ONU prevê aumento de 150% na acidez dos oceanos até 2050

A Assembleia Geral das Nações Unidas começa nesta segunda-feira (17) sua análise sobre os impactos do aumento da acidificação dos oceanos sobre o ambiente marinho e sobre as pessoas em todo o mundo. A ONU prevê que, até 2050, a acidez dos oceanos poderá aumentar 150%, taxa cem vezes mais rápida que qualquer mudança na acidez do meio marinho ao longo dos últimos 20 milhões de anos.
O Processo Consultivo Informal sobre Oceanos e Direito do Mar, que acontece até 20 de Junho, vai proporcionar um fórum para que os países discutam os desafios colocados pela crescente acidez dos oceanos por causa do aumento das emissões de carbono de actividades humanas. O evento acontece na sede da ONU em Nova Iorque, Estados Unidos.
Ao absorver maiores quantidades de dióxido de carbono gerado por actividades humanas, os oceanos estão 30% mais ácidos do que no início da Revolução Industrial, há 250 anos, de acordo com dados de um relatório do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para a Assembleia Geral.
O processo consultivo será copresidido pelo embaixador das Ilhas Maurícias Milan Jaya Nyamrajsing Meetarbhan e o embaixador da Nova Zelândia Don MacKay. O processo, fundado em 1999, tem como objectivo identificar as áreas onde a coordenação e cooperação internacional em questões sobre os oceanos devem ser reforçadas.
Não há actualmente nenhum instrumento internacional mundial dedicado especificamente a abordar a acidificação dos oceanos. No entanto, os elementos do quadro jurídico e político existente são relevantes, incluindo principalmente a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (UNCLOS), que celebrou o seu 30º aniversário em 2012 e exige que os Estados-Membros protejam e preservem o meio marinho.
Fonte: ONU.

Visão: Emprego no Transporte Marítimo

Quando se fala de emprego, o Transporte Marítimo enfrenta também dificuldades, em particular para os que pretendem aceder a este mercado de trabalho e para os que apresentam menos anos de mar. Por outro lado, a concorrência extrema que se regista no sector, leva os gestores a procurar a redução de custos por todos os meios, recorrendo a contratação de tripulações pouco qualificadas mas, aparentemente, ao menor preço. Não podemos esquecer que a tripulação representa cerca de 20% dos custos do transporte marítimo.
Porém, menor preço não significa menor custo. Os empregadores não podem esquecer que o que poupam na “compra” inicial de um profissional, se pode converter em enormes custos de exploração dos navios e sistemas. Há que negociar, Empregador e Marítimo, sem descurar a regulamentação, a segurança e a protecção ambiental.

Para o Marítimo perante tal adversidade, é fundamental investir algum tempo e recursos na imagem que projecta. Pouco interessa a imagem que tem de si – importa que quem emprega a entenda, que a consiga diferenciar no meio de tantas outras e, fundamentalmente, identifique o valor que pode adicionar à sua empresa.
O princípio é simples, o empregador não procura um Oficial de Pilotagem, procura quem leve o navio e respectiva carga de um porto para outro, em segurança e cumprindo prazos. O empregador não procura um Oficial de Máquinas, procura segurança, ausência de avarias e de imprevistos, custos controlados de manutenção. Afinal, todos nós, compramos um berbequim ou o furo (perfeito) que ele faz?

Por onde começar? Pelo CV, claro. O Currículo é a tua comunicação pessoal, o teu anúncio publicitário, a promoção do serviço/produto que tu és. Juntamente com a carta de apresentação, constitui uma oportunidade única de mostrar e diferenciar o valor que ofereces a um potencial empregador ou ao seu consultor de recrutamento.
A Spinnaker, empresa especializada no recrutamento de Marítimos e profissionais relacionados com o Transporte Marítimo, elaborou um excelente documento dedicado a este tema, que podes ler emhttp://www.shippingjobs.com/js-advice-cv

Visita também www.shippingjobs.com e conhece as oportunidades disponíveis.


Fonte: Álvaro Sardinha.

Costa da Caparica: Pescador deitou ao mar milhares de peixes mortos



Os peixes mortos que deram à costa perto da Caparica foram deitados ao mar por um pescador.

Milhares de peixes mortos apareceram hoje no areal da praia da Rivieira, entre a Fonte da Telha e Costa da Caparica.
A capitania de Lisboa garante que esta ocorrência isolada nada tem a ver com a qualidade da água na zona .
Os peixes mortos terão sido lançados à água por uma embarcação de pesca.
O comandante Cruz Gomes sublinhou que os banhistas podem estar descansados. O pescador responsável pela situação já foi identificado e notificado para retirar os peixes do areal.

