Novo método para detectar tsunamis

Cientistas chineses sustentam que os tsunamis podem ser detectados através de satélites e em tempo real.
De acordo com Benlong Wang y Hua Liu, da Universidade de Jiao Tong de Xangai, as anomalias provocadas pelos tsunamis na magnetosfera podem ser descobertas via satélite e em tempo real. Com o objectivo de encontrar um método que sirva como um sistema de alerta precoce de maremotos, a equipa criou um modelo virtual que simula o efeito que os tsunamis causam no campo magnético natural da Terra.
Segundo Wang, que publicou o seu estudo em “Proceeding of the Royal Society”, o método que permite calcular instantaneamente o tsunami, poderá introduzir uma melhoria notável nos sistemas de alerta precoce, na medida em que, actualmente os métodos disponíveis demoram seis minutos a processar os dados e não permitem monitorizar continuamente a onda no mar.
As ondas pela sua amplitude e rápidos movimentos provocam deslocamentos de grandes quantidades de água. Quando um corpo de água salgada se move no campo magnético da Terra, a sua natureza condutora induz uma pequena anomalia, que, segundo os investigadores, pode ser captada por um sensor magnético introduzido num satélite ou numa aeronave não tripulada, em ambos os casos, os aparelhos têm que se aproximar do mar o suficiente para detectar o sinal magnético da onda.
Esta equipa garante que foi capaz de detectar anomalias magnéticas que podiam causar catástrofes e, inclusive calcular a dimensão da onda do tsunami. Para testar este método, os investigadores compararam as suas previsões com os dados dos tsunamis de Sumatra (2000) e Chile (2010).
O método proposto por Wang e Liu já recebeu críticas, Manoj Nair, geólogo da Universidade do Colorado afirmou que os sinais magnéticos dos tsunamis dificultam a sua previsibilidade e, com isto, a eficácia do método.

Fonte: DN

Cientistas dizem que Parque Marinho da Arrábida começa a dar frutos

Há mais e maiores peixes nas zonas onde a pesca foi proibida, em 2009, no Parque Marinho Luiz Saldanha, na Arrábida. Esta conclusão vem de estudos realizados por investigadores do ISPA-Instituto Universitário de Ciências Psicológicas, Sociais e da Vida. Os resultados são, no entanto, preliminares e é preciso mais tempo de monitorização para uma melhor avaliação.

Fonte: Público.

Divulgação: Tertúlia «António Luís Júnior. A arte naval em madeira»

No âmbito da exposição “António Luís Júnior. O último calafate da Nazaré. Imagens de Gisela e Antti Sarkilahti. 2012-2013”, que se encontra patente ao público desde o dia 2 de Julho, o Museu Dr. Joaquim Manso promove dia 25 Julho, quinta-feira, pelas 17 horas, a tertúlia “António Luís Júnior. A arte naval em madeira”.
São oradores convidados Jorge Barroso (Presidente da Câmara Municipal da Nazaré), António Nabais (ex-Director do Museu Dr. Joaquim Manso e investigador em embarcações tradicionais), Bruno Cardoso (praticante de modelismo naval) e Ricardo Esteves (Instituto Portuário dos Transportes Marítimos – Portos de Nazaré e Peniche). A sessão contará também com a presença do construtor naval António Luís Júnior e dos fotógrafos Gisela Barg-Särkilahti e Antti Särkilahti.

Fonte: APP

Porto de Setúbal aumenta actividade em 2013

O Porto de Setúbal registou um aumento na actividade desde Janeiro a maio face ao mesmo período do ano transacto  com especial relevo para a carga fraccionada  que teve um crescimento de 26 por cento, o que faz denotar o contra ciclo que a infra estrutura portuária goza face à situação actual do país. Vítor Caldeirinha, presidente da APSS, explica que “tem vindo a ser trilhada uma rota de recuperação estando o movimento do Porto de Setúbal já praticamente a valores de 2012”.

