Aguçadoura quer ser o epicentro do surf na Póvoa

A Aguçadoura vai ter um novo pólo de desenvolvimento dedicado ao surf. Um dos projectos será a criação de um hostel no centro da vila. A ideia foi concebida por Rui Camaz, do ‘Aguçadoura Surf Spirit’:
“Decidiu investir-se na Aguçadoura pelas ondas que pode oferecer”, elaborou. “Em termos de variedade e quantidade, há ali muito por explorar. No spot da Póvoa estamos mais limitados. Eu costumo dizer que a Aguçadoura tem um pouco de Peniche por causa dos fundos de areia e um pouco de Ericeira pelos fundos de pedra”.
Nas modalidades de surf e bodyboard, o concelho da Póvoa tem aproxidamente 500 praticantes.

Pesca de arrasto vai ter diário de pesca electrónico em 2018

As embarcações de arrasto de fundo vão ter um diário de pesca electrónico a partir de Janeiro do próximo ano e os pescadores vão participar em comissões de acompanhamento da pesca por zona, segundo um diploma ontem publicado.
No preâmbulo da portaria publicada em Diário da República, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, lembra a importância do equipamento de monitorização contínua e do preenchimento dos diários de pesca para o controlo da actividade da pesca com a arte de ganchorra, um saco de rede com a abertura ligada a uma estrutura rígida que revolve o fundo do mar por arrasto, capturando, por exemplo, conquilhas ou ameijoas.
“Considerando a necessidade de assegurar o acompanhamento de todas as embarcações licenciadas para arrasto de portas, já realizada através da utilização de equipamento de monitorização contínua e utilização de diário de pesca, justifica-se que o mesmo se processe por via electrónica, prevendo-se um período de adaptação até final de 2017”, lê-se no diploma.
A ministra, tendo em conta a actual situação dos recursos explorados pelas embarcações licenciadas para a arte de arrasto de portas com malhagem 55 a 59 milímetros, nomeadamente a gamba-branca, defende no diploma a necessidade de assegurar “as condições adequadas” à operação daquelas embarcações, permitindo a realização de capturas acessórias de determinadas espécies, sem que essa prática desvirtue o tipo de pescaria exercida, a qual se destina, tradicionalmente, à captura de crustáceos.
“Entende -se, ainda, adequado promover uma maior participação dos profissionais da pesca na gestão dos recursos existentes desenvolvendo modelos de gestão participativa envolvendo a comunidade científica e a administração, razão que determina a criação de comissões de acompanhamento da pesca com ganchorra por zona.
Ainda quanto à pesca com ganchorra, a governante adaptou algumas das medidas de gestão e de controlo específicas para diferentes zonas e, paralelamente, tendo em conta as particularidades de operação na zona ocidental norte, nomeadamente a distância aos pesqueiros e as especificidades dos mercados, estabeleceu um novo horário para a pesca nesta zona e alterou as regras para a pesca na zona sul.
O diploma altera ainda a malhagem do saco de rede da ganchorra para a pesca da amêijoa-branca, pé-de-burrinho e conquilha.
Fonte: DNoticias

Aquecimento dos oceanos pode provocar extinção de espécies


O aquecimento da água dos oceanos pode provocar alterações ambientais profundas e, até 2100, a extinção de muitas espécies no mais vasto habitat do planeta Terra, o oceano profundo, indica um estudo divulgado.

Temperaturas mais elevadas, acidificação da água e o alargamento de zonas com pouco oxigénio são factores que irão “alterar drasticamente a biodiversidade do fundo oceânico entre os 200 metros e os 6.000 metros de profundidade”, refere o estudo, publicado na revista especializada Elementa, que reúne informação recolhida por 20 dos principais centros mundiais de investigação oceanográfica.

