50 jovens de todo o País vão a Peniche descobrir o Mar

Arranca hoje a 7.ª edição da Academia de Verão ‘Tanto Mar’, que, até 8 de Setembro, irá oferecer a 50 jovens oriundos de todo o País um programa que vai desde a investigação científica ao desporto, passando pela sua cultura e história, sem esquecer a economia do mar. Os jovens ficarão instalados nas residências da Escola Superior de Tecnologia do Mar (ESTM), pólo penichense do Instituto Politécnico de Leiria (IPL). No primeiro dia, terão oportunidade de assistir ao documentário ‘Live Sea – Ao Ritmo das Marés’, um projecto do IPL coordenado pela docente e investigadora Susana Ferreira.

Ministra do Mar anunciou investimento de 78 milhões para a Aquicultura

Ana Paula Vitorino diz que esse investimento poderá alavancar num investimento total de 150 milhões e ainda alterar o regime de licenciamento (que irão enviar para o parlamento) passar o período de licenciamento, que em média demora 3 anos, para 3 meses, em declarações transmitidas pela RTP 3.

A meta da ministra do Mar é de produzir 20 mil toneladas anuais de peixe em aquicultura até 2020. Para tal, o Estado avança com 78 milhões de euros em ajudas. Ana Paula Vitorino diz que esse investimento poderá alavancar um investimento total de 150 milhões e ainda alterar o regime de licenciamento (que irão enviar para o parlamento) passar o período de licenciamento, que em média demora 3 anos, para 3 meses, em declarações transmitidas pela RTP 3.
Ana Paula Vitorino defende ser necessário dinamizar o sector da aquicultura, que em Portugal tem ainda uma expressão residual. Produzem-se apenas 10 mil toneladas anuais de peixe, insuficiente naquele que é o terceiro maior consumidor mundial de pescado per capita.
Diz a Ministra do Mar que “se não conseguirmos fazer bacalhau e sardinha em aquicultura, pelo menos que seja possível desenvolver outras espécies em cativeiro, que possam substituir parte das nossas necessidades alimentares, satisfeitas em importações”.
A Ministra anunciou ainda que com o novo regime que vai encurtar o prazo de licenciamento, passará a haver um só balcão onde é apresentado um único pedido de licenciamento para todas as entidades, onde um gestor do processo trata da tramitação e existirá um título único para a actividade, em vez das três licenças actuais.
Fonte: Económico 

Novo Recorde de visitas ao Oceanário de Lisboa

segundo maior aquário da Península Ibérica registou um recorde de visitas diário de visitantes no dia 17 de Agosto.
De acordo com um comunicado, passaram pelas exposições permanente e temporária do Oceanário de Lisboa 8.909 pessoas na quarta-feira, dia 17 de agosto. Este valor superou as 8.841 visitas, verificadas em Agosto de 2008, que se mantinham como recorde desde essa altura.
Actualmente encontra-se em apresentação a exposição temporária Florestas Submersas by Takashi Amano, que abriu há pouco mais de um ano e já foi visitada por mais de 1 milhão de pessoas.

108M. O iate com uma praia dentro

Empresa norueguesa concebeu um iate de luxo que também combina com a natureza. O escritório de design industrial norueguês, Hareide Design, assina o conceito do iate 108M Mega Iate, concebido para ser uma plataforma para quem quer experimentar a beleza da natureza e as mudanças dos seus elementos. Com uma área de 300 metros quadrados de painéis solares – que lhe conferem uma alta eficiência energética -, os designers da Hareide decidiram elevar o conceito de luxo: além do casco de 108 metros e de uma piscina de 20 metros de comprimento que parece nunca acabar, o mega iate conta com um jardim zen e uma decoração inspirada no design escandinavo, com áreas interiores e exteriores a perder de vista. À venda por 151 milhões de euros, o barco será produzido apenas por encomenda. 

Marcelo nas Selvagens para "marcar território"

Marcelo Rebelo de Sousa visitou na passada terça-feira as Ilhas Selvagens, na Madeira. O Presidente da República disse que foi “marcar território” e ouvir os novos argumentos que sustentam a posição portuguesa de alargamento da plataforma continental nacional. Marcelo torna-se assim o quarto chefe de Estado a visitar o subarquipélago depois de Mário Soares, Jorge Sampaio e Cavaco Silva.

Entre montes e fracturas e talvez fontes hidrotermais

Missão oceanográfica ligada ao projecto de extensão da plataforma continental parte na próxima semana.



