Primazia a soluções nacionais

Para a engenheira naval Dina Dimas, Portugal tem “tudo para fazer parte da liderança da indústria naval”.
Há que “investir na indústria naval de forma constante para não sermos meros espectadores nas décadas vindouras”, diz. Temos de trabalhar “para sermos motor de atração de capital, nomeadamente de investimento estrangeiro através de parcerias tecnológicas”. No que toca às autoridades marítimas e para reduzir custos na aquisição de embarcações, diz ser “fulcral investir em navios de pequenas dimensões (…), dando primazia a soluções nacionais, não as subalternizando por preconceitos injustificados”.

Fonte: DN

Emissões de CO2 pode tornar oceanos 170% mais ácidos até 2100, diz estudo

Cientistas acreditam que a acidificação dos oceanos irá aumentar 170% até ao ano de 2100, colocando em risco a rica biodiversidade marinha, diz um novo estudo que deve ser apresentado na reunião da ONU sobre o Clima, que ocorre na Polónia.
Em 2012 mais de 500 especialistas em acidificação dos oceanos, vindos do mundo inteiro, reuniram-se na Califórnia. Liderados pelo Programa Internacional Biosfera-Geosfera, lançado em 1987 para coordenar pesquisas na área, o grupo publicou um relatório a respeito da situação dos oceanos.
No documento, chamado de Sumário para Criadores de Políticas, os cientistas declararam “com muita confiança” que o aumento na acidez é causado pelas actividades humanas, que estão adicionando 24 milhões de toneladas de CO2 nos oceanos diariamente alterando a química da água.
Segundo os cientistas, cerca de 30% das espécies marinhas não devem sobreviver nestas novas condições, que são particularmente prejudiciais aos recifes de coral.
O mesmo estudo reforçou a estimativa de que os oceanos estão ficando mais ácidos numa velocidade sem precedentes nos últimos 300 milhões de anos, que já havia sido divulgada no ano passado num estudo publicado na revista Science.

Velocidade de mudança

Desde o início da revolução industrial, os cientistas acreditam que as águas dos oceanos ficaram 26% mais ácidas.
“Os meus colegas não encontraram nos registos geológicos de velocidades de mudança maiores do que as que vimos actualmente”, afirmou o professor Jean-Pierre Gattuso, da CNRS, a agência nacional de pesquisas da França.
O que preocupa os cientistas é o potencial de impacto destas mudanças em muitas espécies marinhas, incluindo os corais.
Pesquisas realizadas em fontes hidrotermais nas profundezas dos oceanos, nas quais as águas são naturalmente ácidas graças ao CO2, indicam que cerca de 30% da biodiversidade marinha poderá ser perdida até o fim deste século.
Os cientistas afirmam que as fontes podem ser uma “janela para o futuro”.
“Não encontrara um molusco no nível de pH esperado para o ano de 2100, e este é um facto chocante”, afirmou Gattuso.
“(As fontes hidrotermais) são uma janela imperfeita, apenas a acidez do oceano está aumentando nestes lugares, eles não reflectem o aquecimento que veremos neste século. Se combinar os dois, pode ser ainda mais dramático do que vemos nestes orifícios de CO2”, acrescentou.

Efeitos mais graves

O efeito da acidificação actualmente está sendo observado de forma mais grave no Mar Ártico e na região da Antártida. Estas águas geladas retêm uma quantidade maior de CO2, e os crescentes níveis do gás estão acidificando estes mares mais rapidamente do que no resto do mundo.
E isto aumenta os danos a conchas e esqueletos de organismos marinhos.
Os pesquisadores afirmaram que até 2020, 10% do Ártico será um ambiente inóspito para espécies que fazem suas conchas a partir do carbonato de cálcio. Até 2100, o Ártico todo será um ambiente hostil.
De acordo com Gattuso, os efeitos da acidificação já são visíveis.
“No oceano do sul já vemos a corrosão de pterópodes, que são como caramujos marinhos. No oceano, vemos a corrosão das conchas. Eles (os pterópodes) são elementos importantes na cadeia alimentar, consumidos por peixes, aves e baleias, então, se um elemento está desaparecendo, haverá um impacto em efeito cascata na cadeia toda”, disse o cientista.
Os autores do relatório afirmam que o impacto económico poderá ser enorme. O custo global do declínio nas populações de moluscos pode ser de 130 bilhões de Euros até 2100, se as emissões de CO2 continuarem no padrão actual.

