Jason Polakow: O 1º windsurfista a enfrentar as ondas gigantes da Nazaré

A Meca europeia das ondas gigantes acaba de ser pela 1ª vez conquistada por um atleta de Windsurf – vertente Funboard: o australiano Jason Polakow.


A Meca europeia das ondas gigantes acaba de ser pela primeira vez conquistada por um atleta de Windsurf – vertente Funboard. O australiano Jason Polakow fez história ao surfar as montanhas de água da Praia do Norte, na Nazaré.

Aos 44 anos, o windsurfista de ondas gigantes, por duas vezes Campeão do Mundo de Prancha à Vela, encontrou um novo desafio: surfar os 13 metros (43 pés) desta desafiante localização da costa atlântica.
Jason Polakow preparou esta aventura durante um ano, estudando e observando o spot português, reunindo finalmente as condições ideais – com destaque para a equipa de segurança – para avançar para uma das maiores ondas do planeta.
As condições apresentaram-se favoráveis, permitindo finalmente a conquista da onda da Praia do Norte.
“Já surfei praticamente todas as ondas gigantes à volta do Mundo e devo confessar que para mim a da Nazaré foi a mais difícil e exigente. As ondas aparecem de várias direcções ao mesmo tempo, tornando extremamente difícil a tarefa de avaliar e estar em segurança. A segurança na água foi a minha principal preocupação, estive por isso acompanhado por surfistas experientes como o Andrew Cotton [Reino Unido] e o Hugo Vau [Portugal] que estiveram a cuidar de mim, e ainda o Jorge Leal – conhecido como Jesus – a comunicar com a equipa de segurança na água, isso foi determinante para me sentir confiante”.
“Esta sessão foi um excelente ponto de partida para mim na Nazaré, uma vez que consegui apanhar algumas ondas enormes. Passei momentos difíceis e cheios de adrenalina e por isso estou certo que vivi aqui um dos momentos altos da minha carreira”.
Jason Polakow afirmou-se como o melhor especialista australiano de Windsurf com apenas 18 anos. Em 1990 conseguiu inclusivamente bater a lenda do windsurf Robby Naish, que competia em casa no Maui World Cup Grand Slam. Depois de dois títulos mundiais, o atleta de Prancha à Vela deixou de se dedicar exclusivamente à competição. Nos últimos dez anos tem-se dedicado a procurar e surfar as maiores ondas do planeta.
Situada na confluência de um profundo canhão submarino que afunila as ondas gigantes do atlântico norte para a costa, a Nazaré é todos os anos o ponto de encontro da elite do surf de ondas gigantes. As ondas podem chegar a uma altura de 100 pés, o que corresponde à altura de um prédio de 10 andares. Polakow é o primeiro atleta do mundo a conquistar esta onda com uma prancha à vela.
Entretanto, o australiano já estabeleceu um novo objectivo: bater o recorde não oficial da sua modalidade, cerca de 60 pés, na famosa localização de ‘Jaws’, em Maui (Havai).
“Durante muito tempo pensei que Jaws era a referência do windsurf de ondas gigantes, mas a Nazaré tem certamente um lugar quando falamos de produzir as maiores ondas do planeta”, afirmou Polakow.
“O meu objectivo é voltar cá com um swell gigante. Estou convicto de que podemos bater esse recorde do mundo mesmo aqui na Praia do Norte, numa próxima oportunidade”, acrescentou.
Biografia de Jason Polakow
Jason Polakow nasceu a 10 de Novembro de 1971, em Torquay (Austrália), e é um dos atletas Red Bull na modalidade de windsurf. Apesar de hoje em dia ser uma lenda pelas suas manobras na água, onde alcançou o feito único de se sagrar duas vezes Campeão do Mundo e atingir em dose dupla o topo do ranking do PWA, iniciou-se em terra, em cima das motos, conquistando o título australiano de Motocrosse Júnior.
Aos 18 anos decidiu optar pelo windsurf, tornando-se um atleta de topo na Austrália. Foi apenas uma questão de tempo até chegar igualmente ao topo do panorama internacional, onde é conhecido como um dos melhores de todos os tempos.
Uma curiosidade sobre Jason? É considerado o pai do windsurf moderno, ao ter substituído as tradicionais pranchas assimétricas pelas suas próprias pranchas simétricas, criando assim a sua própria marca – JP Australia – reconhecida por ser uma marca com equipamento tecnicamente avançado e de alta qualidade.
Fonte: Multidesportos




OE2016: Aquacultores propõem redução de IVA para ostras

A Associação Portuguesa de Aquacultura defende a redução do IVA das ostras de 23% para 6%, como o dos restantes bivalves, e vai propor que a medida seja contemplada na proposta de Orçamento do Estado para 2016.


