Ministra do Mar promove exploração marítima na Noruega

A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou estar confiante de que Portugal tem condições para captar investimento estrangeiro para a exploração sustentável e duradoura dos recursos do mar.
À margem da Convenção Biomarine, a decorrer na Noruega, Ana Paula Vitorino aproveitou para anunciar um programa de incentivos ao investimento com um conjunto de medidas destinadas a simplificar e potenciar o investimento privado.
A ministra sublinha que estas medidas de simplificação e apoio financeiro “tratam-se de um incentivo e não de um substituto do papel do sector privado que necessita de ter condições para investir mas precisa também de assumir os riscos de investimentos que devem ter um grande potencial de rentabilidade”.
Durante a convenção Biomarine, a ministra teve várias reuniões bilaterais com Ministros da Noruega, do Canadá e da Argentina onde foram discutidas áreas prioritárias de actuação para cada um dos países, que deverão ser em breve formalizadas.
Ana Paula Vitorino esteve também reunida com várias empresas norueguesas dos sectores da agricultura e bioeconomia marinha para apresentar as novas oportunidades de investimento nos domínios da produção e das novas soluções tecnológicas em Portugal.

O fundo do Mar esconde os diamantes mais valiosos do mundo

O fundo do mar esconde muitos tesouros mas talvez o maior de todos tenha sido descoberto pelo grupo De Beers, ao longo da costa da Namíbia, em África. Os diamantes mais valiosos do mundo.


A maior empresa de diamantes do mundo, a De Beers, está a investir milhões de dólares na Debmarine Namibia, uma operação de mineração marinha de diamantes, ao longo da costa de África. É caso para dizer “diamonds are the De Beers best friends“.
A uma dúzia de milhas ao largo da extremidade sudoeste da costa atlântica de África, uma máquina de vácuo de 285 toneladas opera a 120 metros pés abaixo do nível do mar, para encontrar e extrair os diamantes mais valiosos do mundo do fundo do oceano.

A máquina de 9 milhões de euros faz parte de uma operação única de mineração marinha de diamantes, designada Debmarine Namibia. Trata-se de uma aventura conjunta entre a De Beers, uma unidade da Anglo American e o governo da Namíbia. A mina marinha emergiu como um veículo raro de receitas nos mercados de matérias-primas, que estão a definhar nos dias de hoje.
A remota e ‘secreta’ operação, descoberta pelo The Wall Street Journal, só é acessível a partir de uma viagem, de 30 minutos, de helicóptero desde Oranjemund, uma cidade construída para os trabalhadores da indústria de mineração de diamantes e para as suas famílias, na zona de Sperrgebiet — “Forbidden Area” — onde uma vez se extraiu uma pá cheia de diamantes das dunas.
A Anglo American, outra empresa de mineração, está a cortar custos, descarregando a maioria dos seus activos e despedindo mais de metade dos seus funcionários. Mas a De Beers está a investir na cada vez mais lucrativa operação marítima de mineração, que está a render alguns diamantes da melhor qualidade do mundo. Operações como a Debmarine destacam como o iminente encerramento das minas mais antigas e a iminente escassez de diamantes estão a forçar os mineiros a explorar novas tecnologias e reservas.
Não metemos o pé no acelerador de qualquer investimento”, afirma BruceCleaver, o chefe-executivo da De Beers.
Para a expansão submarina, o grupo conta ainda o navio SS Nujoma, no valor de 166 milhões de dólares, mandado fazer para a operação, que chegou à Cidade do Cabo, a partir da Noruega, em Agosto. De Beers diz que o barco irá praticamente duplicar o número de pedras preciosas descobertas por dia, no fundo do mar.
Como há pouca perturbação, a De Beers diz que o impacto ambiental é pequeno comparado com a mineração em terra.
Não transformamos quilómetros e quilómetros de área no mar. Os nossos fundos marinhos recuperam — não é uma destruição total” disse Jan Nel, gerente de operações da Debmarine. “Nós não usamos químicos e devolvemos todos os materiais, excepto os diamantes”.
Mas muitos questionam a prática e os seus efeitos sobre um ecossistema relativamente inexplorado. “Não há muito conhecimento sobre o impacto destas técnicas” argumenta Emily Jeffers, advogada do Center for Biological Diversity.
Sabemos mais sobre a superfície da lua do que sobre o fundo do oceano”, diz Jeffers.
Os navios da Debmarine empregam tecnologia de muitas indústrias diferentes — desde a perfuração de petróleo até à conservação de fruta — para criar um sistema único de exploração mineira marinha de diamantes. A bordo dos navios seguem máquinas de recuperação de diamantes, que moem as rochas, do fundo do mar, com esferas de aço. Para cada 180 toneladas moídas, é quase recuperada uma mão-cheia de diamantes.
Na sala de recuperação de alta segurança — onde os diamantes e outras pedras passam por máquinas de raios X — os funcionários têm de passar um cartão e a sua impressão digital pelo leitor, para conseguirem entrar e são rigorosamente revistados à saída.
Os diamantes são finalmente colocados num recipiente selado, semelhante a uma lata de sopa, e guardados num cofre. Um helicóptero, algumas vezes por semana, leva os diamantes para Windhoek, a capital da Namíbia, para analisar a sua pureza e classificá-los.
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Até agora, as operações da De Beers na Namíbia minaram cerca de 16 milhões de quilates no mar e cerca de 6 milhões na terra. A Debmarina acredita que no mar, existe pelo menos a mesma quantidade de diamantes já extraída da terra.
Debmarine tem uma licença de mineração exclusiva para perto de 2.300 milhas quadradas de área offshore e tem explorado menos de 3% dessa área. O grupo acredita que pelo menos um quarto da área tem diamantes, o que deve levar cerca de 50 anos a extrair, disse Jan Nel.
Fonte: Observador


