7º Iate mais caro do Mundo esteve em Sines.

Depois do «Radiant», foi agora a vez do «Yas». Primeiro, o 7º mais caro iate do mundo, avaliado em 258 milhões de euros, agora o 6º mais caro, que deverá rondar os 300 milhões de euros. Ambos passaram pelas águas alentejana nos últimos dias, tendo estado atracados no largo da baía comercial do Porto de Sines.
O «Radiant», com 365 pés de comprimento (cerca de 110 metros, o comprimento de um campo de futebol) e com 19 de largura máxima, tem heliporto, armas sónicas e jactos de água capazes de afundar qualquer embarcação que se aproxime.
Antes de chegar a Sines, esteve fundeado no porto de Portimão, proveniente de Ibiza. Acomoda 16 passageiros, servidos por uma tripulação de 44 pessoas.
Pertenceu a Boris Berezovsky, o milionário russo encontrado morto em 2013, que antes o vendeu ao actual proprietário, Abdulla Al Futtaim, o 4º mais rico dos Emirados Árabes Unidos.
Abdulla Al Futtaim ocupa ainda a posição número 549 no ranking dos mais ricos do mundo e a sua fortuna está avaliada em mais de 2,8 mil milhões de euros, segundo a revista Forbes. A sua fortuna provém de negócios de distribuição das marcas de automóveis Toyota e Honda nos Emirados Árabes Unidos, assim como franchisings do Ikea, Toys ‘R’ Us, entre outros.
Quanto ao «Yas», é propriedade do xeque Hamdan bin Zayed Al Nikh al Nahyan, quarto filho do falecido emir do Abu Dabi e fundador dos Emirados Árabes Unidos. É meio irmão do actual emir. Já foi ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros dos EAU. O iate deve ter sido baptizado com o nome do seu filho Yas bin Zayed Al Nahyan.
O «Yas» tem 141 metros de comprimento (463 pés) e foi entregue ao seu dono em 2013. Foi construído nos estaleiros de Abu Dabi, usando como base o casco de uma antiga fragata da marinha real holandesa. Tem acomodações para 60 passageiros, com uma tripulação de 56 pessoas.
O seu casco foi combinado com uma estrutura de vidro, o que lhe dá um aspecto muito futurista. Está equipado com heliporto, spa, zona de lazer, entre muitas outras comodidades.

Reserva Mundial de Surf da Ericeira tem centro interpretativo digital

A Ericeria tem visto a sua comunidade alterada desde 2011, altura em que foi declarada a primeira Reserva Mundial de Surf na Europa. O turismo sofreu um ‘boom’, a oferta de camas e hostels explodiu, assim como despertou a realização de surf camps para surfistas e aspirantes de todo o mundo, sobretudo dos países do norte da Europa.
Para explicar toda esta temática e as condições excepcionais da Ericeira para a prática da modalidade, dispersas em sete ‘spots’ (Pedra Branca, Reef, Ribeira d’Ilhas, Cave, Crazy Left, Coxos e São Lourenço) lançou um centro interpretativo que está instalado num dos edifícios mais emblemáticos do centro da vila outrora piscatória, e agora tão surfista.
O espaço não é megalómano, mas chega para albergar um conjunto alargado de ecrãs tactéis que nos vão guiando em explicações detalhadas, como o caso de uma maquete em que através da técnica de videomapping que as ondas não são iguais em todas as praias.  Além dos oceanos, também a riqueza ambiental e a importância desta vila do concelho de Mafra para história do surf, e os nomes dos filhos da terra como Joana Rocha e Tiago ‘Saca’ Pires. Desde 1977 que se realizam campeonatos de surf na mais emblemática das praias, Ribeira de Ilhas, conhecida pelo fantástico por do sol, além das míticas ondas que tantos atraem. Todas estas informações são completadas e complementadas por sete Ipads numa experiência interactiva e digital.
A inauguração aconteceu em Junho e resultou da colaboração da Câmara Municipal de Mafra em conjunto com mais de 20 criativos da Experimentadesign. Entre ondas e marés, há ainda espaço para o Surf Café, que dá a conhecer os ricos produtos da região saloia: pão de Mafra, queijo fresco, limão e pera-rocha.
Centro de Interpretação da Reserva Mundial de Surf da Ericeira > Pç. da República, 17, Ericeira > T. 261 863 122 > seg-dom 10h-20h (jul-ago), até às 19h (jun, set), até às 18h (out-mai) > grátis