“O Porto de Setúbal iniciou a sua actividade em 2013 ainda com reflexos dos efeitos da greve dos estivadores, de Agosto a finais de Novembro de 2012”, prossegue o presidente da APSS por escrito ao “Setúbal na Rede”, acrescentando que“apesar da conjuntura de crise, interna e externa, era expectável que se assistisse a um regresso à normalidade, como tem vindo a acontecer”. O Porto de Setúbal registou um crescimento de 18 por cento da carga geral, que chegou perto de um milhão e meio de toneladas, nos valores acumulados até maio, comparativamente ao período homólogo em 2012.
O aumento de 26 por cento na actividade no sector da carga fraccionada deu-se devido ao crescimento na movimentação dos produtos metalúrgicos em 57 por cento, e do cimento ensacado em 29 por cento, entre outros produtos. A carga contentorizada também registou valores positivos quer em contentores quer em TEU’s.
Ainda no mesmo período, o movimento de navios no Porto de Setúbal registou um aumento de três por cento, o que se traduziu na entrada de 572 navios, incluindo os destinados à actividade comercial. Vítor Caldeirinha admite boas expectativas para a continuação do crescimento da actividade no Porto de Setúbal ao longo do ano e, em relação ao processo de fusão entre a APSS e a Administração do Porto de Lisboa, admite que este “está em desenvolvimento e terá vantagens ao nível do uso comum de recursos e planeamento conjunto de investimentos”.

Fonte: Setúbal na Rede.

Delegação do Porto de Leixões visita Luanda.

Em 2012 foram exportadas mais de 1 milhão de toneladas de mercadorias para os portos angolanos 

O porto de Leixões organiza a 18 de Julho, no Hotel Sana, em Luanda, um evento de apresentação da infra-estrutura portuária e respectivas valências, aberto a todos os empresários que pretendam desenvolver trocas comerciais com Portugal.

Leixões é o principal porto português exportador para Angola e em 2012 foram transaccionadas mais de 1 milhão de toneladas de mercadorias entre Leixões e os portos angolanos, com particular destaque para o ferro e aço, máquinas e aparelhos, azulejos e mosaicos, produtos alimentares, entre outras.

Esta iniciativa enquadra-se na visita comercial que uma delegação, constituída pela APDL – Administração dos Portos do Douro e Leixões, concessionários da movimentação de cargas, o TCL – Terminal de Contentores de Leixões e o TCGL – Terminal de Carga Geral e Granéis de Leixões e Associação da Comunidade Portuária de Leixões, efectua a Luanda de 15 a 19 de Julho.

Para além da apresentação comercial, está prevista uma visita da delegação ao Porto de Luanda e a participação na FILDA – Feira Internacional de Angola.

Leixões é um porto exportador por excelência, que serve praticamente todo o tipo de navios e de cargas, fazendo do transporte marítimo um meio privilegiado para a realização de trocas comerciais com mais de 180 países. Na confluência de importantes rotas nacionais e internacionais, Leixões movimentou em 2012 mais de 16,6 milhões de toneladas de mercadorias, o que representa cerca de 25% do Comércio Externo Português por via marítima.

Leixões é um dos portos mais polivalentes e competitivos na sua área natural de actuação, por onde passam anualmente cerca de 3 mil navios, mais de 630 mil TEUS (cerca de 420 mil contentores) e todo o tipo de mercadorias, entre as quais se destacam os cereais, o papel e cartão, a sucata, o ferro e aço, os granitos, os têxteis, os açucares, as bebidas, os cimentos, a cortiça, componentes para aerogeradores e os produtos petrolíferos.


Fonte: Porto de Leixões

Portugueses à pesca no Walmart

A linha de pesca da marca “Hi Seas”, produzida perto de Lisboa, em Mem Martins, pela Filkemp, está a ser vendida nos EUA nas 3500 lojas Walmart.
A maior cadeia mundial de distribuição, a norte-americana Walmart, tem à venda a linha de pesca da marca “Hi Seas”, fabricada em Portugal pela Filkemp.
A empresa detida e gerida por Wolfgang Kemper é líder mundial no disputado mercado de linhas de pesca, onde a quota de mercado global varia entre 10% e 15%, consoante os critérios aplicáveis, refere a própria empresa.
O mercado português apenas absorve 1,49% da produção da Filkemp, sendo a quase totalidade do seu fabrico destinado aos mercados de exportação. A China absorve 31% das vendas anuais, seguida pela Alemanha, responsável por 25% das vendas.
Fonte: Expresso.