Efeito limitado

Uma possibilidade para diminuir os efeitos da acidificação seria adicionar substâncias alcalinas nas águas dos oceanos, como pedra calcária esmagada, mas, segundo Gattuso, isto teria um efeito limitado.
“Talvez em baías que tenham uma troca de água mais limitada com o mar aberto poderá funcionar, dar algum alívio local. Mas as últimas pesquisas mostram que não é prático se aplicado em escala global. É muito caro e consome muita energia”, afirmou.
Áreas de protecção marinha poderiam também melhorar a situação no curto prazo.
Mas, segundo os cientistas, no longo prazo apenas os cortes nas emissões poderiam desacelerar o avanço da acidificação.
Fonte: BBC

Actividades do mar viram o volume de negócios cair 1,6% em 2012

As actividades relacionadas com o mar geraram um volume de negócios de 3611,8 milhões de euros em 2012, o que representa uma quebra de 1,6% face ao período homólogo, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE). Em 2011, as actividades do mar tinham interrompido um ciclo negativo, subindo 3,2%.
O INE divulgou nesta sexta-feira, a propósito do Dia Nacional do Mar, que se assinala no sábado, uma síntese de resultados estatísticos que conclui que o volume de negócios das empresas com actividades relacionadas com o mar diminuiu no período 2007-2012 e que os trabalhadores destas empresas têm uma “idade média superior à da generalidade da população empregada”, bem como “um nível de escolaridade inferior ao da população empregada em geral”.
“Os indivíduos que completaram níveis de ensino superiores ao secundário representavam cerca de 22% do número total de empregados em Portugal, diminuindo essa percentagem para menos de 7% no conjunto das actividades do mar”, adianta o INE.
A remuneração mensal ilíquida dos trabalhadores por conta de outrem no conjunto das actividades em análise foi de 1157 euros, acima da média nacional de 1084 euros, refere o INE, citando a informação dos Quadros de Pessoal 2011 do ex-Ministério da Economia e do Emprego (hoje Ministério da Economia, tendo a pasta do Emprego passado para o Ministério da Segurança Social).
Porém, de acordo com os dados divulgados pelo INE, esta média é inflacionada pelos salários nos transportes marítimos (onde se encontra o pessoal mais qualificado), que em 2011 estava acima dos 2000 euros, seguindo-se a construção e reparação naval, com uma remuneração média mensal próxima de 1400 euros. Já os salários da pesca e aquicultura estavam acima dos 1200 euros, enquanto na preparação, conservação e comércio de pescado o valor do ganho médio mensal rondava os 800 euros.
Pesca, preparação e venda de pescado lideram volume de negócios
A pesca e as actividades conexas representam a maior fatia do volume de negócios das actividades ligadas ao mar (75%). A receita total deste subsector em 2012 foi de 2684 milhões de euros (menos 2,3% face a 2011), com destaque para as actividades de preparação e conservação de peixes (1079 milhões) e do comércio de produtos de pesca (1141 milhões). Nestas duas áreas existiam 176 e 5205 empresas, respectivamente, que empregavam mais de 16 mil pessoas.
A pesca e a aquicultura, que representaram apenas 463,3 milhões do volume de negócios deste subsector, empregavam 12625 pessoas, num total de 4606 empresas.
No segmento dos transportes marítimos, o volume de negócios atingiu 664 milhões de euros (menos 2,9% face a 2011). Em 2012 estavam em funcionamento 352 empresas, que empregavam cerca de quatro mil pessoas. Estas empresas “empregavam em média 11,55 trabalhadores, substancialmente acima da média do total das empresas não financeiras no mesmo ano [3,23]” e os “gastos com o pessoal per capita [36,3 mil euros] estiveram também bem acima do rácio apurado para as restantes actividades em análise”, referiu o INE.
Este era também o segmento com pessoal mais qualificado: 25,4% dos indivíduos empregados possuíam um nível de ensino superior, ultrapassando a média nacional da população empregada (22,3%).
Construção naval emprega população mais envelhecida
A construção e reparação naval registou um volume de negócios de 244,7 milhões de euros, inferior aos valores de há cinco anos, destaca o INE. Este valor, apesar de superar em 11,4% o de 2011 é, a preços correntes, 9% inferior ao de 2009, sublinha o INE. Nesta área, que entre as actividades do mar, era a que empregava a população mais envelhecida e com menor escolaridade, estavam em actividade 356 empresas, que empregavam 3514 trabalhadores.
Com um impacto mais reduzido no volume de negócios das actividades ligadas ao mar, o INE refere ainda a extracção de sal marinho (56 empresas e um volume de negócios de 6,8 milhões de euros) e actividades dos portos de recreio (13 empresas que facturaram 12,2 milhões de euros), que, em conjunto, empregavam 266 pessoas.
Fonte: Público

Encontrados dois corpos em navio atracado no porto de Ponta Delgada

Dois homens foram encontrados hoje mortos num navio de bandeira turca que atracou no porto de Ponta Delgada, nos Açores, admitindo as autoridades que se tratem de dois passageiros clandestinos.