A fractura de Hayes já é sua conhecida. Os montes submarinos Tyro, Cruiser e Irving nem tanto. Mas em relação a todos estes relevos no fundo do mar, a sul dos Açores, a equipa do projecto de extensão da plataforma continental portuguesa quer ter mais dados e amostras. Principalmente rochas, e as suas assinaturas geoquímicas específicas, que corroborem a proposta de alargamento da plataforma continental de Portugal.

Para apanhar do fundo do mar as rochas, a equipa da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC) a bordo do navioAlmirante Gago Coutinho conta com um robô submarino, o Luso, capaz de mergulhos até seis mil metros. Na missão oceanográfica, de 2 a 21 de Setembro, estão planeados oito mergulhos para este veículo operado remotamente (ROV) que tem sido usado nos trabalhos de extensão da plataforma desde a sua compra, em 2008.

Com aparelhos instalados no navio, onde segue uma dúzia de cientistas (geólogos e biólogos), também serão recolhidos dados sobre a morfologia do fundo do mar. Certas características do fundo marinho, como a morfologia e a assinatura geoquímica das rochas, são importantes para demonstrar que a crosta do território emerso se prolonga pelo mar. Por outras palavras, até onde vai a dita “plataforma continental”, que o país quer ter sob sua jurisdição, mais os seus potenciais recursos.

No caso dos montes submarinos Tyro, Cruiser e Irving e da zona de fractura de Hayes, o objectivo é ter mais amostras que provem que as rochas destes locais têm, de facto, uma assinatura geoquímica idêntica à das rochas dos Açores. Aqueles montes e aquela fractura na crosta situam-se precisamente perto dos limites sul da plataforma continental que Portugal reivindica na ONU, daí a importância de demonstrar que há uma continuidade geológica dos Açores até a essas zonas.

Se é fácil depreender que os montes submarinos são elevações no fundo do mar (o Tyro, o Cruiser e o Irving estão só a cerca de 800 metros de profundidade), quanto à zona de fractura Hayes é preciso dizer que está ligada a uma estrutura incrível que percorre o Atlântico de alto a baixo. É a Dorsal-Médio Atlântica, que parece uma coluna vertebral. Aí está a formar-se crosta terrestre nova, por isso as placas tectónicas estão a afastar-se lentamente umas das outras. Esta cordilheira, não muito longe dos Açores, é cortada transversalmente por muitas fracturas — uma delas é precisamente a zona de fractura de Hayes, a 2000 metros de profundidade.

A equipa da EMEPC já tinha estado na zona de fractura de Hayes em 2012, numa missão chefiada, tal como agora, pelo geólogo Pedro Madureira. O que tem de interessante a zona de fractura de Hayes para Portugal é que a assinatura geoquímica das rochas é diferente de um lado e do outro desta depressão.

Os cientistas querem obter mais provas de que a assinatura geoquímica do bordo norte da fractura tem paralelo com a dos Açores. “A sul da fractura de Hayes já se encontra outra assinatura geoquímica, por isso ela é um limite”, explica Pedro Madureira. E depois, usando os critérios da Lei do Mar, contam-se 60 milhas para sul e marca-se um dos limites da plataforma continental.


Na missão serão ainda testados uma série de equipamentos novos no robô Luso, desde um software de apoio à navegação e aparelhos para apanhar sedimentos (ambos desenvolvidos em Portugal) até a uma máquina fotográfica de alta resolução. Com esta máquina, os biólogos registarão a vida nas profundezas, ou não fosse a caracterização da biodiversidade nos três montes submarinos outro objectivo da missão.

E se se confirmarem os actuais indícios (excesso de metano na água) de que há fontes hidrotermais na fractura de Hayes (emanações de água quente com gases e metais que despertam interesse a biólogos, geólogos e a muitos de nós), essa será uma boa surpresa.

