Futuro dos oceanos está nas nossas mãos

O branqueamento e a morte dos corais têm ocorrido um pouco por todo o mundo, inclusive em Portugal. A culpa é maioritariamente da acção humana. Um fenómeno que só é revertível se forem feitas mudanças nos comportamentos das pessoas. Urgentemente.

Não é um fenómeno que se fica pela Grande Barreira de Coral, na Austrália. Os corais estão a morrer em várias zonas do planeta. A notícia é péssima. A réstia de esperança assenta no facto de ainda poderem ser salvos e, em grande medida, depende de nós. Saiba o que pode fazer para proteger o oceano.

Desde o início do ano, já demos conta de duas notícias desastrosas sobre a questão do branqueamento dos corais. Dois terços da Grande Barreira de Coral australiana desapareceram. Mais de 70% do maior recife de coral do Japão morreu em 2016. A morte dos corais corre mundo. Desde a costa do Panamá, passando pela China, até chegar inclusivamente a Portugal. Os números são depressivos. Nos últimos 30 anos, a Terra perdeu 27% dos recifes de coral. A tendência aponta para que desapareçam muitos mais.

O que são os recifes de coral? Pode parecer que os corais são um único e gigante organismo, mas na verdade trata-se de um ecossistema no qual milhares de pequenas criaturas vivem conectadas. Formam colónias que funcionam como hospedeiras de microalgas – de nome naturalmente estranho: zooxanthellae – com quem vivem em simbiose. São estas algas que lhes fornecem comida e conferem às colónias as cores vivas características dos recifes.

Da poluição à doença, são vários os factores que provocam irritação nos corais, levando-os a expulsar a alga, sem a qual não sobrevivem. Dá-se o fenómeno de branqueamento, restando apenas o esqueleto do coral. A morte não é certa. Restabelecer a temperatura fria da água ou remover os poluentes pode ajudar os corais a recuperar.
O branqueamento tem sido mais frequente e visto com maior intensidade. Em 2016, verificou-se o pior registo de que há memória, válido ainda este ano. Se não forem tomadas medidas urgentes, se não houver melhoria das condições, os corais têm sentença marcada.

Porque é importante salvá-los? Cerca de 25% da vida marinha depende do habitat criado pelos recifes de coral. Pode parecer exagero, mas também nós dependemos do oceano para a nossa própria existência. Milhões de pessoas em todo o mundo dependem dos recifes para alimentação, turismo, emprego e até protecção contra eventos climáticos extremos. Além disso, os oceanos funcionam como o principal regulador térmico do planeta. Absorvem mais de um quarto do dióxido de carbono libertado pelas actividades humanas. Desempenham um papel importante nas condições climáticas. Além de comida, fornecem-nos energia, oxigénio e múltiplos recursos.

Com a chegada do Dia Mundial dos Oceanos – festejado a 8 de Junho – este é o melhor momento para nos focarmos numa das maiores ameaças à saúde aquática. O lema é simples: oceano saudável, planeta saudável.

Qual o perigo que enfrentamos actualmente? Acima mencionámos que o desencadear deste fenómeno se dá pela influência de vários factores. Pesca excessiva, invasão de espécies, acidez, fazem parte da combinação fatal. No entanto, o principal responsável pela morte dos corais é o aquecimento global. Há várias décadas que a comunidade científica chama a atenção para os perigos da queima de combustíveis fósseis a um ritmo acelerado.

