Elite mundial do surf enche Mar Português a partir de 1 de Outubro

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A elite mundial do surf vai estar em Portugal, entre 1 de Outubro e 3 de Novembro, para participar em quatro eventos internacionais que têm um total de 1,15 milhões de dólares em prémios para atribuir aos melhores. O investimento directo de cerca de 3,2 milhões de euros na organização dos eventos tem retorno garantido na visibilidade do destino, de acordo com o responsável da organização.

“Quero começar por agradecer aos surfistas portugueses o esforço e o empenho em levarem o nome de Portugal além-fronteiras”, disse Francisco Spínola, da Ocean Events. “Falamos de um investimento directo de cerca de 3,2 milhões de euros para tornar possível a existência destes eventos, no entanto o retorno que temos obtido é compensado. A projecção que Portugal tem ganho, baseada numa das maiores riquezas que temos – o mar -, cresce ano após ano”, adiantou.

O calendário das provas inicia-se a 1 de Outubro, com a Cascais Women’s Pro, a decorrer até dia 7, em Carcavelos/Guincho, com a prova de WCT Feminino a valer um prémio de 250 mil dólares.

Segue-se, no mesmo local, de 7 a 11 de Outubro, a Cascais Billabong Pro, para a WQS Prime Masculino e um prémio de 250 mil dólares e a qualificação a contar para o Cascais Trophy. Estão inscritos 28 dos 34 surfistas pertencentes à elite do surf mundial, tal como Mick Fanning (três vezes campeão do mundo), Taj Burrow, Adriano de Sousa, jordi Smith, Julian Wilson e JJ Florence, entre outros. No final do dia, a organização espera mais de 15 mil pessoas para a festa Moche Tony Hawk & Friends Show.

De 12 a 23 de Outubro, decorre a prova Moche Rip Curl Pro Portugal ou WTC Masculino, entre Peniche e Guincho, com um prémio monetário de 500 mil dólares e também a contar para o Cascais Trophy. O brasileiro Gabriel Medina será o centro das atenções, de acordo com a organização, visto que poderá “vir a conseguir a desforra da prestação de há dois anos”.

E, de 24 de Outubro a 3 de Novembro, na Ericeira, realiza-se a Allianz Ericeira World Juniores, cujo prémio monetário ascende a 150 mil dólares.

Fonte: Dinheiro Vivo

Foto: Direitos Reservados

Que futuro para os contentores do Porto de Lisboa ?

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Com o governo a não desistir da ideia de construir um Terminal de Contentores na margem sul ( Tanto se falou na Trafaria, mas é Barreiro que está na mira tal como já admitiu o seu Presidente da Câmara ), e com o novo acordo de partilha entre a MSC e a Maersk para uma partilha conjunta de uma frota de 185 navios com uma capacidade calculada de 2 milhões de TEUS, são turvas as águas por onde se movem os contentores em Lisboa. Nos terminais concorrente, Leixões, atingiu o melhor mês de sempre em Agosto, onde concretizou a movimentação de 56.124 TEUS, num total dos primeiros 8 meses de 436.583 TEUS, numa curva ascendente imparável, tendo sido a Maersk ( outrora maioritária em Lisboa ), a principal impulsionadora deste feito. Em Sines, o Terminal XXI, que já vai no seu 3º recorde de movimentação de contentores este ano, atingiu em 2013, os 931.037  TEUS em 2013, que lhe valeu a entrada no Top 200 dos Terminais Portuários, nomeadamente num 108º Lugar, podendo aumentar os lugares este ano, visto estar previsto atingir-se 1,1 milhões de TEUS. O percurso de ascensão do porto alentejano tem sido fulgurante e outra expansão já está prevista para além de que está em curso, podendo até Fevereiro de 2014, atingir os 9 pórticos, o que irá reforçar a posição dominante do projecto da concessionária de Singapura. O aumento de Leixões, juntamente com a força de Sines, onde os níveis de produtividade e assiduidade são elevadíssimos, e onde aparentemente a paz laboral impera, irá ter sérios reflexos em Lisboa. Em Lisboa,  viveu-se intensamente as greves em 2012, que se prosseguiram em 2013 e 2014, onde pelo meio, foram despedidos 47 estivadores que muito posteriormente foram readmitidos.  Operadores como a Hapag Lyod e a Mac Andrews já reduziram e muito os seus serviços em Lisboa, e a Maersk, que já se encontra em Leixões, deu o passo de gigante para aproveitar a onda de Sines, onde a ligação com a MSC irá proporcionar já em Janeiro, o desvio de navios de Lisboa para Sines. O futuro é mutável, mas as linhas com que se escrevem esse mesmo futuro, parecem negras demais para os trabalhadores portuários de Lisboa, a mesma Lisboa que parece mais virada para o crescimento do fluxo dos Cruzeiros do que propriamente em rentabilizar contentores. A única coisa que pode salvar este rumo, seria uma catástrofe em Leixões, ou uma hecatombe em Sines. Mas perante a estatística de Leixões e Sines, a indefinição do novo terminal de contentores, as greves dos Sindicatos em Lisboa, e os prejuízos acumulados num total de 1 milhão de euros só faz temer o pior.