Fonte: Público



Portugal vai reforçar proposta para o alargamento da plataforma continental

Portugal pretende reforçar uma proposta entregue às Nações Unidas sobre o alargamento da plataforma continental para lá das 200 milhas náuticas. A notícia é avançada na edição deste sábado do jornal Público.
Até ao próximo verão, o país planeia ter pronta uma adenda a essa proposta entregue à ONU em 2009, e que tem estado, desde então, a ser apreciada pelos peritos da Comissão de Limites da Plataforma Continental, refere o jornal. Nos últimos anos surgiram novos dados e são “precisamente todos esses dados obtidos desde 2009 que Portugal tenciona ter prontos para entregar na ONU até ao Verão de 2017 como adenda”, adiantou ao Público Isabel Botelho Leal, responsável à frente daEstrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC).
Embora seja designada por “adenda”, a nova documentação poderá não ter exactamente esse formato, afirmou Pedro Madureira, também da EMEPC, em declarações ao jornal. “A ideia é apresentar a proposta toda, com os cadernos alterados com os novos dados desde 2009”, acrescentou.
Os dois especialistas vão apresentar o projecto, que visa o alargamento da plataforma continental, ao Presidente da República hoje (29 de agosto), durante a sua visita às ilhas Desertas e Selvagens. Já na sexta-feira, 2 de Setembro, Marcelo Rebelo de Sousa partirá de Lisboa numa missão oceanográfica, para obter mais dados científicos sobre a plataforma continental, avança o jornal Público.
A proposta portuguesa para extensão dos limites exteriores da plataforma continental para além das 200 milhas marítimas prevê que Portugal ganhe mais de dois milhões de quilómetros quadrados, perfazendo um total de quase quatro milhões de quilómetros quadrados de área sob soberania nacional.
Fonte: Expresso

Governo quer triplicar produção de pescado em aquacultura

Programa MAR2020 vai disponibilizar 78 milhões de euros para financiar investimentos, mais do dobro do que o anterior quadro comunitário. Metas são para atingir até 2023.



Duplicar até 2020 a percentagem de capturas de pesca em Portugal provenientes de aquacultura (passar dos actuais 5% para os 10% que regista a média comunitária), triplicar até 2023 a produção de pescado com origem neste processo de produção (e atingir as 30 mil toneladas) e, finalmente, triplicar o investimento feito no âmbito do ciclo comunitário anterior, passando dos 58 milhões registados durante o PROMAR, para os quase 150 milhões que o Governo espera ver investidos durante o actual quadro, o MAR2020. Estas são as metas definidas pelo Ministério do Mar para impulsionar a aquacultura em Portugal e que resultarão da entrada em vigor de um conjunto de medidas a anunciar terça-feira, Aveiro.

Ana Paula Vitorino, que tutela a pasta, diz que as expectativas são mais realistas do que ambiciosas. E, se em causa está duplicar ou triplicar indicadores, significa que se parte de uma base “que tem um enorme potencial de crescimento”, assegura.

O plano Aquacultura+, apresentado dentro de três dias numa cerimónia que conta também com a presença do Ministro do Ambiente, procura mostrar o empenho do Governo em contornar todos os problemas que estarão a impedir o aparecimento de mais empreendedores numa área “que pode ter um contributo muito positivo para o equilíbrio da balança comercial”. “Há uma grande margem de progressão da exportação para os países comunitários, onde existe uma grande procura. E também seria importante para diminuir as nossas próprias importações”, contabiliza a ministra.

Partindo de uma base em que existem apenas 1547 estabelecimentos produtivos, sendo que apenas 13 têm produção anual acima das 100 toneladas, e que são 2572 os postos de trabalho directos (sendo que apenas cinco empresas têm mais de dez trabalhadores), Ana Paula Vitorino reconhece que existe um problema de dimensão. “O papel que o Governo pode assumir para alterar este estado de coisas é criar as condições para que surjam mais empreendedores nesta área”, afirma. Para isso, são necessárias intervenções em três áreas consideradas estruturantes: melhorar o licenciamento, assegurar possibilidades de financiamento e fornecer um guião, em termos de ordenamento do território, que indique aos potenciais interessados as áreas que já estão identificadas como adequadas para esta indústria.

Ao nível do licenciamento, e depois de ter aprovado em conselho de ministros a proposta de decreto de lei que vai ser enviada à Assembleia da República, Ana Paula Vitorino espera que no dia 1 de Janeiro de 2017 já possa estar em vigor a legislação “que encurta o actual calvário” a que estão sujeitos os empresários que querem iniciar-se nesta actividade: a figura do interlocutor único, e a disposição de prazos mínimos (32 dias úteis) e máximos (120 dias uteis) para a tomada de uma decisão. “Actualmente podem passar-se três anos, serem precisos nove interlocutores e, mesmo assim, corre-se o risco de, a meio do processo, uma indicação de parecer positiva passar a negativa. Isto dava muita insegurança aos investidores”, diz a ministra. 