As consequências notam-se no crescente aquecimento da superfície terrestre e oceânica – aproximadamente 1 grau Celsius desde 1880. Parece pouco? O limite está nos 2°C, acima do qual se temem consequências catastróficas, com as quais será muito mais difícil e oneroso lidar. Estudos recentes apontam para que as temperaturas globais subam 1,5 graus em menos de uma década. O calor até agora acumulado devido às emissões humanas é aproximadamente igual ao calor que seria libertado por 400.000 bombas atómicas de Hiroshima a explodir em todo o planeta diariamente.
É assustador. Mas de nada valeu o aviso. As emissões de gás continuam a aumentar e, neste momento, a temperatura no fundo do oceano é alta o suficiente para que qualquer alteração significativa represente um enorme risco para os recifes – como foi o caso do mais recente El Niño, cujos efeitos se verificaram no decorrer de 2016 e são ainda hoje visíveis. As alterações climáticas vistas como uma ameaça do futuro têm afinal representatividade no presente. Isto no que toca aos oceanos, ou mais especificamente, aos recifes de coral.

O que podemos fazer para proteger o oceano? Temos duas opções: ajudar na protecção dos oceanos ou não fazer nada e deixar que a devastação continue. Se optarmos pela primeira hipótese, então podemos começar por reduzir as pegadas de carbono que vamos deixando ao longo dos tempos. Utilizar sacos reutilizáveis, fazer a instalação de termóstatos inteligentes, colocar lâmpadas eficientes, desligar as luzes das divisões que não estamos a utilizar, conduzir menos ou usar mais os transportes públicos, evitar o desperdício alimentar e comer menos carne. São pequenas alterações que fazem uma enorme diferença se milhões de pessoas cumprirem com a sua parte.
Fonte: Sabado


Autorizada a pesca de "jaquinzinhos"

A pesca de carapau com tamanho inferior ao mínimo de referência para os pescadores de arte-xávega foi autorizada pelo Governo, com a publicação em Diário da República de uma portaria do Ministério do Mar.
O Governo reconhece o “valor cultural e considerável importância” para os pescadores da costa ocidental portuguesa da arte-xávega e cria também uma comissão de acompanhamento e o controlo científico da espécie, que está “em bom estado”.
É a primeira vez que esta excepção é autorizada na pesca deste tipo de carapau, conhecido vulgarmente por “jaquinzinhos”, pescado artesanalmente por 50 traineiras em Portugal, número máximo de embarcações autorizadas.
O primeiro lance de captura pode ser vendido mesmo que o peixe seja abaixo do tamanho mínimo, mas a pesca pode ser interrompida se numa jornada se apanhe mais de 20 por cento de espécies cujo número é reduzido.
Os barcos passam a ter que instalar dispositivos acústicos para afastar baleias, por causa de “alguns episódios de captura de cetáceos”.
Fonte: JN

Imagens inéditas desvendam os os “unicórnios do mar” [ Com Vídeo ]

Graças a dois drones, foi possível filmar os chamados “unicórnios do mar”, os narvais, uma espécie de baleia dentada caracterizada por uma presa na cabeça cuja função era um verdadeiro mistério, até agora.
Filmagens efectuadas por dois drones em Tremblay Sound, na costa do nordeste do Canadá, revelam que o unicórnio dos narvais é usado para empurrar e atordoar os peixes, o que os torna presas fáceis.
Os animais desta espécie de baleia dentada, que vive nas águas frias do Árctico, entre a Gronelândia, o Canadá e a Rússia, são conhecidos como “unicórnios do mar”, precisamente por essa característica fisiológica única entre estes grandes mamíferos.
Até agora, contudo, a função desta presa, que pode chegar a ter mais de 3 metros de comprimento, era um mistério.
No vídeo captado nas águas do Canadá, onde vivem 90% dos narvais existentes, estes “unicórnios marinhos” são vistos a imobilizar bacalhau com as presas que se assemelham a um chifre.
Além desta vertente, os narvais poderão ainda usar os unicórnios para outros fins, nomeadamente como armas e picaretas de gelo, como forma de selecção sexual ou como ferramenta de ecolocalização, consideram os especialistas desta área.
Marianne Marcoux, investigadora do Fisheries and Oceans Canada, o departamento do Governo canadiano que gere as pescas, os oceanos e os recursos aquáticos do país, explica na National Geographic que as presas dos narvais funcionam, basicamente, como um dente canino que contém milhares de terminações nervosas que lhes permitem sentir movimentos na água em torno deles.
“Eles podem sentir os seus arredores de forma similar ao que o dente partido de um ser humano teria sensações”, destaca Marcoux. São, assim, sobretudo órgãos sensoriais.
Os narvais não têm dentes no interior da boca e usam a sucção para engolir as suas presas inteiras.
O vídeo, considerado particularmente extraordinário porque está em causa uma espécie muito “tímida”, mostra também os narvais a alimentarem-se em águas de Verão, o que é muito relevante em termos de estratégia de conservação destes animais, uma vez que se acreditava que eles se alimentavam exclusivamente em águas de Inverno.
Aqui em Vídeo:

4 Arguidos por derrama de combustível no Terminal XXI

O derrame de combustível ( derrame de várias toneladas de fuel oil ), no Terminal XXI, no dia 6 de Setembro do ano passado, fez com que o Ministério Público formalmente desse a acusação de quatro arguidos, uma pessoa colectiva e três singulares, com a prática dos crimes de poluição com perigo comum e de falsificação de documento e da contraordenação de poluição do meio marinho. A acusação refere que o derrame teve origem no navio “MSC Patrícia”, indicando que “os arguidos tinham conhecimento de que os tanques do navio apresentavam deficiências e careciam de reparação há já mais de um ano”.  Esta conduta, assinala, culminou com a deslastragem (esvaziamento) do tanque deficiente no dia do aportamento em Sines, causando o derrame de produto poluente, cuja remoção custou ao Estado português quase 180 mil euros. O Ministério Público adianta que deduziu um pedido de indemnização civil no valor das despesas efectuadas, acrescido de juros de mora. A investigação, que durou sete meses, esteve a cargo da Polícia Marítima, sob a direcção do Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Setúbal.

Estaleiros Navais do Mondego lançam ao mar primeiro navio

Navio construído na Figueira da Foz foi lançado à água. O ferryboat “Haksolok” vai melhorar a mobilidade em Timor Leste. O ferryboat “Haksolk”, de bandeira timorense, foi lançado à água a partir da principal doca seca dos estaleiros da Figueira da Foz. Este navio é o primeiro a ser construído cinco anos depois de os antigos Estaleiros Navais do Mondego terem sido concessionados à empresa portuguesa Atlanticeagle Shipbuilding (AES). E em breve estará a operar no mar de Timor-Leste, inaugurando as operações de cabotagem na costa norte daquele país de língua oficial portuguesa com uma embarcação de bandeira timorense. O ferry tem capacidade para transportar 377 pessoas e 25 automóveis, Vai ligar Díli, a ilha de Ataúro e as principais localidades da costa norte do país, nomeadamente Pante Macassar, a mais povoada cidade daquela região, em cujas redondezas desembarcaram pela primeira vez os navegadores portugueses, em agosto de 1515. 

Tirar os plásticos do mar, começando logo no piquenique

Comissão
Europeia, Ciência Viva e Embaixada dos Estados Unidos juntaram-se
para chamar a atenção para o impacto dos microplásticos nos
oceanos e na sociedade
Por
entre os banhistas que aproveitam um dia de verão em maio, surge um
grupo equipado com t-shirts azuis, camaroeiro e um saco na mão. Vão
passando a areia pelos camaroeiros e retirando as minúsculas
partículas de plásticos que vão ficando na rede. Perante o espanto
e o elogio dos banhistas, o grupo vai limpando a praia da Mata, na
Costa da Caparica. Uma iniciativa da Comissão Europeia, da Ciência
Viva e do Departamento de Estado dos Estados Unidos que visa alertar
para o aumento dos plásticos nos oceanos.
“Mais
de 80% do lixo marinho é plástico”, aponta a investigadora
Filipa Bessa, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente (MARE), da
Universidade de Coimbra. Estes plásticos acabam por se degradar e
ficar com menos de 5 milímetros – são os microplásticos -, que
depois são ingeridos pelos peixes, absorvidos pelo sal marinho e
acabam por entrar na própria cadeia alimentar dos seres humanos.
Apesar
dos impactos na saúde humana ainda não serem conhecidos, os
especialistas concordam que estes não podem ser positivos. Pelo
menos já não estão a ser para a saúde dos oceanos, como ontem foi
sublinhado em diversas ocasiões durante um evento que começou com a
inauguração da exposição “Um oceano sem plástico”, no
Pavilhão do Conhecimento, passou pela recolha de microplásticos e
acabou num piquenique sustentável, na praia da Mata, na Caparica.


