Faleceu Fernando Ribeiro e Castro – Secretário-Geral do Fórum Empresarial da Economia do Mar

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Eng.º Fernando Ribeiro e Castro

Os Fundadores e Colaboradores do Portal do Mar desejam as mais sinceras condolências à família e amigos de Fernando Castro, Secretário-Geral do Fórum Empresarial da Economia do Mar, que de uma forma tão generosa e apaixonada se entregou a esse mesmo projecto.  O seu corpo estará hoje a partir das 14h na Igreja de São Domingos de Rana. Haverá missa pelas 21h e o funeral será amanhã de manhã, Dia 22.

Cientistas da Fundação Champalimaud constroem mapas de actividade neural do peixe zebra em acção

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                                                                                        ( Michel Orger)

 

Num estudo publicado hoje na revista científica Neuron, neurocientistas da Fundação Champalimaud, em colaboração com colegas da Universidade de Harvard, descrevem aqueles que são os primeiros mapas de actividade neural, com a resolução de células individuais, do cérebro inteiro de um peixe zebra em acção.

“Este estudo abre novas possibilidades para o estudo dos circuitos neurais no cérebro”, diz Michael Orger, investigador principal no Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud. “Para percebermos como é que o cérebro funciona, é imperativo conseguirmos registar a catividade dos neurónios e, ao mesmo tempo, relacionar essa actividade com o comportamento do animal”.

Até há bem pouco tempo, os métodos disponíveis permitiam apenas o registo da actividade de uma pequena parcela dos neurónios existentes no cérebro.“Agora, conseguimos registar a actividade neural de todo o cérebro de um peixe zebra, que tem cem mil neurónios, enquanto monitorizamos os movimentos deste animal usando high speed vídeo”, acrescenta.

Cláudia Feierstein, investigadora pós-doutorada a trabalhar no grupo de Michael Orger, explica que “através da observação do cérebro, enquanto o peixe segue sinais visuais rotativos com movimentos dos olhos e da cauda, fomos capazes não só de identificar estruturas específicas no cérebro que estão na base destes comportamentos, como também perceber como é que diferentes padrões de actividade neural reflectem aspectos distintos do processamento de informação sensorial e motora.”

 
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( Cláudia Feierstein )
 
Um dos impactos deste estudo é que deixa de ser necessário juntar registos realizados a partir de múltiplas experiências, e provenientes de diferentes peixes, e passa a ser possível registar a actividade neural do cérebro inteiro de um único peixe – em vez de juntar peças, este estudo oferece o mapa
completo. “Podemos finalmente falar de mapas de actividade neural e, por exemplo, comparar quão semelhantes são os circuitos neurais de peixes diferentes”, explica Michael Orger.

Os resultados deste estudo revelaram ainda algo surpreendente para os autores. O circuito composto pelos neurónios que intervêm em simples comportamentos visuais e motores encontra-se distribuído por todo o cérebro, num padrão estereotipado quando comparado entre peixes diferentes.

Para Ruben Português, investigador no grupo do Professor Florian Engert em Harvard, e coautor destetrabalho, “isto quer dizer que, ao identificarmos uma determinada actividade neural numa região específica do cérebro de um peixe, conseguimos olhar para o cérebro de um outro peixe, para a mesma região, com diferenças de micrómetros, e encontrar neurónios com a mesma actividade neural.”

 
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( Rúben Português )
 
 Esta descoberta tem consequências práticas importantes, uma vez que torna possível a construção de um detalhado mapa funcional do cérebro e a localização de grupos específicos de neurónios.

Este mapa funcional pode ainda ser alinhado com outros mapas já disponíveis como, por exemplo, o mapa da expressão génica, por forma a estabelecer relações entre comportamentos e diferentes tipos de células no cérebro.

Recorrendo a esta metodologia sistemática, os autores conseguiram ainda descobrir populações de células muito raras, até agora escondidas dos olhos dos investigadores.

“Descobrimos uma mão cheia de neurónios numa região do cérebro dos peixes dedicada ao processamento visual, chamada tectum óptico, responsáveis pela integração de informação captada pelos dois olhos. Isto foi um resultado algo inesperado, uma vez que esta área é conhecida por receber informação directa de apenas um olho”, diz Michel Orger.

 
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( Peixe-Zebra)
 
“Apesar destas células existirem em número reduzido, é provável que tenham uma função importante no comportamento dos peixes zebra, uma vez que são elas que traduzem como é que o animal se está a mover na água”, refere.