Segundo o secretário-geral da Associação Portuguesa de Aquacultura, Fernando Gonçalves, que vai ser ouvido hoje na comissão parlamentar de Agricultura e Mar, o facto de o IVA das ostras se manter na taxa máxima está a “estrangular” o desenvolvimento do sector em Portugal.
“Não conseguimos ter maternidades cá. Os produtores preferem ir buscar [as ostras] a França porque sai mais barato e achamos que o IVA deve baixar para os 6% como o dos restantes bivalves e peixes”, disse à Lusa.
Fernando Gonçalves espera também “sensibilizar os deputados” para a necessidade de criar um apoio para os produtores de ostras que sofreram uma elevada mortalidade no final do ano passado, sobretudo no Algarve, e que pode passar por linhas de crédito bonificado “para ajudar a recuperar a produção”.
Outra das reivindicações é equiparar o sector da aquacultura ao da pesca no que diz respeito à isenção de IVA na aquisição de equipamentos e embarcações.
Fernando Gonçalves defende que esta medida não teria um impacto directo no Orçamento do Estado para este ano (OE2016), mas permitiria aliviar a tesouraria das empresas.
Os aquacultores querem ainda que os terrenos usados nesta actividade, sejam sujeitos ao IMI aplicado aos prédios rústicos, e não urbanos, tal como acontece com os terrenos agrícolas.

Sobreviveram 41 dias à deriva no mar a comer cocos


Viagem não deveria ter passado de um curto passeio, mas a avaria no motor da embarcação deu início a um pesadelo de quase seis semanas. Três dos passageiros morreram.

8 de Setembro do ano passado, cinco pessoas partiram da costa da Papua Nova Guiné numa embarcação modesta, para uma curta viagem entre a ilha onde viviam, Fissoa, e a ilha vizinha de Simberi. Mas aquilo que poderia ter-se resumido a um passeio agradável acabou por se transformar num pesadelo a que só sobreviveram dois dos cinco passageiros.
Rickson Masol, de 32 anos, e Chris Pagan, de 49, são os sortudos desta história: foram os únicos que resistiram às consequências de uma avaria no motor da embarcação onde o grupo seguia, o que implicou um desvio de cerca de 966 quilómetros da rota prevista. Sem motor, a embarcação ficou entregue às correntes e andou à deriva durante 41 dias. Sem poder fazer comunicações, a dupla sobreviveu bebendo a água da chuva que caía e comendo cocos que iam chegando trazidos pelas ondas.
Os outros três passageiros, entre os quais se incluía uma mulher grávida, acabaram por falecer em circunstâncias que ainda não foram apuradas. Mas Masol e Pagan sobreviveram e acabaram por conseguir chegar à Micronésia, vizinha da Papua Nova Guiné.
Surpreendentemente, após seis semanas a fazerem uma alimentação exclusivamente composta por cocos e água da chuva, os dois homens chegaram à Micronésia “de boa saúde”, relata o “The Telegraph”, citando um relatório da Organização Internacional da Migração (OMI). “Estamos tão felizes por estar em casa”, disse Masol ao chegar a Port Moresby, capital do seu país, esta quarta-feira. “Estar perdido no mar foi aterrorizador mas estamos a ser muito bem tratados desde que chegámos”.
Embora pareça uma história de filme, este não é caso único. Há muitos casos de cidadãos daquele país que vão parar à Micronésia por motivos semelhantes, embora nem todos tenham tanta sorte como estes dois sobreviventes. “Há certamente muitos outros casos que nunca chegamos a descobrir nestas ilhas e mares remotos”, diz George Gigauri, da OMI, citado pelo “The Telegraph”.
Desde 2007, a organização já ajudou a repatriar 19 cidadãos da Papua Nova Guiné que chegaram às costas da Micronésia. No entanto, o processo é demorado – já na Micronésia, Masol e Pagan demoraram quase tanto tempo a chegar a casa como aquele em que andaram perdidos depois do motor da embarcação ter falhado.

Fonte: Expresso

Possível recorde mundial de pesca é alvo de críticas

Tubarão capturado pesa algo como 625 kg. Uns aplaudem a captura, outros criticam-na.



