Misteriosos turbilhões de água se juntam no oceano com força incrível

Em mares do sul, estranhos redemoinhos oceânicos podem medir quase 100 km e movem-se a uma velocidade muito maior do que a dos turbilhões comuns.
Os cientistas britânicos descobriram recentemente uma série de estranhos turbilhões de água nos mares da Austrália e da África do Sul ao examinar imagens correspondentes recebidas através de satélites nos últimos 25 anos.
O mais curioso do fenómeno é que os redemoinhos se movem a uma grande velocidade e se estendem por dezenas de quilómetros, informa o jornal Popular Science
Segundo descobriram os investigadores, estes turbilhões de água podem atingir o tamanho de quase 100 km. Ao mesmo tempo, acredita-se que podem surgir por junção de dois redemoinhos e consequentemente estenderem-se. São capazes de se deslocarem a uma velocidade entre 8 e 16 km, em comparação com a velocidade de 2 km que costumam atingir os turbilhões comuns.
“Quando alcançam uma certa força, começam espontaneamente a mover e transformar-se em turbilhões”, explicou Chris Hughes, oceanógrafo da Universidade de Liverpool (Inglaterra). 
Estes turbilhões duplos, que são criados pela turbulência dos correntes oceânicas, realizam uma função muito importante de misturar água e nutrientes de diferentes zonas e transportá-los a quilómetros de distância.
Por outro lado, estão ligados sob a água por um vórtice em forma de “U” e absorvem pequenos animais marinhos que são deslocados a grandes distâncias.
Ao observar as imagens de satélites que mostram a superfície do oceano de todo o mundo, tentado entender melhor esse fenómeno, os investigadores determinaram os seguintes passos: revelar a origem da formação e saber a razão do seu comportamento.
Fonte: Sputnik News

Mais plástico do que peixe no mar? Estamos no mau caminho…

A Quercus diz que a produção de plástico é insustentável. O que mais sofre são os oceanos e o que lá vive.

A produção de plástico vai aumentar 40% nos próximos anos, em resultado de 180 mil milhões de dólares de investimento em fábricas de plástico bruto nos EUA, desde 2010.
A tendência vem já desde o tempo em que Obama ocupava a Casa Branca, mas não é exclusiva dos EUA, explica João Branco, presidente da Quercus.
“Isto é deveras preocupante porque nós já sabemos que o plástico está a tornar-se insustentável nomeadamente no lixo oceânico. O mercado é totalmente liberal no que respeita à produção de plásticos descartáveis.”
“Defendemos, há muito, que deve haver restrições governamentais à produção, também em Portugal. Isto não acontece apenas nos EUA, acontece em todo o mundo e também no nosso país”, explica.
As restrições, considera a Quercus, não podem limitar-se aos sacos de plástico. “Tem que haver proibição aos plásticos descartáveis, mas deve haver também uma redução gradual, mas forte, à utilização de embalagens de plástico.”
“Temos plástico em tudo…nas embalagens de iogurte, do presunto, do champô, nos refrigerantes. E tudo isto alimenta a industria.”
A maior preocupação é mesmo a poluição nos oceanos, até porque, como explica João Branco, se tudo continuar como está, “temos estudos sérios a dizer-nos que em 2050 vai haver mais plástico do que peixe nos oceanos.”
Fonte: RR

