Vírus terá matado mais de mil golfinhos na Florida

Mais de mil golfinhos terão morrido em 2013 contagiados por um vírus presente nas águas da costa Este dos Estados Unidos da América, desde Nova Iorque à Florida, revelou uma bióloga marítima.

Erin Fougeres, da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, explicou ao Miami Herald que o vírus, similar ao sarampo, está a ter um “significativo impacto” sobre os golfinhos.
O número de cetáceos mortos neste ano excede os 740 animais desde o último grande surto do vírus, em finais da década de 80 do século passado.
Ao número de golfinhos encontrados adicionam-se os que terão morrido no alto mar, cujos restos não chegaram à costa, pelo que o número de vítimas mortais poderá ser maior.
Os investigadores estão a tentar averiguar os motivos por que o vírus está a ter alta incidência nos golfinhos, que migram com a chegada de temperaturas baixas.
“A última vez que isto sucedeu fui há uns 25 anos e os animais que sobreviveram tinham de ter anticorpos naturais. Mas, à medida que estes animais morriam lentamente, os novos não estiveram expostos e podiam não ter essas defesas”, disse Fougeres.
Segundo dados oficiais, havia cerca de 40.000 golfinhos em 2010 na costa Este dos Estados Unidos.
À morte dos golfinhos junta-se a do peixe-boi, com mais de 800 exemplares da espécie a morrerem em águas do estado da Florida este ano, de acordo com dados recentes da Comissão para a Proteção da Vida Selvagem e Pesca.

Fonte: DN



Mau tempo impede resgate de navio russo preso no gelo

O mau tempo na Antártida continua a impedir o resgate de 74 pessoas que se encontram a bordo do navio russo Akademik Shokalskiy, preso no gelo desde o passado dia 24, informou hoje a imprensa local.
O navio quebra-gelo australiano Aurora Australis, que partiu em auxílio à missão científica, deveria ter alcançado o Akademik Shokalskiy na noite de domingo, mas as dificuldades para avançar vão atrasá-lo, pelo menos, até ao final do dia de hoje.
O Aurora Australis “está lentamente a abrir caminho, mas as condições meteorológicas não são boas. Há tempestades de neve e a visibilidade é muito fraca”, disse a porta-voz da Autoridade Marítima Australiana à agência local APP.
Outros navios quebra-gelo, que responderam ao pedido de ajuda antes do australiano, desistiram da sua tentativa de avançar entre a espessa camada de gelo que rodeia o barco russo.
O Aurora Australis – o quebra-gelo mais potente da Austrália – figura como a última opção para resgatar, por mar, os tripulantes do Akademik Shokalskiy, antes de as autoridades australianas considerarem evacuar o barco com recurso a um helicóptero.
Este sábado, um helicóptero chinês sobrevoou o Akademik Shokalskiy, cujos tripulantes se encontram a salvo, com o capitão do barco a manter contacto radiofónico regular.
O Akademik Shokalskiy encontra-se preso no gelo a aproximadamente 2.778 quilómetros a sul da cidade australiana de Hobart e perto da base francesa Dumont d’Urville.
O navio realizava uma viagem que combina uma missão científica com a comemoração da expedição à Antártida levada a cabo, há um século, por Douglas Mawson.