“A biodiversidade em muitas das áreas do oceano profundo é definida pela escassez de alimento que chega ao fundo e nos próximos 80 a 90 anos essa já escassa quantidade de alimento poderá ser reduzida a metade em algumas partes do mundo”, alertou Andrew Thurber, especialista em ecologia marinha na universidade de Oregon, Estados Unidos, e um dos autores do estudo.
“Vamos provavelmente assistir a uma mudança no sentido da predominância de organismos mais pequenos num processo em que algumas espécies vão prosperar, outras vão migrar e muitas vão desaparecer”, adianta Andrew Thurber no artigo publicado na Elementa.
O estudo cruzou informação dos 31 modelos de projecção do funcionamento dos “sistemas vitais” da Terra, desenvolvidos para o Painel Intergovernamental sobre Alterações Climáticas, para fazer previsões sobre as alterações, até 2100, da temperatura, quantidade de oxigénio, acidez (nível de Ph) e quantidade de alimentos no oceano profundo.
A análise das projecções levou os investigadores a concluírem que a temperatura da água nos fundos marinhos abissais (entre 3.000 e 6.000 metros de profundidade) irá aumentar entre 0,5º celsius e um grau celsius no Atlântico Norte, no chamado Oceano do Sul e no Oceano Antártico, em relação aos valores actuais.
Temperaturas em profundidades batiais (entre 200 e 3.000 metros de profundidade) poderão aumentar ainda mais, atingindo até mais quatro graus celsius nos oceanos Pacífico, Atlântico e Ártico.
“Quatro graus pode não parecer muito no nosso dia-a-dia, mas é uma alteração de temperatura radical neste tipo de ecossistemas. É o equivalente a haver um verão quente pela primeira vez em milhares de milhões de anos”, afirma Andrew Thurber.
O investigador sublinha que “o aumento da temperatura da água terá como efeito a aceleração do metabolismo dos seres vivos dos fundos oceânicos, significando que passarão a necessitar de mais alimento numa altura em que menos alimento estará disponível (devido à perturbação da circulação vertical de massas de água)”
Andrew Sweetman, investigador na universidade Heriot-Watt, em Edimburgo, Reino Unido, reforça que o oceano profundo que normalmente é uma zona de pouca quantidade de alimentos passará a ser uma zona de fome aguda.
“As zonas abissais, abaixo dos 3.000 metros, são das regiões do planeta onde os alimentos são mais escassos. A quantidade de carbono (matéria orgânica) disponível por metro quadrado nestas zonas é inferior ao que existe num cubo de açúcar. O problema é que grandes áreas abissais verão esta pequena quantidade de alimento reduzida a metade. Se se tiver em conta que está em causa um habitat que cobre cerca de metade da Terra, o impacto global será enorme”, explica Sweetman.
Os investigadores sublinham que a perturbação da circulação vertical de massas de água, gerada pelas diferenças de temperatura, que distribui oxigénio e nutrientes, terá impacto significativo nas populações das zonas costeiras, incluindo na pesca comercial, que visa cada vez mais recursos das zonas profundas.
“Se olharmos para a história da Terra, pode concluir-se que pequenas alterações no oceano profundo provocam alterações importantes na biodiversidade. E pode concluir-se que essas alterações foram provocadas pelos mesmos factores e impacto que os modelos (usados no estudo) prevêem que venham a acontecer num futuro próximo”, adverte Andrew Thurber.
“Tendemos a pensar no oceano profundo como uma zona muito estável e demasiado vasta para sofrer impactos significativos, mas é necessário reconhecer que desvios pequenos ao equilíbrio existente são suficientes para alterarem radicalmente esse ecossistema”, conclui o investigador.

Investigadores Europeus querem satélites para vigiar Oceanos

Vários investigadores do Porto, Vigo, e Noruega estão a participar num projecto que visa criar micro e nano satélites para monitorização dos oceanos de forma a recolher vário tipo de informações.