Primeira mulher admitida no curso de submarinista da Marinha

A Marinha portuguesa vai contar pela primeira vez com uma mulher a frequentar o curso de submarinista, em Janeiro, após um período de provas de selecção que cumpriu com aproveitamento.
A militar, Noémie Freire, auxiliar de navegação, tinha decidido em Março concorrer ao curso que ia começar em Outubro, altura em que a Marinha decidiu abrir aquela formação a mulheres, pondo fim a uma exclusão quase centenária.
Segundo disse à Lusa o porta-voz da Marinha, comandante Coelho Dias, concorreram 20 militares, dos quais três eram mulheres e duas ficaram aptas, tendo sido uma admitida ao curso, cujos critérios de seleção passam pela conjugação entre “as necessidades concretas e a antiguidade dos militares” a concurso.
A militar integrou a esquadrilha na segunda-feira e irá iniciar o curso, com a duração de nove meses, no dia 05 de janeiro, com uma aula inaugural lecionada pelo comandante, capitão de mar-e-guerra Silva Gouveia.
Em média, cerca de 15 a 20% dos formandos desistem do curso de submarinista.
“É um marco importante que nos orgulha. Mulheres na Marinha não é novidade, mas nos submarinos é a primeira vez e foi bem acolhida, com naturalidade”, disse o porta-voz do ramo, comandante Coelho Dias.
Com a especialidade de Operações, a praça Noémie Freire poderá desempenhar funções na operação de radares, sistemas de guerra eletrónica e sistemas de deteção submarina.
Em março passado, Noémie Freire foi, com outras militares, convidada pela Marinha a visitar o submarino Arpão, numa iniciativa do ramo para “atrair” candidatas ao primeiro curso aberto aos dois sexos.
Com um filho de três anos, a militar disse na altura aos jornalistas que o mais difícil será estar bastante tempo sem poder comunicar com a família mas afirmou contar com o apoio do marido, também militar, para poder dar este passo na sua carreira.
Há seis anos que a Marinha portuguesa já dispõe de submarinos com condições logísticas e de habitabilidade que permitem responder aos requisitos de privacidade seja para homens ou mulheres mas apenas este ano o ramo decidiu incentivar as militares a concorrer à especialidade.
A taxa de participação das mulheres nas Forças Armadas portuguesas é de cerca de 11%.
Fonte: JN Foto: José Coelho/Lusa

Navegação solitária. Recorde de volta ao mundo pulverizado

A bordo do super trimaran Macif, François Gabart fez a volta
ao mundo à volta em 42 dias e 16 horas, a uma média superior a 50 km/hora.
Tirou mais de seis dias ao anterior recorde.
Quando o francês Thomas Coville reduziu, em 2016, o recorde
da volta ao mundo à vela em solitário de 57 dias para 49 dias, toda a gente na
comunidade internacional da vela oceânica pensou que se trataria de uma marca
que demoraria anos a ser batida. Nada mais errado.
Um ano depois, um outro francês, François Gabart, volta a
pulverizar o recorde, reduzindo a marca para 42 dias, 16 horas, 40 minutos e 35
segundos.

Aos 34 anos – e sendo velejador profissional há apenas dez
anos – tirou ao anterior recorde seis dias, 10 horas, 23 minutos e 53 segundos.
Toda a gente volta a dizer que é outra marca do outro mundo – mas agora
verdadeiramente já ninguém garante nada. Gabart cruzou a linha de chegada (que
tinha sido a de partida), entre os faróis de Lizard (Reino Unido) e
Créac”h (França), na entrada do Canal da Mancha, às 2.45 da madrugada de
domingo (menos uma hora em Lisboa) e pelo amanhecer estava a chegar ao porto de
Brest, onde o aguardavam, além da sua equipa de terra e família, centenas de
entusiastas da vela e uma multidão de jornalistas (o jornalismo desportivo em
França não é dominado pela monocultura do futebol).
Decisivo para a obtenção deste recorde foram condições
meteorológicas globais quase sempre favoráveis e um veleiro – o trimaran Macif,
de 30 metros, lançado ao mar em 2015 – que é o suprasumo da tecnologia e dispõe
de foils, os patilhões em forma de “J” que fazem os cascos
erguerem-se acima da água, diminuindo o atrito e aumentado assim brutalmente a
velocidade da embarcação. França é o único país do mundo onde se continuam a
fazer estas verdadeiras naves espaciais à vela.
Além do mais, foi também importante um enorme talento na
definição dos rumos (do próprio Gabart mas também da sua equipa de terra, com
quem estes navegadores solitários se mantém sempre em contacto) e alguma
capacidade de risco. No Pacífico, por exemplo, Gabart desceu mais a sul do que
Coville, quase a tocar no paralelo 60, em procura de ventos mais fortes – e a
tal ponto que a certa altura se assustou com a presença de icebergs, pondo
ligeiramente o “pé no travão” e rumando de novo a norte. O valor da
proeza de Gabart é reforçado pelo facto de ter sido conseguida à primeira
tentativa. Coville só lá chegou depois de quatro fracassos.
Para conseguir o recorde, o velejador francês – que já tinha
vencido em 2013 a Vendée Globe, regata solitária de volta ao mundo em monocasco
– teve de fazer uma velocidade média de 27,2 nós (50,3 km/hora), com a
velocidade máxima a chegar aos 39,2 nós (72,5 km/hora). Percorreu, ao todo,
27859 milhas (51,5 mil km).
A barreira dos 40 dias