Tubarão-galha-branca-oceânico pescado sem trégua

Quando o documentário Morte Branca em Água Azul estreou nos cinemas, em 1971, as imagens de tubarões-brancos investindo contra as gaiolas dos mergulhadores tiveram um impacto estrondoso. Mas, hoje, a parte que mais se destaca é a cena dos galha-branca-oceânicos destroçando uma carcaça de baleia no litoral da África do Sul.
As imagens são impressionantes por dois motivos: primeiro, porque os mergulhadores abandonam a segurança das gaiolas na primeira vez em que alguém arriscava essa técnica de filmagem em meio a tubarões ocupados em alimentar-se. E, depois, por ser uma cena que, talvez, jamais pudesse ser reproduzida. “Nem dava para contar de tantos que eram”, comenta Valerie Taylor, que fazia parte da equipa. “E isso nunca mais vai acontecer de novo – não nesta geração. Talvez noutra, mas duvido muito.”
Houve uma época em que se achava que os galha-branca-oceânicos estavam entre as mais numerosas espécies de tubarões pelágicos (que vivem em mar aberto) do planeta. Um conceituado livro publicado em 1969, The Natural History of Sharks, chegava até a dizer, a respeito dos galha-branca, que eram “possivelmente o mais abundante animal de grande porte – ou seja, aqueles pesando mais de 45 quilos – na face da Terra”. Antes conhecidos por assediar naufrágios e barcos de pesca, agora estão quase desaparecidos devido à pesca comercial e à demanda por barbatanas – os galha-branca, ao mesmo tempo, foram objecto de raros estudos científicos e receberam ainda menos atenção das pessoas em geral. “Em termos globais, aniquilamos por completo a espécie”, afirma Demian Chapman, um dos poucos cientistas especializados nesses tubarões. “E, no entanto, quando menciono ‘galha-branca-oceânico’, muita gente não tem a menor ideia do peixe a que estou me referindo.”