China ocupa mar disputado ‘plantando’ ilhas em corais

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A China entrou na briga por terras no Mar Meridional Sul ao lado das Filipinas, do Vietname e de Taiwan, que também reivindicam fatias na região. Mas a estratégia chinesa vai mais longe.

O governo do país começou a construir ilhas artificiais no oceano para poder plantar o seu poder por ali. E, diante do poderio militar naval dos chineses, isso poderia representar inclusive uma ameaça ao domínio militar americano no Pacífico.

O barco vai se movendo lentamente de cima a baixo, de um lado ao outro. O ruído do motor estremece a superfície e tortura a minha cabeça. Com a camisa molhada de suor e grudando no peito, dormir se torna simplesmente impossível.

Levamos mais de 40 horas navegando pelo Mar Meridional da China. Na maior parte do tempo, na velocidade de alguém andando a pé. “Quem pode querer ser pescador?”, me perguntava em voz alta.

E de repente me chama a atenção uma espécie de plataforma no horizonte. Parece uma plataforma de extrair petróleo. Mas o que isso está fazendo aqui? Seguimos nos aproximando e já é possível ver algo que parecia terra. Olho para o GPS e ele não mostra nada, nenhuma ilha ou pedaço de continente por perto.

Mas sei que meus olhos não estão me enganando. É uma ilha, algo que não estava ali algumas semanas atrás. Tentamos nos aproximar mais, mas o início de uma tempestade nos obriga a voltar para o rumo anterior.

Consigo avistar outra ilha. Essa, sim, eu já esperava encontrar. Cheguei a ver fotos aéreas dela, registadas pelas Forças Armadas das Filipinas.

Elas mostram o trabalho que a China está fazendo no local desde Janeiro, plantando ilhas artificiais para exigir a posse de terras na região.

Vejo camiões, guindastes, grandes tubos de aço e uma equipe inteira trabalhando na construção. Há milhões de toneladas de rocha e terra dragadas do fundo do mar e empilhadas sobre bancos de corais para formar novas terras.

Sobre um bloco de concreto, um soldado nos observa com seus binóculos.

Novas ilhas

O surgimento de novas ilhas faz parte de uma mudança dramática de estratégia nesta disputa territorial que existe há muito tempo na região entre China, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietname.

Apenas China e Taiwan reivindicam tudo: não só as Ilhas Spratly, mas também os recifes de Scarborough (ou da Democracia) e as ilhas Paracelso. As Filipinas e o Vietname também reivindicam grandes áreas, incluindo grande parte das Ilhas Spratly.

Até o começo deste ano, a presença chinesa nas Ilhas Spratly se limitava a um punhado de concreto sobre ilhas de corais.