Com a marca agora estabelecida, Gabart fica a menos de 48
horas do recorde absoluto de volta ao mundo à vela, que é de uma tripulação de
seis homens capitaneada pelo francês Francis Joyon, a bordo do IDEC 3: 40 dias,
23h, 30m e 30 segundos. Destruir a barreira dos 40 dias na circumnavegação do globo
parece ser agora o grande desafio da vela oceânica. Para isso foi lançado ao
mar há semanas um outro super trimaran, o Banque Populaire IX, com mais dois
metros de comprimento do que o Macif. Há uma outra equipa, a do trimaran
Spindrift, pronta para partir.

Fonte: DN

Quotas para a pesca em 2018 são "globalmente positivas"

Ministros das Pescas da União Europeia para os Totais Admissíveis de Capturas e quotas para 2018 fixaram a manutenção das quotas de pesca do biqueirão e um corte de 12% nas capturas de pescada em águas nacionais.

O acordo para os limites de capturas de pescado para 2018, alcançado em Bruxelas pelos ministros das Pescas da União Europeia,
“é globalmente positivo” para a Federação dos Sindicatos dos
Trabalhadores da Pesca.
“Consideramos positivo o aumento de quotas na raia, no
lagostim e no tamboril e julgamos que poderiam ser aumentadas ainda”, afirmou
o coordenador da Federação, Frederico Pereira, à agência Lusa, tendo
considerado “globalmente positivo” o acordo conseguido.
“Em relação à raia, que tem importância para a pesca
nacional e que tem sido muito castigada pela diminuição das quotas, é significativo
este aumento das possibilidades de pesca”, acrescentou.
Em relação ao biqueirão, cujo Total Admissível de Capturas
(TAC) vai manter-se, a Federação dos Sindicatos defendeu que “devia ser
aumentado, porque é a espécie que tem salvado a pesca do Cerco, tendo em conta
as quantidades deste pescado que se consegue pescar”.

 A diminuição do TAC no carapau e na pescada “não é
muito negativa pelo facto de que as embarcações não atingem a quota
atribuída” e, no caso do carapau, “não tem a valorização que devia
ter nas lotas”.
O acordo alcançado pelos ministros das Pescas da União
Europeia para os Totais Admissíveis de Capturas e quotas para 2018, após mais
de 20 horas de negociação em Bruxelas, fixou a manutenção das quotas de pesca
do biqueirão (onde havia uma proposta da redução de 20%).
As capturas de pescada em águas nacionais vão ter um corte
de 12%, abaixo dos 30% inicialmente propostos por Bruxelas, e as capturas de
carapau são reduzidas em 24%, sendo que em nenhuma das espécies a quota é atingida
pelos pescadores portugueses.
Em águas nacionais vão aumentar em 2018 as possibilidades de
pesca de raias (15%), lagostins (13%) e areeiros (19%), mantendo-se as quotas
de julianas, solhas, linguados e tamboris.

Fonte: Público Foto: Rui Farinha/NFACTOS

Jonh Jonh Florence bi-campeão de Surf

O havaiano John John Florence revalidou segunda-feira o título mundial de surf, ao beneficiar da eliminação do brasileiro Gabriel Medina nos quartos de final do Billabong Pipe Masters, 11.ª e última etapa do circuito mundial.
Para ser campeão em Banzai Pipeline, em Oahu, no Havai, Gabriel Medina estava obrigado a vencer a prova — depois de John John Florence ter atingido as meias-finais — e esperar que o havaiano não atingisse a bateria decisiva, mas acabou por permitir que o campeão festejasse mais cedo.
O campeão de 2014 acabou por ser eliminado pelo francês Jeremy Flores na terceira bateria dos quartos de final, ao fazer apenas 6,04 pontos, contra 12,76 do gaulês.
No segundo ‘heat’ dos quartos de final, John John Florence tinha batido Julian Wilson, ao terminar a bateria com 17,60 pontos, contra 2,64 do australiano.
Já campeão, Florence, o primeiro surfista a revalidar o cetro em seis anos, depois de Kelly Slater, em 2011, ainda atingiu a final, sendo batido (16,23 pontos contra 16,16) por Flores, o ‘carrasco’ de Medina, que somou o seu terceiro triunfo no circuito.
“Ganhar o título em casa era o meu objetivo. Foi uma prova muito tensa, mas acabou tudo de forma excecional. Aprendi muito sobre mim mesmo este ano, com toda a pressão de que fui alvo”, disse o agora bicampeão mundial, de 25 anos.
O português Frederico Morais foi eliminado na segunda ronda, terminando o Pipe Masters no 25.º lugar. O campeonato de 2018, que conta com 11 provas, arranca em Gold Coast, na Austrália, de 11 a 22 de Março.