Se assistiu ao filme Tubarão, então sabe algo a respeito deles. É também provável que tenha sido a principal espécie que atormentou a tripulação do USS Indianapolis depois que esse navio americano foi afundado por um submarino japonês, no fim da Segunda Guerra Mundial – um episódio conhecido das gerações mais jovens pelo dramático monólogo do fictício capitão Quint, em Tubarão, relatando a sua experiência como sobrevivente do naufrágio. “Mil e cem homens foram ao mar, 316 conseguiram sobreviver. E os tubarões cuidaram dos restantes.”
Há, contudo, um problema no relato de Quint: ainda que os factos estejam mais ou menos correctos, a vivência da tripulação é apresentada de um modo equivocado. De uma coisa não há dúvida: dos quase 1 200 tripulantes a bordo do Indianapolis, cerca de 900 abandonaram o navio, e a maioria deles pereceu em meio a sofrimentos infernais nos cinco dias seguintes. Apenas 317 sobreviveram. Havia tubarões por ali – muitos, na verdade –, e eles realizaram ataques horrendos.
No entanto, quando se perguntou a Cleatus Lebow, de 92 anos – um texano de fala mansa e que estava no Indy –, o que havia sido mais difícil durante o tempo em que passou na água, ele respondeu, antes mesmo que eu concluísse a pergunta: “A sede. Eu faria qualquer coisa por um gole de agua”. E os tubarões? “Vez por outra dava para ver que nadavam ao redor, mas não incomodavam.” Outro sobrevivente, Lyle Umenhoffer, de 92 anos, contou que “tinha de ficar atento quando os tubarões se aproximavam e, se chegassem muito perto, era preciso afastá-los com pontapés. Mas não lembro de ter sentido medo deles – tinha outras preocupações”. (Umenhoffer faleceu pouco depois de conceder o seu depoimento.)
É preciso recordar que, no momento em que foram resgatados, os sobreviventes do Indy estavam dispersos por uma área superior a 250 quilómetros quadrados, e, por isso, as experiências de uns e outros foram muito variadas. E também cabe dizer aqui que talvez os mortos contassem outras histórias. Porém, nenhum dos homens com quem conversei numa reunião de sobreviventes no verão passado – 14 dos 31 tripulantes remanescentes estavam presentes – colocaria os tubarões no topo da sua lista de temores durante aquela provação. Tecnicamente, Quint tinha razão ao afirmar que os tubarões “cuidaram dos restantes” – ou seja, daqueles que não conseguiram sair da água –, mas a maioria desses homens morreu, na verdade, de outras causas: ferimentos, hipotermia, afogamento, desidratação e ingestão de água salgada. “Vi poucos serem mortos por tubarões”, conta o sobrevivente Dick Thelen, de 89 anos. Como lembrou um dos presentes à reunião, “Quint nem sequer menciona de passagem a sensação de sede”.
Contar direito essa história é importante, pois a descrição dos tubarões-galha-branca-oceânicos como sendo matadores vorazes – e, portanto, uma espécie passível de ser eliminada – pode ter acarretado consequências ruinosas. Em terra, já se sabe o que acontece quando são removidos os predadores dominantes: uma bagunça ecológica. (Na África, por exemplo, a redução nas populações de leões e leopardos levou a um aumento tanto de babuínos como dos parasitas que carregam nos intestinos, os quais, por sua vez, passaram a infectar mais os seres humanos.) Que efeito o sumiço quase total dos galha-branca tem naqueles ecossistemas oceânicos em que antes eram tão presentes? Não fazemos a menor ideia. Nada. Tão incipientes são as pesquisas já realizadas sobre a espécie que até mesmo a tentativa de entender como se deu o seu declínio – deixando de lado o modo como esse declínio afecta outras espécies – mais parece a tentativa de solucionar um quebra-cabeça sem que esteja disponível a maioria das peças. E, se atribuirmos erroneamente a esses tubarões o papel de vilão, provavelmente não vamos nos sentir muito motivados em encontrar essas peças ausentes. Se o naufrágio do Indianapolis ocorresse hoje, os sobreviventes quase certamente não seriam atormentados na água por bandos de galha-branca-oceânicos – e isso, na verdade, não seria uma boa notícia.
JACQUES COUSTEAU, O PIONEIRO do mergulho autónomo, certa vez referiu-se ao galha-branca como sendo “o mais perigoso dos tubarões”, mas mergulhadores acostumados a lidar com esses peixes tendem a adoptar uma opinião mais suave. Stan Waterman, outro membro da expedição do Morte Branca em Água Azul, conta que parte do que tornou excepcional o mergulho deles foi que lhes permitiu ver como os galha-branca se comportavam de facto – em contraste com o que imaginavam. “Foi uma aprendizagem”, conta, “pois não sabíamos bem o que ia acontecer assim que saíssemos das gaiolas de protecção.” E acabaram comprovando o relato feito pelos sobreviventes do Indianapolis: os galha-branca- oceânicos não temem se aproximar e tocarcom os focinhos, mas não é provável que ataquem – pelo menos nas ocasiões em que há abundância de outros alimentos na água. “Fomos examinados de perto centenas de vezes”, conta Valerie Taylor, “mas aí decidiam que não valíamos a pena e iam embora.”
Medindo de 2,5 a 4 metros quando adulto, o galha-branca-oceânico é, sem dúvida, grande o suficiente para ser perigoso, além de ser atrevido e persistente. As áreas de mar aberto são uma espécie de deserto ecológico, e os galha-branca são adaptados para gastar o mínimo de energia possível ao explorar o oceano, e o máximo de tempo necessário ao investigar os animais que encontram e que talvez sejam boas fontes de nutrientes. Por isso, deslizam pela água com as compridas barbatanas peitorais que mais parecem asas e, quando encontram um alimento em potencial – um náufrago, uma baleia morta, um cardume de atuns –, eles aproximam-se e fazem uma verificação completa. Se for a única opção alimentar ao redor, é um tubarão muito perigoso. Caso contrário, provavelmente vai ser o encontro mais assustador da sua vida. E só.
Na década de 1950, estudiosos de áreas de pesca no Golfo do México ficaram surpreendidos ao abrir estômago de mais que um exemplar do galha-branca e ali encontrar atuns pesando de 2,5 a 4,5 quilos.Noutra ocasião, esses investigadores avistaram, na superfície do mar, um grupo numeroso de tubarões nadando de boca aberta no meio de um cardume de atuns – eles não são velozes o bastante para perseguir os atuns de pequeno porte. “Não se notava nenhuma tentativa por parte dos tubarões de perseguir ou capturar algum peixe entre as centenas ali existentes”, relataram. “Os galha-branca ficavam apenas à espera e prontos para engolir os atuns que nadassem para dentro das suas bocas.”