Agora, já estão construindo ilhas sobre cinco recifes.

Na verdade, em um deles parece estar nascendo uma base aérea, com uma extensão grande o suficiente para ser usado como pistas para aviões de combate.

A estratégia é usada para compensar uma grave escassez de chineses na área. Entre os países reivindicando porções do Mar da China Meridional, a China é o único que não tem sob seu controle uma verdadeira ilha.

Os chineses só têm recifes. O de Johnson Sur foi tomado por eles em 1988 em uma batalha sangrenta contra o Vietnã, que deixou 70 combatentes vietnamitas mortos. Desde então, qualquer tipo de confronto militar foi evitado.

Durante décadas, a questão parecia esquecida, mas em 2012, o Partido Comunista reclassificou a zona como “de interesse nacional essencial”. Foi o sinal de que o interesse dos chineses na área não tinha morrido.

Agora, Pequim parece ter decidido que é hora de ir adiante com a reivindicação das terras pelas vias de fato: formando uma cadeia de ilhas e o que virtualmente seria uma base aérea sobre o mar.

Filipinos: no meio do nada

O Mar Meridional da China é cheio de pontos estranhos com bases militares e colónias civis. É difícil decifrar o que é o quê e quem controla o quê.

O Vietname tem oito postos permanentes, a Malásia também vários na costa de Bornéu, e a China, até agora, tem sete.

Filipinas tem nove, um é Pagasa, onde vivem 200 pessoas, segundo o governo filipino. Desembarcar ali é um alívio depois de dois dias e duas noites navegando entre óxidos.

Pagasa é uma ilha minúscula de águas cristalinas e areia branca, que está bem distante das Filipinas e do Vietname, e muito mais distante do resto do mundo.

O ditador Ferdinand Marcos retomou a ilha em 1971, pagando uma quantia simbólica para um empresário excêntrico do país, Tomas Cloma, que a ocupara desde 1956, baptizando o local de “Freedomland” (“Terra da Liberdade”). Cloma acabou preso.

Ao tomá-la de volta, a intenção do comandante Marcos era transformá-la em fortaleza militar. Mas hoje, os muros de defesa de concreto reforçado deslizam para o mar e tanques e artilharia aérea enferrujam na maresia. Apenas a pista de pouso ainda tem uso.

Sobraram 30 fuzileiros navais por lá. Quando visitei o seu comandante, às dez horas da manhã, ele estava dormindo. Na parte da tarde, ainda de olhos inchados, ele me recebeu.

“Essa informação é sigilosa”, responde ele, quando pergunto que tipo de armamento ele tem para defender a ilha. Olho ao redor e não consigo ver mais do que alguns rifles.

Eles não poderiam fazer nada se um dia o exército chinês decidisse apagá-los do mapa.

Cerca de 30 famílias vivem no povoado de Pagasa. Segundo o governo filipino, são 200 pessoas no total, mas vi no máximo cem. Eles têm comida e casa de graça, além de uma escola para crianças.

Mary Jo, por exemplo, chegou para montar um negócio de pesca, mas não deu certo. Ela, então, aceitou um emprego de administradora da ilha. Tem planos ambiciosos, mas falta o dinheiro para torná-los realidade.

“Os chineses têm tanto dinheiro”, lamenta. “Nós temos tão pouco…mas é importante que continuemos aqui. Se não, acho que os chineses viriam”.

Para a China, a acção ali é improvável. Porque uma coisa é atacar soldados, como fez em 1988 contra os vietnamitas. Outra bem diferente é atacar mulheres e crianças.

‘Barco fantasma’

Às 16h, pouco antes de anoitecer em Pagasa, chegamos a Ayungin. De alguma forma, temos que atravessar recifes e ondas sem encalhar.

Não muito longe, aparece a silhueta do Sierra Madre, um barco militar fantasma filipino ancorado nos recifes. Vindos do sul, dois navios da guarda costeira chinesa a todo vapor, mas é tarde demais, por cima do recife, a água é rasa demais para embarcações grandes.