Fonte: DN

Carapaças de caranguejos pilados poderão ajudar a reconstruir pele e ossos

A indústria farmacêutica e biomédica está interessada em explorar recentes descobertas sobre novos usos a dar aos caranguejos pilados, entre as quais, segundo uma investigação, a reconstrução de tecidos a partir de compostos extraídos das suas carapaças.
Francisco Avelelas, estudante de 23 anos da Escola de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche, defendeu há uma semana a investigação de mestrado, segundo a qual compostos extraídos das carapaças dos crustáceos têm actividade antibacteriana, antifúngica, antioxidante e até proteica.
“Pode ser utilizado em revestimentos de próteses para aumentar o tempo de não rejeição da prótese e em pensos que, com estas actividades antibacterianas e antifúngicas, permitem uma cicatrização mais rápida dos tecidos”, explicou à Lusa o biólogo.
Além disso, têm também reaproveitamento no revestimento de frutas e outros produtos para aumentar o tempo de prateleira, no revestimento de comprimidos ou na composição de pesticidas agrícolas menos nocivos para a saúde e para o ambiente.
Segundo o estudo, pode integrar a formulação de comprimidos para emagrecimento, permitindo que “os lípidos não sejam absorvidos e processados pelo organismo para prevenir calorias quando vamos ter uma alimentação mais calórica”.
Apesar de serem capturados com outras espécies pelas artes de pesca, os caranguejos pilados não têm qualquer valor económico para a pesca, uma vez que não são consumidos.
Mas, com a investigação em torno das carapaças dos crustáceos, os biólogos pretendem conferir valor ao recurso, colocando não só os pescadores a capturar o pescado mas também a indústria farmacêutica e biotecnológica a explorar comercialmente esses novos usos – e já há interesse de uma empresa dessa área.
Além da aplicação industrial desta matéria-prima, a empresa tenciona vir a instalar uma nova fábrica em Peniche: um investimento de um milhão de euros que pode vir a criar meia dúzia de postos de trabalho qualificados, adiantou à Lusa Sérgio Leandro, investigador que coordenou o mestrado.
O investigador defendeu que há condições para instalar um cluster biotecnológico na cidade, uma vez que, à semelhança dos caranguejos, existem outros recursos marinhos que podem vir a ser estudados e ser explorados para outros usos que não os da pesca.

Fonte: Lusa/ SOL

Bisnau, um golfinho para lembrar o respeito pela natureza

A estátua de um golfinho de cinco metros que agora reside no Parque Urbano da Albarquel, em Setúbal, foi criada com 50 quilos de resíduos apanhados nas praias do concelho com a ajuda de centenas de voluntários. A obra apresentada nesta tarde de quinta-feira tem a assinatura do colectivo de artistas Skeleton Sea, conhecido por aproveitar o lixo que polui os mares para criar novas formas de arte.
 
A história que envolve Bisnau, nome com o qual a estátua foi baptizada, carrega uma mensagem que se centra sobretudo na preservação do meio ambiente. João Parrinha, que integra o Skeleton Sea com Luis de Dios e Xandi Kreuzeder, refere que o grupo pretende lembrar com esta nova obra que “é necessário mantermos os oceanos limpos e respeitar a natureza”.
 
Ao todo foram recolhidas duas toneladas de resíduos das praias com a ajuda dos voluntários da GRACE e da Amar Setúbal. Paula Pereira, da organização deste último grupo setubalense, refere que “é um orgulho imenso que o lixo que apanhámos se transforme numa peça de arte”. O Amar Setúbal recolheu em várias acções resíduos na Praia dos Coelhos e na Doca dos Pescadores. “Desde as nossas limpezas a doca tem sido mantida sempre limpa. Acredito que as pessoas e sobretudo os pescadores estão mais sensibilizados”, explica.
 
Este trabalho conjunto entre várias pessoas que partilham o interesse pela defesa do ambiente foi baptizado como “Bisnau”, nome atribuído em honra de Carlos Silva que partilha o mesmo apelido e que desempenha funções de vigilante da natureza no Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), estando encarregado de monitorizar a vida dos golfinhos que habitam no Sado.
 
João Parrinha conta que a estátua do golfinho é uma fêmea, já que Carlos Silva foi responsável pela descoberta de uma fêmea juvenil no rio, tendo-lhe também atribuído o nome de “Bisnau”. O apelido é ainda partilhado pelo pai e pelo tio do vigilante da natureza, pescadores que ficaram conhecidos em Setúbal por esse mesmo nome.
 