A grande ironia é que os investigadores que registaram o espectáculo estavam ajudando a preparar o caminho para a extinção desses tubarões. “Eles foram para lá a fim de descobrir que tipo de pesca comercial poderia ser explorado em águas territoriais americanas”, comenta a ecologista marinha Júlia Baum, que comparou os dados da década de 1950 com os mais recentes a respeito da quantidade de atum pescadol. “E não sabiam se poderiam instalar áreas de pesca viáveis devido ao facto de haver tantos tubarões, devorando os atuns presos nos anzóis e ficando eles próprios presos nas linhas”, diz ela.
Os pescadores então apresentaram duas soluções: ou abater os tubarões a tiros, antes que chegassem aos atuns nos anzóis, ou lançar linhas de pescas separadas para os tubarões, cujas barbatanas, já então se davam conta, eram valiosas. E, juntas, essas duas forças – a brutal desconsideração pelos tubarões e a crescente demanda por sopa de barbatana na Ásia – acabaram nas últimas décadas por dizimar as populações de tubarões no planeta, e afectaram de modo grave os galha-branca-oceânicos. Tendo como base o seu levantamento, Júlia concluiu, em 2004, que as populações dos galha-branca haviam caído em até 99% no Golfo do México, e, embora o estudo tenha sido criticado, outros investigadores constataram declínio igualmente alarmante nos oceanos Atlântico e Pacífico.
Em 2010, ficou tão claro que os galha-branca oceânicos estavam ameaçados que as cinco principais organizações encarregadas da regulamentação da pesca de peixe-espada e atum proibiram que os barcos de pesca ficassem com os galha-branca capturados – até agora, essa foi a única espécie de tubarão a desfrutar de tal protecção. E, em 2013, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas (Cites, na sigla em inglês) impôs restrições visando a redução do comércio legal de barbatanas.
O problema é que talvez essas medidas sejam pouco eficazes e tardias. Muitas populações de peixes com esqueleto ósseo podem se recuperar com rapidez após a pesca excessiva, pois procriam relativamente cedo durante o ciclo de vida e põem milhares de ovos de cada vez, ao passo que a maioria dos tubarões, que são peixes cartilaginosos, demora mais para alcançar a maturidade sexual e aí dar à luz pequenas ninhadas com intervalos de um ou dois anos. Por isso, os tubarões são muito vulneráveis. E, no caso do galha-branca-oceânico, “nem sequer sabemos se dão à luz a cada ano ou de dois em dois anos”, lembra o biólogo marinho Edd Brooks.
Brooks faz parte do grupo de cientistas que, desde 2010, vem implantando identificadores e estudando os galha-branca ao largo da Ilha Cat, nas Bahamas. “A ilha é o último lugar conhecido no planeta onde temos certeza de encontrá-los em quantidade considerável”, diz o cientista.
A Ilha Cat fica na beira da da plataforma continental, e isso permite que as águas profundas do Atlântico cheguem até o seu litoral, tornando esse lugar perfeito para encontrar peixes pelágicos de grande porte, como os marlins e os atuns. Cerca de uma década atrás, começaram a circular rumores de que os pescadores que trabalhavam perto da ilha estavam incomodados com os tubarões-galha-branca, os quais roubavam os peixes capturados. O fotógrafo Brian Skerry vislumbrou nisso uma oportunidade rara e contratou uma agência de mergulhadores para fazer fotos submarinas. O êxito fez com que realizassem mergulhos regulares ao largo da ilha. A história correu e os cientistas se mobilizaram.
“Esse era o projecto que sempre planeamos fazer”, diz a bióloga marinha Lucy Howey, “mas não achávamos que seria possível encontrá-los.” A equipe de Lucy, que inclui Edd Brooks e Demian Chapman, instalou localizadores por satélite em quase uma centena de galha-branca, o que lhes permitiu registar os padrões de deslocamentos e outros dados. Com isso, fizeram várias descobertas importantes: primeiro, embora percorram todas as regiões do Atlântico, os tubarões passam a maior parte do ano nas águas resguardadas das Bahamas, em que a pesca com espinhel foi proibida na década de 1990. Portanto, a existência de áreas protegidas talvez seja essencial para a recuperação da espécie.
Em segundo lugar, os galha-branca passam 93% da sua vida entre a superfície e a marca dos 100 metros de profundidade, o que sugere que a pesca comercial em seus primórdios, quando o atum e outros peixes eram abundantes nessa zona, deve ter tido um impacto desproporcional sobre os tubarões. A regulamentação da pesca nessa faixa pode contribuir para a conservação.
Todavia, a terceira constatação é preocupante: a população de galha-branca que frequenta as águas da Ilha Cat talvez seja minúscula, da ordem de apenas 300 indivíduos. Após cinco anos de identificação, a quantidade elevada de indivíduos recapturados sugere um número bem menor de tubarões do que se pensava no início.
Talvez existam populações relativamente robustas em outros locais. Tubarões-galha-branca são vistos com frequência no Mar Vermelho, ao redor das Ilhas Cayman e nas águas do Havaí. Porém, como nessas áreas o mais comum é o avistamento de indivíduos solitários ou de grupos bem restritos, não dá para propor nenhuma estimativa da quantidade total de tubarões.
De acordo com Lucy, a questão crucial é descobrir em quais locais as fêmeas costumam ter os filhotes. A quarta coisa descoberta por sua equipe é que muitos dos galha-branca que vivem ao largo da Ilha Cat são fêmeas grávidas. Mas não há nenhum indício de que dão à luz nessa região. “Nunca vimos filhotes recém-nascidos nas Bahamas”, diz a bióloga. “Se soubermos onde é que dão à luz, poderemos proteger essas áreas.”
NÃO DÁ para voltar no tempo, nem tão pouco resgatar a inocência perdida. Os mares relativamente intocáveis da década de 1950, tão repletos de peixes que os países temiam não conseguir aproveitar esses recursos do que esgotá-los, parecem, hoje, algo quase incompreensível. No entanto, Cuba, que se projecta como uma ponte entre o sul das Bahamas e o Golfo do México, talvez seja também uma ponte para uma época passada. O embargo comercial de mais de meio século imposto pelos Estados Unidos não só prejudicou o desenvolvimento económico: conteve também a exploração dos recursos naturais. Em consequência, as reservas marinhas ao largo da ilha estão entre as mais bem preservadas do planeta.
Neste exacto momento, as autoridades cubanas actuam para formular um plano visando a preservação dos tubarões. Nos últimos seis anos, cientistas do país vêm realizando levantamentos com base nos tubarões capturados por pescadores, chegando a conclusões que vão deixar satisfeitos os seus colegas no resto do mundo. No norte da ilha, na orla do vilarejo de Cojímar, pescadores estão capturando montes de tubarões. E a terceira espécie mais abundante em suas redes é a dos galha-branca-oceânicos. Quase sempre espécimes jovens, e até alguns filhotes.
Fonte: Viajeaqui