Ainda
há poucas semanas foi notícia que estávamos a temperar a comida
com microplásticos do sal. E se olharmos para os areais nacionais
percebemos que muito do plástico aqui abandonado acaba por chegar ao
mar. “As praias têm muito lixo mesmo e no mar nota-se ainda
mais. Faço surf e vejo que o mar está cada vez mais poluído”,
reconhece Teresa Castro, que ontem aproveitou o bom tempo para ir até
à praia. Ficou surpreendida com a acção de limpeza, embora admita
que “não resolve o problema, mas pelo menos chama a atenção”.
Na
opinião da instrutora de fitness, “as pessoas não têm a noção
do impacto de deixar lixo na areia ou então estão apenas
despreocupadas”. Já antes, durante o debate que se seguiu à
exposição, Tiago Pitta e Cunha, presidente da Comissão Executiva
da Fundação Oceano Azul, tinha sublinhado a demora da sociedade em
perceber a poluição dos oceanos. “Falta a humanização do
problema, as pessoas não percebem que o oceano tem impacto no nosso
habitat e pensam que se trata apenas do habitat dos peixes.”

Para
o Director-geral de Política do Mar, Fausto Brito e Abreu, a
prioridade “é tirar plástico do mar, a prevenção é
fundamental, mas ao mesmo tempo temos que tirar o plástico que já
está nos mares.” Por isso, o responsável admite que as
soluções que venham da biotecnologia e da investigação “são
importantes”.
No
entanto, também ainda há muita investigação para fazer e conhecer
o impacto dos microplásticos. A própria União Europeia lançou há
duas semanas, “dois estudos que têm como objectivo um conhecer
os microplásticos intencionalmente utilizados em produtos e, o
outro, sobre a libertação dos microplásticos para o ambiente”,
aponta João Aguiar Machado, Director-geral dos Assuntos do Mar e da
Pesca da Comissão Europeia.

A
nível europeu, a comissão refere também que há objectivos como “em
2025 queremos que 55% dos plásticos reutilizados sejam reciclados,
também temos a meta da redução do lixo marinho no oceano em 2030,
não apenas para os plásticos, mas para todo o lixo”,
acrescenta o responsável europeu.

Uma
das formas de conseguir reduzir as 10 milhões de toneladas de lixo
que todos os anos são despejados nos oceanos é fazer, por exemplo,
um piquenique sustentável, como o que foi promovido ontem. Na cesta
de vime, Rosália Vargas, presidente da Ciência Viva, trouxe feijão
cozido e ovo cozido, tortilha de algas, alface lavada sem tempero,
morangos e água numa garrafa de vidro. Tudo chegou também em
recipientes de vidro ou papel, os guardanapos são de pano e o pão e
a fruta vieram em taleigos. “Dá trabalho, mas de facto é tudo
muito melhor”, admite. “Devemos claro reciclar os plásticos
que usamos, mas se pudermos evitar logo à partida usá-los é o
ideal e temos obrigação de transmitir essa mensagem aos mais
novos”, acrescenta a responsável da Ciência Viva. Local onde
está a exposição “Um oceano sem plástico”, da ONG
Plastic Change e do Aquário Nacional da Dinamarca, sobre o impacto
dos plásticos na vida marinha e que recebeu o apoio do departamento
de Estado dos EUA para se tornar itinerante.