O capitão do porto de Ponta Delgada, Matos Nogueira, adiantou à Lusa que “os corpos dos dois homens foram encontrados esta manhã quando se ia proceder à descarga do navio, de bandeira turca”.
Segundo Matos Nogueira, os corpos já estavam em “avançado estado de decomposição”, indicando que os dois homens “não fazem parte da tripulação” do navio e aparentemente “estariam indocumentados”.
As causas da morte ainda são desconhecidas, mas segundo o capitão do porto de Ponta Delgada, a delegada de saúde já está no local para confirmar o óbito e o Ministério Público irá posteriormente autorizar a remoção dos corpos.
Segundo a mesma fonte, o barco atracou hoje de manhã em Ponta Delgada, proveniente do Togo, e tinha feito a última escala no porto de Las Palmas, no arquipélago espanhol das Canárias. Desconhece-se a nacionalidade dos dois mortos encontrados a bordo.

Fonte: Noticias MSN

"Porto Surf Film Festival" abre candidaturas a "curtas"

Até 15 de abril de 2014, o “Porto Surf Film Festival” aceita candidaturas de curtas-metragens para integrarem a próxima edição do festival internacional de cinema de surf, na Invicta.
O festival internacional de cinema de surf da Invicta está de volta. Ainda não tem data definida, mas já se sabe que vai realizar-se, mais uma vez, no Porto, na altura da primavera/verão de 2014. No entanto, para já, a organização do “Porto Surf Film Festival” anunciou que estão abertas as candidaturas de curtas-metragens para integrarem a próxima edição do evento.
Trata-se de uma competição nova no festival, designada de “Short Rides”, que procura pequenos filmes com “temas relacionados com o surf, windsurf, kitesurf, bodyboard e todos os desportos de ondas”. Assim, até 15 de abril, cada realizador pode candidatar até três curtas-metragens “com um tempo total igual ou inferior a 30 minutos, oriundas de qualquer país do mundo”, pode ler-se, em comunicado.
“Procuramos filmes que transmitam os valores e o espírito do surf, bem como o de todos os apaixonados por desportos de ondas. Queremos contribuir para que, quem nunca experimentou, sinta o desejo de vestir um fato de neoprene pela primeira vez”, explica Carlos Rui Ribeiro, organizador do “Porto Surf Film Festival”.
As curtas-metragens que forem escolhidas pelo júri do festival só vão ser anunciadas durante o evento, mas são automaticamente introduzidas na lista de exibições do “Porto Surf Film Festival”.
Podem aceder ao regulamento aqui.
Fonte: jpn..c2com.up.pt

"Porto Surf Film Festival" abre candidaturas a "curtas"

Até 15 de abril de 2014, o “Porto Surf Film Festival” aceita candidaturas de curtas-metragens para integrarem a próxima edição do festival internacional de cinema de surf, na Invicta.
O festival internacional de cinema de surf da Invicta está de volta. Ainda não tem data definida, mas já se sabe que vai realizar-se, mais uma vez, no Porto, na altura da primavera/verão de 2014. No entanto, para já, a organização do “Porto Surf Film Festival” anunciou que estão abertas as candidaturas de curtas-metragens para integrarem a próxima edição do evento.
Trata-se de uma competição nova no festival, designada de “Short Rides”, que procura pequenos filmes com “temas relacionados com o surf, windsurf, kitesurf, bodyboard e todos os desportos de ondas”. Assim, até 15 de abril, cada realizador pode candidatar até três curtas-metragens “com um tempo total igual ou inferior a 30 minutos, oriundas de qualquer país do mundo”, pode ler-se, em comunicado.
“Procuramos filmes que transmitam os valores e o espírito do surf, bem como o de todos os apaixonados por desportos de ondas. Queremos contribuir para que, quem nunca experimentou, sinta o desejo de vestir um fato de neoprene pela primeira vez”, explica Carlos Rui Ribeiro, organizador do “Porto Surf Film Festival”.
As curtas-metragens que forem escolhidas pelo júri do festival só vão ser anunciadas durante o evento, mas são automaticamente introduzidas na lista de exibições do “Porto Surf Film Festival”.
Podem aceder ao regulamento aqui.
Fonte: jpn..c2com.up.pt

Desafio Mar da PT premeia 16 ideias inovadoras

Acabam de ser conhecidas as 16 melhores propostas de inovação e empreendedorismo do Desafio Mar, uma iniciativa promovida pela Portugal Telecom (PT) no âmbito do programa Talento com Fibra.
Vocacionado para alunos universitários e recém-graduados com propostas de desenvolvimento de novos produtos, serviços ou tecnologias relacionados com a Economia do Mar, o desafio resulta de uma parceria entre a PT, a Vieira de Almeida & Associados, a PricewatterhouseCoopers, a Secretaria de Estado do Mar e a EMEPC (Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental).