Vive na Pobreza e dá aulas de surf gratuitas.


  • Actualmente, Ricardo não tem sítio para viver, tendo de dormir no chão da própria escola. Contudo, ninguém lhe tira o sorriso, pois sabe que o seu projecto social é mais importante que o dinheiro.
  • Chama-se Ricardo e (sobre)vive numa das muitas favelas do Rio de Janeiro. É descrito como sem-abrigo, mas este brasileiro prova que os pobres também podem ser felizes. Ele é o protagonista de um curto documentário produzido pela google, que promete tornar-se viral pela história de vida única.
    Ricardo tinha um negócio lucrativo mas arriscado: levantava balões de ar quente, que serviam para os traficantes fazerem os seus negócios. Até que um dia descobriu o oceano. Depois o surf. E a sua vida mudou. Decidiu abrir uma escola na Rocinha e há 29 anos que ajuda as crianças locais, ensinando-lhes a arte de deslizar nas ondas.
    Mas há um pormenor importante: há 29 anos que dá aulas às crianças desfavorecidas e até a pessoas de mobilidade reduzida, mas sem lhe cobrar nada. Actualmente, Ricardo não tem sítio para viver, tendo de dormir no chão da própria escola. Contudo, ninguém lhe tira o sorriso, pois sabe que o seu projecto social é mais importante que o dinheiro.
    Um belo exemplo de vida que nos é contado no mais recente episódio da série “Beyond the Map, Rio de Janeiro”, produzida pela própria Google. São cerca de 3 minutos de um testemunho emocionante, onde o mar surge como elemento pacificador e de união.
  • Fonte: Beachcam

McNamara e Portugal

O surfista norte-americano Garrett McNamara, 49 anos, fez de Portugal a sua segunda casa. E, neste caso, aplica-se o provérbio de que é pelo estômago que se conquistam as pessoas. “Onde quer que eu vá a comida da Celeste está sempre na minha cabeça”, confessa o atleta à VISÃO no areal da Praia Grande, em Sintra, referindo-se ao restaurante A Celeste, na Nazaré, onde encontrou uma segunda família. “Dos laços mais fortes que tenho na vida são com as pessoas que conheci em Portugal”, revela o homem que há cinco anos surfou a maior onda do mundo – com quase 24 metros – na Praia do Norte, Nazaré (em 2013 bateu o seu próprio recorde com uma onda de 30 metros).
Garrett McNamara acredita que o surf ajudou a pôr Portugal na “crista da onda”: “O recorde da maior onda alguma vez surfada passou na CNN e na BBC três anos seguidos. Portugal teve publicidade no valor de milhões de dólares e tornou-se no destino número um da Europa por causa disso”. O surfista fala como um verdadeiro embaixador das ondas portuguesas, uma “honra” que o deixa orgulhoso.
Cada vez mais a sua vida divide-se entre o Havai e a Nazaré, mas ainda não tem casa cá. A mulher e o filho também partilham a sua paixão pelo país e, sobretudo, pelos amigos que têm feito. Este ano, anteciparam a festa do segundo aniversário do filho para celebrarem com a “família da Nazaré”. E Garrett McNamara até já adotou alguns hábitos portugueses.
Lembra-se da primeira vez que ouviu falar de Portugal?
No Havai, 30% da população tem sangue português. Por isso, sempre ouvi falar do povo português. Quanto a Portugal, a primeira vez que tive contacto com o país foi quando a câmara da Nazaré me enviou um email. Diziam que achavam que tinham uma onda grande, mas não tinham a certeza, e convidaram-me a vir cá ver se a onda deles valia mesmo a pena. Foi assim que tudo começou.
Só visita Portugal quando tem compromissos profissionais ou também vem cá de férias?
A minha vida são férias! [risos] Mas com muito trabalho à mistura. Tenho-me concentrado em dar a conhecer Portugal ao mundo. Sempre que cá venho a minha atenção está voltada para isso.
Portugal continua a ser um destino desconhecido lá fora?
O recorde da maior onda alguma vez surfada passou na CNN e na BBC três anos seguidos. Portugal teve publicidade no valor de milhões de dólares e tornou-se no destino número um da Europa por causa disso. É uma onda tão fantástica que captou instantaneamente o interesse das pessoas e, de repente, elas passaram a estar interessadas em vir a Portugal. Quando vêm conhecem as pessoas, a comida… e vão contar aos amigos todos.
Aos amigos surfistas…
Eu não me foco só nos surfistas, foco-me em toda a gente. Adoro surfistas, mas prefiro estar sozinho no mar!
Sente-se responsável por ter ajudado a projetar internacionalmente a Nazaré e o turismo nacional?
Eu acho que não sou o responsável por essa projeção. A onda, as pessoas e a comida é que são os grandes responsáveis.
Mas ajudou…
A onda sempre lá esteve, as pessoas sempre aqui estiveram e a comida é sempre boa. Por isso, nada poderia correr mal.
Preocupa-o que Portugal se possa tornar um destino turístico massificado?
Não me preocupa, mas inquieta-me… Idealmente, para mim, seria só eu e um ou dois amigos no mar. Isso seria muito divertido. Mas a promoção que temos feito atrai muitas pessoas e é muito importante para o País. É o caminho mais rápido para a economia crescer. Eu não penso só em mim, ou nos surfistas, penso em todas as pessoas que possam vir cá. O que eu puder fazer para ajudar Portugal como um todo, faço.
Pode ser difícil manter o controlo…
Este espaço é tão puro e fantástico como está… É difícil esta questão… Eu gosto tal como está e não quero que mude, mas quero ver a economia florescer e as pessoas a prosperarem.
A sua relação com Portugal vai além da promoção turística…
Eu apaixonei-me imediatamente pela onda gigante e pelas pessoas. Imediatamente.
Foi isso que o fez ir regressando?
As pessoas, as ondas… E a comida!
Já tem um prato português preferido?
Tenho vários! São demasiados… Não sei qual é o meu preferido… No Alentejo há o arroz de berbigão que é do outro mundo. Há muitos restaurantes fantásticos, mas depois de comer penso sempre que não se aproximam da Celeste… O restaurante dela é sempre o meu preferido. Onde quer que eu vá a comida da Celeste está sempre na minha cabeça. Em todo o mundo!
Refere-se ao restaurante A Celeste, na Nazaré, onde já é praticamente um local…
Há tanto amor… É fantástico o que aconteceu aqui… É muito mais do que eu algum dia poderia esperar ou sonhar. Não gosto de me chamar “embaixador”, mas a verdade é que é assim que me tratam. É muito comovente pensar nisso. É uma grande honra e fico muito orgulhoso que me considerem um embaixador. Faz-me sentir muito sortudo!
Sente alguma responsabilidade?
É tão fácil! Portugal é fantástico. Na verdade, eu não preciso de fazer nada. Os portugueses têm um país incrível: é seguro, não há pobreza extrema… E acho que está a melhorar. Acredito que a economia vai crescer lentamente e que vai ser possível superar as dificuldades e encontrar soluções para os desafios do futuro. Todos têm problemas, o que é fundamental é encontrar soluções para eles.
A sua família também partilha esta paixão por Portugal?
Sim, a minha mulher nunca se quer ir embora e o Barrel está no céu. A nossa família na Nazaré é mesmo como uma verdadeira família. Dos laços mais fortes que tenho na vida são com as pessoas que conheci em Portugal. A Tia Maria, o André, a Juliana…
Que retrato traça dos portugueses?
São muito calorosos e afetuosos como numa família. Os laços entre as pessoas são muito fortes. Sobretudo os mais jovens têm muita facilidade em criar laços, os mais velhos também, mas nos mais novos nota-se mais. Toda a gente conhece toda a gente.
Mas tem de haver alguma coisa de que não goste tanto…
O grande desafio que eu enfrento sempre que cá venho é com o meu filho de 2 anos. Nós preocupamo-nos muito com o ambiente e também lhe ensinámos isso. O meu filho, se vir embalagens no areal das praias começa a gritar para as irmos apanhar e pôr no lixo. É um trabalho duro! Mas eu adoro fazê-lo!
Cada vez mais figuras públicas internacionais procuram Portugal. O que temos para lhes oferecer?
É um país muito seguro e barato.
Mas o preço não costuma ser um problema para este nicho de mercado…
Quem tem dinheiro procura oportunidades de negócio. Mesmo os mais ricos não gostam de gastar demasiado. Já conheci muitos milionários forretas! [risos].
Que hábito português já adoptou?
Definitivamente, o café expresso. Adoro beber café de manhã. Tornou-se um ritual para mim. Quando estou a treinar tenho uma alimentação perfeita, fora isso, o café… E o sumo de laranja acabado de fazer! Adoro!
Reportagem de Vânia Maia – Artigo da Visão

