Porto de Sines: Arrefecimento da economia chinesa abranda crescimento no Terminal XXI

João Franco, presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve, esteve presente, enquanto orador, numa mesa sobre Logística Portuária, no âmbito do 18.º Congresso da APLOG. Na sua intervenção, o máximo responsável do Porto alentejano admitiu que o abrandamento da economia chinesa vai ter efeitos nos resultados do terminal de contentores concessionado à PSA Sines.

Recorde-se que o Terminal XXI viu recentemente a sua capacidade aumentada de forma importante e a APS previa crescimentos significativos. Ora, o arrefecimento da economia chinesa estará agora a fazer-se sentir na movimentação no Terminal XXI, que até meados deste ano vinha acumulando crescimentos dentro do expectável. Agora, João Franco admite que o crescimento na movimentação de contentores este ano rondará “os 12%”, valor abaixo do que eram as previsões da entidade.

Saliente-se que o mercado do Extremo Oriente é um dos mercados mais significativos para o Terminal XXI, apesar de continuarem a ser os tráfegos com a América do Norte aqueles que são mais representativos na movimentação total de contentores em Sines.



Fonte: Cargo

Academia MSC: ENIDH e MSC querem traçar caminho de sucesso

Foi com um misto de entusiasmo e de expectativa que a nova Academia MSC, fruto de uma parceria entre a MSC Portugal e a Escola Náutica Infante D. Henrique (ENIDH), realizou a sua sessão de abertura, ontem.

Numa cerimónia que contou com a presença da Direcção da ENIDH – o presidente Luís Baptista e o vice-presidente Dores Costa surgiram acompanhados do impulsionador do Curso, Cruz Gonçalves -, com Carlos Vasconcelos (máximo responsável da MSC Portugal) e com Lídia Sequeira, especialista no sector marítimo-portuário que desempenhou, até há pouco tempo, o cargo de presidente da Administração do Porto de Sines, foi realizada uma primeira visita às instalações, localizadas no pólo da ENIDH, em Paço de Arcos.

A Academia MSC avança assim com a primeira edição do curso ‘Shipping and Logistics Management’, numa aproximação clara entre a actividade do shipping e o ensino superior. “Este curso complementará o ensino nesta escola”, referiu Carlos Vasconcelos, salientando a importância da “especialização no shipping e na logística”.

Tanto a MSC como a ENIDH manifestaram desejo de tornar este curso e a Academia MSC “uma referência”, desejando que esta seja apenas a primeira de várias edições. E Carlos Vasconcelos, em jeito de motivação aos alunos que marcaram presença, salientou que “quase metade da equipa da MSC passou pela ENIDH”. As saídas profissionais são, portanto, também elas aliciantes.  


Primeira edição do curso começa esta sexta-feira


O primeiro curso dirigido a quem queira ingressar numa carreira de navegação comercial e logística tem início já esta sexta-feira, numa aposta da MSC Portugal e da ENIDH em responder às necessidades do mercado de trabalho. 

O curso terá 320 horas, integrará o know-how de professores convidados por ambas as entidades, e terá como objectivo a promoção de uma formação adicional direccionada para o transporte contentorizado e para a logística, com uma forte componente prática (“on job training”), centrada na actividade do agente de navegação.

A primeira turma será constituída por 29 alunos que, no final do curso, ficarão capacitados com os conhecimentos teóricos essenciais ao exercício da maioria das funções existentes neste domínio de actividade. A atribuição de certificado de formação profissional também está contemplada.

Com o lançamento desta Academia, a MSC pretende criar uma bolsa de profissionais recrutáveis, não só para a MSC, como também para as restantes empresas do sector. 

Fonte: Cargo

Triple-E da Maersk engrossa frota de porta-contentores inactiva

A capacidade combinada da frota inactiva de porta-contentores aproxima-se rapidamente do milhão de TEU, o valor mais elevado desde a crise financeira mundial de 2008, sublinha a Alphaliner.