Há precisamente uma semana, a página do Facebook Offshore Fishing NSW publicou a fotografia de uma captura candidata a recorde mundial. Trata-se de um trio de pescadores que conseguiu ‘sacar’ do mar um tubarão que pesa algo como 625,5 kg.

O feito aconteceu na região australiana de Nova Gales do Sul. Um dia depois da publicação inicial, a fotografia do momento contava com mais de quatro mil partilhas. No entanto, os comentários dividiram-se.
Conta o The Telegraph que, entre os mais de quatro mil comentários feitos à imagem, cerca de metade aplaude o feito, enquanto a outra metade critica-o, defendendo que um animal deste porte é digno de permanecer no seu habitat, ou seja, no oceano.
Há, contudo, quem surja em defesa dos pescadores. “O tipo de pessoas que reclama pela captura de animais como este são as mesmas pessoas que iriam pedir para os matar caso fosse atacada por eles”, escreve o utilizador Bem Shallcross.
A discussão está aberta e a polémica instalada. O Telegraph chegou até a elaborar uma votação online sobre o assunto. A grande maioria (73%) defende que o tubarão não devia ter sido retirado das águas do oceanos. 

Caravelas portuguesas avistadas na praia do Guincho


O maior número de avistamentos na costa continental pode
estar associado às alterações climáticas
Duas caravelas portuguesas foram avistadas na praia do
Guincho – uma foi encontrada no areal na segunda-feira e a outra tinha sido
vista a 11 de Janeiro. A informação é avançada pelo Instituto Português do Mar
e da Atmosfera (IPMA), que salienta que esta é uma das poucas ocorrências
registadas para Fevereiro na Península Ibérica e alerta para o risco do
contacto com estes organismos.
As caravelas portuguesas (Physalia physalis) são
frequentemente confundidas com medusas (ou alforrecas) devido ao seu aspecto
gelatinoso, mas têm longos tentáculos que libertam um veneno forte, quando em
contacto com outros organismos. As toxinas causam reacções cutâneas e dor
intensa, mesmo quando os organismos já se encontram mortos, pelo que o IPMA
aconselha a manter a distância.

Fonte: DN

Museu é construído a 15 m de profundidade no Mar

Esculturas representando moradores de ilha espanhola foram expostas no fundo do Atlântico; só é possível vê-las com fatos de mergulho.



Cerca de 300 estátuas foram colocadas a 15 metros de profundidade em Lanzarote, uma das ilhas Canárias. 
O novo museu da cidade conta com obras do artista britânico Jason DeCaires.
Ele fez esculturas dos moradores de Lanzarote em suas actividades diárias.
As estátuas são feitas de concreto que não prejudica o meio ambiente e devem durar 300 anos.
Veja o vídeo:
Fonte: BBC

Vitor Caldeirinha: Não há falta de Estratégia Nacional para os Portos

Para o Presidente da Associação dos Portos de Portugal, Vitor Caldeirinha, não falta uma Estratégia Nacional para os Portos, o que é necessário é prosseguir e intensificar a estratégia dos últimos 10 /15 anos, que tem sido muito positiva.


Na transcrição que fizemos do Debate sobre o Estudo da Concorrência, referimos que defendia a continuidade em detrimento da inovação uma vez os nossos portos não serem líderes nem desafiadores. O termos «inovação» estava aplicado em sentido lato mas estando hoje tão colado à inovação tecnológica, presta-se, de facto, a equívoco. Quer expor melhor a sua ideia?
O que defendo é alguma continuidade no prazo das concessionárias para criarem laços com as redes logísticas e o recurso a soluções das melhores práticas de portos no mundo, em vez de copiar outros sectores e ou entrar em experimentalismos (inovações arriscadas desadequadas e não testadas em portos).

No mesmo Debate, elencou uma série de princípios que afirmou importantes no desenvolvimento do sector portuários, quer destacar aqueles que considera, de facto, os mais determinantes?

A questão das economias de escala e da eficiência, muito importantes nos portos.
A questão da análise, caso a caso, pelas autoridades portuárias, sem soluções gerais chave na mão.
A proximidade local de administrações portuárias autónomas em coopetição entre si.

 Como é que vê o enquadramento dos nossos portos em termos de um mercado europeu mais vasto e mesmo, eventualmente, em termos mundiais?