Já tinha visto fotos do Sierra Madre, mas a realidade é ainda mais chocante. De perto, parece ainda pior. Está podre e é preciso ter muito cuidado com onde se pisa. E também é preciso ter cuidado com as mãos: ao subir uma escada, arranquei sem querer um pedaço do corrimão de madeira.

Do alto da embarcação, somos recebidos pela “tripulação” militar filipina.

A cena é absurda e seria cómica, não fosse trágica. Os onze fuzileiros navais, longe de terem um ar de superioridade militar, parecem constrangidos pela forma como vivem.

“É muito difícil para os meus homens”, disse um jovem tenente no comando. “Estamos longe de casa e às vezes temos quase nada para comer, é um peso grande sobre os meus homens.”

Os fuzileiros navais filipinos de Sierra Madre lutam para se manterem motivados.

Barcos chineses voltam a aparecer no horizonte. Há mais de um ano, eles têm bloqueado qualquer tentativa de levar ajuda e suprimentos para Sierra Madre. Se tivéssemos vindo do sudoeste, eles também teriam nos interceptado.

A Marinha filipina ajuda os fuzileiros navais com suprimentos que são lançados de para-quedas uma vez por mês. Mas na prática, sobrevivem da pesca.

O Sierra Madre, de acordo com o meu GPS, está a 120 milhas náuticas da costa das Filipinas, ou seja, dentro da área de 200 milhas náuticas reivindicada pelos filipinos como “zona económica exclusiva”.

No entanto, Pequim afirma que o recife submerso, a mais de 800 milhas náuticas da China, é parte do seu território.

Poder chinês

A China está começando a se utilizar de seu notável poder naval. A velocidade da mudança é enorme. Pequim constrói navios de guerra e submarinos mais rápido do que qualquer outro país, incluindo os Estados Unidos. O segundo porta-aviões do país está praticamente pronto.

Logo, o poder naval chinês cresce em um ritmo surpreendente. Por enquanto, a força naval americana na região permanece maior e mais poderosa, mas a China tem se aproximado bem mais rápido do que qualquer um esperava.

E o que acontece no Mar Meridional da China é uma amostra das intenções de Pequim: dominar o mar e o ar com a “primeira cadeia de ilhas”.

A longo prazo, a China quer ir além das Filipinas e do sul do Japão para a “segunda cadeia de ilhas”: Palau, Guam e Marianas.

Isso seria uma mudança radical no equilíbrio de poder no Pacífico Ocidental.

Nos últimos 70 anos, os americanos não foram contestados por qualquer país na região.

Agora, pela primeira vez, a China tem não só a intenção, mas condições militares para desafiar o domínio militar de Washington.

Ao que tudo indica, os próximos anos não serão de calmaria por estes mares.

Lisboa e Leixões esperam 100 mil passageiros este mês

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Setembro será o melhor mês de sempre de Leixões em cruzeiros. Em Lisboa não haverá recordes mas prevê-se um aumento homólogo de 4% no número de passageiros. Amanhã, o porto da capital deverá acolher em simultâneo sete navios de cruzeiro, o que representará um movimento de cerca de 11 mil passageiros. Será um dos dias mais movimentados de sempre no Tejo. Leixões recebeu hoje três navios de cruzeiro, com destaque para a escala inaugura do Costa Luminosa, um navio da italiana Costa Crociere, que chegou com 2 353 passageiros a bordo. Neste mês de Setembro, Lisboa prevê atingir as 52 escalas de cruzeiros e cerca de 85 mil passageiros, o que representará um crescimento homólogo de 4%. Para Leixões, os números absolutos são mais modestos mas ainda assim representarão um recorde mensal absoluto. A APDL antecipa 21 escalas – com duas estreias absolutas: o Costa Luminosa e o Mein Schiff 1,da Tui Cruises – e 18 mil passageiros. Lisboa concessionou recentemente a privados a construção e exploração do novo terminal de cruzeiros. Leixões ultima a construção da sua nova gare marítima.