A Bisnau vai integrar a arquitectura do futuro centro comercial Alegro Setúbal
 
A construção de uma obra de arte pelo colectivo de artistas Skeleton Sea surgiu de uma proposta da Immochan Portugal, empresa responsável pela construção do Alegro Setúbal. A Bisnau está integrada no projecto “Arte em Toda a Parte”, que pretende envolver a população na construção do centro comercial.
 
Maria das Dores Meira, presidente da Câmara Municipal de Setúbal, elogia esta “forma de interagir com as populações” e destaca a acção desenvolvida até agora, que “começou com os tapumes que embelezaram a obra de betão” e que teve continuidade com a escultura do golfinho, “símbolo muito caro para o nosso município”.
 
Mário Costa, director-geral da Immochan, também esteve presente nesta inauguração tendo destacado que “é um prazer dar este contributo à cidade”. O representante da empresa destacou a importância deste projecto que une as “acções de limpeza ambiental à criação artística”.
 
Juntamente com as telas de grandes dimensões pintadas pelos membros da Galeria de Arte Urbana da autarquia de Lisboa, a Bisnau vai integrar a arquitectura do Alegro Setúbal, a partir do último trimestre de 2014, data prevista para a abertura oficial do futuro centro comercial da cidade.

Fonte: obocagiano

Museu de Marinha distinguido com o prémio «Melhor Catálogo» 2013

A edição cultural “Tesouros do Museu de Marinha” foi distinguida pela Associação Portuguesa de Museologia (APOM) com o prémio “Melhor Catálogo” 2013, numa cerimónia realizada no dia 13 de Dezembro de 2013 na Fundação Portuguesa das Comunicações. O prémio foi recebido pelo Director do Museu de Marinha, Capitão-de-fragata Costa Canas.

Fonte: APP

Portugal consegue aumentar quotas de pesca em 2014

Portugal terá em 2014 mais 7,8% nas quotas pesqueiras, comparativamente a 2013, como resultado do acordo alcançado esta terça-feira em Bruxelas entre os ministros das Pescas da União Europeia, mas registou também perdas, como no lagostim (-10%).
O compromisso alcançado em Bruxelas numa negociação invulgarmente rápida – tradicionalmente estes encontros de Dezembro para fixar os totais admissíveis de capturas (TAC) e quotas tornam-se “maratonas negociais” que se arrastam pelas madrugadas – prevê, para Portugal, aumentos de quotas individuais como na pescada (mais 15%, o equivalente a mais 634 toneladas), no carapau (mais 10%) e no tamboril (6%).
Do lado das perdas, registam-se por exemplo diminuições das quotas de lagostim, que sofreram um corte de 10%, ou menos 18 toneladas, comparativamente ao ano ainda em curso, e de raias, também de 10%, ou menos 117 toneladas.
Noutras espécies, Portugal mantém as quotas que lhe foram atribuídas em 2013, casos do biqueirão, juliana, linguado e solha.