Pepinos-do-Mar da Ria Formosa quase na extinção.

A Investigadora Mercedes Gonzalez-Wanguemert do Centro do Ciências do Mar da Universidade do Algarve ainda tem dificuldade em acreditar nos últimos dados: em menos de dois anos, desapareceram três quartos da população de pepinos-do–mar em vários pontos da Ria Formosa, sobretudo a espécieHolothuria arguinensis. Na Armona, onde a densidade era 120 indivíduos por hectare, restam agora menos de 30.
Na Barrinha de Faro, não só diminuiu a população, como o que resta são animais pequenos, pois todos os reprodutores de maior porte foram alvos de uma razia.
«Há quem diga que, se calhar, estão a mudar as condições naturais e, por isso, não há tanta densidade. Não é verdade. Estamos constantemente a monitorizar a Ria Formosa e não vimos grandes alterações a nível ambiental que justifiquem o desaparecimento rápido dos pepinos- -do-mar. O que estamos a ver é cada vez mais gente a apanhá-los. Isso sim, está a mudar», aponta a cientista ao «barlavento». Desde 2014 que Mercedes Gonzalez-Wanguemert, alerta para um vazio legal.
«Há um regulamento de 2010 que inclui três espécies de holotúrias, mas nenhuma é a que está na Ria Formosa. Duas estão a grande profundidade, só são capturadas no arrasto. E a terceira tem baixo valor comercial». Sendo que para esta zona húmida, «não temos legislação específica.
O regulamento do Parque Natural permite que sejam apanhados até dois quilos por pessoa por dia», exceto nas zonas da Armona e Tavira, onde, por ironia, «se verifica a maior perda de biomassa».
Mercedes lembra que destes animais «depende a qualidade da água e dos sedimentos, pois estão sempre a limpar os fundos. Os juvenis estão na cadeia alimentar de muitas espécies de peixes. E servem também de alimento às estrelas do mar».
Redes ilegais pagam bem Mercedes Gonzalez-Wanguemert não tem dúvidas que existe uma rede de recetadores. «A maior parte do processamento ilegal que conhecemos é em Olhão. Há uma pequena máfia oriental que paga entre 1 a 1,50 euros por cada pepino-do-mar. Numa maré, é fácil apanhar até 80 indivíduos», diz.
«Falo com os mariscadores e eles perguntam-me: sabes quanto tempo tenho de trabalhar nas ostras, ou apanhar lingueirão, para ganhar 80 euros em menos de uma hora?». «Só em 2016, a Polícia Marítima apreendeu mais de 600 quilos. Ora estima-se que as autoridades só conseguem apanhar entre cinco a 10 por cento do total das pescas ilegais.
Neste momento está a haver uma razia e já não é apenas na Ria Formosa. Estamos a ver isto acontecer em Albufeira, Sagres, Olhos de Água», avisa a cientista. O lucro é fácil e rápido, sobretudo para os receptores.
«Hoje na China, vendem-se pepinos-do-mar secos a 300/400 euros por quilo. Os de maior qualidade chegam aos 5000 dólares por quilo, em seco», estima. «Um indivíduo adulto pesa, em fresco, no mínimo, 500 gramas. Mesmo com uma perda de 80 a 90 por cento do peso em água no processo de secagem, ainda dá uma margem de lucro confortável».
Contudo, Mercedes desconfia que não é apenas a apanha manual que está a fazer os estragos. «As mudanças de densidade são tão brutais ao longo da Ria Formosa que têm de ser consequência de uma pesca mais industrial» com recurso a mergulhadores.
Herança genética em risco 