Fonte: T e N

Portos de Sines e do Algarve com nova imagem

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A Administração dos Portos de Sines e do Algarve renovou a imagem e tem um novo logótipo.
Mantendo alguns dos elementos que sempre caracterizaram a marca, tais como os tons utilizados e a figura dos cavalos de Neptuno, o Deus Romano do Mar, a nova imagem gráfica acompanha a nova realidade da APS, com novas valências e novos desafios.

O logótipo agora renovado está dotado de linhas simples, estruturadas e modernas, constituído por um padrão interior de linhas dinâmico, que incute movimento às figuras, remetendo para as linhas e rotas traçadas na cartografia náutica.

A Administração dos Portos de Sines e do Algarve pretende manter-se associada a uma imagem de notoriedade, seriedade e de força, neste caso, assente na figura do cavalo enquanto personificação da força do mar e dos portos enquanto força motriz das regiões onde se inserem.
Fonte: APS

Espinhas de bacalhau estão a ser usadas para criar um protector solar

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As espinhas do peixe que os portugueses tanto gostam podem ser muito mais do que os restos que ficam no prato. No Porto, uma equipa de cientistas procura dar-lhes uma roupagem completamente nova.

Nos dias de grande calor, não nos contentamos com uma bebida fresca ou um belo gelado. De chinelo no pé, quer vamos até à praia ou à piscina, todos gostamos de estender a toalha e apanhar banhos de sol e o protector solar não pode ficar em casa. E se lhe disserem agora que as espinhas de bacalhau o podem proteger dos raios ultravioletas? Ora é isso que está a fazer uma equipa de investigadores da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto.

Por ano, produzem-se milhares de toneladas de espinhas, que costumam ser aproveitadas no fabrico de rações e farinha de peixe. A ideia de valorizar ainda mais as espinhas de bacalhau remonta a 2010, quando a equipa coordenada por Manuela Pintado, da Escola Superior de Biotecnologia do Porto, começou a tentar obter um composto de cálcio a partir de espinhas de bacalhau. Esse composto é a hidroxiapatite e poderia servir, por exemplo, para fabricar próteses ósseas e dentárias.

Agora, utilizando esse mesmo composto, surgiu uma possível nova aplicação: obter um produto que tivesse a capacidade de proteger dos raios ultravioleta (UV).

Antes de mais, uma breve explicação sobre a radiação ultravioleta. Está dividida em três regiões, consoante o seu comprimento de onda: os raios UVC (200-290 nanómetros), os UVB (290-320 nanómetros) e os UVA (320-400 nanómetros). Enquanto a radiação UVC é essencialmente bloqueada pela camada de ozono, na atmosfera superior, isso não acontece com os raios UVB e UVA. Por isso, estes dois tipos de raios ultravioletas podem ser perigosos para a saúde humana, causando grandes danos na pele, como eritemas e queimaduras solares, e cancros de pele a longo prazo.

Os protectores solares são uma das maneiras mais fáceis e eficazes de evitar os problemas na saúde provocados pelas radiações UVA e UVB. Idealmente, devem proteger a pele tanto dos UVA como UVB. E os UVC, tendo em conta que a camada de ozono não tem estado na sua melhor forma? “Este não é um parâmetro muito importante, porque estes raios são bloqueados pela camada de ozono na alta atmosfera. Quase não chegam aqui à superfície da Terra, por isso não é preciso os protectores solares terem efeito com raios UVC”, responde ao PÚBLICO Clara Piccirillo, cientista de materiais na Escola Superior de Biotecnologia do Porto e que está a trabalhar no desenvolvimento destes novos protectores solares.

O que foi feito então para que as espinhas de bacalhau tivessem capacidade de absorção da radiação ultravioleta? “Basicamente, modificámos a composição das espinhas, que foram deixadas numa solução de ferro. Com esse tratamento, o ferro entrou na estrutura das espinhas”, explica Clara Piccirillo. E é o ferro que lhes confere as propriedades de absorção dos raios ultravioletas.