Investigadores do Porto, de Vigo e da Noruega estão a participar num projecto que visa criar micro e nano satélites para monitorização dos oceanos, transporte de informação entre diferentes locais e leitura de sinais de rádio emitidos por navios.
“A questão da oceanografia é hoje em dia muito importante porque Portugal pode ter cerca de quatro milhões de quilómetros quadrados no oceano Atlântico, espaço no qual vai passar 65% do tráfego que entra e sai da Europa”, disse à Lusa o Director do departamento de Física da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), Orfeu Bertolami.
De forma a controlar essa área, “Portugal precisa de ter meios, associando, no futuro, aos métodos tradicionais (navios e lanchas, entre outros), instrumentos automáticos não tripulados”, como os que são desenvolvidos na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), instituição envolvida neste projecto
Numa primeira fase, o trabalho dos investigadores passou por harmonizar os protocolos de comunicação desses mesmos veículos criados na FEUP com os pequenos satélites, desenvolvidos em Vigo, de modo a poderem trocar informação.
A equipa pretende também estudar, “entre muitas outras hipóteses”, a adaptação a esses pequenos satélites de um instrumento que permite colectar imagens em muitos comprimentos de onda, considerando-se este “um salto bastante importante” nesta área, indicou o Director.
Outro dos objectivos do projecto, que deu origem ao artigo “Pequenos satélites para a oceanografia: uma pesquisa” (“On small satellites for oceanography: a survey”, Ata Astronómica, 2016), é criar um grupo de pessoas capazes de desenvolver este tipo de tecnologia, de preferência em ambiente universitário, onde se pode encontrar estudiosos de várias áreas.
De acordo com Orfeu Bertolami, desde os anos 90 têm sido construídos satélites conhecidos como cubo (‘cube’), com cerca de dezenas de centímetros cúbicos, que têm uma estrutura modular e podem ser padronizados.
Existe também “um crescimento” de operações com pequenos satélites, impulsionadas, principalmente, “por uma necessidade académica e pedagógica, mas que tem demonstrado, mais recentemente, a sua viabilidade para operações mais ambiciosas”.
“Essas operações alavancaram e demonstraram a necessidade de desenvolver sensores destinados a observar a Terra, o que inclui monitorização, comunicação e testes de engenharia, não havendo, até à data, aplicações substanciais nas ciências do oceano”, acrescentou o Director.
Segundo os responsáveis pelo projecto, chegou o momento dos micro e nano satélites (com massa inferior a dez quilogramas e dois a três anos de desenvolvimento), projectados, construídos e testados para observação oceanográfica.
Um satélite é constituído, essencialmente, por um corpo e os instrumentos científicos. “Quando essas plataformas são muito pequenas, há pouca disponibilidade – especialmente energética – para conterem baterias, instrumentação ou rodas de estabilização pesadas, que permitem controlar os satélites”, explicou.
A energia solar, “única fonte de energia constante no espaço vizinho à Terra”, é convertida em electricidade para os instrumentos através de painéis solares, energia esta que é proporcional à área e ao tempo de exposição. “Pouca área significa pouca energia”, concluiu.
Para o investigador, estas limitações fazem com que as plataformas existentes actualmente sejam restringidas na sua capacidade de carregar instrumentação maior que o correspondente a uma máquina fotográfica.
O objectivo do Director do Departamento de Física, para além de poder construir este tipo de satélites na FCUP, no período de 18 meses, é operacionalizar alguns desses equipamentos. A longo prazo, pretende ainda produzir e operar uma constelação de pequenos satélites.
Neste projecto participam também os investigadores André Guerra e Frederico Francisco, ambos da FCUP, Jaime Villate, da FEUP, Fernando Aguado Agelet, da Escola de Engenharia de Telecomunicação da Universidade de Vigo (Espanha), e Kanna Rajan, da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega (Trondheim).
Fonte: Observador

Bactéria que come plástico pode ajudar a salvar o planeta

Um
colónia desta bactéria faz em seis semanas o que demora, no mínimo,
um século a fazer no meio ambiente.
Uma
equipa de cientistas japoneses descobriu uma bactéria capaz de comer
plástica, o que poderá constituir uma importante ajuda para salvar
o planeta.
Estima-se
que um terço das embalagens de plástico escapem ao sistema de
recolha e reciclagem e acabem na natureza. O Fórum Económico
Mundial, que se realizou em Janeiro em Davos, Suíça, fez um alerta
assustador: em 2050, se nada mudar, haverá mais plásticos do que
peixes no mar. “O sistema actual de produção, de utilização e
de abandono de plásticos tem efeitos negativos significativos: entre
80 mil milhões a 120 mil milhões de dólares (entre 73 mil milhões
de euros a 109 mil milhões de euros) em embalagens de plásticos são
perdidas anualmente. A par do custo financeiro, se nada mudar, os
oceanos terão mais plásticos do que peixes (em peso) até 2050”,
indicou um comunicado do fórum.

Fonte: DN

Em 2050, pode haver no mar mais plástico do que peixe

Se recolhêssemos todo o plástico nos oceanos e o pesássemos, o seu peso seria 25 vezes superior ao da Grande Pirâmide de Gizé.