«Não quero ser pessimista, mas se continuamos assim e se nada for feito, caminhamos para a extinção na Ria Formosa. Estas espécies são denso dependentes para a reprodução. Precisam de altas densidades de reprodutores para terem êxito reprodutivo e gerar juvenis», explica esta investigadora contratada pelo programa IFCT da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.


«Fizemos estudos e a diversidade genética da Holothuria arguinensis na Ria Formosa é brutal» diz, quando comparada com outras populações. «Isto significa que têm uma capacidade muito grande nos genes para serem melhores, pesarem mais e crescerem mais rápido», com grande potencial para a aquacultura. O Centro do Ramalhete, neste momento, é um refúgio e uma salvaguarda deste património genético autóctone. Ali vivem em cativeiro vários reprodutores nativos da Ria Formosa para investigação científica.
«O ICNF cedeu-nos algumas parcelas no exterior, pois a partir de certa fase do desenvolvimento, os pepinos–do-mar precisam de espaço para crescerem. O problema é que não podemos pôr indivíduos fora do Centro, porque serão roubados», lamenta.
Repovoar é possível Mercedes garante que vai levar o problema a Lisboa à Secretaria de Estado das Pescas. «Vamos apresentar todos os dados actuais e explicar que a situação é muito grave. Achamos que de tem ser feita uma avaliação oficial do stocks da Holothuria arguinensis» ao longo de toda a Ria, e de todo o Algarve», defende.
Com a biotecnologia ao nível da reprodução que tem vindo a ser desenvolvida no Centro do Ramalhete desde 2014, pela professora Mercedes Wangüemert e o seu estudante de doutoramento Jorge Domínguez, seria possível fazer um restocking na natureza. «A capacidade de criar indivíduos é infinita. Há fêmeas que têm até 9 milhões de ovos. E todos são fecundados», explica.
Seria uma acção a longo prazo, dadas as taxas actuais de crescimento em cativeiro. «A aquacultura não é uma solução para a sobrepesca. Mas pode ser uma medida para reverter a situação e repor as populações naturais da Ria Formosa», considera. Para esta cientista, «é preciso legislar. A Ria tem recursos incríveis e devia estar mais protegida».
Potencial económico Em 2014 a equipa de Mercedes Gonzalez-Wanguemert conseguiu com sucesso a reprodução induzida de holotúrias no CCMAR da Universidade do Algarve. Neste momento, conta com financiamento da FCT para o projeto CUMARSUR. E também é apoiada por fundos privados da empresa espanhola «Sayanes Mar», com interesses no mercado chinês e japonês (para onde exporta polvo e peixe) e aquaculturas de camarão, no Panamá.
«Estamos a optimizar todo o processo de produção de Holothuria arguinensis numa perspectiva comercial, para a produção empresarial», a instalar numa zona de marisma parecida à Ria Formosa. O progresso é tal que os juvenis nascidos em Setembro de 2015 no Centro do Ramalhete já estão maiores que os pioneiros nascidos em 2014. Está também em estudo a reprodução induzida e manutenção de juvenis de outra espécie de interesse comercial e presente na Ria, Holothuria mammata.
«Temos dietas para melhorar o seu crescimento, mas são naturais, com algas e ervas marinhas. E estudamos tratamentos naturais das suas doenças de forma a não introduzir antibióticos no meio ambiente» frequente nas aquaculturas de peixe. «Estamos ainda a colaborar com um consórcio que quer fazer a cultura de holotúrias em Angola. Hoje, quase todo o investimento está a ser canalizado para a água doce, mas há fundos internacionais disponíveis para projectos com espécies do mar», explica. A cientista refere ainda a «colaboração com várias empresas portuguesas para a avaliação do uso de holotúrias em co-cultura com ostras e algas». Em termos financeiros «não tem nada a ver os custos de produção da aquacultura de peixe, é muito mais barato, e consegue-se ter uma maior rentabilidade maior».