Entre os 263 navios (com um total de 934 700 TEU) parados por falta de trabalho, 23 são de 7 500 TEU ou mais e há mesmo entre eles um Triple-E de 18 000 TEU da Maersk Line.
Este mega-navio da companhia dinamarquesa estará inactivo nas próximas seis semanas devido aos cancelamentos de saídas no Ásia-Europa por parte da Aliança 2M (Maersk-MSC).
Ainda na semana passada, o grupo Maersk reviu em baixa o seu “outlook” para este ano (de 2,2 mil milhões para 1,6 mil milhões de dólares de lucros), pelo efeito combinado da quebra da procura e do nível dos fretes.
A imobilização de um porta-contentores de 18 000 TEU é sintomática da difícil situação da difícil situação que se vive no Ásia-Europa, com um excesso de capacidade e as tarifas em mínimos, segundo a Alphaliner.
Esta posição é corroborada pela consultora SeaIntel. “É um indicador da severidade dos desafios que a indústria tem em termos de sobrecapacidade, especialmente na rota Ásia-Europa, onde o crescimento negativo da procura foi sublinhado com a chegada da nova geração dos mega-navios porta-contentores. Caso a situação não mude, não será surpresa se houver mais períodos curtos de inactividade antes do pico do pré-Ano Novo Chinês”, afirmou, citado pelo “Splash 24/7”, o CEO da SeaIntel, Lars Jensen.
Fonte: T e N


CMA CGM reduz oferta entre Portugal e o West Africa



O EURAF5, da CMA CGM, que ligava semanalmente Portugal ao West Africa, é doravante quinzenal.
A alteração é referida pela consultora Dynamar na sua newsletter diária e a nova oferta já surge no site da CMA CGM. A rotação mantém-se, isto é: Lisboa, Leixões, Algeciras, Pointe Noire, Luanda, Lobito, Namibe, San Pedro, Algeciras e de novo Lisboa.Em resultado da redução da frequência, os navios alocados ao EURAF5 passam de cinco para três, com uma capacidade de transporte de cerca de 2 100 TEU. Curiosamente, um dos navios alinhados no serviço, o Jona, ostenta  pavilhão português, estando registado no MAR da Madeira.

Leixões torna-se líder nacional na carga Ro-Ro

O Porto de Leixões anunciou que tornou-se no líder nacional no tráfego roll-on/roll-off tendo registado até setembro um crescimento de 85 por cento, comparativamente com igual período do ano passado. Apesar de não divulgar os números que levaram a este crescimento, o Porto de Leixões, através do seu presidente, Emílio Brogueira Dias, revela que “o forte desenvolvimento no segmento ro-ro está associado à aposta da Cobelfret neste porto que, no início de outubro, arrancou com a terceira escala semanal para o Norte da Europa.”
Em termos globais, nos primeiros nove meses do ano, o Porto de Leixões obteve um crescimento de 4,1 por cento, tendo movimentado um total de 13,7 milhões de toneladas de mercadorias. 
Entre os meses de janeiro e setembro, a evolução foi positiva nos granéis líquidos (+7,1%), na carga fracionada (+11,9%), no ro-ro (+85%) e nos granéis sólidos (+14,8%). Por outro lado, e devido à redução significativa das exportações para Angola, verificou-se uma quebra na carga contentorizada (-8,7%). Também o movimento de contentores em dimensão (TEU) e em número registaram quebras de 6,2 por cento e 7,1 por cento, respetivamente.
Até ao momento, o Porto de Setúbal era líder no tráfego Ro-Ro, tendo movimentado nos primeiros nove meses do ano, comparativamente com o ano passado, um total de 114 mil veículos, o que significou um crescimento de 15 por cento. 

Fonte: Transportes em Revista

Pedro do Ó Ramos é o Novo Secretário de Estado do Mar.

Confirmada novamente a Assunção Cristas como Ministra com a tutela do Mar, faltava saber quem iria acompanhar na mesma tutela, mas enquanto Secretário de Estado. Pedro do Ó Ramos, Deputado pelo PSD, foi a escolha para esta área sensível. Natural de Santiago do Cacém, 41 anos e Deputado eleito pelo Distrito de Setúbal, um Distrito rico na Economia do Mar. Neste momento, falta saber até quando Pedro do Ó ocupará o cargo, visto a instabilidade política não definir ainda se será a Coligação PSD/CDS-PP a manter-se ou entrar em funções a Coligação PS/BE/PCP.

Este fato de banho limpa o oceano enquanto nada

Cientistas da Califórnia criaram uma “nanoesponja” que absorve a poluição da água.


Deixar um engenheiro projectar um fato de banho pode parecer estranho. Mas quando os cientistas e os designers se juntaram para criar o “Spongesuit”, em prol do ambiente, o assunto tornou-se mais importante. Surgiu assim o calção de banho que consegue limpar a água enquanto se nada. 