Há actualmente cerca de 165 toneladas de plástico nos oceanos, número que tende a aumentar de ano para ano.
Em 2050, haverá no mar mais plástico do que peixe, prevê um novo estudo da fundação Ellen MacArthur em parceria com o Fórum Económico Mundial.
Enquanto todos os peixes somariam 895 toneladas, os detritos não degradáveis de plástico vão superar os 937 toneladas.
Apenas 14% do plástico pode ser reciclado. O que não o é vai parar a lixeiras e aterros a partir de onde pode ir parar ao oceano, recorda este relatório, citado pelo Internacional Business Times.

O Simplex do Mar

A Factura Única Portuária constitui o documento de cobrança que agrega a liquidação e facturação de todas as entidades públicas prestadoras de serviços aos navios.






Depois de vários anos de “costas voltadas” para o mar, Portugal parece querer voltar a assumir a sua (natural) vocação atlântica.

As novas medidas e políticas do mar vêm confirmar esta percepção. Destacam-se, entre outras, a revisão do enquadramento normativo do ordenamento marítimo, a criação de um cluster científico aplicado à engenharia naval offshore e submarina (entre outros domínios), o aumento da capacidade das infraestruturas portuárias e, ainda, a criação de um verdadeiro Simplex do Mar, visando uma simplificação de processos a vários níveis, com a consequente diminuição da burocracia associada.

Inserida no âmbito do Simplex do Mar, foi recentemente publicada a Portaria n.º 14/2017, que vem estabelecer o procedimento de emissão, disponibilização e cobrança voluntária da denominada Fatura Única Portuária por Escala de Navio (“FUP”), já prevista no Regulamento do Sistema Tarifário dos Portos do Continente.

Em termos simplistas, a FUP constitui o documento de cobrança que agrega a liquidação e faturação de todas as entidades públicas prestadoras de serviços aos navios, no ato de despacho de largada, para cada escala de navio.

A FUP é cobrada aos navios pelas administrações portuárias competentes, que asseguram depois os pagamentos respectivos a todas as outras entidades envolvidas no processo (designadamente, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, a Autoridade Tributária e Aduaneira, a Direcção-Geral da Autoridade Marítima e Direcção-Geral de Saúde).
Por outro lado, também os armadores dos navios farão um único pagamento – que poderão conhecer antecipadamente através de uma “pré-factura” – por meio de uma aplicação informática própria, a Janela Única Portuária (“JUP”).
De acordo com as notícias recentemente publicadas sobre esta matéria, todos os portos do Continente já terão assinado com as autoridades competentes os protocolos de que dependia a implementação da FUP, sinal de que a medida terá uma aplicação efectiva em todo o “território portuário” nacional, o que se sublinha com agrado.
Para além da evidente poupança em termos financeiros, quer para a Administração Pública, quer para as entidades privadas, esta medida trará consigo uma importante simplificação de procedimentos e, bem assim, uma enorme poupança de tempo, que aliás já se vinha sentindo desde a implementação da JUP (sobretudo, ao nível da imobilização dos navios ao largo dos nossos portos).
Esta é uma medida que, com uma capa de aparente simplicidade, contribuirá, estamos em crer, para o reforço da tão desejada e necessária competitividade dos portos nacionais, no contexto europeu e atlântico, e será certamente recebida com agrado pela generalidade dos armadores nacionais e internacionais.
Em todo o caso, o Simplex do Mar não se fica, nem se pode ficar, por esta medida. Espera-se assim para breve o anúncio de outras iniciativas que venham consolidar esta crescente aposta no mar português, iniciativas a que, naturalmente, estaremos atentos. 


O pequeno piolho marítimo que está a encarecer o salmão


Grelhado, assado ou cru num belo sushi, todos gostamos do peixe mais alaranjado dos mares e dos pratos, mas se, desde 2016, o tem notado mais caro, não estranhe. Anda nos mares uma ameaça nova que tem comprometido a sua produção.
O Lepeophtheirus salmonis é mais comumente chamado de piolho do salmão e, como se instala externamente no corpo do seu hospedeiro, é um exoparasita. Está a atacar sobretudo os peixes do atlântico e a fazer subir o seu preço para níveis sem precedentes.
A disseminação severa desta epidemia de piolhos do mar na Noruega e na Escócia juntou-se a uma outra disseminação, a de algas tóxicas no Chile (segundo maior produtor de salmão depois da Noruega) em 2016, e a produção tem sofrido bastante com isto – caiu em cerca de 9%.
De acordo com as análises feitas na indústria de peixe, esta descida deve continuar até ao fim da primeira metade de 2017, por causa do piolho. A infecção tem também afectado, não exactamente com a mesma expressão, outros peixes como a garoupa, a tainha e o robalo e pode gerar perdas económicas de mais de 280 milhões de euros.
Os países que têm sofrido com o aumento dos preços são, genericamente, todos os consumidores mas, segundo a imprensa britânica, no Reino Unido, por exemplo, o salmão é quase um luxo. Os preços do salmão da Noruega subiram 40% em 2016 (em relação 2015) e, segundo o Financial Times, os preços deverão manter-se este ano até que o peixe volte a ter o tamanho ideal.