Repovoar hoje cavalos marinhos na Ria seria 

«libertar animais para serem mortos»

Jorge Palma investiga os cavalos marinhos da Ria Formosa, as espécies Hippocampus hippocampus (focinho curto) e o H. guttulatus (focinho longo), desde 2007, no âmbito de um pós-doutoramento financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
«Na altura, começámos a tentar reproduzi-los em cativeiro. Havia algumas informações, mas nada de relevante em termos científicos». Uma tarefa que se mostrou complicada no início, pois foram necessários mais de dois anos para conseguir o primeiro caso de sobrevivência.

«Ultrapassadas as barreiras, temos tido gerações consecutivas», explicou o investigador ao «barlavento», no Centro do Ramalhete, uma infraestrutura da Universidade do Algarve gerida pelo Centro de Ciências do Mar do Algarve. Seguiu-se um trabalho de campo «em ambiente natural, para perceber o acentuado decréscimo das populações que se verificou, desde 2000. Identificámos algumas causas, que passam sempre pelo impacte humano, quer através da destruição de habitats, quer da pesca ilegal que agora ainda mais se verifica», apontou ao «barlavento».


«Os cavalos marinhos têm cauda preênsil e agarram-se a qualquer coisa. Apenas se movimentam para alimentação ou reprodução. Por isso, se o coberto vegetal for destruído, eles ficam sem abrigo».
«Temos tido relatos de pesca ilegal na Ria Formosa. Chegou ao nosso conhecimento a captura de milhares de indivíduos e isso tem um impacto brutal. Não temos dados concretos, mas em mergulhos recentes, temos dificuldade em encontrar cavalos marinhos, em locais onde ainda havia algumas populações estáveis», apontou.
«As pessoas matam, secam e envernizam os cavalos marinhos, porque acham que dá um bibelot muito engraçado. São peixes ósseos que secam com facilidade e não apodrecem. Hoje, tal como os pepinos-do-mar, os receptores não são nacionais e exportam-nos ilegalmente para outros mercados, sobretudo os asiáticos».
À semelhança do que acontece com as holotúrias, sendo já possível reproduzir os cavalos marinhos em laboratório, a solução para a Ria Formosa poderia ser o repovoamento? «Haveria ferramentas. Apesar de serem criados em cativeiro, os nossos animais são tratados com alimento natural e têm a capacidade de sobreviver lá fora. Mas isso só deve ser feito em condições controladas. Ou seja, quando os impactes negativos forem anulados. Neste momento, em que existe captura ilegal e destruição de habitats, repovoar seria apenas libertar animais para serem mortos», concluiu Jorge Palma.
Fonte: Barlavento

Exportação de algas cresce 326% e faz parte do “Mar de Oportunidades”