Campanha para consumo da cavala rendeu mais 2ME aos pescadores

A campanha para levar mais portugueses a consumir cavala permitiu que os pescadores recebessem mais dois milhões de euros no ano passado e aumentou em 22,8% os quilos deste peixe vendidos nas lotas, informa a Docapesca.
“Em lota vendemos mais dois milhões de euros de cavala, foram dois milhões de euros que foram para os pescadores, para a frota de pesca”, destacou Ana Paula Queiroga, directora comercial e de marketing da Docapesca.
A responsável destacou que a campanha visou mostrar aos consumidores que, “num tempo difícil como o que Portugal atravessa, a cavala é uma hipótese alternativa, rica nutricionalmente, que permite fazer uma boa refeição familiar barata”.
“É muito abundante na costa portuguesa. É, segundo estudos científicos, muito rica nutricionalmente, nomeadamente em ómega 3, não tem restrições de pesca até ao momento e é muito pouco valorizada comercialmente”, disse, salientando que o quilo de cavala na lota ronda apenas os 30 cêntimos por quilo.
Os números avançados pela Docapesca indicam ainda que foram transaccionados no ano passado mais 22,8% de quantidade (quilos) deste pescado e que o valor das transações e do rendimento do pescador aumentou 20%.
Também no sector conserveiro, houve uma evolução de 21,7% das conservas de cavala.
“A cavala tem um grande potencial de exportação através do crescimento da indústria de conservas e a campanha de 2012 teve esses resultados. Foi crescente a exportação de filetes de cavala em azeite e o interesse de algumas fábricas que não produziam e que passaram a produzir e a cavala filetada congelada mostrou-se também um bom produto para exportação”, acrescentou Ana Paula Queiroga.

E que tal morar num navio de luxo?

Entre 2011 e 2012, a residência deles em alto-mar navegou pelos sete continentes, proporcionando aventuras como passear numa floresta tropical ou observar morsas nas geleiras. Se o casal decide não sair de casa, há cozinheiros disponíveis para preparar-lhes uma refeição. Ou eles podem optar por um dos seis restaurantes a uma curta caminhada do apartamento.


Os Bennets são os donos de uma das 165 residências privativas a bordo do World (Mundo), um navio luxuoso que permite aos seus residentes viver em alto-mar. Inaugurado em 2012, o World é o maior e mais velho navio residencial em actividade  Agora, dois novos concorrentes estão a caminho: o Utopia, um transatlântico com 200 apartamentos residenciais orçado em1 bilião de dólares e que segundo os empreendedores ficará pronto em três anos, e o Marquette, um navio-condomínio de 110 milhões de dólares que poderá ter até 180 unidades residenciais e vai viajar nas águas fluviais dos Estados Unidos.

Actuais e antigos moradores do World dizem que a vida num navio de luxo realiza suas fantasias de viagens – sem muitos dos incómodos  Os apartamentos são para uso exclusivo dos donos, então roupas e objectos pessoais estão sempre à mão. Os moradores também ficam conhecendo seus “vizinhos” e inúmeros eventos sociais e programas criam uma sensação de comunidade.

“Nunca fica chato”, diz John Demartini, um médico aposentado e autor de livros sobre comportamento humano que há muito considera o World a sua casa. Demartini, que antes morou em Houston, no Texas, e Nova York, pagou cerca de 800.000 dólares por seu apartamento de um dormitório.

Os proprietários das unidades, que variam de coberturas com espaço para 12 pessoas, pagam uma tarifa anual de 10% a 15% do preço de compra para cobrir despesas que vão desde o salário dos funcionários até a manutenção do navio. Os moradores vêm de 19 países, dos EUA à Austrália, e têm uma idade média de 64 anos, diz uma porta-voz. Residências já foram vendidas por valores entre 700.000 e a 10 milhões de dólares, e algumas estão hoje disponíveis para revenda. Bennett não quis dizer quanto pagou por seu apartamento de um quarto.

Muitos proprietários mantêm sua residência principal no seu país de origem e usam o World como sua segunda casa. Bennett, por exemplo, é sócio e director de um escritório de advocacia de Dallas, também no Texas, onde ele e sua esposa venderam uma casa à beira de um lago e se mudaram para uma casa menor, de dois quartos, por causa de suas viagens frequentes. Mas mesmo os que moram permanentemente no navio estão sujeitos a impostos e outras obrigações legais em seus países de origem.

Bill Powers espera ser um dos primeiros residentes a bordo quando o Utopia estiver pronto para zarpar. Ele pretende comprar uma unidade de três quartos no navio, no qual os preços das residências variam de 4 milhões a 30 milhões de dólares. “Isso satisfaz meu desejo de viajar sem ter que fazer e desfazer malas, passar pela alfândega” e outros inconvenientes, diz Powers, de 55 anos, sócio e consultor de uma firma do sector financeiro.