DE ONDE VEM O PARASITA E PORQUE NOS AFECTA

Estes parasitas sempre fizeram parte dos ecossistemas marinhos mas nem sempre representaram um problema.
Estes piolhos instalam-se no peixe e alimentam-se do seu sangue, muco e pele, alterando o sistema imunitário dos peixes e tornando-os muito mais vulneráveis. Um salmão selvagem adulto consegue viver com 1 ou 2 parasitas hospedados mas quando depois vai até ao rio para pôr os ovos que garantem a sua reprodução e entra em contacto com a água doce, acaba por morrer, uma vez que, com o sistema imunitário enfraquecido, dependem da salinidade da água.
As defesas em baixo aumentam também a probabilidade de os peixes contraírem outras infecções que os tornem impróprios para consumo. E mesmo que nenhuma destas consequências se verifique e o peixe sobreviva, também há, naturalmente, um limite de parasitas estabelecido para aceitar (passar na inspecção alimentar) os salmões no circuito de venda para consumo humano.
“O problema aumenta quando temos populações de salmão confinadas em ecossistemas intensivos onde estão centenas de peixes”, explica Fernando Mardones, epidemiologista e professor assistente na Universidade André Bello no Chile.
Desde os anos 70 que o sector tem procurado estratégias que resolvam estas epidemias mas até agora ainda nenhuma foi 100% eficiente, até porque os parasitas também têm as suas estratégias e estão cada vez mais resistentes.

O PESO DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

A relação não é directa mas, de facto, o aquecimento global do planeta, e das águas, tem promovido a abundância destes parasitas.

Fonte: Visão

Revelada foto de Surf no Havaí com 120 anos

É uma verdadeira relíquia e pode muito bem ser a fotografia de surf mais antiga do Mundo. A imagem tem 120 anos e pertence a um fotógrafo inglês que esteve no Havai no final do século XIX. Segundo noticiou o jornal britânico “Daily Mail”, foi agora revelada e prepara-se para ir a leilão juntamente com outras preciosidades que demonstram o estilo de vida havaiano da época.
Herbert Smith deixou o porto de Liverpool em 1983 navegando até Honolulu, actual capital do Havai. Por lá encontrou uma realidade pura e bastante diferente. Dessa forma decidiu escrever cartas para documentar a experiência, às quais juntou várias fotografias dos nativos e das paisagens locais. O álbum de 62 imagens foi mantido pela família de Smith e só agora foi revelado.
O leilão do álbum das imagens vai iniciar-se no próximo dia 1 de março e especula-se que a família pretenda 2.500 libras, aproximadamente 3 mil euros, pelo mesmo. Herbert Smith viveu no Havai durante a parte final da última década do século XIX, uma altura dramática para o povo havaiano, com o território a acabar por ser anexado pelos Estados Unidos em 1898.
Entre as dezenas de fotos encontra-se inclusivamente uma imagem de camponesas a trabalhar arduamente, sendo que, segundo as cartas que a família detinha, algumas são de origem portuguesa e outras de origem japonesa. No que diz respeito à imagem de surf, é possível ver dois nativos sem roupa a carregarem as pranchas pelo areal de Hilo Bay, uma larga baía situada na costa este da Big Island e que seria um spot de surf concorrido na altura.
O Havai é o berço do surf, sendo que os primeiros relatos de nativos a deslizaram nas ondas em pedaços de madeira remontam ao século XVIII, altura em que se acredita ter sido inventado o desporto pelo povo polinésio. O tenente James King foi a primeira pessoa a escrever sobre a prática de surf no Havai, em 1779. Já Mark Twain descreveu em 1866 a prática como sendo “o passatempo nacional”.
Na altura em que as fotos foram tiradas, é muito provável que o surf ainda não se tivesse expandido do Havai para o resto do Mundo. Esse é um fenómeno que acontece no início do século XX. As imagens impressionam também pelo paralelismo que estabelecem entre o modo de vida dos nativos havaianos e a actualidade, sendo muitas as diferenças evidenciadas.