Um “Mar de Oportunidades” e a economia do mar vão ser discutidos, no dia 13 de Outubro, no Terminal de Cruzeiros de Matosinhos. Um dos temas de destaque da conferência vai ser a exportação das algas que em Portugal que cresceu 326% no ano transacto. Serão ainda abordadas as potencialidades e os cuidados a ter nesta indústria.
A exportação de algas registou um aumento 326% em Portugal em 2015. Segundo os dados divulgados ao Jornal de Notícias pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no ano de 2014 foram vendidas aos países estrangeiros 235 toneladas e no ano anterior registaram-se mil toneladas de algas comercializadas.
Em 2014, a exportação de algas provenientes de Portugal permitiu uma facturação de 908 mil euros e, em 2015, os valores cresceram exponencialmente para 2,35 milhões de euros.
As importações de algas em Portugal diminuíram 70%, descendo as vendas das 222 toneladas, em 2014, para 69 toneladas, no ano passado.
A conferência “Mar de Oportunidades”, que no dia 13 de Outubro decorre no Terminal de Cruzeiros, vai discutir este crescimento e inseri-lo na temática da economia do mar.
O “Mar de Oportunidades” levado a cabo pela Câmara Municipal de Matosinhos vai reflectir sobre a necessidade do sector das algas atingir todo o potencial, sem, no entanto, prejudicar o ecossistema.

Fonte: Porto Canal

Festival Mar Adentro regressa.



O festival Mar Adentro regressa este ano com novo fôlego, agora com dois dias, a 14 e 15 de Outubro, reunindo um conjunto de chefs de luxo no Vista Restaurante, situado no Bela Vista Hotel & Spa (Praia da Rocha), para criar a partir do que o mar lhes der.
Cozinhar ao sabor da maré e dos caprichos do mar: é este o desafio aos chefs participantes do Mar Adentro, que são convidados a criar pratos novos, de raiz.
E é o mar quem decide o que eles vão cozinhar. “Só saberemos um dia antes o que o mar nos trouxe para trabalhar e, a partir daí, iremos desenvolver os nossos pratos, podendo ter que usar peixes mais ou menos nobres, mas sempre com o  intuito de nos ‘obrigar’ a criar algo do zero”, explica João Oliveira, anfitrião do evento e chef executivo do Vista.
A ideia de João Oliveira é quebrar as rotinas e os processos criativos dos colegas assim como convidá-los a abandonarem os ingredientes e sabores que lhes são mais familiares: “propus-lhes o desafio de cozinharem de forma espontânea, mais criativa e de improviso, pois esse é também o prazer puro e duro de cozinhar, de que nem sempre podemos desfrutar devido à pressão inerente ao nosso trabalho”.  Mas a regra é válida também para ele, o anfitrião.
Mais uma vez, o grande cúmplice do festival é Pedro Bastos, da Nutrifresco, que habitualmente traz à mesa o melhor dos oceanos, já que este é um evento em que se mergulha na sustentabilidade e em que é o mar que decide o Menu.
Na primeira noite, o jantar será acompanhado de champanhe Henri Giraud, e, na segunda noite, com vinhos biológicos nacionais e internacionais. Os sommeliers de serviço são Miguel Martins, residente do Vista, e António Lopes, do Hotel Conrad Algarve.
E quem são os corajosos capazes de aceitar este desafio sem temer as marés, nesta edição do Mar Adentro?

Na primeira noite, a 14 de Outubro, os chefs responsáveis pelos jantares serão Alexandre Silva (do LOCO, em Lisboa), Rui Silvestre (do Bon Bon no Carvoeiro, com 1* Michelin), João Rodrigues (do Feitoria, em Lisboa, 1* Michelin), e Arnaldo Azevedo (do Palco, no Porto).
Na noite de sábado, dia 15, passam pelo Vista os chefs Miguel Rocha Vieira (da Fortaleza do Guincho, em Cascais, 1* Michelin), Leonel Pereira (do São Gabriel, em Almancil, 1* Michelin), e Carlos Fernandes (chefe de pastelaria do Loco). Nas duas noites, a jogar em casa, estarão o chef João Oliveira e a equipa do Vista, que também porão a mão na massa… e em outros ingredientes.
Cada jantar custa 150 euros por pessoa, com água, vinhos e café incluídos, e é exclusivo para 30 pessoas por noite, com início previsto para as 19h30.
Esta é mais uma oportunidade única para provar a que sabe a nova gastronomia nacional: estarão reunidos alguns dos mais jovens, criativos e talentosos chefs portugueses, com o mar como pano de fundo, a dar uma nova vida aos sabores da nossa costa, sem ensaios e prontos para abraçarem o desfio.
Entretanto, e porque os nossos cozinheiros também merecem ser mimados, Manuel Maldonado, o chef do projeto Ostraria, é o convidado especial para um almoço igualmente especial, no sábado, exclusivo para as equipas e imprensa presente. E o que é que vamos comer? Tudo o que a Ria de Alvor nos der.
Para reservas e mais informações, por favor contactar: +351 282 460 280 ou restaurante@hotel-belavista.com

China deseja construir o 2º Terminal de Contentores de Sines.