De acordo com os investigadores, o próximo passo será usar ferramentas ópticas e genéticas para estudar subpopulações de neurónios que, tal como o exemplo acima referido, apresentam funções interessantes. Através da manipulação específica destes grupos de neurónios, os investigadores têm como objectivo revelar como é que o cérebro processa informação sensorial para gerar comportamentos.

 
Fonte: Ciência Hoje

Pele de peixe já serve para forrar móveis ou fazer sapatos

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A fábrica da Soguima, na Zona Industrial de Vila Nova de Sande, a cerca de oito quilómetros de Guimarães, está em revolução. Picam-se paredes, há vigas enormes a romper o céu e um buraco escavado no chão. As obras de ampliação da unidade custaram 11 milhões de euros e vão duplicar a actual capacidade de produção, de 22 toneladas por dia de produto acabado, 80% bacalhau demolhado e ultracongelado. A inauguração está para breve mas, por estes dias, há outro negócio a nascer nas paredes da empresa, dona da marca Reymar e fundada há 25 anos pelos irmãos António Guimarães e Manuel Guimarães: pele de peixe, sem cheiro, e com uma resistência semelhante ao couro que pode ser usada na indústria do calçado, móveis ou acessórios.

Aos produtos de pesca congelados, que também incluem o polvo ou a petinga, a Soguima já tinha juntado as sobremesas e, mais recentemente, as refeições prontas, usando a sua matéria-prima principal. Os pastéis de bacalhau ou as patanistas que saem da fábrica aproveitam o bacalhau que sobra dos cortes precisos de lombos, filetes ou postas, vendidos prontos a cozinhar (a empresa não vende bacalhau seco salgado) em Portugal e mais de 22 países, com destaque para o Brasil, o maior cliente. E foi o aproveitamento de todos os milímetros de matéria-prima que despertou a curiosidade de Daniel Guimarães, um dos responsáveis pelo departamento de Investigação e Desenvolvimento, juntamente com o primo, Emanuel Guimarães. Porque não aproveitar melhor a pele do peixe, usada apenas para a alimentação animal e com baixo valor acrescentado?

Mas para contar esta história é preciso ir a Moçambique, até à criação de crocodilos que a Soguima detém naquele país. Há 16 anos, a empresa apostou na transformação de pescado com uma fábrica local. Mais tarde, para armazenar produtos, comprou o matadouro da Beira e as suas câmaras frigoríficas. Para rentabilizar o investimento dedicou-se à pecuária e cria, actualmente, 2500 animais.

“Todas as matérias-primas têm de ser usadas da melhor forma e tivemos necessidade de aproveitar melhor os animais. Havia resíduos do abate que eram desperdiçados como o couro, as vísceras e partes da carcaça e, por isso, investimos na criação de crocodilos que são alimentados com estes sub-produtos”, conta Daniel Guimarães. Hoje a Soguima cria 27 mil destes répteis, vende a carne para os países vizinhos da África do Sul e Zimbabué e a pele para a indústria de marroquinaria de luxo. “Ficámos com o conhecimento do tratamento da pele, que é vendida ainda num estado salgado verde. Este ano a intenção é vender o produto acabado, pronto a ser usado pelo cliente”, continua.

Daniel Guimarães, 28 anos e a fazer mestrado em medicina veterinária, começou a pensar na experiência com a pele de crocodilo. “E se pudéssemos fazer o mesmo com peixe?”, questionou. “Quando trabalhamos salmão sem pele ou espinha a pele é aproveitada para nutrição animal”, mas com baixo valor acrescentado, descreve. Representa 2% do peso do peixe e é um desperdício que, para Daniel Guimarães, tinha potencial para ser melhor aproveitado.

Um dia, fez a experiência. “Peguei numa pele de bacalhau, coloquei-a num cartão e pus a secar. Ficou com uma consistência fantástica. Comecei, depois a hidrata-la e a corá-la e não perdia a cor”, descreve. A indústria dos curtumes instalada nas imediações da Soguima em Guimarães ajudou a terminar o processo e a resolver o “problema do cheiro”. “Foi ultrapassado. Fizemos o curtume normal que se faria a uma pele de vaca, o processo é semelhante”, continua Daniel. A resistência da pele de peixe foi testada e aprovada, tal como a forma de retirar as escamas.

A novidade foi apresentada o ano passado, na 41ª edição da Capital do Móvel em Paços de Ferreira. Algumas empresas do sector aceitaram o desafio e decidiram aplicar o novo material em móveis, forrar cadeiras ou abat-jours. A indústria do calçado também já começou a testar, tal como a da moda, com malas, bolsas e acessórios que usam pele de vários tipos de peixe, tingida de cores. E até uma jovem empresa de óptica (a Masq eyewear) utilizou o produto para uma colecção de óculos de sol.