O Utopia, cujos criadores incluem o primeiro comandante e a equipe técnica do World, está actualmente na pré-venda, diz David Robb, diretor-gerente da Frontier Group, uma firma sediada em Los Angeles que garantiu o financiamento para a construção. Potenciais compradores podem ver um modelo dos apartamentos num centro de vendas de quase 280 metros quadrados na elegante Rodeo Drive de Beverly Hills, na Califórnia. Além de 200 unidades residenciais que podem chegar a até 575 metros quadrados, os empreendedores dizem que haverá 16 unidades menores para amas e tutores. O navio deve ter também quatro restaurantes, spa, casino  lojas de luxo e uma clínica médica equipada para cirurgias cosméticas e tratamentos com células-tronco, disse Robb. A taxa anual de manutenção será de cerca de 4,5% do preço de compra.

Quase 80 compradores já assinaram ou estão negociando os contratos, disse Chris Wheeler, responsável por desenvolvimento de negócios para o Utopia.

Algumas pessoas continuam duvidando que o Utopia, que começou a ser feito em 2008 e foi pouco divulgado, vai se tornar realidade. Robb, porém, garante que o projecto vai sair. “Já passamos do ponto de retorno”, diz ele. “O navio será construído.”

Outros navios residenciais de luxo nunca se materializaram. O Four Seasons Ocean chegou perto em 2008, mas as vendas das suas unidades estagnaram depois das crises financeira e imobiliária nos EUA.

Enquanto isso, o Marquette que, segundo seus criadores, será o maior navio fluvial de passageiros do mundo, já recebeu módicos depósitos de US$ 1.000 por cerca de 25% das unidades planeadas no projecto de 110 milhões de dólares, disse o empreendedor David Nelson, presidente da River Cities Inc., que está desenvolvendo o navio. A construção vai começar assim que a pré-venda atingir 90%, quando os compradores terão que depositar uma quantia maior.

“Oferecemos uma maneira das pessoas viverem a bordo e navegar pelo país”, diz Nelson.

O navio-condomínio, que terá até 400 residências, pretende navegar nos rios do norte dos EUA durante o verão americano e nos rios do sul durante o inverno. Ele terá campo de golfe, teatro, lojas de conveniência e hidromassagem. Os preços das unidades variam entre 305.000 dólares e 1,9 milhão de dólares, diz Nelson.

Estimar a demanda por uma casa a bordo de um navio de luxo pode ser difícil. Para alguns, o desejo de aventura pode se esgotar em alguns anos. Robert e Janet Sabes pagaram 2,8 milhões de dólares em 2002 por uma unidade de 135 metros quadrados e dois quartos no World e a venderam por cerca do mesmo preço em 2008.

“Por mais divertido que fosse, é como tudo que existe: [a excitação ] vai acabando com o tempo”, disse Sabes, de 73 anos, um criador de restaurantes de Las Vegas. “Há um número limitado de lugares onde um navio pode ir. Depois que você já esteve lá, começa a se repetir.”

Fonte:  The Wall Street Journal

Portugal propôs a Angola construção de navios de guerra

Portugal propôs a Angola a construção conjunta de navios de guerra e mais dois projectos da indústria de defesa, disse hoje à Lusa o presidente do Conselho de Administração da “holding” da empresa pública de defesa (EMPORDEF).

Rui Vicente Ferreira, que integra a comitiva que o ministro da Defesa Nacional José Pedro Aguiar-Branco trouxe a Angola para uma visita de trabalho de três dias que termina hoje, acrescentou que o objectivo é colocar a relação bilateral “num estádio mais avançado de cooperação na área da indústria de defesa”.
Nesse sentido, foram apresentados três projectos ao ministro da Defesa Nacional angolano, Cândido Van-Dúnem, ao chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Geraldo Sachipendo Nunda, e ao chefe de Estado-Maior da Marinha de Guerra Angolana, almirante Augusto Cunha.
O primeiro projecto de cooperação consiste na construção de navios de guerra em comum, necessários às Marinhas dos dois países.
“Ou seja, criar condições para um projecto, com sustentabilidade, com formação das tripulações e todos os técnicos necessários e depois dar o acompanhamento e a manutenção desses vasos de guerra, que poderão eventualmente vir a ser construídos. Este foi o principal e maior projecto”, salientou.

Fonte: Noticias ao Minuto.