“Depois, as espinhas foram aquecidas a temperaturas elevadas: a 700 graus Celsius. Desta maneira, foram eliminadas todas as partes orgânicas presentes nas espinhas e o que ficou foi a parte mineral”, continua Clara Piccirillo.

Restou então o principal material constituinte das espinhas em forma de pó: a hidroxiapatite, que é um fosfato de cálcio. Este pó castanho-avermelhado é, aliás, o principal componente dos ossos humanos e dos animais.

“A hidroxiapatite sozinha não é um produto que pode ser usado como filtro solar, porque não absorve a luz ultravioleta. Mas, introduzindo o ferro, há uma modificação na estrutura. Portanto, o material torna-se um protector solar”, explica a investigadora italiana, há cinco anos em Portugal. “Esse pó é o material-base e pode ser usado de muitas maneiras.”

Uma das maneiras é precisamente desenvolver um creme que funcione como protector solar. Numa primeira fase, este pó de hidroxiapatite foi testado sozinho, em laboratório, e os resultados foram positivos, segundo a investigadora. Posteriormente, o pó foi incorporado num creme e também submetido a testes em laboratório. Consoante a percentagem de pó introduzida, o creme adquiriu um tom mais ou menos castanho-avermelhado.

Mais tarde, o creme com 15% de pó foi testado em 20 pessoas sem problemas de saúde e de pele. Esses resultados foram publicados pela equipa na revistaJournal of Materials Chemistry B, no início de Julho. “Este material mostrou boa absorção a toda a gama de UV”, diz o artigo científico, acrescentando-se que “cremes criados com este material podem ser usados como um protector solar de largo espectro”. “O creme também é fotoestável e não causa irritação ou eritemas em contacto com a pele humana”, lê-se ainda.

Fonte: Público.

 

 

 

Portugal em conserva

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Cerca de 65% das 80 mil toneladas de peixe em conserva produzidas anualmente em Portugal são para exportação

Uma das indústrias nacionais mais antigas precisou de conquistar o mercado internacional para que os portugueses lhe dessem valor. Os resultados são visíveis: só no ano passado, a produção nacional de conservas cresceu 19% em quantidade e o consumo interno aumentou.O sector emprega agora mais de 3500 pessoas.

 

 

A Praia mais estranha do Mundo.

Esta praia está localizada perto da cidade de Llanes, no norte da Espanha … mas muitas pessoas não a conhecem. Ele oferece tudo o que uma praia incrível oferece: água cristalina, areia dourada e ainda tem ondas, mas ainda assim é chamada de a praia estranha no mundo.

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O que a torna tão estranha? Ela não tem mar!

As pessoas a chamam de a praia mais estranha do mundo. Não é difícil entender o por quê

 

As marés vêm e vão como em uma praia normal…

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O Golfo da Biscaia, no Mar Cantábrico, está ligado à praia através de túneis sob as falésias que foram criados pela erosão.

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A água salgada é cristalina.

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Parece ser o lugar perfeito para um piquenique.

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Apesar de estar escondida, a praia Gulpiyuri atrai muitos visitantes.

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Esta é a visão logo antes de  chegar à praia.

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Parece um local divertido para se visitar

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Pescador apanha raia e acaba por «virar parteira»

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Um jovem pescador apanhou uma raia mas acabou por ajudar ao nascimento de duas raias-bebé.

Calvin Conger, de Punta Gorda, na Florida, estava a pescar tubarões acompanhado da namorada e do pai quando apanhou uma raia.

«Eu ia cortar a raia para usá-la como isco quando percebi que algo estranho se passava», relatou.

O pai de Calvin acabou por ajudar ao nascimento das raias-bebé ao carregar suavemente no abdómen do peixe, saindo o primeiro bebé. Percebendo que continuava a haver movimento na barriga do peixe, repetiu a operação, provocando o nascimento da segunda raia.

