"O equipamento de salvamento que têm nas praias só serve para tirar fotografias"

A época balnear está a acabar e esta nunca é uma altura fácil para os nadadores salvadores. Para além disso, há quem acredite que a formação e o material disponível nas praias são insuficientes em situações de maior aflição.
Fernando Martinho é professor na Escola Profissional de Economia Social do Porto (EPES), que detém o curso de Segurança e Salvamento em Meio Aquático, um dos responsáveis da Associação Nacional de Salvamento Aquático (ASNASA) e um dos primeiros nadadores-salvadores do país.
Com a criação da associação, começou a preocupar-se mais com uma “formação profissional e qualificada” dos nadadores salvadores. “Fomo-nos apercebendo das insuficiências da situação para os riscos que corriam as pessoas e nós próprios [nadadores-salvadores]”, explica Fernando.

O objectivo é “afogamentos zero”

Uma delas prende-se com o material disponibilizado: “O equipamento de salvamento que têm nas praias só serve para tirar fotografias, garante Fernando. “O mar tem uma coisa chamada marés”, explica, “com um metro de água já se pode ter problemas e é água suficiente para a pessoa desaparecer. Aos cinco metros, com o mar revolto, o nadador salvador deixa de ter visibilidade e já é muito complicado ir a nadar, em apneia, buscar a pessoa”.
Por isso, em situações mais complicadas, “se houver um afogamento ou for preciso recolher cadáveres, passado meia hora vê aparecer motas de água, mergulhadores, pessoas qualificadas, pessoal aéreo… só que isto tem de estar tudo meia hora antes”, esclarece. O objectivo é “afogamentos zero”.
Mas apesar de a associação já existir desde 1877, ainda não alcançou o pretendido: “Pessoas a treinar, com formação, uma praia com planeamento, um quadro superior e intermédios, motas de água, barcos e afins”. Um cenário mesmo à “Marés Vivas”, que tem de facto “muito romance, mas também tem muita realidade”, garante o professor.

“É impossível ter em cada praia um helicóptero”

Nuno Leitão, Comandante do ISN, garante que “o material disponibilizado é o adequado”. “Nós somos considerados um dos países do mundo de referência no que diz respeito ao material alocado aos nadadores salvadores”, diz. “É impossível ter em cada praia um helicóptero, ou agregar a cada praia um hospital”, sublinha. Já “ter uma mota em água em cada praia”, por exemplo, é “uma irrealidade”.
Fernando, por sua vez, acredita que “uma vida vale mais que o investimento e diz que este poderia ficar aquém do esperado, já que é tudo uma questão de “posicionamento”: muitos dos meios “já existem” – só “não estão perto dos espaços aquáticos. E o ex-nadador salvador não perde a esperança: “Vai haver uma evolução pela qualidade e não pela obrigatoriedade”, já que as pessoas vão percebendo que “se trata de vidas”. “Há concessionários que, em conjunto com associações de nadadores salvadores, já vão investindo em novos meios e equipamentos de salvamento. Motas de água, sistemas de comunicação e afins”, conta.

Nadadores salvadores têm “pouca capacidade de resposta”

Mas outra questão tem suscitado debate no meio: a formação dos nadadores salvadores. Fernando acredita que, com a formação que têm, os nadadores têm “pouca capacidade de resposta”. “Há praias e praias. (…) Numa piscina ou numa praia plana, só preciso de um indivíduo que saiba mergulhar e apanhar alguém, mas se as coisas complicam, não”, explica. “A solução tem de corresponder à complexidade do espaço aquático”, afirma.
“O mar tem uma coisa chamada marés”, explica Fernando. “Aos cinco metros, com o mar revolto, o nadador salvador deixa de ter visibilidade e já é muito complicado ir a nadar, em apneia, buscar a pessoa. Se for a mais, é quase impossível e é preciso recorrer a mergulhos assistido com garrafas”, para o qual não têm formação.

