Reparar navio patrulha ao serviço de Marinha desde 1971 vai custar quase 4 milhões de euros

Com 44 metros de comprimento, o NRP (Navio da República Portuguesa) “Zaire” é um dos dez navios patrulhas da classe Cacine construídos nos Estaleiros Navais do Mondego, na Figueira da Foz, e já leva quase 42 anos de serviço.

A reparação do navio patrulha “Zaire”, ao serviço da Marinha portuguesa desde 1971, arranca este ano, no Arsenal do Alfeite, e deverá custar quase quatro milhões de euros, segundo um despacho do Ministério da Defesa Nacional publicado esta sexta-feira.
Estes navios operam junto a zonas costeiras em missões de vigilância, patrulha e defesa, tendo uma guarnição de 33 marinheiros, entre oficiais, sargentos e praças, além de vário armamento.
Num despacho publicado hoje em Diário da República, o ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, reconhece que aquele navio necessita de realizar uma acção de manutenção, que inclui uma docagem e de uma revisão intermédia para poder “manter a sua actividade operacional e as valências inerentes às suas capacidades”.
É também autorizada a celebração de um acordo pela Direcção de Navios da Marinha com o Arsenal do Alfeite para reparação do NRP “Zaire”, o qual “não deverá exercer o preço máximo” de 3.997.500 euros. Este acordo deverá vigorar após aprovação do Tribunal de Contas, durante os anos de 2013 e 2014, lê-se no mesmo despacho.
O NRP “Zaire” é um dos três daquela classe ainda ao serviço da Marinha portuguesa com mais de 40 anos de operação. Chegaram a estar todos inoperacionais em 2012.
A substituição destes navios por cinco novas lanchas de fiscalização costeira (LFC) – com opção por mais três – estava prevista no âmbito do contrato de reequipamento celebrado em 2004 entre o Ministério da Defesa e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).
Cada LFC deveria custar cerca de 20 milhões de euros, mas esse contrato, juntamente com a encomenda de mais seis navios de patrulha oceânica, foi revogado pelo actual Governo, em Setembro de 2012, devido à reprivatização dos ENVC.
O despacho que autoriza a reparação profunda do NRP “Zaire” foi assinado pelo ministro da Defesa e nele recorda-se que a Marinha, para cumprimento das missões, opera diversas unidades navais que “devem apresentar os índices de disponibilidade operacional definidos no dispositivo naval de referência complementada com o grau de prontidão adequado à especificidade da missão a desempenhar, às prioridades e à política de manutenção definidas”.
Fonte: Público.