Destaco o papel de Sines nesse enquadramento mundial da nossa economia. Muito relevante. Os restantes são portos locais ou regionais de ligação Atlântica e Europeia.
Até onde é que entende poder chegar o hinterland dos nossos portos?
Pode chegar a Madrid ou mesmo à Península ibérica toda. Será já muito bom. A França ou Alemanha parece difícil, pois nem Barcelona quase chega a França, nem Le Havre ou Marselha chegam à Alemanha.
Mas o nosso foreland regional pode chegar de forma mais frequente e intensa com a JUL (Janela Única Logística) à Europa e África em competição forte com a rodovia.
Como Presidente da Associação dos Portos de Portugal, quais os três principais factores que considera mais determinantes alterar tendo em vista um aumento da sua competitividade?
 Criar concessões livres sem obrigações de serviço público como fizeram no ano passado no Brasil, permitindo, por exemplo, os terminais dedicados a linhas.
Não limitar os prazos de concessão a não ser ao retorno do investimento.
Criar uma zona franca portuária pelo menos como a de Barcelona.

Como é que vê a integração dos nossos portos no Corredor Atlântico e na Rede Transeuropeia de Transportes?

 Essencialmente através da JUL, da ferrovia com regras e especificações técnicas harmonizadas e de parcerias com plataformas logísticas no hinterland.
O que pensa da política e respectiva estratégia europeia para os portos? O que gostaria de ver alterado?
Maior autonomia às Administrações Portuárias, mas maior transparência de contas e indicadores estatísticos e maior investimento europeu nos portos da coesão e de proximidade como pólos de desenvolvimento, em vez de apenas nos core.

Quais deveriam ser, em seu entender, as linhas gerais de uma estratégia nacional portuária?

Prosseguir e intensificar a estratégia dos últimos 10 /15 anos, que foi muito positiva.


Para liderar Economia do Mar, Portugal deve apostar na formação e na Marinha

Um especialista em economia do mar defendeu que Portugal tem de aumentar o número de alunos nos cursos relacionados com actividades marítimas, apostar na construção naval e reforçar as horas de navegação da Marinha, se pretende liderar o sector.

“Não se tem notado um grande crescimento, por exemplo, de alunos que entram em cursos ligados ao mar”, os dados sobre a construção naval “demonstram uma redução” da actividade e, “se há menos marinheiros da Marinha Portuguesa no mar e a tendência é continuar, teremos menos pessoas preparadas para a salvaguarda da vida humana e para as actividades de segurança no mar”, disse à agência Lusa Miguel Marques, sócio da consultora PricewaterhouseCoopers (PwC).
O responsável pela área da economia do mar da consultora falava a propósito da apresentação, em Lisboa, do LEME Portugal Barómetro PwC da Economia do Mar, trabalho da área da responsabilidade social da PwC que vai na 6.ª edição e reúne dados estatísticos de várias entidades sobre a evolução daquela área.
Os números do projecto LEME revelam que “há claramente áreas muito positivas de crescimento” na economia do mar, tendo em conta a crise, pelo que esta “é uma boa notícia”, mas também demonstram que “há áreas de preocupação”, resumiu o especialista.
Entre as preocupações está a formação marítima em que “não se tem notado um grande crescimento, por exemplo, de alunos que entram em cursos ligados ao mar”, o que “pode impactar no ritmo do desenvolvimento da economia do mar”.
“Só com pessoas bem preparadas, bem treinadas, é que a economia do mar pode crescer”, referiu Miguel Marques.
Os dados do estudo revelam que o acumulado de estudantes a entrar na primeira fase do acesso ao ensino superior naqueles cursos tem sido relativamente estável e, para Miguel Marques, “se Portugal quer ser líder em termos de economia do mar, este indicador terá de subir”.
“Temos monitorizado as horas de missão no mar, de navegação da Marinha Portuguesa e, ao longo do tempo, têm decrescido, logo, se há menos marinheiros e se a tendência continuar, teremos menos pessoas preparadas para a salvaguarda da vida humana para as actividades de segurança no mar”, frisou.
Assim, “a médio e longo prazo, esta tendência não pode continuar a descer, se queremos ser líderes da economia do mar”, concluiu Miguel Marques.
Por outro lado, os profissionais têm de contar com bons equipamentos e “isso leva-nos às embarcações, à construção naval”, pois “sem equipamento pesado para estar no mar não é possível aproveitar da melhor forma a economia do mar”.
A informação sobre a actividade na construção naval aponta para uma redução, enquanto na manutenção e reparação naval, “a indústria portuguesa tem dado resposta, tem empresas que estão bem economicamente”, segundo o especialista da PwC.
O responsável lembrou que o cuidado crescente com o ambiente pode levar ao aumento da construção de novas embarcações sustentáveis, o que pode ajudar o sector no futuro.
O LEME também traz “boas notícias” e, apesar da crise económica, “a exportação da indústria de conservas tem aumentado muito”, tal como a exportação de peixe transformado, a actividade dos cruzeiros, em alta desde 2008, e o volume de carga nos portos.
O sócio português da PwC defendeu que “são crescimentos a dois dígitos, de 20 a 30%, o que é bastante elevado, principalmente em períodos de crise”.
Também o registo internacional de navios português, sediado na Madeira, tem “crescido exponencialmente”, o que, não tendo ainda “impacto económico visível, é uma porta que se abre”, acrescentou.

