João Guedes nas ondas da Indonésia em "Notes From Paradise".

O surfista João Guedes, ex-campeão nacional e campeão europeu amador, acaba de apresentar o seu  mais recente filme, ‘Notes from Paradise’, um relato de uma surf trip à Indonésia. A apresentação oficial decorreu no Posto de Turismo, em Matosinhos, com a presença de João Guedes e de mais de 250 representantes de quatro gerações de surfistas nortenhos.
‘Notes from Paradise’, o novo vídeo de João Guedes, relata aquilo que são as viagens deste surfista ao arquipélago da Indonésia, das movimentadas cidades às inóspitas praias destas ilhas, mostrando todo o potencial deste destino como local de eleição para a prática do surf.
Rodado entre Java, Sumbawa e as ilhas Mentawai, o filme conta com imagens de Inês Rodrigues, Luís Villa de Brito e Miguel Soares, edição de Luís Villa de Brito, design gráfico de Hugo Almeida e o apoio da Deeply e da Polen Surfboards.
“O filme apresenta 10 minutos de pura energia e liberdade, num cenário de ondas e surf breaks perfeitos, praias de areia branca, vegetação exuberante, calor e sol. Tudo isso associado à simpatia das pessoas são factores que fazem da Indonésia o último paraíso dos surfistas! Voltar lá é sempre uma experiência nova, por isso foi com grande entusiasmo que aceitei este desafio e agradeço à Deeply e à Polen o apoio a este projecto de projecção do surf, nacional e internacional”, afirma João Guedes.
Sobre João Guedes

João Guedes, 30 anos, é um atleta e surfista profissional, reconhecido entre os melhores do país. Natural de Cascais, João Guedes foi viver para o Porto muito jovem, elegendo as praias da região Norte do país durante todo o seu percurso de formação. De salientar no seu palmarés o título de Campeão Nacional absoluto em 2009 e Vice-Campeão Europeu Amador em 2010, para além de muitos outros resultados e performances de excelência que tem vindo a obter.

Lago descoberto sob o mar mata tudo que nada ali [ Com Vídeo ]

Investigadores descobriram um “lago” no Golfo do México que fica no fundo do mar. Praticamente todo o ser vivo que entra ali morre rapidamente, e é possível ver carcaças de caranguejos nas margens deste reservatório de água tóxica. Erik Cordes, professor de biologia da Universidade Temple (EUA), publicou as suas descobertas na revista Oceanography.
“Foi uma das coisas mais incríveis do mar profundo. Vamos até o fundo do oceano e observamos um lago ou um rio fluindo. Parece que não estamos nesse mundo”, diz Cordes.
A água neste lago é cerca de cinco vezes mais salgada que o restante da água da região e contém concentrações tóxicas de metano e sulfeto de hidrogénio. Assim, ela não se mistura com o restante do mar.
Ela fica contida por uma pequena barragem de minerais e moluscos, mas esta barreira é frágil e rompe-se em alguns pontos. Nesses locais, é possível ver a água mais escura fluindo como uma pequena cachoeira debaixo de água.
Apenas bactérias, poliquetas e camarões conseguem sobreviver às condições deste ambiente. Para os caranguejos esse pode ser um local terrível, mas para os cientistas é como um parque de diversões para as suas pesquisas. Eles podem explorar como alguns organismos conseguem sobreviver em habitats extremos.
“Muitas pessoas vêem estes habitats extremos na Terra como modelos para o que poderemos encontrar quando formos para outros planetas”, explica Cordes. 

Plástico, esferovite e materiais de pesca. Há de tudo no Mar Português

O primeiro estudo sobre o lixo que flutua no mar português, realizado por uma equipa de biólogos da Universidade de Aveiro (UA), registou mais de 750 mil objectos a boiar.