Os 16 melhores trabalhos foram seleccionados entre uma short list de mais de 30 propostas que se destacaram no universo das 151 submissões aceites, entre um total de 460 inscrições. Cada uma das propostas está inserida numa de três categorias: Entretenimento, Desporto, Turismo e Cultura; Novos Usos e Recursos do Mar; Pesca, Aquicultura e Indústria.

Com o intuito de testar a viabilidade de negócio das suas propostas, os autores dos três melhores trabalhos serão depois introduzidos num conjunto de experiências profissionais e formativas, em articulação com as entidades afectas ao projecto.

Fonte: PT

Organizações defendem abate de navios para salvar pesca do palangre


As organizações da pesca de palangre de superfície apelaram hoje ao abate da frota excedentária como medida de emergência para salvar o sector, que gera quase 40 milhões de euros por ano em exportações de pescado.
“Tendo em conta a gravidade e urgência da situação”, três organizações da pesca do palangre de superfície dirigida a grandes migradores (sobretudo espadarte, atum e tubarão) apelaram hoje ao Governo para que rapidamente seja delineado e aplicado “um plano de emergência de abate de frota excedentária, para que os armadores e pescadores nacionais possam continuar a cumprir com a legislação comunitária e nacional que regula este sector”.
O alerta foi enviado ao secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu, juntamente com um pedido de audiência urgente subscrito pela Cooperativa de Produtores de Peixe de Viana do Castelo (Vianapesca), pela Associação dos Armadores da Pesca do Centro (AMAP) e pela Cooperativa dos Armadores de Pesca Artesanal (CAPA).

Fonte: Expresso.

Mar de Okhotsk integrado na plataforma continental da Rússia

De acordo com o Ministério de Recursos Naturais, a comissão da Organização da Nações Unidas (ONU) reconheceu a área de 52 mil quilómetros quadrados no mar de Okhotsk como parte da plataforma continental da Rússia.

Esses dados serão apresentados na 33 ª sessão da Comissão da ONU sobre as Fronteiras da Plataforma Continental, que decorrerá em Fevereiro-Março. Após a aprovação jurídica, a inclusão dessa área na plataforma continental russa será considerada completa.
Assim, a Rússia terá direitos exclusivos aos recursos de subsolo e dos fundos marinhos, inclusive a pesca de caranguejos e moluscos. O mar de Okhotsk será totalmente reconhecido como mar territorial da Rússia.
Fonte: Portuguese.ru

Marinha e AMN lançam Folheto de "Segurança do Mar".

A Marinha e a Autoridade Marítima Nacional lançaram um folheto com recomendações e regras de segurança que devem ser cumpridas por toda a comunidade marítima, em particular a comunidade piscatória e a náutica de recreio e tem como máxima “A sua atitude pode Salvar Vidas”.
Apesar das medidas que têm vindo a ser tomadas, nomeadamente de coordenação entre as entidades envolvidas na missão pública de salvaguarda da vida humana no mar e das campanhas de sensibilização e alerta que são regularmente difundidos, continuam a verificar-se comportamentos de risco, que por vezes acabam por ser fatais.
Por isso, é imperativo que todos os homens do mar assumam uma cultura de segurança quer na sua actividade profissional, quer em lazer.
O folheto tem como objectivo sensibilizar a comunidade marítima para algumas regras básicas tais como: “Envergue sempre o colete de salvação”; “Com mau tempo evite o acesso ao exterior da embarcação”; “Antes de sair para o mar informe-se da previsão meteorológica e do estado da barra”; “Antes de sair para o mar verifique o funcionamento dos sistemas de emergência da sua embarcação e conheça a correta utilização dos meios de salvamento individuais e colectivo”, entre outras. Tem ainda os contactos e procedimentos para chamadas de socorro.
A Marinha, através do Serviço Nacional de Busca e Salvamento Marítimo, tem para com o país o compromisso permanente de garantir a salvaguarda da vida de todos os que usam o mar em trabalho ou em lazer, assumindo-o com sentido de missão e com orgulho nas elevadas taxas de sucesso que apresenta, em média, sempre que os Centros de Busca e Salvamento Marítimo recebem um alerta em tempo, 98 em cada 100 pessoas são salvas.
Fonte: Local.pt