Fonte: APP

Terminal de contentores de Sines com crescimento de 70% em 2013

A nível internacional, o segmento de carga contentorizada cresce anualmente, em média, 6%, enquanto em Sines o crescimento deverá situar-se, no final deste ano, perto dos 70%, explicou o presidente da Administração do Porto de Sines (APS), João Franco.
“É um crescimento simpático, é o mínimo que se pode dizer”, referiu o responsável durante um encontro de balanço de actividade com jornalistas, realizado hoje em Sines, embora admitindo que tal “era imprevisível”. Estes resultados permitem que a infraestrutura do litoral alentejano se posicione como quinto maior porto ibérico, muito próximo de Las Palmas e a aproximar-se de Barcelona, estando Algeciras e Valência mais afastados (os quatro na vizinha Espanha).
“No final da década queremos estar entre os três maiores da península Ibérica, em resultado do aumento do terminal de contentores”, afirmou João Franco.
No entanto, o presidente da APS salientou que, no próximo ano, “não vai ser assim”, sendo esperado um crescimento máximo de 10% na movimentação de contentores, o que já será motivo para “lançar foguetes”.
A expectativa deve-se às obras de ampliação do cais do Terminal XXI em 210 metros, cujo início está previsto para Janeiro.
Enquanto a intervenção não terminar, o que só irá acontecer no último trimestre do ano, “não há espaço” para o terminal de contentores crescer mais, porque a capacidade de movimentação anual continuará a ser de 1,1 milhões de TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés).
Em 2015, “as perspectivas são completamente diferentes”, indicou João Franco, pois o cais já terá uma extensão de 940 metros e capacidade para 1,7 milhões de TEU.
Segundo as estimativas apresentadas, no geral, o crescimento do porto de Sines deverá situar-se nos 26% em relação a 2012, com uma movimentação de 36 mil toneladas de carga.
O volume de negócios deverá atingir os 36 milhões de euros, com 11,8 milhões de euros de resultado líquido e sem endividamento da APS.
No próximo ano, João Franco espera ainda que fique definido se a PSA Sines, concessionária do Terminal XXI, poderá ampliar o cais em mais 290 metros, ficando com capacidade para mais de dois milhões de TEU.
A concretização da obra está dependente de decisão do Governo, que poderá ser conhecida, de acordo com o presidente da APS, até ao final de Março.
Havendo “luz verde” do Governo, os trabalhos poderão ter início em 2015, envolvendo um investimento de mais de 90 milhões de euros da PSA Sines e perto de 50 milhões de euros da APS (para mais uma ampliação do molhe leste).
A APS irá também investir cerca de 400 mil euros, em 2014, na construção de um armazém na Zona de Actividades Logísticas (ZAL) do porto, para arrendar a empresas que pretendam ter aí um espaço, uma vez que, até agora, apenas a Sitank (agência de navegação) construiu as suas próprias instalações nessa zona.

Fonte: RTP

Último navio construído nos estaleiros deixou docas de Viana

O segundo navio-patrulha construído pelos Estaleiros de Viana, que terá sido o último em 69 anos de actividade da actual unidade, deixou esta segunda-feira as docas da empresa e deverá assumir a primeira missão operacional em Janeiro.
A informação foi confirmada pelo comandante do “NRP (Navio da República Portuguesa) Figueira da Foz”, o mais recente Navio de Patrulha Oceânica (NPO) entregue à Marinha, que custou cerca de 50 milhões de euros.
“Estamos a concluir um plano de treino de segurança, de uma semana e dois dias de mar, para assegurar que o navio está em condições de segurança para navegar. Em Janeiro concluiremos esse plano de treino operacional, habilitando-nos a cumprir com os níveis de prontidão da Marinha”, disse o capitão-tenente Ricardo Manuel Correia Guerreiro, citado pela Agência Lusa.
Acrescentou que “é expectável” a realização das primeiras missões oficiais, de patrulhamento, fiscalização ou socorro, já no início de 2014, perspectivando uma “alta taxa de emprego operacional” deste novo meio, face aos recursos actualmente ao dispor da Marinha.
O “NRP Figueira da Foz” é o segundo NPO da classe “Viana do Castelo” construído naqueles estaleiros desde 2011, de uma encomenda inicial de oito que foi assumida em 2004 pelo Ministério da Defesa – entretanto revogada pelo actual Governo – para substituir a frota de corvetas, com 40 anos de serviço.
A saída do novo navio das docas dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) aconteceu pelas 14.30 horas desta segunda-feira, levando a bordo os 39 elementos que compõem a guarnição e mais nove operacionais responsáveis pelas equipas de treino.
Os ENVC estão em processo de encerramento, com o despedimento dos 609 trabalhadores, decorrendo em paralelo a subconcessão de terrenos e infraestruturas ao grupo Martifer, após concurso público internacional. Várias dezenas de trabalhadores concentraram-se por isso nas docas para assistirem à partida daquele que terá sido o último navio construído por aqueles estaleiros públicos e que aconteceu sem qualquer tipo de cerimónia.
O navio foi formalmente entregue pelos ENVC à Marinha a 25 de Novembro, passando então a integrar o efectivo daquele ramo das Forças Armadas, sendo esperado na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, a 19 de Dezembro.
“É uma emoção muito grande ser o comandante do mais recente navio da Marinha e sei que tenho comigo também uma grande guarnição, muito motivada”, afirmou Ricardo Guerreiro, sublinhando igualmente o “grande esforço” dos trabalhadores dos estaleiros na construção deste navio.
“A automação e a redundância dos equipamentos que foram montados dão-nos uma grande confiança, não existem noutros navios. Essa é uma das características, assim como a sustentabilidade e a autonomia, já que o navio tem capacidade para 31 dias de missão no mar e até ‘produz’ água”, sublinhou o comandante do NRP Figueira da Foz. “É um grande navio”, apontou ainda.
Com desenho próprio dos ENVC, estes navios têm 83 metros de comprimento, capacidade para receber até 67 pessoas e podem transportar um helicóptero Lynx.
Concebidos como navios militares não combatentes, podem ser utilizados para fiscalização, protecção e controlo das actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar.