A intenção de construir um segundo terminal de contentores em Sines não é nova.  E até foi um outro governo socialista a ter essa intenção. António Costa na China será o primeiro passo para lançar o projecto de vez? 
Na visita oficial de António Costa à China, foi assinado um memorando de entendimento entre o Haitong Bank China Development Bank (CDB) e o AICEP para tentar atrair investidores chineses para investirem em Sines. O acordo assinado pelas três partes, que inclui o Presidente do AICEP Miguel Frasquilho e o líder do Haitong Bank, José Maria Ricciardi prevê a atracção de empresas industriais e de logística para Sines, sendo que o CDB e o Haitong comprometem-se na promoção do projecto de Sines junto da sua base de clientes asiáticos, em particular clientes chineses, que pretendem expandir a sua actividade para a Europa, no quadro da política de internacionalização da economia chinesa. Por outro o AICEP promete dar informação sobre oportunidades de investimento e a avaliar novos projectos com vista ao investimento por parte desses mesmos clientes.
Qual o verdadeiro interesse deste memorando?
Faz parte do novo plano de internacionalização da China. O objectivo é fazer chegar a Sines através de porta-contentores produtos chineses semi-acabados, fazer terminar a produção em Portugal ou outro parceiro europeu e conseguir a certificação “Made In UE”.
E como se chega ao Terminal 2 em Sines?
A implementação de um novo terminal de contentores irá depender muito de futuros investimentos. Certo é que ainda há espaço e infraestruturas para corresponder a esses investimentos e interesse. Parece sobretudo,  que ao dar a oportunidade, através deste memorando de entendimento para projectar a ZILS ( Zona Industrial e Logística de Sines ), mete o consórcio Haitong/CDB na pole position para o avanço do Terminal 2. Mas tal só irá acontecer de facto, se este memorando de entendimento funcionar quase na perfeição.

Investigadores testam banda larga no mar dos Açores

Uma equipa de técnicos do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) concluiu hoje, com “sucesso”, um conjunto de testes com banda larga no mar dos Açores.

A operação, designada por “BLUECOM+”, é um projecto que visa tornar possível aceder à Internet em zonas remotas do oceano, a mais de 100 quilómetros da costa, em banda larga e com baixo custo, utilizando tecnologias como o Wi-Fi e o 4G.

“Foi um sucesso. Conseguimos demonstrar capacidade de banda larga verdadeiramente, com uma vídeo-chamada por Skype entre uma pessoa na embarcação e uma pessoa que estava em terra”, sublinhou Rui Campos, investigador do INESC TEC, durante uma saída para o mar junto à costa sul da ilha do Faial.
Segundo explicou, o conceito utilizado nestes testes é semelhante ao dos routers sem fios que existem na maioria das habitações no nosso país, para acesso ao Wi-Fi, que neste caso, permite a ligação entre um “hot spot” instalado numa embarcação, por exemplo, e a ligação de banda larga existente em terra.
Segundo Rui Campos, o desafio agora reside em “evoluir para a banda larga ainda superior” à que actualmente é disponibilizada por estes equipamentos, reconhecendo que o ambiente marinho ainda coloca algumas dificuldades na evolução das novas tecnologias.
O projecto “BLUECOM+” tem como parceiros o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e a empresa norueguesa MARLO AS, e pretende facilitar as tarefas de monitorização ambiental, pescas, investigação científica, náutica de recreio e o transporte marítimo.
“Há uma enorme potencialidade desta tecnologia para vários usos, desde logo para os pescadores poderem relatar as suas capturas em tempo real, sem terem de fazer comunicações por satélite ou outro tipo de comunicação”, exemplificou o secretário regional da Ciência e Tecnologia.
Fausto Brito e Abreu lembrou que a investigação científica que se faz no mar da região, sobretudo através do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores, será também beneficiada com esta nova tecnologia.
Segundo o governante, o conceito deste projecto baseia-se na utilização de balões de hélio ancorados, por exemplo, em bóias, embarcações ou parques eólicos, permitindo formar uma rede voadora emalhada de banda larga a operar nas bandas de frequência libertadas pela televisão analógica.
O projecto em causa será implementado a longo prazo, prevendo-se que só dentro de cinco anos, aproximadamente, é que todo o arquipélago tenha uma cobertura integral em banda larga no mar dos Açores.