 

Fonte: Público

 
 

Nova espécie de peixe encontrada em Timor-Leste

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A comunidade científica acolheu uma nova espécie de peixe (Evoita santanai), um pequeno animal rosa, lilás e branco que foi encontrado em Timor-Leste, segundo um blogue da National Geographic, que cita o jornal Zootaxa.

“É a primeira nova espécie de peixe encontrada no país, de acordo com a Conservação Internacional (CI), o grupo que fez a descoberta”, lê-se no blogue Ocean Views.

A descrição do animal foi publicada no jornal Zootaxa esta semana, com base em quatro espécies recolhidas pelos cientistas no Parque Nacional Nino Konis Santana, o primeiro de Timor-Leste, e que fica situado em Tutuala, distrito de Lautem, na ponta leste do país.

Os investigadores descobriram o novo peixe em águas rasas durante uma acção destinada a ajudar os funcionários a gerir o parque.

Os cientistas também descobriram que Timor-Leste é o terceiro país do mundo em diversidade de peixe em recife de coral.

Timor-Leste é um dos mais jovens países do mundo, tendo restaurado a independência em 2002.

Fonte: Lusa/SOL

“O Mar este ano” por Miguel Esteves Cardoso

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No domingo as praias estavam cheias de pessoas, como se fosse Verão. Às três da tarde estavam 22 graus na areia e 15 dentro de água.

A princesa do mar mergulhou logo de corpo inteiro como quem volta a casa. Emergiu com um sorriso de satisfação, o Inverno não só perdoado como esquecido. “Se não tivesse deixado de vir à praia”, informou a Maria João, “tinha tomado banho todos os dias”.

Eu entrava como um matarruano assaltado, de braços levantados no ar, mergulhando um centímetro de pele por quarto de hora, como se impelido pelo cano da pistola, ao ponto de me ver incapaz de reprimir séries repetitivas de observações inteligentes como “está tão fria… fria, fria, fria… tão fria que está… ai que fria…”

Até ao ano passado eu era a sereiazinha do casal. Era eu, graças ao meu fato secreto de banha de foca (que faz com que eu pareça gordo a quem olhe para mim desatentamente), que mergulhava primeiro na água do mar, por muito fria que estivesse.

Mas era uma posição temporária, cedida pelos contratempos da Maria João. Foi por isso uma alegria vê-la tomar à minha frente o primeiro banho do ano de 2014. Foi só por causa do exemplo dela que, passada uma boa meia hora, também tomei o meu. Todos os dias ela inspira-me de uma maneira diferente. Dá-me oxigénio, ideias, ousadia e vontade de ser mais parecido com ela.

Havendo amor, tudo se torna num prazer ou numa preparação para ele. Fazermos as coisas juntos torna-se numa extensão de fazermos amor.

Fonte: Público

Portos mais “ricos” poderão financiar os mais “pobres”

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Os dividendos pagos pelas administrações portuárias ao accionista Estado deverão ser canalizados para um fundo, que será usado para financiar os investimentos públicos nos portos de menor dimensão e, logo, menores recursos.

 

A anunciada renegociação das concessões portuárias, com a possível redução das rendas pagas às concedentes, não poderá colocar em causa os recursos necessários às administrações portuárias. Por isso, as renegociações serão feitas caso a caso, porto a porto, garantiu o presidente do IMT, no Seminário de Transporte Marítimo do TRANSPORTES & NEGÓCIOS.

 

Por outro lado, acrescentou João Carvalho, a agenda do Governo para o sector prevê a criação de um fundo, para onde serão canalizadas verbas oriundas das administrações portuárias mais lucrativas, que financiará os investimentos públicos nos demais portos.

 

A medida recoloca a questão dos portos mais “ricos” financiarem os mais “pobres”, mas aplicando-se apenas aos dividendos (e conquanto estes não sejam exagerados), terá a vantagem de tornar claro o destino das verbas que, até hoje, se perdem nos cofres das Finanças.

 

A renegociação das concessões deverá também permitir reduzir a factura portuária suportada pelos donos das cargas. A este propósito, várias foram as vozes a insistirem na maior transparência da factura portuária. Mas houve também quem alertasse para a necessidade de não trocar a qualidade do serviço (que tem um preço) por soluções “low cost”, menos fiáveis. Do lado dos armadores e dos seus representantes ficou a garantia de que as eventuais reduções de custos nos terminais serão transferidas para os clientes.