O estudo, centrado apenas no lixo com mais de dois centímetros e realizado em quase toda a Zona Económica Exclusiva (ZEE) portuguesa, coloca as águas portuguesas na “lista negra” das mais poluídas, tanto mais que o lixo que boia à superfície do mar corresponde apenas a uma pequena parte do que está debaixo de água.
A recolha de dados foi efectuada no verão de 2011 por vários observadores, durante a campanha oceânica a bordo da embarcação Santa Maria Manuela, no âmbito do projecto “LIFE+ MarPro”, coordenado pela Universidade de Aveiro. Os dados que agora começam a ser publicados correspondem à área entre as 50 e as 220 milhas náuticas, abrangendo assim grande parte da ZEE portuguesa.
Com o registo total de 752.740 objectos e uma densidade média de detritos marinhos flutuantes de 2,98 itens por cada quilómetro quadrado, os valores registados na ZEE nacional são similares aos de estudos realizados, por exemplo, no Mar do Norte, nas águas costeiras do Japão e na Península Antárctica.
De acordo com Sara Sá, investigadora responsável pelo estudo do Departamento de Biologia (DBio) da Universidade de Aveiro, entre os materiais encontrados, o plástico domina. Seguem-se a esferovite, restos de materiais de pesca, papel, cartão e pedaços de madeira.
O lixo com dimensões entre os 10 centímetros e um metro foi o mais abundante.
Estes objectos, explica Sara Sá, “incluíam vários tipos de plásticos, cabos e linhas de pesca, sendo por isso material bastante resistente e persistente, podendo flutuar por longos períodos de tempo”.
Foi no norte da Zona Económica exclusiva que a equipa encontrou maior diversidade e abundância de lixo, resultado que a investigadora crê estar relacionado com o elevado número de corredores de navegação e embarcações de pesca a operar nessa zona, as quais podem representar importantes fontes de lixo flutuante nas águas oceânicas mais profundas.
Fonte: TSF Foto: Pedro Correia / Global Imagens

Póvoa de Varzim comemora o Dia Nacional do Mar

No dia 16 de Novembro, o Município da Póvoa de Varzim vai comemorar o Dia Nacional do Mar, com um vasto leque de iniciativas do património marítimo poveiro.

Da parte da manhã, às 11h50, na Escola EB Aver-o-Mar, terá lugar “O Mar na Toponímia Poveira”, sessão orientada pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal e Presidente da Comissão Municipal de Toponímia, Luís Diamantino. Esta actividade pedagógica é alusiva à cultura marítima patente na Toponímia Poveira, que evoca lugares, feitos, heróis e personalidades ligadas ao Mar e à comunidade piscatória.

De tarde, às 14h30, na Escola Básica Dr. Flávio Gonçalves, as “Histórias do Mar da Póvoa” serão contadas por José de Azevedo, que através duma conversa informal irá abordar os mares e os costumes da comunidade piscatória poveira, evocando personalidades da terra cujos feitos marcam a nossa história.

Às 18h00, a Biblioteca Municipal Rocha Peixoto irá promover o lançamento do livro “Os Braços da Lancha”, de José Peixoto, e o filme documental (DVD) com o mesmo título, da autoria de Manuel Martins, José Peixoto e Paulo Pinto. A apresentação das duas obras será feita pelo Vice-Presidente da Câmara Municipal, Luís Diamantino.

Estas três sessões pretendem reforçar as raízes culturais marítimas numa data comemorativa da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar (CNUDM), que entrou e vigor a 16 de Novembro de 1994, tendo sido ratificada por Portugal a 14 de Outubro de 1997. Um ano mais tarde, em 1998, o dia 16 de Novembro foi institucionalizado pela Resolução de Conselho de Ministros nº83/1998, de 10 de Julho, como o Dia Nacional do Mar. 


Fonte: C.M.Póvoa do Varzim

Mar 2020 já recebeu 226 candidaturas

Programa operacional que irá apoiar as pescas até 2020 deverá ter 5% do valor global previsto, de 508 milhões a sete anos, executado até ao final deste ano, disse Ana Paula Vitorino.


A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu esperar 10% do valor global de 508 milhões destinados para o período 2014-2010 aprovados até ao final desde ano. O que, a concretizar-se, representa contractos no valor de 50,8 milhões de euros.

Até ao final deste ano, também, a ministra tem a “ambição”, disse na apresentação do Mar 2020 na Gare Marítima de Alcântara, “5% do total em execução”, ou seja 25,4 milhões de euros disponibilizados às empresas e entidades que vejam os seus contractos aprovados e financiados pelos mecanismos do Estado que gerem o quadro de apoio às pescas, nomeadamente o IFAP.

Para comparticipar as verbas que virão de Bruxelas, o Orçamento do Estado para 2017 tem uma comparticipação nacional de 60 milhões de euros para o próximo ano, acrescentou a governante.