Fonte: JN

Ajudas aos estaleiros de Viana são ilegais

Fonte da Comissão Europeia corrobora à Renascença a tese do ministro da Defesa. Para Bruxelas, a principal motivação do Governo parece ter sido a de antecipar uma decisão europeia que, ao que tudo indica, será negativa.

A investigação ainda decorre, mas para a Comissão Europeia a situação é bastante clara: as ajudas de Estados recebidas pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) são incompatíveis com a legislação comunitária.
Esta avaliação foi avançada à Renascença por uma fonte comunitária que está a acompanhar o processo e vai ao encontro das declarações do ministro da Defesa, Aguiar-Branco. “Parece bastante claro que a ajuda de Estado concedida no passado era incompatível” com as regras europeias, diz a fonte.
A posição oficial do executivo europeu é mais contida. O porta-voz do comissário responsável pela Concorrência, Antoine Colombani, admite apenas que o facto de Bruxelas ter lançado esta “investigação aprofundada” em Janeiro, depois de uma análise preliminar, significa que as dúvidas acerca da legalidade de toda a situação são mesmo muito sérias.

“É claro que, se decidimos abrir uma investigação formal, é porque temos suficientes dúvidas acerca da compatibilidade desta ajuda com as regras para o fazer”, disse o porta-voz, acrescentando que o simples facto de se ter lançado a investigação “não pode antecipar o seu desenlace”, já que apenas significa se está “a investigar o assunto em profundidade”.

Quanto à concessão dos estaleiros à Martifer, a Comissão Europeia sublinha que não foi “notificada” de uma decisão que diz ser da exclusiva responsabilidade das autoridades portuguesas. Bruxelas mantém, contudo, contactos informais com Lisboa, acompanhando a situação “de perto”.

Do ponto de vista de Bruxelas, a principal motivação do Governo parece ter sido a de antecipar uma decisão europeia que, ao que tudo indica, será negativa: “Aparentemente, querem encontrar uma nova solução que evite que o novo concessionário tenha que devolver qualquer ajuda de Estado ilegal, caso nós cheguemos à conclusão de que se tratou de facto de uma ajuda ilegal”.

Em causa estão 181 milhões de euros injectados nos ENVC – 101 milhões pelo actual Executivo, o restante no tempo de José Sócrates, a partir de 2006.

A abertura da investigação agora em curso foi decidida por Bruxelas em Janeiro, depois de intensas trocas de informação com o Governo, ao longo das quais as autoridades nacionais nunca apresentaram justificações convincentes. As mesmas são rotuladas pela Comissão como “pouco claras” ou escassas em detalhes.

Em circunstâncias normais, uma decisão negativa acerca deste auxílio financeiro aos estaleiros obrigaria a empresa a devolver o dinheiro ao Estado, mas, se ficar provado que o novo concessionário não mantém qualquer relação com a entidade que recebeu as ajudas, a Martifer não terá que devolver nem um euro e o processo pode ser pura e simplesmente encerrado.
Fonte: RR