Fonte: DN

Vídeo mostra como é um sismo no fundo do mar

Um grupo de mergulhadores das Filipinas que explorava o fundo do mar foi surpreendido por um sismo de 5,7 de magnitude na escala de Richter. O momento foi gravado debaixo de água e partilhado nas redes sociais.
Nos países banhados pelo Oceano Pacífico, como é o caso das Filipinas, a atividade sísmica é bastante frequente. São vários os registos em vídeo disponíveis na internet deste tipo de fenómeno.
No entanto, as imagens divulgadas no passado mês de abril pelo mergulhador Jaun Paul Rodriguez têm a particularidade de serem registadas no fundo do mar.
Nas filmagens, um grupo de mergulhadores que se encontra a cerca de 18 metros de profundidade depara-se com um sismo de magnitude 5,7. No vídeo é possível ver a agitação do mar e da areia que levanta na água.
Em declarações ao Newsflare, o autor do vídeo descreveu o fenómeno: “Parecia que havia uma hélice gigante de um barco a girar mesmo em cima de nós, ouvimos o tremor de pedras sobre a terra e sentimos a onda de choque. Sentimos dor nos ouvidos, a respiração pesada e mudanças bruscas de pressão”, explicou.
Após o sucedido, a equipa conseguiu chegar à superfície sem ocorrer qualquer tipo de incidente.
O vídeo partilhado no Facebook, onde é possível assistir ao momento do sismo registado na província de Batangas (Filipinas), já conta com mais de 745 mil visualizações.
Fonte: JN

Estrela do mar devoradora de corais apanhada com vinagre

A estrela do mar é uma das grandes ameaças da Grande Barreira de Coral – devora os já muito ameaçados corais a um ritmo perigoso. Os cientistas australianos descobriram que o simples vinagre as elimina sem prejudicar o ecossistema.

Património Mundial da UNESCO desde 1981, a Grande Barreira de Coral que se estende por 345 mil km2 ao longo da costa australiana constitui o maior conjunto de corais do mundo, com 2.500 recifes individuais que albergam corais únicos, 1.500 espécies de peixe e milhares de tipos de moluscos. Começou a deteriorar-se na década de 1990 devido ao duplo impacto do aquecimento da água do mar e do aumento do grau de acidez por causa de uma presença maior de dióxido de carbono na atmosfera.
E de um predador voraz: a estrela do mar Acanthaster planci ou coroa-de-espinhos, que se alimenta quase exclusivamente de corais. Pode atingir um metro de diâmetro e os seus picos têm um veneno tóxico para os seres humanos.
As tentativas de eliminar esta estrela do mar com produtos químicos “têm sido pior a emenda que o soneto”, uma vez que matam outros organismos dos recifes.
Testes realizados pelos investigadores da Universidade James Cook em colaboração com o Parque Marinho da Grande Barreira de Coral (GBRMPA) mostraram que o vinagre é uma solução “segura, eficaz e barata”.
Sem danos colaterais
A investigadora Lisa Bostrom-Einarsson explica que uma experiência de seis semanas em quatro recifes permitiu constatar a morte de Acanthasters que levaram uma injecção de vinagre sem impactos sobre outros seres vivos.
A erradicação deste predador é, no entanto, uma tarefa hercúlea, uma vez que cada um tem de ser injectado com os 20 ml de vinagre que os matará.
“Há milhões de estrelas do mar na Grande Barreira e cada fêmea produz em cada época 65 milhões de ovos”, revela a cientista.
Para que seja possível alcançar o maior número destas estrelas do mar, o Parque Marinho dá autorização às empresas turísticas para que utilizem vinagre nestes predadores.