O calção é preenchido com um material à base de sacarose que repele a água, mas atrai os contaminantes nocivos. Os inventores deste material são marido e mulher e ganharam um concurso internacional de tecnologia para vestuário e foram reconhecidos na última semana em Roma, na “Maker Faire”, um evento dedicado ao desenvolvimento do território e das empresas, com vista a aumentar o bem-estar dos cidadãos.
“O material também pode ser cozido em roupas de mergulho, de modo a que os surfistas também possam ajudar a limpar o oceano, enquanto apanham ondas”, disse Mihri Ozkan, professor de engenharia eléctrica na Universidade da Califórnia, em Riverside.

Ozkan disse que tanto ela e o seu marido, o engenheiro de materiais Cengiz Ozkan, estão a trabalhar há quatro anos no desenvolvimento deste material. Revelaram ainda que originalmente a inspiração foi conceber uma nova forma de limpar petróleo dos oceanos. 
  
A superfície do fato de banho é feita de um plástico flexível impresso em 3-D. Contém um material à base de açúcar, que é chamado de esponja, que é poroso e pode absorver contaminantes até 25 vezes o seu peso. 
  
Quando a esponja está cheia, pode ser removida a partir do fato e aquecida até aos 1000 graus centígrados para liquefazer o material. Depois, os contaminantes são removidos, e o resto é reciclado para uma nova esponja. 
 
 “O material da esponja é feito de açúcar, e é  ambientalmente seguro. Qualquer contaminante recolhido pela esponja vai ser preso dentro da arquitectura da esponja nanoporous, e nada vai tocar na pele do utilizador”
 
  
O produto pesa cerca de 50 gramas e é tão fino quanto um fio de cabelo. Os Ozkans esperam que o fato seja produzido em larga escala porque os materiais custam apenas 13 cêntimos por grama.
“Temos como objectivo um futuro onde todos, com qualquer roupa de natação, possam contribuir para a limpeza dos mares através de uma actividade desportiva ou simplesmente com um passeio de férias de verão”

O material foi testado em laboratório e os criadores estão à procura de parceiros para comercializar a tecnologia.
“Fizemos repetidos testes ao material esponjoso, e temos vídeos que mostram a nossa esponja a limpar da água contaminantes como óleo, disse Cengiz Ozkan.

Os Ozkans sonham com o dia em que as pessoas possam deixar os seus fatos de banho numa loja de limpeza a seco. É sinal de que já estarão a fazer algo mais pelo planeta.

Fonte: TVI24

Comer e dançar no fundo do Oceano

O Subsix era um restaurante apenas aberto ao almoço. Agora também é discoteca. Mas isso talvez seja o menos importante. Porque aqui a localização é que conta: fica no fundo do Oceano Índico.

Gostava de jantar, de beber um copo e dançar a ver o fundo do mar? Então o Subsix no resort Niyama Per Aquum nas Maldivas é o local ideal para si.
É que este restaurante, recentemente remodelado para se tornar numa discoteca durante a noite, situa-se a 20 pés de profundidade no Oceano Índico. O espaço em semi-círculo, é composto por um vidro que possibilita ver as mais 90 espécies marinhas que habitam no coral aí presente. E toda a sua decoração remete para a vida submarina na região.
Como conta o Daily Mail, para se chegar ao local é preciso apanhar um barco. Isto porque o restaurante/discoteca é uma pequena ilha no meio do oceano.
Anteriormente apenas aberto para almoços, o restaurante foi cuidadosamente remodelado, estando agora disponível para casamentos, passeios guiados por biólogos marinhos, provas de vinhos e para dar dançar a seguir ao jantar.
Fonte: Observador


China planeia transportar mercadorias via Oceano Árctico

Segunda maior economia do mundo quer aproveitar aquecimento global para explorar novas rotas comerciais.

O gigante estatal, que em 2010 ganhou a concessão de dois terminais de contentores do porto grego de Pireu, já enviou embarcações antes, por duas vezes, segundo revelou a imprensa oficial.

A União Europeia é o principal destino das exportações chinesas e navegar via Árctico, em substituição do Oceano Indico, poderia reduzir o tempo de transporte em nove dias, assinalou a mesma fonte.

Na segunda-feira, a agência noticiosa chinesa Xinhua citou especialistas e funcionários chineses que referem a potencial rota como uma “hidrovia de ouro”, para o comércio.

A COSCO emitiu esta terça-feira um comunicado assinalando que irá “continuar a promover a normalização das operações na Passagem Nordeste no Árctico”.

No início deste mês, um navio da empresa completou uma viagem de 55 dias entre a China e Europa, através daquela via, assinalou a Xinhua.

Fonte: Público