Portugal não tem nenhum contrato de produção de gás e petróleo

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, garantiu no parlamento, que não existe qualquer contrato para produção de gás e de petróleo no mar nacional, referindo que passar da fase de prospecção para produção “tem exigências elevadíssimas”.

Respondendo a perguntas do deputado social-democrata Cristóvão Norte, a governante indicou que o uso da palavra exploração ligada a petróleo e ao gás “não é como nos transportes”.
“Na linguagem corrente à exploração chamamos prospecção. No futuro, quem tiver essa pasta, no ministério da Economia, terá que decidir se alguém vier a pedir uma licença de produção”, disse a governante, garantido que “não existe nenhum contrato actualmente para produção associada ao hidrocarboneto” no mar nacional.
Aos deputados, Ana Paula Vitorino acrescentou que “passar de uma fase de prospecção para produção tem exigências elevadíssimas”, recordando que foi aprovado um decreto-lei no ano passado que “aumentou as exigências”.
Perante a insistência do deputado do PSD sobre os seus planos quanto à celebração de novos contratos para prospecção, a ministra respondeu: “Não, não o faria, porque nem tenho competência”.
Ana Paula Vitorino garantiu ainda ser prioridade do Governo socialista “em matéria de energia do mar” as renováveis oceânicas e que só haverá exploração que acautele a “conservação e preservação do mar”.
A governante citou ainda posição do Ministério da Economia de que o “Estado é uma pessoa de bem e só anula os contratos que juridicamente deve anular”.
O consórcio, liderado pela petrolífera italiana Eni, que integra a Galp Energia, é único contrato existente para a exploração de petróleo no mar (‘offshore’), que permite avançar com o primeiro poço exploratório ao largo da costa alentejana, a cerca de 80 quilómetros de Sines.
PL // JNM
Lusa/fim

Guardar o Mar no Feminino

Os
estuários são os guardiões do mar, sendo a sua flora única e o
sustento de muitas famílias. O empenho das mulheres que protegem,
limpam e vivem do Sado já ganhou um prémio. Um projecto que deve ser
conhecido e replicado.
Eco-empreendedorismo,
voluntariado e cidadania activa. O meio ambiente precisa de tudo isto
e muito mais. Precisa de ser cuidado, com dedicação e conhecimento
e o meio aquático não é excepção.
Os
estuários são o ponto onde os rios e o mar convergem, e onde se
encontram as pradarias marinhas. Estas
são nada mais, nada menos, que o 3º habitat com mais valor do
planeta. A má notícia é que, a cada hora, em todo o mundo, o
equivalente a dois campos de futebol de pradarias marinhas é
destruído, graças a técnicas de pesca agressivas e à poluição.
É
na flora das pradarias do Sado que muitos peixes encontram alimento
e, em busca destes, é comum verem-se por ali golfinhos a mergulhar,
bem como embarcações depescadores que procuram o seu sustento. E é
neste cenário que encontramos um grupo muito especial de mulheres.
O
projeto “Guardiãs do Mar: salvar o ambiente, preservar empregos”,
da autoria da bióloga marinha Raquel Gaspar, foi o grande vencedor
da 8ª edição do Prémio Terres de Femmes Portugal 2017, atribuído
pela Fundação Yves Rocher, que todos os anos destaca uma iniciativa
na área do eco-empreendedorismo levado a cabo por uma mulher
portuguesa.
Completamente
feminino, este projeto envolve as mulheres pescadoras do Sado na
proteção das pradarias marinhas, sensibilizando-as para a
eliminação do lixo resultante da pesca e da mariscagem,
integrando-as ativamente nos estudos científicos de monitorização
do ambiente marinho e garantindo assim os seus postos de trabalho
O
“Guardiãs do Mar” inclui ainda um Programa de Educação
Marinha, essencialmente dirigido à comunidade escolar, onde a 
Ocean
Alive
,
organização cujo objetivo é proteger as pradarias marinhas do
estuário do Sado, propõe atividades como visitas de estudo guiadas,
um dia a mariscar com uma guardiã do mar ou uma visita marinha a
bordo.
Com
este projeto, Raquel Gaspar recebeu o galardão de eco-cidadã do
ano, bem como um prémio no valor de 10 mil euros, entrando na
corrida ao “Prémio Internacional” e ao “Prémio do Público”,
no valor de 5 mil euros, sujeito a 
votação
online
,
até 24 de março.
Até
agora, as campanhas de sensibilização no Sado já promoveram sete
ações de limpeza de praia, envolveram 271 voluntários e abordaram
437 mariscadores. Foram apanhadas mais de quatro toneladas de lixo e
cerca de 12 mil embalagens de sal. Seja no masculino ou no feminino,
o importante agora é seguir em frente e continuar.