Portos vão dar 5% dos seus dividendos ao Fundo Azul

O governo decidiu fixar em 5% a percentagem dos dividendos de cada administração portuária que será alocada como receita do Fundo Azul, de acordo com o despacho publicado em Diário da República. O Fundo Azul foi criado em Março de 2016 para financiar projectos de investigação e de desenvolvimento da economia do mar, nomeadamente de startups tecnológicas. Outro despacho também publicado em Diário da República fixa em 0,75% a percentagem das receitas destinadas aos cofres do Estado e de taxas cobradas por serviços prestados pela Direcção-Geral dos Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, que será alocada também ao Fundo Azul. Em entrevista  em Julho deste ano, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino revelou que o Fundo Azul iria arrancar com um orçamento de 13,6 milhões de euros. Mas a ideia “é aumentar as fontes de financiamento” e “a partir de determinada altura vai ser a própria actividade da economia ligada ao mar que vai sustentar o fundo”, salientou na altura Ana Paula Vitorino. A economia do mar abrange as actividades económicas tradicionais, as actividades emergentes que acrescentam elevada incorporação científica e tecnológica, bem como os sistemas portuário e logístico nacionais e o transporte marítimo e de cruzeiros. O decreto-lei que criou o Fundo Azul determina que os financiamentos atribuídos no domínio do desenvolvimento da economia do mar são objecto de “reembolso” e podem ser objecto de remuneração. Os apoios do Fundo, que tem a natureza de património autónomo e goza de autonomia administrativa, financeira e patrimonial, podem ser recuperados através da sua participação em receitas que sejam geradas em resultado da execução dos Projectos, “proporcionalmente ao seu investimento”. Na semana passada, a Direcção-Geral de Política do Mar abriu três novos concursos com uma dotação global de 2,6 milhões de euros para projectos de segurança marítima, biotecnologia azul e monitorização e protecção do meio marinho.



Ministra do Mar afirma que terminal de Alcântara não vai crescer

A ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, afirmou  que a área do terminal de Alcântara, em Lisboa, “vai
continuar exactamente a mesma”, aumentando apenas a capacidade daquela
infra-estrutura.
“Aumentar a capacidade não é obrigatoriamente aumentar
o tamanho”, sublinhou Ana Paula Vitorino, quando questionada pela Lusa
sobre a resolução aprovada em Conselho de Ministros em que é referido “um
aproveitamento da frente de acostagem de 630 metros para 1070 metros, numa área
de 21 hectares, com capacidade até 640 mil TEU” [carga contentorizada].

Segundo Ana Paula Vitorino, “ninguém falou em aumentar
a dimensão do terminal”, sendo que o que está em causa é colocar
“equipamentos novos” naquela infra-estrutura para aumentar a
capacidade de contentores por ano.
A governante sublinhou ainda que “os stakeholders
(accionistas e partes interessadas) estabeleceram que o terminal de Alcântara é
para manter e para desenvolver”.

Sobre a construção do novo terminal no Barreiro, Ana Paula
Vitorino referiu que “não há novidade nenhuma”, sendo que o projecto
está a ser revisto “em função dos pareceres da Assembleia Municipal do
Barreiro”.
De acordo com a resolução em causa, aprovada em Conselho de
Ministros e publicada em Diário da República a 24 de Novembro, “o projecto
visa aumentar a capacidade do terminal de Alcântara, aumentando a eficiência
através da instalação de equipamentos modernos e do aumento de fundos para a
escala de navios de maior dimensão”.
Em termos de investimento, a resolução aponta que “o
valor total do projeto está estimado em 44,9 milhões de euros e será totalmente
financiado por fundos privados”.
Para o PSD, esta decisão foi aprovada “quase que às
escondidas dos lisboetas” e terá “graves consequências na cidade de
Lisboa”.
Por isso, os sociais-democratas colocaram cartazes nas ruas
da capital e prometem tomar “todas as medidas legais possíveis para
impedir este alargamento”, disse à Lusa o presidente interino da concelhia
do PSD de Lisboa, Rodrigo Gonçalves.
A acção do PSD poderá então passar por uma providência
cautelar, pela apresentação de uma queixa, de uma petição, de uma reclamação,
pela discussão da matéria no parlamento e ainda por um pedido de reunião com o
presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), indicou.
“O que se passa aqui é gravíssimo. Quando deveríamos
estar a lutar por um paradigma de cidade virada para os moradores, virada para
o turismo, estamos a fazer o contrário, e essa resolução faz o contrário”,
apontou o responsável, que é também deputado à Assembleia Municipal.
O PSD considerou ainda que esta obra “prova
efectivamente que este Governo quer desinvestir no terminal de contentores do
Barreiro”, até porque poderá ser alargada “a concessão [de Alcântara]
provavelmente para 2040”.
A 14 de Setembro, a Administração do Porto de Lisboa
anunciou que pediu uma nova Avaliação de Impacte Ambiental e a reformulação do
projecto para o Barreiro.