Fonte: TSF.

A Poluição nos Transportes Marítimos.

A poluição atmosférica provocada pelo transporte marítimo, manifesta-se através da emissão pelos navios, de gases de efeito de estufa como o dióxido de carbono e pela emissão de poluentes, incluindo os óxidos de azoto, óxidos de enxofre e material em partículas.

Em 2008, a Organização Marítima Internacional (IMO) reviu as normas sobre o teor de enxofre dos combustíveis marítimos (contido no Anexo VI da MARPOL). Em Outubro de 2012, as normas foram transpostas oficialmente na Europa.
Nos termos da legislação da UE em vigor:
– A partir de 2015, os navios que naveguem nas zonas de controlo de emissões de SOx não podem usar combustível com mais de 0,1% de enxofre;
– Globalmente, os navios terão que reduzir o teor de enxofre do seu combustível para um máximo de 3,5% em 2012 e para 0,5% em 2020.

Segundo o Carbon War Room, a indústria marítima tem a oportunidade de economizar 70 biliões de Dólares por ano em combustível e reduzir o carbono e outros poluentes em 30%. Através de medidas de eficiência, estima-se que o transporte marítimo pode reduzir o consumo de combustível entre 30 e 60 por cento.

As boas notícias:


A poluição pode, deve e irá ser combatida, através do incremento da eficiência energética e da sensibilização dos operadores, aspectos que irão estimular o mercado de investigação, desenvolvimento, produção, implementação e manutenção de novas tecnologias, gerando dinâmica na economia e no mercado de trabalho.

Pode ser obtida mais  informação sobre este tema, acedendo ao estudo ‘Poluição e o Transporte Marítimo’ – 34 páginas de actualidade, para uma eficaz acção na construção de um melhor futuro.


Fonte: Álvaro Sardinha.

Duas orcas avistadas a uma milha do farol de S. Vicente, em Sagres

Duas orcas foram avistadas a uma milha do farol de S. Vicente, em Sagres, por diversas embarcações turísticas de observação de cetáceos. Mãe e a cria estarão de passagem, a caminho do mediterrâneo, mas deixaram-se fotografar e filmar enquanto estavam a alimentar-se. Apesar da alcunha de baleias assassinas, as orcas são o maior exemplar da família dos golfinhos e alimentam-se essencialmente de peixe.


Fonte: SIC Notícias. 

Fernando Pimenta ganha o ouro para Portugal em K1 1000m

O canoísta Fernando Pimenta conquistou neste a medalha de ouro na prova de K1 1.000 metros das Universíadas de Verão, que estão a decorrer em Kazan, na Rússia.
O português, medalha de prata em K2 1.000m nos Jogos Olímpicos Londres 2012, venceu a prova em 3m48,135s, derrotando o bielorrusso Aleh Yurena (3m49,814s) e o polaco Rafal Rosolski (3m50,325s).
Fernando Pimenta deu, assim, a primeira medalha de ouro a Portugal nas Universíadas de 2013, que se junta aos bronzes conquistados por André Alves (judo -73 kg) e Marcos Chuva (salto em comprimento).
“Sabia que tinha potencial para isso [conquistar o ouro]. Sabia que se me apresentasse bem e se me tivesse a sentir bem que podia fazer um bom resultado e que podia lutar pela medalha de ouro ou estar no grupo das medalhas. Os outros atletas também têm muito valor, alguns deles também pertencem às equipas absolutas. Ganhar como ganhei dá-me mais motivação para continuar o excelente trabalho que tenho feito com o meu treinador”, disse.
Apesar de não ter ouvido o hino português, porque nas cerimónias do pódio é tocado o hino da Federação Internacional de Desporto Universitário (FISU), Fernando Pimenta garante que sentiu um grande orgulho.
“É como se estivéssemos a ouvir o nosso hino, porque era a bandeira de Portugal que estava no sítio mais alto. É um grande orgulho contribuir com estes resultados para Portugal”, disse.
As Universíadas são um evento multidesportivo internacional, organizado para atletas universitários. No evento deste ano são 27 as modalidades em que há competição.
Fonte: Público.

Consumo de atum, salmão ou sardinha pode reduzir risco de cancro da mama

O consumo de ácidos gordos ómega 3 provenientes de peixes gordos, como o salmão, o atum ou a sardinha, uma a duas vezes por semana, pode reduzir o risco de cancro da mama, indica um estudo agora divulgado.