“Homem ao Mar”? Conheça a Sea Tags, a pulseira salva vidas

Desenvolvido especialmente a pensar nas embarcações de recreio, a pulseira é accionada assim que estiver imersa ou muito longe da embarcação.  “Homem ao Mar” é a expressão que assinala que alguém caiu à água e que precisa de ser salvo. Para ajudar a resolver esta situação, foram apresentadas esta semana em Portugal as pulseiras Sea Tags, que contam com um alarme ligado ao smartphone e com uma aplicação gratuita disponível na Apple Store e Google Play. A Orey Técnica Naval é a entidade responsável por promover este produto em território nacional. Desenvolvido especialmente a pensar nas embarcações de recreio, a pulseira é acionada assim que estiver imersa ou muito longe da embarcação. O sinal é interrompido e o ou os smartphones accionam um alarme e registam a posição GPS no momento do acidente. As Sea Tags podem ser utilizadas em barcos de até 15 metros de comprimento, devido às limitações da cobertura Bluetooth, para evitar falsos alarmes. 

Armadores unidos para colocar o MAR em 1.º

São cerca de 30 armadores internacionais, mas no futuro poderão ser muitos mais os que estão registados no MAR – Registo Internacional de Navios da Madeira, um dos ‘braços’ do Centro Internacional de Negócios da Madeira. A opinião é unânime, todos acreditam no potencial de crescimento do MAR além das mais de 500 embarcações que, no final de Março, ostentavam a bandeira de Portugal e o nome ‘Madeira’ na popa.
Na primeira reunião anual da ‘European International Shipowners Association of Portugal (EISAP), que decorreu no Funchal, fica claro que a crença no potencial de crescimento deste registo de navios, embora os entraves ao seu maior desenvolvimento continuem e estão claramente identificados. Tanto da parte dos armadores, como do concessionário do CINM, a Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM), apontam os três aspectos a melhorar e insistem que o Estado português tem de acelerar as alterações legislativas.
Considerando “um encontro muito importante para o MAR”, Roy Garibaldi, membro da Comissão Executiva da SDM, salientou que a associação junta os maiores armadores com navios registados neste domínio, onde debatem “todas as questões relacionadas com o registo, tanto as positivas como as menos positivas, nomeadamente as que precisam ser melhoradas ao nível do Governo da República”. Entre os pontos a melhorar, “tem de haver uma melhoria ao nível da certificação das tripulações, pois neste momento temos um serviço deficiente em Portugal”, através do Ministério do Mar que emite certificados ainda em papel e não desmaterializaram para as plataformas informáticas (online), além de “impedir, afasta” armadores do MAR.
Outro ponto passa por criar legislação que permita às embarcações terem tripulantes com porte e uso de armas contra a pirataria do mar, o que deixa Portugal entre os três únicos países que não aprovaram ainda legislação nesse sentido. “Estamos na cauda da Europa”, desabafou.
Albrecht Gundermann, membro da EISAP e director da Euromar, destacou “o enorme crescimento nos últimos três anos e esperamos que assim continue”. No entanto, “temos alguns desafios legislativos e administrativos que têm de ser resolvidos”, destacando o apoio da Marinha Portuguesa, através do vice-almirante, que garantiu que está a trabalhar numa legislação para guardas privados armados, “ponto crucial para a protecção dos nossos navios”. Sobre a posição do MAR no sector a nível mundial, utilizou um termo popular: “É o novo puto do bairro. No mundo marítimo, a Madeira está muito visível mapa mundo, com um fantástico crescimento nos últimos três anos. Mas não devemos estar satisfeitos com isso, pois acreditamos que é possível tomar medidas necessárias para tornar o MAR o principal registo de navios da Europa (actualmente é o terceiro, atrás do Chipre e de Malta). Mas, para isso é preciso trazer o ‘Simplex’ para o MAR.”
Por fim, o armador com maior número de navios, a TB Marine Shipmanagement com 160 navios destacou as “consideráveis melhorias do registo nos últimos 8 a 10 anos”, destacando que “é preciso melhorar o processo de registo e ainda a segurança dos navios com homens armados”, disse Sven Kruse.