Fonte: Público

O Futuro do Planeta é o Futuro dos Oceanos

Por Tiago Pitta e Cunha

O futuro do Planeta está hoje gravemente ameaçado pelas alterações climáticas, pela redução da biodiversidade, com a extinção sem precedentes de inúmeras espécies animais e vegetais, pela continuação da exploração desenfreada dos recursos naturais, e pela poluição que resulta da imparável industrialização e da urbanização das sociedades humanas actuais.

Os impactos destas ameaças, durante anos apenas compreendidos pelos cientistas, tornaram-se visíveis a olho nu e os desequilíbrios ambientais e climáticos começam a produzir alterações drásticas que afectam o sistema de suporte de vida na Terra. A natureza, delapidada aceleradamente desde a revolução industrial, começa a tornar-se um bem escasso e como tal começa a ser valorada como um capital natural. A falência desse capital, sabemos hoje, será a falência a prazo do capital manufacturado, de que necessitamos para continuar a ter crescimento económico. Por esta razão, os problemas da Terra tornaram-se problemas societais. Tornaram-se o nosso grande problema. 

Nada pode ser mais importante para os oceanos. Os seus problemas tem sido vistos como problemas que afectam as baleias ou os peixes, mas que não nos dizem directamente respeito. Por isso, nunca nos preocupámos em encontrar soluções para eles. Mas hoje economia, oceanos e natureza são tudo a mesma equação. Pela primeira vez na nossa História e apenas nos últimos cinco ou dez anos compreendemos que sem sustentabilidade ambiental, pura e simplesmente, não haverá sustentabilidade económica e social. 

O século XXI vai ser, por isso, o o século da sustentabilidade ambiental, de que os oceanos são o factor determinante. A verdadeira economia azul, neste contexto, será mais importante para o sucesso das nossas sociedades e constituirá – no âmbito da economia da descarbonização que assistimos a emergir – uma alternativa real a muitos sectores da economia terrestre. O nosso actual modelo de desenvolvimento económico sofrerá alterações profundas e, mais do que continuarmos apenas a tornar a economia mais amiga do ambiente (a esverdear a economia), iremos assistir à transformação do ambiente na economia do século XXI. O capital natural passará a ser parte integrante da economia, como hoje a conhecemos. 

Portugal, que é um país com escasso capital manufacturado, mas que é detentor de capital natural, mais do que os outros países europeus, na imensidão das suas áreas marítimas, poderá ter aqui uma oportunidade e ser líder nesta transformação da economia mundial. 

Golfinho encontrado cadáver na Praia Vasco da Gama em Sines

Um golfinho, com cerca de dois metros, foi encontrado, já cadáver, no areal da praia Vasco da Gama, anunciou a Polícia Marítima, que ajudou na remoção do cetáceo do local. A população já tinha alertado nas redes sociais o sucedido, tendo a triste situação ocorrida despertado a atenção dos Sineenses. A Polícia Marítima de Sines informou em comunicado que foi alertada para a “existência de um cetáceo arrojado no areal da praia e que uma equipa se deslocou para o local, confirmando a existência de um golfinho, com cerca de dois metros, já cadáver, no areal”. Foi efectuada no local a ficha biométrica do animal, tendo tomada a iniciativa de informar o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Os procedimentos para a retirada do cetáceo da praia estiveram a cargo da Administração Portuária – APS.

Fonte: Noticias de Sines