“Portugal é um dos países do mundo com menor taxa de mortalidade por afogamento”

Diogo Mariz, com 24 anos, tirou o curso de nadador salvador aos 19 anos. Foram quatro horas por dia, todos os dias, durante um mês. Actualmente a trabalhar numa praia em Matosinhos,depois de Vila Nova de Gaia, admite que “quando se sai do curso não se sabe tudo o que é necessário fazer na praia”, mas também que se vai aprendendo com a experiência e é uma óptima ajuda “trabalhar com pessoal mais velho no primeiro ano”.
O ISN também não tem dúvidas: “A formação é adequada para o tipo de costa que temos e para a padronização de situações que os nadadores salvadores enfrentam”, garante Nuno Leitão. “Claro que o ideal seria nós termos na praia um médico, campeão de natação e com outras valências e mais algumas”, ironiza. “Mas a prova que a actual formação chega é que, como o ministro da Defesa, Aguiar-Branco referiu na passada quarta-feira, Portugal é um dos países do mundo com menor taxa de mortalidade por afogamento nas praias”.
Segundo dados da instituição, reveladas recentemente por Nuno Leitão em conferência de imprensa, foram onze as pessoas que morreram este ano nas praias portuguesas, entre 1 de maio e 31 de Agosto, sendo que apenas duas das mortes ocorreram em praias vigiadas.
Fonte: JPN/ Liliana Pinho

Conheça a Universidade Marítima Mundial

Uma universidade feita para profissionais marítimos, administradores de empresas de navegação, funcionários de Ministérios e Agências e Órgãos Governamentais que tratam da Indústria Marítima. Com sede em Malmö, na Suécia, a World Maritime University (WMU) opera sob auspícios da IMO. Por isso, a WMU goza de privilégios e imunidade por ser parte de uma instituição da ONU.”

Fonte: APP

Portugalia é Âncora das Novas Docas de Setúbal


A APSS, Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra está a desenvolver uma nova centralidade em Setúbal, com a criação das Novas Docas de Setúbal no edifício do cais 3 – edifício amarelo que diz “Porto de Setúbal”, onde se apanha o Catamarã para Tróia -, no seu vasto terraplano voltado ao mar, recentemente aberto à população, permitindo agora a ligação a pé entre o jardim da beira-mar e a doca de recreio náutico das Fontainhas.

Lagos acolhe exposição internacional «Energias do Mar»

A Associação Arte Pelo Mundo, sediada em Lisboa, vai dinamizar, em Lagos, uma exposição internacional subordinada ao tema «Energias do Mar», a decorrer de 16 de setembro a 5 de Outubro.

A mostra estará patente na galeria da Marina de Lagos e contará com a participação dos artistas plásticos Consuelo Silva, Fernando Bari, Flávio Caporali, Inês Correia, Jorge Calero, Jorge Costa, Jorge Filipe Teixeira, Luis Geraldes, Mário Belém, Rafael Escudeiro e Rox Lawson.

O cocktail inaugural está marcado para segunda-feira, 16, pelas 18:30 horas.

“As energias do mar viajam pelo mundo através das ondulações criadas pelos ventos e tempestades oceânicas. Espalhadas pelo ar através do calor solar e pela terra no rebentar das ondas nas areias das praias, as energias do mar chegam por fim aos campos, às cidades, às montanhas gélidas, a toda a parte e a todos”, refere a associação.


Fonte: Região Sul.

Debater a fileira marítima e portuária

Caminhos para o futuro dos portos e trabalhadores do Algarve» é o tema para reflexão proposto pelo OFICIAISMAR – Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e Engenheiros da Marinha Mercante e que terá lugar no dia 9 de setembro, a partir das 14h30, no auditório do Museu de Portimão.
Ao promover este espaço de debate, o OFICIAISMAR pretende aprofundar com a comunidade recomendações que valorizem o sector e os seus trabalhadores pelo investimento público e privado, iniciando um processo de dinamização que quebre com a regressão das últimas décadas e contribua decisivamente para o desenvolvimento económico do Algarve. Apresentar soluções e caminhos na área dos cruzeiros, das cargas, das pescas, do recreio, da aquacultura, da exploração energética, dos estaleiros e outras actividades da fileira marítima e portuária.


Fonte: Barlavento

Família encontra tesouro de 228 mil euros em navios naufragados


A descoberta foi feita no Oceano Atlântico, no meio de destroços de 1715.

Uma família americana, da Flórida, faz caça a tesouros há vários anos. No fim de semana, descobriu um com um valor de cerca de 300 mil dólares, o que corresponde a 228 mil euros. A descoberta foi feita no Oceano Atlântico entre os destroços de onze navios naufragados em 1715.