Festival do ouriço-do-mar vai voltar à Ericeira


A 3ª edição do festival internacional está a caminho da Ericeira: de 31 e Março a 9 de Abril o ouriço-do-mar é estrela.


Pelo terceiro ano consecutivo, a Ericeira vai receber a 3ª edição do Festival Internacional do Ouriço-do-mar. Acontece de 31 de Março a 9 de Abril e é promovido pela Câmara Municipal de Mafra.
Já chamada de Ouriceira, a Ericeira tem uma forte tradição de apanha de ouriços-do-mar o que faz com que seja o local ideal para um festival da iguaria. Durante a semana do festival, 24 restaurantes vão ter em destaque nas suas ementas o ouriço-do-mar, com receitas reinventadas ou mesmo ao natural.

Os restaurantes que vão aderir ao Festival do Ouriço-do-mar são A Brasa na Gruta, 7 Praias na Baleia, A Tasquinha, A Canastra, Esplanada das Furnas, Estrela do Mar, Funky, Golfinho Azul, Mar à Vista, Marisqueira Furnas, Marisqueira Brisa, Marisqueira César, O Vigarista, Prim, Retiro da Bela Sombra, Ribeira d’Ilhas Surf Restaurant & Bar, Restaurante Dom Carlos, Restaurante Sul, Sushi Drinks Club, Ti Matilde, Tik Tak, Toca do Caboz, Uni Sushi e Viveiros do Atlântico.

Chefs nacionais e internacionais vão estar presentes no evento, com sessões de showcooking(nos dias 1 e 8 de Abril), no Mercado Municipal da Ericeira: António Alexandre, chef do projecto Endògenos, o chef Justin Jennings, da Austrália, e o chef Roberto Sihuay, do Peru, são alguns dos nomes já confirmados para o festival.
Numa vertente mais cultural vão acontecer as Jornadas Técnicas, para valorizar o ouriço-do-mar como espécie endógena da região, com actividades a acontecer a partir de 1 de Abril, na Casa da Cultura Jaime Lobo e Silva, na vila da Ericeira.