De acordo com os dados de Teresa Almeida, gestora do Programa Operacional Mar 2020, também apresentados esta sexta-feira, o mecanismo de apoio às pescas, aquicultura e outras actividades associadas à economia do mar recebeu já 226 candidaturas no Continente. O Mar 2020 arrancou em Junho último.

Das candidaturas aprovadas, segundo a gestora, foram aprovadas 33, “representativas de um investimento elegível de 12 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de 11,2 milhões de euros”.
Nos Açores, através do programa local POSEI, foram aprovadas 650 candidaturas, “representativas de um investimento elegível de 14 milhões de euros, a que corresponde um apoio público de igual montante”, de acordo com os dados da gestão. Não foram cedidos dados relativos à Madeira.


Tubarão filmado a comer vaca no Oceano Índico


Um grupo de amigos filmou um tubarão-tigre a comer uma vaca no meio do Oceano Índico.
São no mínimo bizarras as imagens gravadas por uma câmara aquática de um grupo de amigos, que estava a viajar perto da ilha francesa de Maiote, no Oceano Índico.
O vídeo mostra um tubarão-tigre, com cerca de cinco metros de comprimento, a comer a carcaça de uma vaca.




Fecho do Atlântico e Pacífico fará nascer novo supercontinente

Cenário
está previsto, em novo estudo, para daqui a 300 milhões de anos
Cientistas
em Portugal e na Austrália defendem, como cenário provável, a
formação de um novo supercontinente, a que deram o nome Aurica,
dentro de 300 milhões de anos, em resultado do fecho simultâneo dos
oceanos Atlântico e Pacífico.
O
cenário, traçado com base em modelos computacionais, cálculos
matemáticos, evidências e na história geológica da Terra, é
sustentado pelos geólogos João Duarte e Filipe Rosas, do Instituto
Dom Luiz e do Departamento de Geologia da Faculdade de Ciências da
Universidade de Lisboa, e Wouter Schellart, da Universidade de
Monash, na Austrália.
Os
resultados do estudo foram publicados na edição digital da
revista 
Geological
Magazine
.
Ciclicamente,
ao longo da história da Terra, a cada 500 milhões de anos, os
oceanos fecham-se e os continentes juntam-se, formando um
supercontinente.
Há
200 milhões de anos, quando os dinossauros habitavam a Terra, todos
os continentes estavam reunidos num supercontinente, a Pangeia, em
que a América do Sul estava ligada à África.
No
novo supercontinente, apresentado pelos três investigadores, o
núcleo é formado pela Austrália e pela América, que estão
ligadas, daí o nome Aurica atribuído (‘Au’ de Austrália e ‘rica’
de América).
A
hipótese da formação de um supercontinente, a partir do fecho
simultâneo dos oceanos Atlântico e Pacífico, baseia-se na
“evidência de que novas zonas de subducção se estão a
propagar no Atlântico”, refere a Faculdade de Ciências da
Universidade de Lisboa, em comunicado.
As
zonas de subducção (locais onde uma placa tectónica mergulha sob a
outra) são requisitos para os oceanos fecharem.
“Para
fechar os oceanos, é necessário que as margens dos continentes se
transformem em margens activas, se formem novas zonas de subducção”,
esclareceu à Lusa o geólogo João Duarte.
O
Pacífico, explicou, “está rodeado de zonas de subducção”,
nomeadamente próximo do Japão, do Alasca (EUA) e da região dos
Andes (América do Sul).
As
zonas de subducção “propagam-se de um oceano para o outro, do
Pacífico para o Atlântico”, sublinhou.
No
Atlântico, já existem duas zonas de subducção totalmente
desenvolvidas: o Arco da Escócia e o Arco das Pequenas Antilhas.
Uma
nova zona de subducção poderá estar a formar-se ao largo da margem
sudoeste ibérica, que apanha território português.
Segundo
João Duarte, a chamada Falha de Marquês de Pombal, localizada ao
largo do Cabo de São Vicente, no Algarve, e apontada como “uma
das possíveis fontes do sismo de 1755”, em Lisboa, está “a
marcar o início dessa nova zona de subducção”.
Hipóteses
anteriores, de outros cientistas, sugerem a formação de um novo
supercontinente a partir do fecho de um dos oceanos, do Atlântico ou
do Pacífico.
O
geólogo português, e investigador-principal no estudo, lembra que,
no passado, dois oceanos tiveram de se fechar para dar origem a um
supercontinente.
João
Duarte advogou que manter o Pacífico ou o Atlântico aberto
significa que um dos dois oceanos vai perdurar para lá da sua
‘esperança de vida’, cifrada em 200 a 300 milhões de anos.
“Isso
é contraditório com a história, a geologia da Terra. Os oceanos
não vivem mais do que 200 ou 300 milhões de anos”, frisou.
O
investigador acrescentou outro dado para sustentar a sua tese: a da
fracturação da Euroásia (Europa e Ásia).
De
acordo com João Duarte, o Oceano Índico “está a abrir”
na Euroásia e existem novos riftes (fissuras da superfície
terrestre causadas pelo afastamento e consequente abatimento de
partes da crosta) que “estão a propagar-se para norte”.
A
cadeia montanhosa dos Himalaias, a Índia e o interior da Euroásia
correspondem a “uma zona de ruptura, onde as placas tectónicas
vão partir-se num futuro”, permitindo “partir ao meio”
a Euroásia, cenário possível dentro de 20 milhões de anos,
admitiu.
Para
o cientista, a fractura da Euroásia irá possibilitar o fecho dos
oceanos Atlântico e Pacífico.
João
Duarte e restante equipa propõem-se, agora, testar “até à
exaustão”, com modelos computacionais mais avançados, o
cenário “muito provável” que avançaram, o de um novo
supercontinente chamado Aurica.