O trio de pescadores acabou por devolver a família de raias ao mar.

Fonte: Diário Digital

Revelado o primeiro mapa global do lixo plástico nos Oceanos

O mapeamento dos resíduos à superfície do mares do Planeta é inédito. Mas os cientistas ainda sabem pouco sobre quanto plástico está realmente nos oceanos e o que lhe acontece.

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Há alguns anos que os cientistas apresentam dados preocupantes sobre a poluição marinha: seja a existência de partículas de plástico em áreas muito remotas do oceano, seja a descoberta de grandes acumulações de lixo.  A “Grande Ilha de Lixo do Pacífico” é talvez o fenómeno mais extremo, documentado e conhecido. Mas várias “sopas de plástico” ou praias onde dão à costa toneladas de detritos têm sido alvo de investigação. A situação global dos oceanos do Planeta Terra é que era desconhecida. Até agora.

O estudo “Detritos de plástico em oceano aberto “, liderado pelo biólogo marinho espanhol Andrés Cózar, mostra, pela primeira vez, a real distribuição das quantidades de lixo plástico marinho à superfície e foi publicado há menos de um mês na revista de divulgação científica Procedings , da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América.

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Foram identificadas milhões de partículas de plástico que flutuam e se acumulam à volta dos cinco grandes giros existentes nos oceanos mundiais (Atlântico Norte, Atlântico Sul, Oceano Índico, Pacífico Norte e Pacífico Sul), criados por correntes oceânicas circulares, que fazem os detritos ora concentrarem-se no seu centro ora serem expelidos e gravitarem nas zonas adjacentes.

É para estas áreas que convergem dezenas de milhares de toneladas de lixo plástico que se vai degradando e entrando na cadeia alimentar dos seres vivos marinhos, com consequências devastadoras. Estima-se que morram cerca de 1 milhão e quinhentos mil animais (de aves a peixes, tubarões, tartarugas, golfinhos e baleias) todos os anos, devido à ingestão de plástico.

Embora o mapa agora revelado mostre, pela primeira vez, a extensão do problema, os cientistas desconfiam que há muito mais plástico nos mares que aquele que foi identificado, só ainda não perceberam o que lhe acontece e quais as consequências que provoca.

“Não sabemos o que é que este plástico está a fazer. Está em algum lugar, na vida do oceano, nas profundezas, ou dividido em partículas finas indetetáveis por redes”, disse Andrés Cózar à revista National Geographic  (NG).

Uma das razões adiantadas por este professor na Universidade de Cádis para o facto de ter sido detectada menos concentração de partículas de plástico à superfície que a esperada – tendo em conta que a produção mundial deste material quadruplicou desde os anos 1980 – é que esses detritos minúsculos estejam a ser consumidos por pequenos peixes, que vivem na zona mesopelágica do oceano (entre os 200 e os 1.000 metros de profundidade abaixo da superfície).

Os peixes de profundidade média do Oceano Pacífico Norte ingerem, anualmente, entre 12 mil a 24 mil toneladas de plástico  – o que equivale a 480 milhões de garrafas de plástico de dois litros ou ao peso de 132 baleias azuis.

Que efeito tem este plástico na vida marinha de alta profundidade é que talvez nunca se venha a saber, como desabafou Cózar à NG: “Infelizmente a acumulação de plástico no fundo do oceano vai modificar esse ecossistema enigmático antes que possamos realmente conhecê-lo”.

Para construir o mapa agora revelado analisaram-se 3.070 amostras de água. Os dados foram recolhidos durante a expedição científica Malaspina 2010  (um projecto do Estado Espanhol que, durante nove meses, circumnavegou os mares do planeta, para estudar os efeitos do aquecimento global nos oceanos e a biodiversidade dos ecossistemas em águas profundas) a que se juntaram informações de outras campanhas que tinham recolhido material nas  regiões polares, no Pacífico Sul e no Atlântico Norte.
Fonte: Visão