Festival Internacional do Ouriço-do-mar

Ericeira

31/3 a 9/4

Fonte: Sábado 


'Pai' do tubarão é um peixe com 400 milhões de anos

Tubarões
têm origem num peixe que viveu há 400 milhões de anos.
Um
peixe que viveu há cerca de 400 milhões de anos foi identificado
como antepassado remoto dos tubarões actuais, num estudo publicado
hoje.
Investigadores
da divisão de Paleontologia do Museu Americano de História Natural
concluíram, com recurso a imagens de raios X de um fóssil de um
‘Doliodus problematicus’, que os tubarões actuais, peixes
cartilaginosos, evoluíram a partir de espécies de ‘Acantodianos’,
grupo de peixes com esqueleto ósseo que ocupa um lugar importante
como “elemento de transição” no processo evolutivo.
“As
principais transições evolutivas dos vertebrados, tais como a
transformação de barbatanas em patas e a passagem de ‘dinossauro a
pássaro’ são suportadas por descobertas de fósseis abundantes. Em
contraste, o muito mais antigo aparecimento de peixes semelhantes a
tubarões no seio dos vertebrados com mandíbulas está bastante mal
documentado”, diz John Maisey, o principal autor do estudo,
publicado na revista American Museum Novitates.
O
fóssil do esqueleto de um ‘Doliodus problematicus’, datado do
período Devónico inferior, foi descoberto em 2003 em New Brunswick,
no Canadá, e apresentava pares de espinhos na parte frontal das
barbatanas peitorais, uma característica dos ‘Acantodianos’, mas em
estudos realizados em 2009 e 2014 John Maisey e outros investigadores
determinaram que a cabeça, o esqueleto e os dentes eram por sua vez
mais semelhantes aos dos tubarões actuais.
Num
novo estudo sobre o fóssil, que resultou no artigo publicado hoje,
imagens de tomografia computorizada realizadas no Museu Nacional de
História Natural de França revelaram novos espinhos, que cobririam
o ventre do peixe, mais uma característica típica dos
‘Acantodianos’ e que confirmou que o ‘Doliodus problematicus’ foi uma
espécie de transição e um antepassado remoto dos tubarões.
“O
que se revelou foi que este peixe era essencialmente um
‘Acantodiano’, mas com cabeça, esqueleto e mandíbulas de tubarão”,
concluiu John Maisey.
Os
primeiros peixes surgiram nos oceanos da Terra há cerca de 510
milhões de anos.

Fonte: DN

O mar da Tasmânia está a brilhar (mas não é bom)

À primeira vista pode parecer um fenómeno agradável, mas esconde problemas ambientais sérios. O mar da Tasmânia está florescente e a culpa é das alterações climáticas, que provocam a subida da temperatura média da água do mar.
As águas estão bioluminiscentes devido à presença de um microorganismo chamado “noctiluca scintillans” ou brilho do mar, que emite uma brilhante luz azul, num mecanismo de auto-defesa.
Este microorganismo não é tóxico para os humanos, mas é uma espécie invasiva e pode extrair grandes quantidades de oxigénio da água, acabando por matar outros seres vivos.
Segundo Gustaaf Hallegraeff, um professor da Universidade da Tasmânia, estes microrganismos apareceram pela primeira vez em Sydney em 1860 e chegaram à Tasmânia em 1994.
“Nós temos algumas certezas de que as correntes oceânicas e o aquecimento dos oceanos têm contribuído para isto. É uma espécie que está definitivamente em expansão nos últimos 20 anos”, afirmou Hallegraeff.
As águas fluorescentes têm vindo a tornar-se um fenómeno cada vez mais comum. Em 2014, o mesmo fenómeno aconteceu em San Diego, nos Estados Unidos.
Fonte: Zap

Excursões submarinas ao Titanic por cem mil euros

Quem quiser ir a quatro mil metros de profundidade observar os destroços do paquete terá de desembolsar no mínimo 98 mil euros (86 mil libras).

A oferta é de uma empresa britânica. A Blue Marvel Private propõe excursões ao Titanic num pequeno submarino onde cabem no máximo três turistas.

O programa começa na Terra Nova, Canadá, embarcando os turistas num helicóptero em direcção a um iate, onde passam dois dias em sessões de orientação sobre tudo o que se relaciona com o Titanic e com a exploração que estão prestes a iniciar.

Podem ajudar a tripulação a planear a viagem, operar com o sonar e a usar os sistemas de navegação submarinos.

Ao terceiro dia, a aventura começa realmente. Em grupos de três, os turistas embarcam num pequeno submarino feito de titânio e fibra de carbono que desce até ao Titanic e depois “passeia” em redor, iluminando os destroços com um poderoso projector.

O Titanic, na altura o maior paquete do mundo (cerca de 270 metros de comprimento), afundou-se no Atlântico Norte depois de ter batido num iceberg, na noite de 14 de Abril de 1912, quando fazia a sua viagem inaugural, ligando Southampton (Inglaterra) a Nova Iorque (EUA). Morreram 68% das 2224 pessoas a bordo (ou seja, 1514 pessoas, numa percentagem de 50/50 entre passageiros e tripulantes).