Algarve tem a maior população de cavalos marinhos do Mundo.

  • Esta é uma das espécies marítimas que mais desperta atenção nas pessoas e a maior colónia encontra-se mesmo em águas portuguesas.
  • O Algarve tem a maior população de cavalos-marinhos do Mundo e é cada vez mais habitual ver inúmeros grupos de turistas a visitar a Ria Formosa, de forma a terem a oportunidade de observar esta espécie que está em vias de extinção.
  • A informação é avançada pela RTP, que numa peça recente do noticiário abordou o tema, assim como a questão das inúmeras visitas à Ria Formosa por parte dos turistas. Esta é uma das espécies marítimas que mais desperta atenção nas pessoas e a maior colónia encontra-se mesmo em águas portuguesas.
    Contudo, este é um exemplo bem real do que poderá estar em causa no futuro, caso as explorações petrolíferas avancem naquela região do país. Se os cavalos-marinhos estão em vias de extinção no planeta, o mesmo poderá acontecer no Algarve se o meia-ambiente e o ecossistema local for ameaçado.
  • Fonte: Beachcam

Águas de Timor-Leste têm a maior biodiversidade do mundo

Investigadores encontraram 642 espécies diferentes nos recifes de coral da ilha de Ataúro, em Timor-Leste. São as águas com a maior biodiversidade do mundo, mas estão em risco.


Uma equipa de investigadores analisou dez locais na ilha e encontrou uma média de 253 espécies de peixes em cada local. No total, os investigadores encontraram 642 espécies diferentes naquelas águas. Num dos locais analisados, chegaram mesmo a descobrir 314 espécies diferentes — algumas delas poderão ser totalmente novas, e outras são muito raras.
Inserida no Triângulo de Coral, a ilha timorense bate o recorde anterior, registado na Papua Nova Guiné, que tinha uma média de 216 espécies em cada local analisado.
A equipa, experiente no estudo dos recifes de coral, ficou surpreendida com a biodiversidade do local. “O meu colega Gerry Allen e eu já fizemos mais de 10 mil mergulhos, entre os dois, na zona do Triângulo de Coral, por isso estamos habituados a locais com alta diversidade. Mas a ilha de Ataúro mostrou-se excecionalmente rica”, confessou o investigador Mark Erdmann ao jornal britânico.