Estudos avaliam poluição atmosférica e das águas no mar Mediterrâneo

O verão chegou na Europa e, com ele, milhares de turistas correm para as praias do mar Mediterrâneo, conhecido pelo azul transparente e os iates com gente famosa. Mas apesar imagem paradisíaca, o Mediterrâneo enfrenta graves problemas de poluição. Dois grandes estudos que acabaram de sair avaliam a situação da poluição atmosférica e das águas.
O primeiro deles resultou em um atlas da qualidade marinha na França, após mais de 10 anos de pesquisas da Agência da Água Rhône Méditerranée Corse. Ele concluiu que, se por um lado o despejo de resíduos químicos se reduziu, com o aumento das estações de tratamento, por outro 21% da costa está degradada – e 10% da região não tem mais nenhuma forma de vida marinha.
“Estamos mais preocupados sobre as questões de uso do mar. Um exemplo claro é nos cais, quando os barcos ancoram. Por causa das âncoras, há milhares de arranhões no solo, nas ervas marinhas, uma maravilha ecológica que cresce muito lentamente” afirma Martin Guespereau, Director da agência. “O tempo do mar é um tempo demorado, e é realmente importante que os navegadores cuidem melhor disso. Você faz um arranhão e são necessários 100 anos para recuperar o que você fez em um minuto.”
Outro aspecto que preocupa é o transbordamento das estações de tratamento quando acontecem fortes chuvas, um problema que afecta vários países europeus e resulta na poluição dos mares e rios. Mas Guespereau garante que, ao contrário do que muita gente pensa, o Mediterrâneo não é o mar mais poluído do mundo.
“É claro que um mar fechado tem alguns problemas bastante específicos, como os de macro detritos, como sacos plásticos. Mas sobre o aspecto da poluição química, da qualidade da água para os peixes, o Mediterrâneo está em um estado muito melhor do que vários outros mares”, sustenta.
Já o estudo chamado Charmex, do qual participam mais de 100 pesquisadores de 10 países, ainda está em curso e avalia os efeitos da poluição atmosférica no mar que banha a França, a Itália, a Espanha, e também o norte da África. Esta forma de poluição pode agravar os efeitos das mudanças climáticas na região, devido ao aumento da seca. François Dulac, coordenador do projecto, explica que a camada de partículas impede a penetração dos raios solares, portanto da evaporação das águas. Resultado: ocorrem menos chuvas.
“Tem um efeito potencial de amplificação da seca no verão, época em que temos muita poluição atmosférica no Mediterrâneo. Massas de ar carregadas de partículas que vêm dos continentes ficam sobre o mar. Elas vêm do Saara, ao sul, quando a cada vez que há uma tempestade de areia chegam centenas de milhares de tonelada de partículas na atmosfera”, diz. “E depois têm as partículas finas, através dos diferentes processos de combustão, produzidos nos diferentes países e que poluem a atmosfera.”
O pesquisador observa que este problema afecta todas as regiões que sofrem com a seca. “A poluição afecta o ciclo hidrológico não apenas da evaporação como através das propriedades das nuvens. Quando se aumenta a quantidade de partículas no ar, fazemos o vapor d’água condensar nos nós de partículas. A consequência é que as nuvens terão gotas menores, portanto menos tendência a precipitar.”
As conclusões definitivas do projecto Charmex não deve ser conhecidas antes de 2015. 

Fonte: RFI

Fiesa 2013

É um dos maiores eventos do género. O Fiesa expõe, desde 2003, esculturas dedicadas a temas diversos. Este ano, é o universo da música que dá o tom às criações em areia.
Todos os anos, um grupo de escultores e especialistas de várias nacionalidades dá forma a milhares de toneladas de areia, ocupando uma área de quinze mil metros quadrados.
A animação passa também por programação paralela. Durante a noite as esculturas são iluminadas e há projecções de vídeo. De dia, há actividades de escultura em areia: diariamente, adultos, jovens e crianças podem ensaiar e mostrar as suas capacidades criativas nesta forma de expressão artística.
  • PêraPêra – Silves
    28-06 a 15-09. Todos os dias das 10h00 às 24h00 .


    16-09 a 25-10. Todos os dias das 10h00 às 20h00 . 
    Grátis (até 5 anos), 4,50€ (6-12 anos), 9€ (adultos), 7,65€ (seniores)

Tema: Música. Reservas: 969459259/Fax: 282317084 fiesa@prosandart.com
Sítio ofícial http://www.fiesa.org

Fonte: Público

Prémio "Almirante Sarmento Rodrigues".

A Academia de Marinha lançou o concurso para atribuição do Prémio Almirante Sarmento Rodrigues – 2013; este concurso destina-se a estimular e dinamizar a pesquisa, a investigação científica e o estudo da história das actividades marítimas portuguesas, os trabalhos poderão ser entregues até ao dia 30 de Setembro.

O prémio compreende um diploma e uma quantia no valor de cinco mil euros. Este concurso está aberto a cidadãos nacionais e estrangeiros que apresentem trabalhos originais nas áreas referidas. Tem-se em conta como originais os trabalhos não publicados ou cuja publicação tenha sido concluída no ano a que se refere o concurso ou no ano anterior.
O prazo para entrega dos trabalhos na Academia de Marinha será até às 16h30 do dia 30 de Setembro. 
Para mais pormenores poderá contactar:
Academia de Marinha
Edifício da Marinha
Rua do Arsenal, 1149-001 Lisboa
academia.marinha@marinha.pt | 210984713| 210984707| 210984715

Prémio "Almirante Sarmento Rodrigues".

A Academia de Marinha lançou o concurso para atribuição do Prémio Almirante Sarmento Rodrigues – 2013; este concurso destina-se a estimular e dinamizar a pesquisa, a investigação científica e o estudo da história das actividades marítimas portuguesas, os trabalhos poderão ser entregues até ao dia 30 de Setembro.