A bordo iam algumas das pessoa mais ricas do mundo mas também centenas de emigrantes ingleses e irlandeses que rumavam aos EUA em busca de uma vida melhor.

Fonte: DN

Tiago Pitta e Cunha: "Mudar a relação do país com o oceano"


Presidente
da comissão executiva da Fundação Oceano Azul, trabalha há quase
duas décadas em política dos oceanos. Especialista em direito
europeu e internacional, foi conselheiro do Presidente Cavaco Silva

O
que vão fazer concretamente na área da educação ambiental?
Queremos
concentrar-nos muito só num projecto, destinado às crianças do
ensino primário, e procurar educá-las relativamente à conservação
dos oceanos, transmitindo–lhes, através de vários materiais e dos
professores, essa perspectiva. Fazer formação de professores é algo
que iremos considerar. Há 23 mil professores para 530 mil crianças
no 1.º ciclo de escolaridade em Portugal e serão eles o nosso alvo
privilegiado.

E
na área conservação?
Queremos
desenvolver as áreas marinhas protegidas e não apenas em Portugal,
porque a fundação tem uma perspectiva internacional e quer
influenciar a agenda mundial dos oceanos. O objectivo é ajudar a
conservar os ecossistemas marinhos que são biologicamente mais
sensíveis e que é preciso preservar a todo o custo.

E
além do trabalho nas áreas protegidas?
Estamos
preocupados com as pescas, uma questão importante para Portugal.
Nomeadamente, as pescas artesanais, que são a esmagadora maioria no
país, em que continuamos a ter alguns problemas de gestão de certos
stocks. Queremos sobretudo trabalhar com as comunidades piscatórias
e com parceiros internacionais, que têm muita experiência nestas
matérias para estudar as melhores formas de gerir os stocks de
pesca, garantindo a sua sustentabilidade.

Isso
implica uma colaboração com Estado?
Também.
Se chegarmos à conclusão de que em determinados sectores da pesca
artesanal portuguesa é importante mudar métodos de gestão dos
stocks pesqueiros, é essencial a intervenção do Estado para adoptar
esses métodos, e também da Comissão Europeia, que tem grandes
responsabilidades no sector das pescas.

Que
diferença pode a fundação fazer para o país?
Esta
fundação quer ajudar a mudar as regras do jogo na relação que o
país tem com o oceano, ajudar a virar a página principalmente na
questão da responsabilidade social colectiva de preservação do
oceano. A nossa ambição é que os portugueses sejam os europeus
mais preocupados com essa sustentabilidade. Se conseguirmos através
da literacia azul que isso venha ser assim no futuro, estamos
convencidos de que isso contribuirá muitíssimo para os grandes objectivos do Portugal do século XXI, que é mobilizar a sociedade
portuguesa para os desafios do século, da sustentabilidade
ambiental.

Que
verbas vão ser aplicadas nestes programas?

foram investidos quase 60 milhões de euros, juntando a concessão do
Oceanário [36 milhões] e a dotação da fundação. O orçamento
anual em velocidade de cruzeiro andará à volta de 5,5 milhões.

Fonte: DN

Fundação Oceano Azul tem 55 milhões para o mar até 2027

Apresentada ontem em Lisboa, a nova fundação quer influenciar a agenda mundial
dos oceanos para o século XXI, dizem os seus responsáveis
Assume-se
como a maior aposta de sempre na promoção da sustentabilidade dos
oceanos por parte da sociedade civil portuguesa, com um investimento
global de 55 milhões de euros nos próximos dez anos para actividades de educação ambiental e conservação de ecossistemas marinhos. A
Fundação Oceano Azul, que é lançada ontem em Lisboa, nasce com a
ambição de “influenciar a agenda mundial dos oceanos para o
século XXI” .
Criada
pela Sociedade Francisco Manuel dos Santos, a dona da cadeia de
supermercados Pingo Doce, a Fundação Oceano Azul ganhou em 2015 a
concessão por 30 anos do Oceanário de Lisboa, equipamento que terá
“um papel central na estratégia” da nova fundação, como
reconhece o presidente da sua comissão executiva, Tiago Pitta e
Cunha. “O Oceanário é de longe a organização que em Portugal
mais investiu em educação para os oceanos e, com a fundação, vai
poder aumentar muitíssimo a escala dos seus investimentos”,
explica este responsável.