Skreifest: O bacalhau fresco dos mares da Noruega

A festa do skrei, que nos dá a provar o bacalhau fresco, pescado nos mares da Noruega, está a chegar a 47 restaurantes de Lisboa e também no Porto, cidade onde se realizará pela primeira vez. Os apreciadores que se apressem, só poderão prová-lo até Abril.

Na semana passada, em pleno mar da Noruega, Rui Martins, chefe cozinheiro do ano 2016, responsável pelos restaurantes RIB Beef & Wine e pelo novíssimo Heritage Bistrô e Bar, no Porto, pescou seis grandes skreis e cozinhou-os de uma maneira que surpreendeu a pequena vila piscatória de Senjahopen, na Noruega. “Usei o que eles não estão habituados a cozinhar do skrei: as ovas, as bochechas, as línguas e o fígado”, conta-nos, durante o arranque da Festa Skrei, no Porto, onde, pela primeira vez, o bacalhau fresco pescado na Noruega, sobretudo nas Ilhas Lofoten, será servido em 22 restaurantes, a somar aos 25 em Lisboa, que já recebe a iniciativa desde 2015. Em Senjahopen, Rui Martins cozinhou ceviche com skrei e vieiras, paté de fígado de bacalhau, sopa de línguas e bochechas e, revela-nos Johnny Thomassen, representante da Norge (Conselho Norueguês das Pescas) em Portugal, “os pescadores disseram que foi a melhor refeição que tinham comido”.
Já no Heritage Bistro & Bar, inserido do hotel Pestana Vintage Porto, um dos restaurantes onde, até Abril, poderá provar o bacalhau do Ártico – o skrei só está disponível entre Fevereiro e Abril, no período da desova –, o chefe cozinheiro do ano servirá um arroz com algas, barriga de skrei e tikka masala, cozinhado com um caldo feito com as espinhas do bacalhau para “apurar os sabores”.
A festa do skrei será, este ano, a maior de sempre, alargando-se a cerca de 50 restaurantes de Lisboa e da região do Porto. Em Guimarães, por exemplo, no seu restaurante A Cozinha, o chefe António Loureiro, servirá, como entrada, uma conserva de bacalhau “com uma cura de sal e ligeiramente defumado” à qual junta alho, cebola, azeitona, tomate e azeite que dá ao prato “uma dinâmica mais apelativa”, conta. No restaurante que abriu, no ano passado, em Guimarães, António Loureiro servirá ainda um lombo de bacalhau skrei com migas soltas com couve, broa de milho e enchidos transmontanos, acompanhado por um puré de couve-flor. “A Noruega tem comido skrei há mil anos”, lembra Johnny Thomassen. Nos próximos dois meses poderá, pois, saboreá-lo tal e qual “como os Vikings o comiam: sempre fresco”, compara.
Restaurantes em Lisboa e Porto com a festa do skrei
LISBOA
9 Ilhas; A Carpacceria; A Sociedade; Asian Lab; Azenhas do Mar; Bastardo; B’Entrevinhos; Casa de Linhares; Gioia; Locco; Mercado da Ribeira – Alexandre Silva; Mercado da Ribeira – Marlene Vieira; Mercado da Ribeira – Miguel Castro e Silva; Mercado da Ribeira – Sea me; Nobre Estoril; Nobre Lisboa; Peixaria da Esquina; Rabo d’pêxe; Restaurante Chefe Cordeiro; Sea me – Camões; Soul Sushi; Taberna 1300; Taberna da Rua das Flores; Tartar-ia; Tasca de Esquina
PORTO & NORTE
A Cozinha; Achas; Antiquvm; Aquário Marisqueira D’ Espinho; BH Foz; Buri – restaurante Japonês; Casa Aleixo; Dourum; Euskalduna; Flow; Heritage Bistro & Bar; O Gaveto; Ode; Palco – Hotel Teatro; Praia da Luz; Puro 4050; Restaurante Alcaide; Restaurante EL DORADO; Restaurante Parque D’ Aguda; Sumo Cais; The Blini; Wish Restaurante & Sushi
Skreifest > até final de Abril

Fonte: Visão