«O que é realmente interessante neles é que são uma família, passam o tempo em família juntos à procura e o mais giro é que sempre acreditaram que este dia ia chegar», disse Brent Brisben, dono de uma empresa que detém os direitos sobre os destroços, segundo a Reuters.

Rick e Lisa Schmitt, juntamente com os filhos Hillary e Eric, descobriram correntes e moedas de ouro nos destroços de 11 barcos que afundaram em 1715 por causa de um tornado que passou na costa da Flórida.

Do naufrágio, conseguiram recuperar-se 175 milhões de dólares em ouro de um total de 400 milhões que afundaram juntamente com os barcos, referiu Brisben.

De acordo com Birsben, Eric Schmitt já tinha encontrado uma bandeja de prata avaliada em 25 mil dólares em 2002.

De acordo com a lei norte-americana, o tesouro será posto sob custódia do tribunal da Flórida enquanto o estado terá permissão para tomar posse até 20 por cento da descoberta para disposição em museus. O restante será divido entre a empresa de Brisben e a família de Rick Schmitt.

Fonte: TVI24

Nova Zelândia pode restringir pesca para salvar golfinhos da extinção

Os golfinhos podem medir 1,4 metros de comprimento, têm o focinho curto e apresentam marcas similares às dos ursos panda, como uma máscara negra.


A Nova Zelândia anunciou nesta sexta-feira planos para restringir a pesca em algumas regiões para tentar salvar o menor e mais raro golfinho da extinção. Especialistas estimam que existam apenas 55 golfinhos de Maui no mundo.
O ministro da Conservação, Nick Smith, disse que quer ampliar as áreas em torno da região de Taranaki, onde redes de pesca comercial estão proibidas. Ele planeia tomar uma decisão final no próximo mês, após um período de consulta pública.
As redes são normalmente feitas de nylon e deixadas durante a noite por pescadores. Cerca de cinco golfinhos morreram nas redes desde 2000. No entanto, as mudanças propostas provavelmente vão deixar pescadores sem trabalho.
Chris Howe, diretor-executivo da filial de Nova Zelândia do grupo de conservação WWF, disse em um comunicado que as novas medidas propostas são um passo na direcção certa, mas não vão longe o suficiente para garantir a sobrevivência da espécie. Segundo ele, um santuário marinho abrangente poderia ser a solução para evitar a extinção.
Em 2012, o Fundo Mundial para a Natureza (WWF) apontou que existiam apenas uma centena destes cetáceos na Ilha do Norte, na Nova Zelândia, seu único habitat natural na Terra.
Os golfinhos de Maui, que os locais chamam de Tutumairekurai (moradores do mar), chegam a medir 1,4 metros de comprimento, têm um focinho curto e apresentam marcas similares às dos ursos panda, como uma máscara negra.
Fonte: Noticias.Terra.

"Surf para kotas" é um novo programa desportivo na Lourinhã

A Câmara da Lourinhã, escolas de surf e operadores turísticos lançaram o programa ‘Surf para kotas’, para alargar a prática do desporto a outras faixas etárias e o número de turistas todo o ano no concelho.
“É uma actividade que de verão tem bastante procura, com seis mil praticantes por ano nas seis escolas. É um mercado potencial, portanto gostaríamos de alargar toda essa dinâmica não só a outras faixas etárias, mas também a outras alturas do ano”, explicou à agência Lusa o vereador do turismo, Vital do Rosário.
Com este produto, autarquia, escolas de surf e operadores turísticos pretendem combater a sazonalidade da prática deste desporto, mas também do turismo na região, atraindo mais visitantes.
João Rolo, 55 anos, é um dos primeiros adeptos. “Como a minha filha, sobrinha e cunhado fazem surf, decidi aprender também e faço aos fins de semana e nas férias. É uma boa forma de passar o tempo, estar em forma física e estar dentro de água”, disse.
Ao seu lado, nas aulas de surf, está também Luís Abreu, 47 anos. Veio também para o desporto impulsionado pela filha e, ao fim de um ano em meio, sente-se já viciado na modalidade, a ponto de a praticar todos os fins de semana, “seja verão ou inverno”.
“Há pessoas que têm algum constrangimento com a idade, mas isso ultrapassa-se muito bem. Não há que ter vergonha de termos um pouco mais de barriga e o corpo mais alterado”, referiu Luís Abreu, que se considera a prova de que, havendo condições físicas, o surf é “para todas as idades”.
“É um anti-stress fantástico e ajuda, sem dúvida, à qualidade de vida. Sinto mais agilidade física, mais resistência”, acrescentou.
A campanha para turistas ‘Surf para kotas’ vai receber os primeiros aderentes no primeiro fim de semana de Outubro.
“Nesse fim de semana, os turistas terão a opção de alojamento, duas aulas de surf, visita ao museu dos dinossauros e ao Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro e à Adega Cooperativa da Lourinhã, com prova da aguardente”, explicou Lídia Leal, de uma agência de viagens local, adiantando que a campanha é dirigida, por enquanto, ao mercado interno.
O pacote turístico de três dias para uma pessoa pode ser adquirido por 125 euros com alojamento, ou por 70 euros sem alojamento.