De acordo com o cientista, dos dez locais explorados, três apresentavam mais de 300 espécies diferentes, o que é sinal de elevada biodiversidade. “Usámos esta técnica em mais de mil lugares nos oceanos Índico e Pacífico, e os únicos locais que ultrapassaram as 300 espécies estão na região entre as províncias da Celebes Setentrional e da Papua Ocidental, uma área conhecida por ser o epicentro da biodiversidade dos peixes de recife de coral”, explica Erdmann.
Um especialista em recifes de coral explica ao jornal que “descobrir novas espécies nestas águas não é surpreendente”. Para Michel Kulbicki, que estuda os peixes naturais dos recifes de coral noInstitut de Recherche pour le Développment, “é muito provável que estes recifes em Timor possam ter uma diversidade muito elevada de peixe de recife, e é provável que se encontrem entre os mais ricos”.

Recifes de coral em risco

No entanto, os recifes de coral de Timor não estão nas melhores condições, o que Kulbicki lamenta. O investigador sublinha que “alguns locais têm jardins de coral surpreendentes, e paisagens de cortar a respiração”, mas “outros locais mostram, tristemente, as cicatrizes de um legado de pescas com explosivos, e dos surtos de estrelas do mar de coroa-de-espinhos”.
Erdmann, que estudou de perto os recifes, concorda, destacando que “no geral, os recifes em Ataúro estão em boa forma, mas uma conservação organizada e um esforço na gestão das pescas podia colocar estes recifes de novo em condições fantásticas”. A solução, para o cientista, seria transformar toda a ilha de Ataúro uma área marítima protegida, e a pesca só permitida aos habitantes locais.
E é precisamente isso que a Conservation International vai propor a Timor-Leste, como explica ao The Guardian Trudiann Dale, a diretora da organização naquele país. A falta de dados, refere Dale, torna “muito difícil para um país novo entender o que é necessário para proteger o ambiente”. Essa é parte do trabalho daquele organismo: “Com o apoio dos habitantes da ilha de Ataúro e do Ministério da Agricultura e Pescas, a Conservation International irá submeter um pedido para que toda a ilha e a suas águas passem a ser áreas protegidas”.

A Ataúro portuguesa

Ataúro foi colonizada pelos portugueses em conjunto com Timor-Leste no século XVI, e depois usada como ilha-prisão. Os portugueses só deixariam a ilha em 1975, não sem que antes nela se tivesse refugiado o último governador daquela colónia, Mário Lemos Pires. Esse responsável fugiu de Díli a 11 de agosto de 1975, quando a UDT organizou um golpe para tentar impedir a tomada de poder pela Fretilin, então um grupo de inspiração maoista. As tentativas de Lemos Pires para que os dois grupos rivais chegassem a acordo foram infrutíferas e, mesmo instado a regressar e a retomar o processo de descolonização, tal nunca aconteceu sob o pretexto de que faltavam instruções de Lisboa. A 7 de Dezembro a Indonésia acabaria por invadir Timor-Leste, iniciando um período de ocupação que só terminou em 1999, com um referendo que decidiu pela independência. Ataúro é hoje subdistrito do distrito de Díli.

Fonte: Observador

Porto de Sines dá melhor semestre portuário de sempre.

De acordo com o comunicado da Autoridade da Mobilidade e Transportes, o Porto de Sines é líder do sector portuário nacional, com uma quota de 53,3% do mercado. Os portos nacionais movimentaram 45 milhões de toneladas no primeiro semestre,  que é o maior taxa semestral de sempre, tendo esse crescimento nacional dar-se graças ao Porto de Sines, que com o seu crescimento de  10,5% e movimentação de 24,1 milhões de toneladas, anulou a tendência negativa de outros portos. Em matéria de quota segue-se o porto de Leixões, com uma quota de 19,6%, e o de Lisboa, com uma quota de 10,3%. A movimentação de mercadorias caiu 18,6% em Lisboa, que se explica pelas greves. Leixões, a quebra total foi de 3,5%. No segmento de contentores houve um movimento de 1,3 milhões de TEU no primeiro semestre, o que registou uma queda de 1,8% face ao mesmo período de 2015.
Foto: Nuno Pinto Fernandes Fonte: Notícias de Sines



Descoberta nova espécie de baleia no Oceano Pacífico

Espécie recém-identificada parece-se com as baleias bicudas mais comuns, mas tem dois terços do tamanho e uma cor mais escura.