Relativamente ao financiamento disponível, o programa MAR2020 vai disponibilizar uma verba de 78,7 milhões de euros para comparticipar projectos de aquacultura (mais do dobro do que o PROMAR), com verbas a fundo perdido que podem chegar aos 60%. “É expectável que o investimento global possa chegar aos 150 milhões. Recordo que no ciclo comunitário anterior, o investimento global ficou nos 58 milhões de euros”, contabiliza Ana Paula Vitorino. Sobre o ordenamento do território, o Ministério do Mar e o Ministério do Ambiente já identificaram as áreas onde poderão ser apresentadas propostas de investimento. Estará disponível online um portal onde os empreendedores podem procurar a informação de que necessitam.

Em 2014, a aquacultura nacional pesou cerca de 5% nas capturas de pesca nacional, com uma produção de 10.791 toneladas, tendo gerado uma receita de 50,3 milhões de euros. Estes números surgem num país em que o consumo per capita é de 56,7 quilos, muito acima da média da União Europeia, que é de 21,3 quilos. “Há aqui um leque de oportunidades elevadíssimo”, contabiliza a ministra. 

Fonte: Publico 


Na solidão dos mares

Para
Steven Spielberg, Tubarão (1975)
foi um decisivo objecto de viragem, envolvendo não apenas a gestão
da sua criatividade pessoal mas também o seu poder de decisão no
interior da grande máquina de Hollywood. Ainda assim, como depois
veio a declarar, foi a primeira e última vez que fez um filme
passado na água. Compelido a lidar com o mau funcionamento do
tubarão mecânico (estava-se longe das proezas digitais da
actualidade), enfrentando as dificuldades muito práticas de rodagem
em pleno oceano, achou por bem encerrar o capítulo marinho da sua
carreira. O certo é que, como o próprio Spielberg já reconheceu, a
ameaça das imagens do mar em Tubarão envolve
uma simbologia da solidão que, na sua história pessoal, remete para
o trauma da separação dos pais (com um novo e decisivo capítulo,
cinco anos mais tarde, em E.T.,
o Extraterrestre
).
Este
tipo de componentes em filmes de grande sucesso é quase sempre
descartado em nome da sua condição de objectos “comerciais”.
Claro que são raros os blockbusters capazes
de exibir o brilhantismo de Tubarão (temos assistido mesmo a uma
degradação de padrões induzida pela guerra comercial entre os
impérios da BD, Marvel e DC Comics). Em qualquer caso, seria
interessante voltarmos a mostrar alguma disponibilidade para lidar
com a dimensão mais espectacular do cinema (americano ou não) para
além da rejeição, automática e preconceituosa, dos seus valores
narrativos.
É
também por isso que um filme como Águas
Perigosas
 possui
um fascínio muito primitivo. As suas imagens do mar (mesmo que
geradas por recursos digitais) nada têm que ver com qualquer visão
“metafísica” da prática do surf pelos
“famosos” – são apenas cenários depurados de um medo
primordial, para o qual, com ou sem tubarões, as palavras sempre
faltam.
Fonte: João Lopes – DN

Perdas nos contentores podem chegar aos 10 mil milhões

As companhias de transporte marítimo de contentores arriscam  sofrer  este ano perdas de 10 mil milhões de dólares, prevê o CEO da SeaIntelligence Consulting, Lars Jensen, numa nota divulgada.







Aquele especialista lembra que 13 das 20 maiores companhias mundiais do sector acumularam perdas de 2,5 mil milhões de dólares (2,2 mil milhões de euros) no primeiro semestre do ano e que o prejuízo total das 20 deverá rondar os quatro mil milhões de dólares (3,5 mil milhões de euros).
“Os resultados pioraram claramente do primeiro para o segundo trimestre de 2016, logo, se as condições de mercado não mudarem substancialmente, o sector pode registar prejuízos de oito a 20 mil milhões de dólares [7,1 a 17,7 mil milhões de euros] no ano completo de 2016”, perspectiva Lars Jensen, citado pela assessoria de imprensa.
As previsões da SeaIntelligence Consulting são ainda mais preocupantes do que da Drewry. A consultora antecipou, num relatório publicado este mês, prejuízos globais de cinco mil milhões de dólares (4,4 mil milhões de euros) para o sector do transporte marítimo de contentores no ano em curso.
Ainda segundo a Drewry, as companhias marítimas de transporte de contentores estão em rota para 29 mil milhões de dólares de receitas este ano, que assim será o pior para a indústria desde 2009. Tudo por causa da fraca procura e do excesso de oferta de capacidade que corroem as tarifas.
Fonte: T e N