 

Ainda a propósito da renegociação das concessões, houve quem sugerisse, em alternativa ou complemento à redução das rendas pagas às administrações portuárias, que se mexa antes, ou também, nas taxas de rendibilidade interna das concessionárias.

Fonte: Transportes e Negócios.

Programa Marco Polo e o Porto de Lisboa: que visão?

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O porto de Lisboa, apesar de sofrer uma forte pressão urbana com uma grande densidade populacional e com todos os constrangimentos que daí advêm, tem necessidade de encontrar soluções complementares que possam minimizar o impacto que o transporte rodoviário apresenta na região de Lisboa, tentando melhorar o escoamento de fluxo de cargas, através de outros modos de transporte, neste caso concreto, o modo ferroviário e fluvial, privilegiando, assim, a possibilidade de expansão no seu hinterland, através da sua integração na cadeia logística.

A intermodalidade com base na ferrovia e no fluvial é sem dúvida o principal meio de descongestionar a rede de infra-estruturas rodoviárias, quer em Portugal, quer no resto da Europa. 

Assim, fará sentido pensar que, para o porto de Lisboa, o modo mais eficiente para alargar o hinterland, na medida em que o escoamento de mercadorias via rodovia é hoje maioritario, será o transporte ferroviário e o marítimo/fluvial. A redução do congestionamento e da poluição do ar por coexistir ao mesmo tempo com alternativas viáveis e eficientes para os players interessados, com a criação de plataformas logísticas ligadas ao porto, onde se integrem os vários modos de transporte, em comunhão com um sistema informático logístico comum, numa espécie de plataforma única que integre e possa permitir a expedição intermodal fácil de utilizar, fiável e flexível, facilitando a fluidez da mercadoria, reduzindo a burocracia e tempos de espera, ajudando a descongestionar as infra-estruturas de transportes rodoviárias.

Estas são medidas que poderão trazer benefícios financeiros, logísticos e ambientais a curto, médio e longo prazo, para evitar riscos de excesso de tráfego nos acessos rodoviários e maximizando o uso das capacidades do porto, evitando o consequente desperdício de dinheiro público.

É claro que para tudo isto funcionar e se integrar na perfeição serão necessários investimentos quer na revitalização das infra-estruturas já existentes, quer na criação de novas plataformas logísticas e a nível tecnológico. Seria necessário revivificar o modo ferroviário, dedicando linhas exclusivas ao transporte de mercadorias. Mas sobretudo, e mais importante ainda, promover o transporte marítimo/fluvial, criando ramais fluviais e zonas equipadas para transbordo e para permitir a fluidez das mercadorias transportadas. 

Essa dinamização, o seu ordenamento e regulamentação, trariam benefícios e reduziriam o impacto rodoviário no hinterland do porto, através da excelente condição navegável que o rio e o Estuário do Tejo oferecem.

Torna-se, assim, imperativo pensar que a criação de plataformas logísticas especializadas em determinados tipos de carga, em junção com a dinamização do transporte fluvial, e a criação de áreas para o transbordo dessa carga, deverá ser incluído na cadeia logística podendo vir a mostrar-se bastante competitivo, pois permitiria ao porto aumentar a sua capacidade de movimentação de carga com a consequente possibilidade de atracção de novos operadores portuários, aumentando o seu hinterland como porto integrador da cadeia logística, oferecendo novos serviços. 

Não esquecer que as vias navegáveis interiores beneficiam de uma capacidade potencial subutilizada em termos de infra-estruturas e embarcações, onde poderiam fazer face a volumes de tráfego superiores aos existentes, e da eliminação dos estrangulamentos existentes na rede.

O porto de Lisboa poderá tornar-se, assim, um elemento crucial na cadeia de logística, assumindo uma posição privilegiada e podendo ter uma forte articulação com todas as plataformas logísticas e terminais intermodais dentro da sua área de influência. E o desenvolvimento do transporte fluvial e do transporte marítimo de curta distância deverá assentar num serviço portuário eficaz, facilitador, dinamizador e, baseado nos princípios da concorrência regulada.

Sandra Figueiredo da Cunha
Mestranda em Gestão Portuária na ENIDH

 
Fonte: Cargo

 

 

Investimento no porto de Lisboa não será público

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O ministro da Economia, António Pires de Lima, assegurou no parlamento que o alargamento do porto de Lisboa, seja na Trafaria ou no Barreiro, avançará sem investimento público, adiantando que existem empresas privadas interessadas no desenvolvimento destas infraestruturas.