Fonte: DN

Resgatado após 17 horas em mar com tubarões

Um mergulhador britânico de 68 anos foi resgatado após ter passado 17 horas em águas infestadas de tubarões na costa nordeste da Austrália. Les Brierley aventurou-se sozinho no mar, na tarde de domingo, para explorar um naufrágio em Cape Bowling Green, Queensland, mas acabou por ser arrastado por fortes correntes. Exausto e com queimaduras solares, foi encontrado por um helicóptero de resgate na manhã do dia seguinte, a cerca de 25 km do barco. 


Fonte: CM

PSD acusa ministra do Mar de destruir projecto do terminal do Barreiro

O deputado do PSD do distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, acusou a ministra do Mar de estar a desenvolver uma “estratégia subtil para destruir o projecto do terminal de contentores do Barreiro”.
No âmbito da audição da ministra na Assembleia da República, o social-democrata recorda que a posição do anterior governo sobre esta matéria era clara, avançar com o terminal de contentores no Barreiro, desde que fosse viável e houvesse investidores privados interessados.
“Ainda não se percebeu qual a posição do PS e do Governo ao longo dos tempos. Porque ela foi dúbia. Já foram contra e já foram a favor. Depois faltavam os estudos. Agora que já há estudos, a ministra anuncia muitos outros investimentos que vão esvaziar o projecto do Barreiro, como a aposta de Alcântara ou Setúbal como complemento a Lisboa. Depois de perder imenso tempo, de adiar as decisões e de retirar valor ao Barreiro é que afirma que vai consultar o mercado, numa altura em que já afastou potenciais interessados. Isto é uma forma subtil de destruir o projecto para o Barreiro”, sublinha.
Bruno Vitorino lembra que o PSD sempre defendeu que o terminal de contentores “é fundamental para o Barreiro e para a região, criando muitos postos de trabalho directos e atraindo muito mais investimento”

Ministra do Mar quer aumentar movimento nos portos em 200%

Previsão de Ana Paula Vitorino para a movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.


A ministra do Mar afirmou que espera um aumento “da ordem dos 200%” na movimentação de cargas dos portos nacionais na próxima década, em linha com a subida de 180% que se registou entre 2006 e 2016.
Ana Paula Vitorino, sublinhou que esta actividade é relevante para a economia nacional, não só em termos de exportações, mas também no que respeita à transferência de carga da rodovia para a via marítima.
A governante adiantou ainda que as intenções de investimento privado no sector do mar ultrapassam os dois mil milhões de euros e que já recebeu “manifestações de interesse” para o novo terminal de Lisboa e para os portos de Sines e de Leixões.
Fonte: TVI24