O prémio compreende um diploma e uma quantia no valor de cinco mil euros. Este concurso está aberto a cidadãos nacionais e estrangeiros que apresentem trabalhos originais nas áreas referidas. Tem-se em conta como originais os trabalhos não publicados ou cuja publicação tenha sido concluída no ano a que se refere o concurso ou no ano anterior.
O prazo para entrega dos trabalhos na Academia de Marinha será até às 16h30 do dia 30 de Setembro. 
Para mais pormenores poderá contactar:
Academia de Marinha
Edifício da Marinha
Rua do Arsenal, 1149-001 Lisboa
academia.marinha@marinha.pt | 210984713| 210984707| 210984715

FEEM participa na conferência do Fórum Empresarial para os Assuntos do Mar

O Fórum Empresarial da Economia do Mar (FEEM), através do seu Secretário-Geral, Fernando Ribeiro e Castro, é uma das entidades convidadas pelo Governo de Cabo Verde para participar na conferência do Fórum Empresarial para os Assuntos do Mar (FEAM), que decorre esta quinta-feira, 11 de Julho, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

Este evento faz parte de um conjunto de iniciativas organizadas pelo Conselho Estratégico do Cluster do Mar, com o apoio da SaeR. Recorde-se que a SaeR foi a autora do estudo “O Hypercluster da Economia do Mar em Portugal”, que tem servido de guia para o FEEM.

O FEAM é um órgão nacional independente, de acompanhamento, reflexão e consulta, aberto à sociedade civil, envolvendo a participação de cidadãos e outros parceiros sociais interessados, com vista a contribuir para a troca de informação, reflexão e acompanhamento dos assuntos do mar, numa perspectiva abrangente, estimulando uma participação consistente e efectiva dos diferentes actores, algo de muito parecido com o FEEM, razão pela qual Fernando Ribeiro e Castro irá transmitir a sua experiência em Portugal.

A reunião terá lugar na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, na sala do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), das 9h00 às 17h30.
 
Fonte: PDP

Portugal organiza Congresso Internacional de Museus Marítimos

Tendo Cascais como palco central, Portugal vai receber, de 8 a 14 de Setembro de 2013, o Congresso Internacional de Museus Marítimos. A candidatura portuguesa concorria com o Chile e a Suécia.

No ano em que passam 150 anos sobre a criação do Museu da Marinha, a Comissão Organizadora do International Congress of Maritime Museums (ICMM), em que Portugal está representado pelo Museu de Marinha, Museu do Mar Rei D. Carlos (Cascais) e Museu Marítimo de Ílhavo, escolheu a proposta portuguesa para organizar e receber o próximo congresso, em 2013.

Evento bienal que visa a salvaguarda, conservação, protecção e divulgação do património marítimo e dos aspectos museológicos conexos, o Congresso, que vai ter Cascais como palco central, irá contar com um programa diversificado com visitas a museus, um passeio em embarcações tradicionais proporcionado pela Marinha do Tejo, Pólo Vivo do Museu de Marinha.

A candidatura portuguesa foi apoiada, entre outros, pelo Almirante Chefe do Estado Maior da Armada, pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais e pelas Secretarias de Estado do Mar e do Turismo.


Fonte: PDP

Onze interessados no terminal de cruzeiros de Lisboa

Já onze empresas/consórcios levantaram o procedimento concursual para a concessão do terminal de cruzeiros do porto de Lisboa e, ao que a Transportes em Revista apurou, alguns dos interessados são empresas portuguesas. O concurso, que pressupõe um investimento de 22 milhões de euros, foi lançado formalmente no passado dia 6 de Junho e pressupõe duas fases: qualificação prévia e apresentação de propostas por parte dos concorrentes que cumpram os requisitos de capacidade financeira (capital próprio no mínimo de 10 milhões de euros; ou activo líquido ou activos sob gestão no mínimo de 20 milhões de euros) e de capacidade técnica (experiência mínima de cinco anos na actividade de cruzeiros). Já a adjudicação será feita com base em três critérios: Compromisso de tráfego – mínimo de 550 mil passageiros (45%); Melhor valor da taxa de passageiro – mínimo 0,20€ (40%); e Prazo da concessão – mínimo de 20 e máximo de 35 anos (15%). «Todos os critérios são objectivos e alcançáveis através de fórmulas matemáticas», explicou Andreia Ventura, membro do Conselho de Administração do Porto de Lisboa à Transportes em Revista. «Pretende-se que não haja nenhuma subjectividade na escolha, de forma a não existir conflitualidade e demora no desenrolar do concurso», afirma a responsável.
 