José
Soares dos Santos, chairman do conselho de administração, garante
que “todos os lucros gerados pela fundação ficam na própria
fundação, para serem investidos na causa da protecção dos
oceanos”.
Neste
ano de arranque, explica Soares dos Santos, “não gastaremos
mais de dois milhões de euros e para o ano, dependendo das actividades, imagino que poderemos duplicar esse valor”, adianta.
“Se dentro de cinco anos estivermos com um investimento anual de
cinco milhões de euros, é bom, mas vamos querer chegar lá mais
depressa”, sublinha Soares dos Santos. E, uma vez atingida a
velocidade de cruzeiro, por essa altura, o objectivo é chegar a um
orçamento anual entre “os seis e os sete milhões de euros”,
destinados à promoção da sustentabilidade marinha e da educação
ambiental.

Literacia
azul e sustentabilidade
A actividade da instituição “vai assentar em três pilares”:
a educação ambiental, destinada, para já, ao público infantil
entre o 1.º e o 4.º anos de escolaridade; a promoção da
sustentabilidade dos oceanos, através de actividades de conservação
de ecossistemas marinhos, em colaboração com parceiros nacionais e
estrangeiros, e ainda o que os responsáveis da fundação designam
“capacitação”. Esta, explica Tiago Pitta e Cunha, “é
uma das marcas distintivas da fundação, relativamente a outras que
também fazem conservação dos oceanos”. A ideia é “contribuir
para o desenvolvimento do pensamento estratégico da conservação e
da sustentabilidade dos oceanos e na economia do mar para este
século, que tem ser a da preservação do capital natural.”
Em
concreto, a Fundação Oceano Azul quer influenciar a agenda
internacional para as questões do mar, através “da
participação em conferências das Nações Unidas” mas também
“junto da Comissão Europeia e de outras instâncias
internacionais”. Este pilar da capacitação passará também
por um programa dedicado aos oceanos e à sua relação com o clima.
“Vamos querer inventar uma nova figura chamada “clima
azul”, e com isso vamos ter de encontrar maneiras de investir,
provavelmente através da atribuição de um prémio, em projectos que
consigam mostrar às pessoas que a ligação entre o oceano e o clima
é profundamente umbilical”, explica Tiago Pitta e Cunha. Dentro
de dez anos, diz o responsável, a fundação “quer ser uma
referência a nível mundial na questão dos oceanos”.
A
instituição é lançada hoje, mas, como sublinha o presidente da
sua comissão executiva, nasce já com trabalho feito. “Ao longo
de 2016, começámos a trabalhar em projectos nas áreas marinhas
protegidas”, explica. Em parceria com a WWF Portugal, fez-se o
levantamento das áreas marinhas protegidas em Portugal. “São
71, mas até agora ninguém sabia quantas eram, porque não existe um
organismo gestor centralizado”, afirma Tiago Pitta e Cunha,
explicando que “o trabalho de base foi feito pela WWF e
financiado pela fundação”.
Outra actividade, essa em colaboração com a Waitt Foundation, foi uma
expedição científica aos Açores, durante dez dias, em Setembro,
para fazer o levantamento dos valores naturais marinhos na zona do
Grupo Oriental do arquipélago. “No futuro, queremos trabalhar
com o governo regional dos Açores e com o governo da República,
para proteger ainda mais aquela região tão importante do ponto de
vista da biodiversidade”, diz. E conclui: “Queremos ser
parceiros do país e do Estado português no levantamento,
diagnóstico e implementação de áreas marinhas protegidas.”