Do mar ao prato

Que se pode esperar quando biólogos, chef”s e um ilustrador científico resolvem abraçar um projecto inovador e reunir em livro, com criatividade, o resultado de um profundo trabalho de investigação?



O resultado só pode ser aliciante: “Do mar ao prato – biologia, ilustração, gastronomia” -, apresentado na fortaleza de Peniche, pelo Instituto Politécnico de Leiria/Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (IPL/ESTM) é uma ode aos recursos do mar.
A obra, com 130 páginas de cuidado e apelativo grafismo e com a mais-valia da ilustração científica, alerta para a crescente necessidade da sustentabilidade ambiental e dá forte contributo para a sensibilização dos consumidores, estimulando e promovendo o consumo responsável dos recursos marinhos.
O exaustivo trabalho de levantamento de 14 espécies, dá ao leitor a possibilidade de ficar a saber quase tudo sobre 11 peixes, dois crustáceos e um molusco, desde o perfil nutricional ao habit/comportamento, evolução, medidas ao estatuto de conservação.
Esta abordagem inovadora, que articula ciência e arte, contempla ainda a divulgação da cozinha tradicional da região, cujo receituário tradicional, objeto de criteriosa recolha, é promovido de modo exemplar e particularmente apelativo.
A gastronomia é um fator dinamizador da economia local e regional e promove o fluxo turístico, o que amplia a importância da inclusão de tão saboroso capítulo neste trabalho marcado pelo rigor.
Percebes das Berlengas; raia de molhinho; a famosa caldeirada à moda de Peniche, verdadeiro ex libris gastronómico da região oeste; sequinho de robalo ou lagosta suada são alguns das receitas apresentadas, de modo singular, e acompanhadas de notícia histórica.
Em paralelo, a contemporaneidade está presente em propostas mais ousadas: percebes na concha; carapaça de lagosta recheada; enrolado de raia com frutos da terra; robalo marinado com aromas da Berlenga ou cavala de escabeche, batata-doce, azeitona e cebola roxa são alguns pratos que realçam, com modernidade, a grande qualidade e frescura dos produtos do nosso mar.
Obra inovadora, rica em conteúdo e aliciante aspecto gráfico sedutor, “Do mar ao prato – biologia, ilustração e gastronomia” é da autoria de Sérgio Leandro, Pedro Salgado, Paulo Maranhão, Catarina Barraca, Catarina Correia, Patrícia Borges, docentes e investigadores do Politécnico de Leiria, e António Alexandre, chefexecutivo do Lisboa Marriott.
Foto: António Francisco Fonte: TSF


Portugal é campeão nas mercadorias comercializadas por mar

É o país da União Europeia em que os bens transaccionados internacionalmente por via marítima têm o maior valor e bem acima da média Europeia. A seguir estão Chipre, Grécia e Espanha.


Mar. Neste campeonato ganha Portugal. É o país da União Europeia em que os bens comercializados internacionalmente por via marítima têm o maior valor (81%), bem acima da média europeia de 51%.
Os dados do Eurostat conhecidos agora são relativos a 2015. Nesse ano, o comércio internacional de bens por via marítima, em Portugal, representava então 81% do valor das trocas, o que coloca o país no cimo da tabela.
Portugal 81%
Chipre 80%
Grécia 77%
Espanha 74%
Malta 67%
Itália 61%
Finlândia 60%
Os bens que chegam a Portugal por via marítima representam 83% do valor total das importações (na UE são 53%) e os que saem pesam 79% das exportações (48,1% a nível europeu).