Recorde-se que o porto de Lisboa recebeu, em 2012, 314 escalas e 522.604 passageiros, tendo registado, neste último ponto, um crescimento de sete por cento. Os resultados foram, no entanto, penalizados com a onda de greves, que levou ao cancelamento de 17 escalas e à perda de 25 mil passageiros. Ainda assim, a passagem destes cruzeiros por Lisboa representou receitas de cinco milhões de euros para o porto (dez por cento da receita total) e de 66,3 milhões de euros para a cidade, em despesas dos passageiros e tripulação em alimentação, transportes, visitas e compras. Aquando da cerimónia de lançamento do concurso, Sérgio Monteiro sublinhou que este projecto «é importante pelo investimento e pela criação directa de postos de trabalho, mas sobretudo porque dá dinamismo a um segmento em que o porto de Lisboa tem vindo a investir nos últimos anos, que é o mercado de cruzeiros». Por outro lado, o governante destacou o papel do segmento turnaround na economia, adiantando «que poderá vir a ser representativo no futuro». Segundo explicou, com a conquista de passageiros que começam e acabam a sua rota em Lisboa «duplica, em média, a receita que cada um dos passageiros deixa em Lisboa, aumenta as dormidas, aumenta as visitas à cidade, aos restaurantes, aos museus, cria dinamismo económico. É este tipo de investimento, criador de valor, que este Governo tem procurado implementar».

Entretanto, nos primeiros seis meses do ano, o porto de Lisboa cresceu 2 por cento no número de escalas, registando um total de 150. “O aumento do número de escalas registado neste período foi impulsionado quer pelo crescimento das escalas em turnaround – que passaram de 20 em 2012, para 33 em 2013 – quer pelo aumento das escalas em interporting, que perfizeram um total de 16 contra as 6 registadas durante o primeiro semestre de 2012”, explica o porto. Ainda este ano, e caso as previsões se confirmem, a actividade dos cruzeiros no porto da capital registará, segundo a APL, “um crescimento de 13 por cento ao nível das escalas, e de sete por cento ao nível dos passageiros. Prevê-se, assim, um total de 355 escalas e de 560 mil passageiros, o que, ao verificar-se, significará novos recordes para o porto de Lisboa, ao nível das escalas e dos passageiros
Fonte: Transportes em Revista

Greve no porto de Lisboa pode levar à perda de linhas regulares

Na passada semana, a AOPL (Associação de Operadores do Porto de Lisboa), a A-ETPL (Associação – Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa) e a AOP (Associação Marítima e Portuária) organizaram uma conferência de imprensa onde manifestaram a insatisfação e indignação face ao novo período de greve no porto de Lisboa decretado pelo Sindicato dos Estivadores e que decorre desde 25 de Julho.

Em entrevista conjunta à CARGO, Joana Nunes Coelho (AOPL), Carlos Caldas Simões (AOP) e Carlos Sousa Trigo (A-ETPL) reforçaram a ideia de que as principais consequências desta paralisação estão ligadas à “imagem do porto de Lisboa, que deixa de ter credibilidade, e aos custos adicionais que acarreta para os operadores”.

Sobre as consequências actuais na operação, Joana Nunes Coelho admitiu que já houve “um navio que se foi embora sem ser carregado”, estando neste momento “sete navios ao largo para entrar porque não conseguimos despachar o trabalho”, havendo mesmo a possibilidade de duas linhas “deixarem efectivamente de escalar o porto de Lisboa”. 

A responsável da AOPL deixou ainda um apelo ao “bom senso da direcção sindical, para que repense aquilo que está a fazer e que tenha consciência de que poderá estar a colocar em causa os postos de trabalho que tanto pretende defender”.


Fonte: Cargo