fevereiro. No final de Abril, Timor-Leste enviou uma notificação a Camberra, na qual afirmava que o tratado entre os dois países era inválido porque a Austrália tinha feito espionagem durante as negociações do mesmo. Na acusação, Timor-Leste referia que os negociadores australianos tinham na sua posse informação confidencial, relevante para os negociadores timorenses.
A exploração do Greater Sunrise criou um impasse nas relações entre a petrolífera australiana Woodside e as autoridades de Timor-Leste. Enquanto a empresa australiana defende a exploração numa plataforma flutuante, Timor-Leste insiste na construção de um gasoduto para permitir desenvolver a costa sul do país. Mesmo que o tratado seja denunciado, os contratos de exploração do Sunrise continuam em vigor e, se a produção começar, o CMATS volta a entrar imediatamente em vigor, a não ser que modificações tenham sido negociadas.
No tratado, que impede a definição de fronteiras marítimas entre Timor-Leste e a Austrália durante um período de 50 anos, ficou especificado que cada um dos países recebe metade das receitas de exploração do Greater Sunrise. Além do CMATS, a exploração do gás e petróleo no Mar de Timor é também regulada pelo Tratado do Mar de Timor e pelo Acordo Internacional de Unificação. De Singapura, o primeiro-ministro timorense seguiu para as Filipinas onde vai estar até domingo em visita oficial. Xanana Gusmão regressa a Dili na próxima terça-feira.
Fonte: DN.

Exposição europeia sobre o Mar passa pela Madeira

A exposição MARLISCO, que se desloca por todo o país, inicia-se em Setembro, no centro Ciência Viva de Lagos, e decorre até ao primeiro trimestre de 2015, estando já confirmados 13 locais, incluindo Madeira e Açores.


Uma exposição europeia a percorrer o país e concursos de vídeos, canções e contos para os jovens vão informar e alertar os portugueses para o lixo no mar, um problema que, segundo a investigadora Flávia Silva, “é responsabilidade de todos”.
Flávia Silva, da Faculdade de Ciência e Tecnologia (FCT) da Universidade Nova de Lisboa, explicou à agência Lusa que o objectivo das iniciativas “com crianças, escolas, com o público em geral ou sectores específicos, como pesca, indústria ou supermercados, é aumentar a consciência social relativamente ao lixo marinho, sensibilizar e corresponsabilizar”.
“Todos, de alguma forma, contribuímos para isso [lixo marinho], mesmo de forma indireta e sem dar conta de que as nossas acções, no dia a dia, em casa, podem afectar o mar, o meio marinho e a praia que gostamos de ver limpa, o que só acontece graças a muito dinheiro [gasto], que podia ser utilizado para outras coisas”, salientou a cientista.
As iniciativas integram-se no projecto MARLISCO, com 15 países europeus, financiado pela Comissão Europeia, decorre até 2015 e está organizado em áreas, da recolha de informação sobre estes resíduos, à distribuição geográfica ou tipo de lixo em cada país.
“A ideia é sensibilizar todas as camadas do público para o lixo marinho, para que todos juntos ajudemos a minimizar o problema”, insistiu a investigadora da FCT, entidade parceira do MARLISCO para Portugal, falando antes do Dia Mundial dos Oceanos, que se assinala sábado.
A exposição MARLISCO, que se desloca por todo o país, inicia-se em Setembro, no centro Ciência Viva de Lagos, e decorre até ao primeiro trimestre de 2015, estando já confirmados 13 locais, incluindo Madeira e Açores, onde a mostra fica cerca de um mês, com visitas guiadas e palestras, para escolas e para o público.
A mostra terá uma componente de informação, com posters, comum aos parceiros participantes, e uma vertente mais lúdica, com trabalhos de artistas nacionais, realizados com lixo marinho.
À abordagem da problemática mundial sobre o lixo marinho, junta-se informação mais específica europeia, dos mares regionais e da situação em Portugal, “mostrando que as realidades se assemelham muito [e que] o mar não tem fronteiras”, salientou Flávia Silva.
A investigadora, da equipa de trabalho da FCT para o MARLISCO, realçou que o concurso de vídeo MARLISCO, destinado a participantes dos 12 aos 18 anos,divididos em dois escalões, pretende obter “testemunhos de como os jovens europeus vêem o problema do lixo marinho”.
O objectivo é que “saiam fortalecidos como agentes de mudança na sociedade pois pretende-se que as mensagens transmitidas através dos vídeos sensibilizem o público, sejam uma inspiração ao percorrer a Europa”.
Dos 10 melhores filmes nacionais, um vai integrar o conjunto dos 14 escolhidos a nível europeu e será apresentado pelos seus autores na Alemanha, em maio de 2014.
Em Portugal, o MARLISCO lança para os mais pequenos, até aos 12 anos, o concurso para a criação de um hino MARLISCO e para elaboração de um livro com histórias de lixo marinho no mar.

Fonte: DN.

Museu sobre o Mediterrâneo inaugura em Marselha

Num novo edifício na zona portuária de Marselha abre as portas ao público amanhã um novo museu dedicado à história das civilizações e das culturas dos povos do Mediterrâneo.-

Ao fim de dez anos de gestação e de quatro de trabalho de construção, um novo museu consagrado ao Mediterrâneo abre as portas ao público esta sexta-feira na cidade francesa de Marselha.
Com a forma de um cubo, erigido junto ao mar, o Musée des Civilizations de L’Europe et de la Méditerranée (Museu das Civilizações da Europa e do Mediterrâneo) é descrito pelo seu director, Bruno Suzzarelli em declarações à AFP, como um “espaço inédito”, já que “é o primeiro museu consagrado às civilizações do Mediterrâneo” (propondo um constante diálogo entre o passado e o presente). O responsável diz ainda que o museu habita aquela que diz ser “uma grande cidade cultural”. Acrescentou ainda que este será um local de debates e de confrontos de ideias e que terá um “rico” programa artístico que cruza cinema, teatro, música.
Construído numa zona portuária, sobre um antigo molhe, o edifício é uma obra do arquitecto Rudy Ricciotti, em associação com Roland Carta. Ocupa uma área de 15.700 metros quadrados, definindo duas grandes áreas. Numa dela, renovada todos os três anos, haverá uma “galeria do Mediterrâneo”, destinada a permitir a descoberta das etapas principais das grandes civilizações desta vasta região do globo. Na outra haverá exposições temporárias, as primeiras sendo ‘Le Noir et le Bleu, un rêve méditerranéen’ e ‘Au bazar du genre, féminin-masculin em Méditerranée’, ambas patentes até Janeiro de 2014. São ali esperados cerca de 300 mil visitantes por ano.
Fonte: DN