Diversas investigações mostraram já o efeito protector dos ómegas 3 em relação às doenças cardiovasculares, mas investigadores chineses analisaram agora dados de 26 estudos sobre 800.000 mulheres e cerca de 20.000 casos de cancro da mama realizados nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia.

Comprovaram que o consumo de uma a duas porções de peixes gordos por semana estava associado a uma redução de 14 por cento do risco de cancro da mama, segundo a agência France Presse.

A equipa dirigida pelo professor Duo Li, da Universidade de Zhejiang, constatou que um aumento de 0,1 gramas de ómega 3 oriundo de peixe por dia reduz o risco de cancro da mama em cinco por cento.

Os ómegas 3 são ácidos gordos essenciais ao bom funcionamento do corpo humano. Existem quatro: o EPA, o DHA e o DPA (encontrados essencialmente nos peixes gordos como o salmão, atum, cavala, arenque, sardinha e anchova) e o ALA (presente nos óleos vegetais de noz, colza ou soja e, em menor grau, na carne, laticínios e ovos).

No estudo, publicado na revista «British Medical Journal», os investigadores chineses assinalam que apenas os ómegas 3 de origem marinha foram associados a uma redução do risco de cancro da mamã.

O cancro da mama é um dos mais frequentes a nível mundial. Em 2008, representava perto de 23 por cento do conjunto dos cancros e 14 por cento das mortes, segundo o estudo.


Fonte: APP

Medicamentos debaixo de água


Três mergulhadores seguiram uma expedição submarina, perto de Nice, na costa francesa, mas não é um mergulho de lazer, são cientistas que embarcaram na primeira etapa de um projecto de investigação.
Estão à procura de um tipo de esponja denominada “crambe crambe”, que produz moléculas que podem ser usadas ​​para fazer novos medicamentos.
Este tipo de esponja vermelha cobre as rochas como uma película, por isso é muito difícil de recolher. Para a desprenderem da rocha os mergulhadores usam suavemente um martelo e uma faca. A esponja é um organismo extremamente frágil e deve ser mantido vivo.
Euronews: “As esponjas recentemente capturadas são transportadas num recipiente especial para este edifício do século 18, que abriga o Observatório Oceanográfico de Villefranche. Lá vão ser cultivadas e estudadas.”
As esponjas são transportadas em recipientes que contêm água do mar. Uma vez cultivadas neste aquário, devem ser mantidas em condições climáticas adequadas para a sua sobrevivência.
Eva Ternon, Investigadora, Universidade de Nice: “Vamos estabelecer as condições ideais para produzir as moléculas, por isso vamos definir a temperatura da água, a luz e também o débito de água que acaba de chegar do mar, por isso é água natural, para que possam produzir o máximo número de moléculas interessantes.
“Submetemos as esponjas regularmente ao stress, raspamos os tecidos externos, porque é nestes casos que as esponjas produzem moléculas na água do mar. Desenvolvemos um procedimento que nos permite extrair essas moléculas e analisá-las em laboratório.”
Tudo isto está a ser feito no âmbito de um projecto europeu denominado BAMMBO -moléculas biologicamente activas de origem marinha, que visa a produção sustentável de medicamentos que vêm do mar. O projecto é dirigido pelo Instituto de Tecnologia de Limerick, na Irlanda.
As moléculas são transportadas para laboratórios, para serem analisadas e purificadas quimicamente. Cada uma pode ser usada em diferentes aplicações terapêuticas – principalmente contra o cancro, mas também contra a doença de Alzheimer, de Parkinson e também como antibacterianos e antifúngicos.
Euronews: “Porque é que as moléculas derivam de organismos marinhos, em vez de outros tipos de organismos?”
Olivier Thomas, Professor, Universidade de Nice: “O ambiente marinho é único no sentido em que encontra muitas criaturas que são essencialmente estáticas – fixas em rochas e assim por diante. Que têm que se defender através da produção de moléculas activas. Desenvolvemos um procedimento para a produção destas moléculas em grandes quantidades, que respeita o ambiente, mais do que outras produções de moléculas que se baseiam na síntese química. Isto significa que os organismos permanecem vivos, que apenas as moléculas são extraídas e o ambiente pode manter os organismos vivos”.
A actividade biológica das moléculas, a sua capacidade de erradicar o cancro deve ser testada. Os testes são feitos em animais vindos do mar, como nos ouriços do mar. O processo de multiplicação celular nestes organismos é muito próximo ao observado nos seres humanos e a elevada taxa de multiplicação é próxima da das células cancerosas.
Desta forma, uma molécula que evita a divisão celular no embrião de um ouriço-do-mar pode ter propriedades anti-cancro. Ao microscópio pode ver-se a multiplicação celular num embrião de ouriço do mar.
Os recursos do mar ainda estão pouco explorados e a nossa capacidade de tirar o maior partido deles é crucial. Entre a biodiversidade marinha, os invertebrados, como as esponjas contêm os ingredientes que podem levar a toda uma nova geração de medicamentos.
Fonte: Euronews