Fonte: DN Foto 1: ANDY MANN / WAITT FOUNDATION

"Guardiãs do Mar", vence Prémio de eco-empreendedorismo

A bióloga Raquel Gaspar foi a vencedora da 8ª edição do Prémio Terres de Femmes Portugal 2017, com o projecto “Guardiãs do Mar: salvar o ambiente, preservar empregos”.


Um projecto que envolve as mulheres pescadoras do estuário do Sado na protecção das pradarias marinhas e que está a ter um forte impacto ambiental e económico.
“Já foram recolhidas mais de 20 toneladas de lixo no estuário e estima-se que em 3 anos seja gerado um rendimento acrescido de 20 mil euros para estas mulheres”. Palavras de Raquel Gaspar, directora da Ocean Alive e responsável pelo “Guardiãs do Mar“. A responsável explica que as maiores ameaças na origem deste projecto são “o lixo da mariscagem, as embalagens de sal deixadas pelos pescadores que poluem todo o ecossistema; a pesca agressiva e as âncoras, que destroem as plantas e diminuem a força deste habitat”.
No estuário do Sado existem cerca de 45 mulheres pescadoras, mas uma parte está desempregada.
Este projecto tem uma forte vertente educativa, já contou com a participação de mais de 600 alunos e turistas. A Ocean Live criou um programa em que as pescadores “usam a sua sabedoria para agirem como guias turísticas. Há uma partilha de interesses e é garantido um rendimento extra. Usando a sua sabedoria de vida, ganham um novo posto de trabalho”.
Raquel Gaspar diz que o projecto “Guardiãs do Mar: salvar o ambiente, preservar empregos” tem um forte impacto ambiental. “Já tiramos mais de 20 toneladas de lixo do estuário; há embalagens de sal depositadas há décadas e já conseguimos tirar mais de 25 mil embalagens”.
O impacto económico também é significativo “a três anos é estimado um impacto na ordem dos 20 mil euros, no sentido do rendimento acrescido que podemos proporcionar às pescadoras através das novas profissões. Quer como agentes de sensibilização, como monitoras das pradarias ou como guias marinhas”. A bióloga diz que cada voluntário que faz a limpeza da praia “vale seis euros por hora, se a autarquia tivesse que pagar a limpeza pagava seis euros por hora”.
Fonte: TSF


Nuno Barreto vai coordenar projecto olímpico da Vela

O medalhado olímpico Nuno Barreto é o novo coordenador do Projecto Olímpico e Alto Rendimento da Federação Portuguesa de Vela, anunciou hoje a instituição.
“Vamos trabalhar para voltar a montar um projeto olímpico e de alto rendimento mais sólido e estruturado, e assim conseguir devolver à vela nacional o prestígio e resultados que tornaram o nosso desporto numa referência nacional e mundial”, disse o medalha de bronze em Atlanta1996, na classe 470.
Nuno Barreto, que também competiu em Sidney2000 e Atenas2004, considerou que “está na altura de poder retribuir” o que a vela lhe deu “ao longo destes mais de 20 anos de carreira profissional”.
Na página do Facebook, a federação manifestou-se ainda esperançada de que com o contributo de Nuno Barreto a vela “consiga mudar de rumo”.
A vela portuguesa soma duas medalhas de prata e duas de bronze em Jogos Olímpicos, mas no Rio2016 o seu melhor desempenho ficou-se pelo 11.º lugar, pelo veterano João Rodrigues, na classe RS:X, na que foi a sua quinta participação consecutiva olímpica do madeirense.
Em Novembro, António Roquette tornou-se o novo presidente da Federação Portuguesa de Vela, após ter ‘destronado´o então líder do organismo, José Manuel Leandro.
Roquette tinha liderado a federação entre 1991 e 2001, altura em que Nuno Barreto conquistou o bronze, juntamente com Vítor Hugo Rocha.