Fonte: JN

"Surf para kotas" é um novo programa desportivo na Lourinhã

A Câmara da Lourinhã, escolas de surf e operadores turísticos lançaram o programa ‘Surf para kotas’, para alargar a prática do desporto a outras faixas etárias e o número de turistas todo o ano no concelho.
“É uma actividade que de verão tem bastante procura, com seis mil praticantes por ano nas seis escolas. É um mercado potencial, portanto gostaríamos de alargar toda essa dinâmica não só a outras faixas etárias, mas também a outras alturas do ano”, explicou à agência Lusa o vereador do turismo, Vital do Rosário.
Com este produto, autarquia, escolas de surf e operadores turísticos pretendem combater a sazonalidade da prática deste desporto, mas também do turismo na região, atraindo mais visitantes.
João Rolo, 55 anos, é um dos primeiros adeptos. “Como a minha filha, sobrinha e cunhado fazem surf, decidi aprender também e faço aos fins de semana e nas férias. É uma boa forma de passar o tempo, estar em forma física e estar dentro de água”, disse.
Ao seu lado, nas aulas de surf, está também Luís Abreu, 47 anos. Veio também para o desporto impulsionado pela filha e, ao fim de um ano em meio, sente-se já viciado na modalidade, a ponto de a praticar todos os fins de semana, “seja verão ou inverno”.
“Há pessoas que têm algum constrangimento com a idade, mas isso ultrapassa-se muito bem. Não há que ter vergonha de termos um pouco mais de barriga e o corpo mais alterado”, referiu Luís Abreu, que se considera a prova de que, havendo condições físicas, o surf é “para todas as idades”.
“É um anti-stress fantástico e ajuda, sem dúvida, à qualidade de vida. Sinto mais agilidade física, mais resistência”, acrescentou.
A campanha para turistas ‘Surf para kotas’ vai receber os primeiros aderentes no primeiro fim de semana de Outubro.
“Nesse fim de semana, os turistas terão a opção de alojamento, duas aulas de surf, visita ao museu dos dinossauros e ao Centro de Interpretação da Batalha do Vimeiro e à Adega Cooperativa da Lourinhã, com prova da aguardente”, explicou Lídia Leal, de uma agência de viagens local, adiantando que a campanha é dirigida, por enquanto, ao mercado interno.
O pacote turístico de três dias para uma pessoa pode ser adquirido por 125 euros com alojamento, ou por 70 euros sem alojamento.

Fonte: JN

"Dive for All” – Mergulho para Portadores de Deficiência

A Câmara Municipal de Cascais promoveu a iniciativa “Dive for all”, na qual pessoas com deficiência terão a oportunidade de realizar um baptismo de mergulho.
Os participantes terão a oportunidade de fazer cinco mergulhos experimentais na Piscina Municipal da Abóboda (dias 14, 21 e 28 de setembro e 4 de Outubro  Os inscritos serão acompanhados por instrutores da escola “Cascais Dive Center”, com largos anos de experiência nesta área. Na segunda fase, os participantes farão seu baptismo de mergulho de mar, previsto para 12 de Outubro, na praia da Duquesa, em Cascais.

Fonte: CM Cascais.