Conselho Norueguês de Pesca garante bacalhau isento de fosfatos

O Conselho Norueguês da Pesca (Norge) que o bacalhau consumido em Portugal, com origem na Noruega, está isento de aditivos, mantendo as normas de produção tradicional.
Em comunicado, o Norge veio assegurar que o bacalhau com origem na Noruega, que representa 60 por cento do consumo nacional, está isento de aditivos e, mesmo com a nova permissão da União Europeia, “não tem nem terá fosfatos, mantendo as normas de produção tradicional por que sempre se pautou”.

“As novas normas não irão afectar a produção tradicional de bacalhau e que irá continuar a ser feita como até aqui, apenas com cura de sal. Logo não haverá riscos de polifosfatos. Pela parte Islandesa não podemos falar”, esclareceu hoje o Norge.

O Conselho Norueguês de Pesca realça que nenhuma outra nação ligada à indústria do bacalhau é tão dependente dos consumidores portugueses como a Noruega.

Na semana passada, o Governo disse que a proposta aprovada a nível europeu sobre a introdução de polifosfatos no bacalhau prevê excepções para Portugal e contempla o fornecimento de peixe sem aqueles químicos.

Em comunicado, o secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira e Brito, explicou que o documento votado esta semana pelo Comité Permanente para a Cadeia Alimentar e de Saúde Animal da União Europeia, que contou com o voto favorável de Portugal, “inclui medidas específicas para Portugal”.

“Nessas medidas está contemplado o fornecimento à indústria portuguesa de bacalhau sem polifosfatos, a possibilidade de confirmação da presença da mesma, o compromisso da Comissão [Europeia] de durante três anos acompanhar esta questão e, por último, a informação ao consumidor através da rotulagem”, referiu o secretário de Estado.

De acordo com o Governo, a proposta da Comissão Europeia, apresentada em 2011, contou com a “firme oposição de Portugal”, tendo sido “reestruturada de modo a contemplar com medidas protectoras específicas para Portugal”.

Fonte: Público.

UAlg acolhe conferência sobre «Desafios tecnológicos no mar algarvio»

Câmara Municipal de Faro e a Maralgarve organizam, na quinta-feira, 18, uma conferência 
subordinada ao tema «Desafios tecnológicos no mar algarvio», que decorrerá 
na Universidade do Algarve.


A iniciativa, realizada no âmbito do trabalho em curso com a IBM Portugal, conta 

com as presenças do presidente da IBM Europa, do director-geral da Política do Mar,
do presidente do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, do presidente da EDP
Inovação e do presidente da CCDR/Algarve, a par de diversos especialistas 
nacionais e estrangeiros.

A conferência pretende contribuir para o aparecimento de projectos (empresariais, 

bem como de investigação aplicada) que abordem a introdução de novas tecnologias
ligadas aos sistemas de monitorização e informação marítimo-costeira.

O evento pretende ainda abrir o debate relativamente às oportunidades que 

as novas tecnologias e o acesso a um amplo leque de dados estatísticos 
e informações poderão trazer a um mais eficiente, rentável e sustentável 
aproveitamento dos nossos recursos marinhos

O objectivo passa por privilegiar a apresentação de novas soluções e 

serviços de disponibilização de informação especializada sobre o estado 
e comportamento do mar algarvio, quer ao sector público como 
às empresas e associações locais e regionais, numa óptica de reforço da 
competitividade da economia algarvia.

Serão apresentados contributos públicos e privados, para que se 

implementem soluções empresariais de estímulo a novos ganhos 
de produtividade e de eficiência, imprescindíveis a um necessário 
e desejável aumento de rentabilidade na exploração dos recursos do mar 
algarvio.

“Faro dá assim o seu contributo ao aparecimento de novos 
modelos de colaboração e de organização das entidades públicas, 
das associações do sector e das empresas, em favor 
da economia do mar algarvio”, refere a autarquia farense.

A conferência decorre no edifício 8 do anfiteatro verde, 

no campus de Gambelas da Universidade do Algarve.

Fonte: Região Sul.