EA // SO
Lusa/Fim

Lisnave reparou 107 navios de 19 países em 2015

Grécia, Singapura e Alemanha foram os países com mais navios reparados nos estaleiros navais da Mitrena no ano passado. A Lisnave reparou mais navios e para mais clientes.



A Lisnave efectuou em 2015 a reparação/manutenção de 107 navios, pertencentes a 56 clientes diferentes, provenientes de 19 países, divulgou a empresa numa nota sobre a sua actividade no ano passado.

Números que revelam um aumento quer relativamente aos navios reparados quer de clientes. Segundo os dados da actividade da Lisnave em 2014, a empresa reparou nesse ano 92 navios, de 52 clientes, oriundos de 21 países.

De acordo com a empresa, Grécia, Singapura e Alemanha continuam a liderar o quadro dos países com mais navios reparados nos seus estaleiros navais no último ano, “sendo 33 navios da Grécia, 20 navios de Singapura e 11 navios provenientes da Alemanha”.

A Lisnave destaca também Itália e Inglaterra, que repararam nove navios cada, e ainda o Japão, que confiou cinco navios aos seus serviços.

Na mesma nota, a Lisnave adianta que o grupo Teekay Marine voltou a ser a empresa de destaque no número total de navios docados na Mitrena, em Setúbal, com 11 navios, seguida da Tsakos Columbia Shipmanagement, com oito, a italiana Grimaldi Group, com sete navios, e a Navigator Gas e a Entreprises Ship and Trading, com cinco navios cada.

A Lisnave salienta a manutenção do seu segmento tradicional de actividade na reparação de petroleiros, com um total de 61 navios reparados em 2015, acrescentando que no ano passado registou também um aumento das reparações de outros tipos de navios. Como refere, foram reparados 14 porta-contentores, 13 navios graneleiros, 7 navios ro-ro e seis LPG (navios de transporte de gás de petróleo liquefeito).

 

No ano 2000, o grupo José de Mello vendeu a Lisnave, pelo preço simbólico de um dólar, a dois quadros da empresa. Os estaleiros da Margueira, em Almada, foram desactivados e a nova Lisnave concentrou-se na Mitrena, em Setúbal.


Fonte: Sábado 

Em 2050, os oceanos poderão ter mais plástico do que peixe

É uma previsão preocupante. Em 2050, a quantidade de lixo nos oceanos poderá superar a quantidade de peixes, assegura um relatório produzido pela Fundação EllenMacArthur e divulgado pelo Fórum Económico Mundial nesta terça-feira.
Por ano, oito milhões de toneladas de plástico vão parar aos oceanos — é como se, a cada minuto, um camião do lixo deitasse toda a sua carga no oceano, explica o relatório. No entanto, a tendência é para piorar: em 2030, esse número terá crescido para o equivalente a dois camiões do lixo por minuto, e quatro em 2050.
O relatório identifica a causa do problema: os sistemas de filtragem falham na recolha de 32% dos plásticos, que acabam por ir parar aos oceanos e aos restantes ecossistemas naturais.

EMPRESAS DEVEM REUTILIZAR EMBALAGENS

O relatório adianta também que a esmagadora maioria do plástico produzido — 95% — é deitado ao lixo logo após a primeira utilização, o que faz disparar a quantidade de plástico desperdiçado.
Um quarto do plástico que vai parar aos oceanos é utilizado em embalagens. Por isso, a proposta da Fundação Ellen MacArthur assenta precisamente em aumentar a importância da reciclagem e obrigar as empresas que vendem produtos envoltos em plástico a reutilizar o material. O estudo conclui que apenas 14% das embalagens feitas de plástico são recicladas.

Fonte: Expresso