Os cientistas descobriram uma nova espécie de baleia na ilha de St. George, no Estado norte-americano do Alaska. Esta espécie de baleia nunca foi vista viva e ainda não tem nome, noticia a CNN.
A baleia “misteriosa”, encontrada morta em 2014, na costa da ilha St. George, uma das Ilhas de Pribilof, no mar de Bering, é na verdade uma nova espécie.
O corpo da baleia não se parecia com nenhuma espécie conhecida até então, apesar de ter mais de sete metros de comprimento. Durante dois anos, a “identidade” do animal permaneceu um mistério até que uma equipa internacional de cientistas conseguiu agora resolver o quebra-cabeças. Trata-se de uma nova espécie de baleia, ainda sem nome.
A baleia encontrada morta no Alasca era parecida com uma baleia-bicuda-de-Baird, mas a carne era mais escura e tinha dois terços do tamanho daquela baleia comum, além de a barbatana dorsal ser muito grande e flexível.
Os cientistas concluíram agora que se trata de uma nova espécie de baleia, que nunca foi vista viva, de acordo com um estudo publicado na revista cientifica Marine Mammal Science.
A afirmação foi provada na semana passada por uma equipa internacional de cientistas que encontrou evidências genéticas de uma nova e rara espécie de baleia bicuda que percorre o Oceano Pacífico do norte do Japão até as Ilhas Aleútas do Alasca. As baleias bicudas estão entre as espécies de baleias menos conhecidas no oceano, pois mergulham milhares de metros para dentro de desfiladeiros profundos e bacias subaquáticas para se alimentarem de lulas e de peixes.
A nova espécie foi descoberta com uma complexa análise de ADN de 178 baleias bicudas da orla do Pacífico, sendo o tecido de algumas delas obtido de museus. A análise apresentou oito exemplos atualmente conhecidos que apontam para a nova espécie. Estas incluíram espécimes do Smithsonian Institution e do Museu da História Natural do Condado de Los Angeles, o esqueleto em exibição na escola secundária do Alasca.
O interesse pelas possíveis novas espécies surgiu de uma investigação japonesa anterior, que sugeriu a existência de uma baleia bicuda que era mais escura e que media dez metros de comprimento, o que é dois terços menos do tamanho das baleias bicudas de Baird mais comuns.
Durante décadas, baleeiros japoneses afirmaram ter avistado uma “baleia enigmática”, a que chamavam “karasu” (palavra que em português quer dizer “corvo”), fazendo menção à cor preta do mamífero aquático.
Isso levou Phillip Morin, um cientistas de biologia molecular do Centro de Ciência de Pesca do Sudoeste do NOAA, e autor principal do novo estudo, a procurar por mais amostras genéticas que em definitivo responderiam se, de facto, se tratava de uma nova espécie.
Primeiro o cientista entrou em contacto com o Centro de Ciência de Pesca do Sudoeste, nos EUA, onde é guardada a maior coleção de tecidos de mamíferos marinhos. Aí Morin encontrou duas amostras que combinam com o ADN da nova baleia. Uma das amostras compatíveis era de uma baleia da espécie que habitava as Ilhas Aleútas do Alasca em 2004, cujo esqueleto atualmente está em exposição na Escola Secundária Unalaska. Em seguida, a mesma equipa visitou vários museus, centros de investigação e até procurou nos mercados de peixe japoneses onde a carne de baleia é vendida.
Mais recentemente, em 2014, os cientistas descobriram uma baleia bicuda morta nas águas de uma das Ilhas Pribilof no Mar de Bering. Os cientistas analisaram o ADN, mas mais uma vez ele não era compatível com nenhuma espécie conhecida até agora. Depois de recolherem todos os dados, os cientistas concluíram que a baleia certamente é uma nova espécie, que ainda precisa de ser denominada.
A descoberta de uma nova espécie deste tamanho deixa os cientistas perplexos sobre o que ainda pode estar escondido nas profundezas do oceano.
Fonte: TVI24

Cientistas encontraram esqueleto raro de baleia no Mar.

Uma equipa de investigadores marinhos encontrou um raro esqueleto de baleia no fundo do mar. A carcaça do animal caiu naturalmente para o leito do oceano, enquanto as que se encontram habitualmente são afundadas intencionalmente para efeitos de investigação.
Este esqueleto de baleia foi detectado pela embarcação de exploração em águas profundas Nautilus, que está a fazer pesquisa nos oceanos da Califórnia, nos Estados Unidos.
Um vídeo divulgado pela equipa de investigação mostra os ossos no leito do mar e os cientistas a constatarem que se trata de uma “queda de baleia” natural.
“Dar com uma queda natural de uma baleia é bastante incomum. A maioria das que foram estudadas foram afundadas intencionalmente num certo local”, explica um dos investigadores da Nautilus no vídeo.
Os investigadores reforçam que os restos dos ossos são um verdadeiro festim de nutrientes para as criaturas marinhas, nomeadamente para os chamados “vermes zombies”.
Estes parasitas, também conhecidos por Osedax roseus, escavam os ossos e alimentam-se dos lípidos no seu interior.
A Administração Atmosférica Oceânica Nacional dos Estados Unidos (NOAA na sigla em inglês) aponta ainda, segundo cita o Live Science, que as carcaças de baleia são “uma fonte de alimento súbita e concentrada e uma mina de ouro para os organismos no fundo do mar“.
E aquilo que estes organismos não comem enriquece o sedimento do leito do oceano durante mais de um ano, refere ainda a NOAA.
O esqueleto da baleia também é “um substrato duro para a colonização de invertebrados”, acrescenta a mesma publicação.
Fonte: ZAP