Os principais portos europeus

Eis a lista, com base na tonelagem:
Roterdão (Holanda) 422 milhões de toneladas de bens  11% do total da UE
Antuérpia (Bélgica) 180 milhões 5% 
Hamburgo (Alemanha) 126 milhões  3%
Amesterdão (Holanda) 97 milhões  3%
Algeciras (Espanha) 76 milhões  2%
Marselha (França) 74 milhões 2% 
O transporte marítimo desempenha um papel essencial no comércio internacional de bens da União Europeia. O valor do comércio de bens transportados por mar com países fora da UE foi estimado em cerca de  1,777 mil milhões de euros no ano passado.
Os dados foram divulgados no âmbito do Dia Mundial do Mar, que se assinala na quinta-feira sob o tema “Os transportes marítimos: indispensáveis para o mundo”.
Fonte: TVi24

“Mar de Sines” considerado “melhor filme etnográfico” no Brasil

Documentário, realizado por Diogo Vilhena, é um projecto municipal dedicado aos pescadores do concelho da Costa Alentejana, onde são reveladas com detalhes as dificuldades locais.



O documentário “Mar de Sines”, dedicado aos pescadores do concelho da Costa Alentejana, um projecto municipal com realização de Diogo Vilhena, venceu o prémio de “Melhor Filme Etnográfico”, no Festival Internacional do Filme Etnográfico do Recife, no Brasil.
O filme retrata com grande sensibilidade, com belas fotografias e rigor técnico as transformações sociais e económicas de uma comunidade portuguesa, a cidade de Sines”, pode ler-se no site oficial do festival, em que foram divulgadas as produções vencedoras, entre as dezasseis seleccionadas de mais de 60 filmes candidatados de vários países.
Em “Mar de Sines” são reveladas “com detalhes as dificuldades dos pescadores locais, através da riqueza dos seus depoimentos”, escrevem ainda os promotores do festival, que decorreu entre terça e sexta-feira, em Recife, no Brasil.
O filme já foi seleccionado em alguns festivais, mas este é o primeiro prémio que recebe”, disse, em declarações à agência Lusa Diogo Vilhena, que se estreou nas longas-metragens com este documentário.
Para o realizador, que ficou “comovido” com a distinção, o galardão representa “um carimbo de qualidade”, ainda com mais significado por ser numa “categoria especializada em etnografia”.
O propósito do filme foi sempre registar o retrato de uma última geração que existe ligada ao mar e que vive o mar de uma forma tradicional, nunca foi um projecto assumidamente etnográfico, no entanto é bom ter esse reconhecimento porque percebe-se que os fundamentos são os mesmos”, destacou.
Com produção e assistência de realização de António Campos e banda sonora original de Charlie Mancini, com a participação de músicos da região, o filme reúne “testemunhos de três gerações de pescadores” que fazem “uma pesca baseada nas artes tradicionais e no respeito pelos recursos”.
“Mar de Sines”, uma longa-metragem de 71 minutos, que resultou de mais de 100 entrevistas e de 250 horas de gravações e envolveu mais de duas mil pessoas nos processos de rodagem e de pós-produção, é um projecto do município de Sines, que representou um investimento de 41,4 mil euros, cofinanciado em 75% pelo Programa Operacional Pesca 2007-2013 (PROMAR).
Foram ainda premiados no Festival do Filme Etnográfico do Recife como “Melhor Documentário” o filme “Baile para Matar Saudades” e, distinguidos com “Menções Honrosas do Júri”, os filmes “Tempo do Dashicô” e “Aquamazônida”, sendo ainda considerado o “Melhor Filme Júri Popular” a curta-metragem “Mulheres (es)pelhos”, todos produções brasileiras.
Em Portugal, “Mar de Sines” vai ser exibido em Évora, a 30 de Setembro, na primeira edição do “Heritales: Heritage International Film Festival”, promovido no âmbito da celebração dos 30 anos da classificação da cidade como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO.
Em Outubro, o filme participa no Festival Internacional de Cinema Etnográfico (CINANTROP), que decorre na Ásia e em Portugal, e será ainda exibido no Ekofilm, na República Checa.