“Existe assumidamente interesse de empresas de operação privada no desenvolvimento do porto na margem sul do Tejo, seja na Trafaria ou no Barreiro, tal como existe no terminal de Alcântara. Estamos a fazer alguns estudos que ainda não estão concluídos, mas aquilo que posso garantir é que estes investimentos avançarão na medida em q não exijam investimentos públicos para o desenvolvimento destas infraestruturas”, afirmou o ministro.

Pires de Lima falava na Comissão Parlamentar de Economia e Obras Públicas, no seguimento de requerimentos do PCP, PS e PSD sobre a estratégia de desenvolvimento para o Porto de Lisboa.

Logo no início da audição, o ministro recordou que ainda estão em cima da mesa as alternativas Trafaria (concelho de Almada) e Barreiro: “São duas hipóteses que estão a ser estudadas. Nos dois casos com investimento público zero ou tendencialmente zero”, disse.

Questionado pelos deputados sobre a viabilidade económica do alargamento das infraestruturas marítimo-portuárias de Lisboa, Pires de Lima afirmou que “o investimento para o crescimento da estrutura portuária de Lisboa é ‘assegurável’ por privados” e que “o Governo não está a pensar alocar verbas do Orçamento do Estado dos próximos anos ao desenvolvimento desta estrutura portuária na margem sul do Tejo”.

Recordando os problemas ambientais e “controvérsia que existe há vários anos” associados à construção de um porto de águas profundas no Estuário do Tejo, a deputada do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua considerou ainda que “não basta que um operador privado tenha interesse em construir este terminal para que ele seja do interesse nacional”.

“Se ambientalmente não for possível e se a nível económico-financeiro for desinteressante, esta oportunidade não é aproveitada. Teremos pena, mas não poderá ser aproveitada”, assegurou o ministro, adiantando que o Governo “tem indicações, ainda que não definitivas, de que do ponto de vista ambiental será possível”.

O Governo está a aguardar por estudos de viabilidade económica, mas Pires de Lima admitiu que 600 milhões de euros é o montante estimado para a construção do porto de águas profundas. “Não estamos a pensar fazer nenhuma nova travessia. Vivemos bem com as que existem”, disse o ministro.

“Com a opção Barreiro, temos a ponte Vasco da Gama. E o investimento em infraestruturas rodoviárias e ferroviárias serão muito minimizadas se a localização final escolhida for o Barreiro”, apontou, defendendo também um investimento privado ao nível ferroviário, caso a opção adotada seja a Trafaria.

O deputado do PCP Bruno Dias recordou, no início da comissão, as críticas da população, há cerca de um ano, quanto à localização de um porto de águas profundas na Trafaria e questionou se realmente “faz falta” um novo porto no estuário do Tejo e apelou a uma “ao fim da indefinição” da localização.

O ministro respondeu que existem ainda “duas alternativas” em estudo para um porto de águas profundas em Lisboa, porque “ainda não há decisão” pela localização Trafaria ou Barreiro.

Por sua vez, a deputada do PS Ana Paula Vitorino defendeu uma coordenação entre os portos de Lisboa e Setúbal: “Não se trata de nenhum preconceito político, trata-se de ver ou não se é necessário o porto”, disse a ex-secretária de Estado dos Transportes do primeiro Governo de José Sócrates.

Pires de Lima afirmou, por várias vezes, que os dois portos não são concorrentes, mas complementares, exemplificando com “os operadores interessados são diferentes e têm vocações diferentes”, disse.

O ministro destacou ainda que a abertura dos autarcas de Lisboa e do Barreiro.

Fonte: Cargo

APS organiza Serões no Porto de Sines

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A Administração do Porto de Sines vai organizar ao longo deste ano, encontros que têm como objectivo aproximar a cidade e a comunidade portuária.

A iniciativa começa já este mês, dia 28 de Março, e contará com a presença de João Duque, presidente do ISEG – Instituto Superior de Economia e Gestão e de Jorge Magalhães Correia, presidente da Companhia de Seguros Fidelidade.

Os Serões no Porto de Sines, que decorrerão no auditório da APS e contam com o apoio da Câmara Municipal de Sines, irão surpreender com temas diversificados como concertos de música clássica, jazz, poesia ou palestras sobre economia e outros. 

De acordo com João Franco, Presidente do Porto de Sines, “Estamos muito empenhados em contribuir para a dinamização cultural e social de Sines, envolver a população neste projecto e levá-la ao auditório da APS”.

Fonte: PDP