Grande Barreira de Coral. Austrália aprova milhões de toneladas de descargas
O presidente da entidade explicou que as obras se vão efectuar em Abbot Point por se tratar do porto (em actividade desde 1984) que “está melhor localizado ao longo da costa da Grande Barreira de Coral”. Russel Reicheit argumentou ao “Financial Times” que “a dragagem necessária será muito menor à que teria de ser feita em outros portos” da zona. A autoridade da reserva definiu ainda 47 “condições ambientais” que terão de ser respeitadas pelo projecto – como “minimizar o impacto na biodiversidade” local ou a “monitorização da qualidade da água” nos cinco anos seguintes à descarga dos sedimentos.
A Sociedade para a Conservação Marinha australiana já criticou a decisão, denunciando a alegada pressão exercida por Tony Abbott, primeiro-ministro do país, sobre a autoridade do parque marinho. “Esta decisão contraria os estatutos do parque marinho e acreditamos firmemente que reflecte uma pressão política exercida pelos interesses mineiros do governo”, disparou Felicity Wilshart, presidente da entidade.
A situação apenas se poderá alterar caso, em Novembro, a UNESCO decida classificar como “em perigo” a Grande Barreira de Coral, já que a reserva marinha é Património Mundial da Humanidade. O próximo encontro desta entidade das Nações Unidas está agendado para Junho, no Qatar, onde os seus responsáveis votarão esta possibilidade.
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O objectivo, continua a investigadora, é “compilar os diversos registos [de observações] numa escala temporal e perceber se há um padrão que indique eles estão a voltar”. Se esse regresso se confirmar, depois é preciso saber o motivo: será a melhoria da qualidade da água, motivada pelas obras que permitiram, em Janeiro de 2011, deixar de lançar no rio os esgotos de 120 mil habitantes de Lisboa?














