Estudo aponta a beldroega-do-mar como ingrediente alimentar emergente

Um estudo liderado por uma equipa da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC) demonstrou que em termos nutricionais a beldroega-do-mar é um ingrediente alimentar emergente.

O estudo tinha como objectivo “determinar o perfil mineral, nutricional e a actividade biológica de uma halófita, a beldroega-do-mar”, refere a instituição, numa nota de imprensa enviada a agência Lusa. A equipa de investigadoras é constituída por Aida Moreira da Silva, Maria João Barroca, Arona Pires, Sandrine Ressurreição e Sílvia Agreira.

O trabalho permitiu concluir que, em termos nutricionais, a beldroega-do-mar (Halimione portulacoides) pode ser considerada uma boa fonte de fibra, de proteína e de lípidos, “apresentando uma maior concentração destes nutrientes do que nalgumas espécies de salicórnia adequadas para consumo humano, sendo consideradas alimentos funcionais promissores”.

Este ingrediente foi colhido nas marinhas de sal da Figueira da Foz. Ao analisar a beldroega-do-mar, a equipa verificou uma alta concentração de minerais naturais: o sódio, o potássio, o cálcio, o magnésio, o cobre e o fósforo.

“Quanto ao manganês, embora tenha sido detectada uma baixa concentração deste mineral, a equipa apurou que a ingestão de 100 gramas de folhas frescas fornece 74% da dose diária recomendada para adultos”, lê-se na nota.

O extracto de folhas da beldroega-do-mar apresentou também “alto teor de compostos fenólicos e maior teor em flavonóides, quando comparado a outras halófitas como a Ipomoea pes-caprae, conhecida popularmente como salsa-da-praia ou pé-de-cabra”.

Foi ainda identificada uma “actividade antioxidante superior a extractos de outras espécies halófitas, do género Suaeda”.

As folhas desidratadas desse extracto revelaram, de acordo com o comunicado, que esta planta pode ser utilizada como substituto do sal e é uma boa alternativa enquanto intensificador das características dos produtos, proporcionando benefícios à saúde dos consumidores.

“Este novo ingrediente, testado em dois alimentos-modelo, a massa fresca e a manteiga, obtiveram uma boa avaliação sensorial”.

As conclusões do estudo constam no artigo “Sea Purslane as an Emerging Food Crop: Nutritional and Biological Studies”, recentemente publicado pela editora Multidisciplinary Digital Publishing Institute (MDPI).

Politécnico de Leiria dedica mês de novembro ao Mar

A Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) do Politécnico de Leiria, numa parceria com múltiplas entidades liderada pela Reserva da Biosfera das Berlengas (UNESCO), dedicou o mês de novembro ao mar. A iniciativa “Mês do Mar” é dinamizada no âmbito do Dia Nacional do Mar, comemorado anualmente a 16 de novembro, e tem como objectivo sensibilizar para o papel e a importância do mar nas mais diversas vertentes da sociedade.

Ao longo de todo o mês vão ser desenvolvidas várias actividades, nomeadamente palestras, workshops, conferências, acções de limpeza e exposições, através das quais a ESTM pretende fomentar a difusão de conhecimento, aumentar a consciência e impulsionar a economia do mar.

Cada semana terá como base uma área temática, bem como diferentes parceiros, que irão ajudar a promover as iniciativas. “Ecologia e Sustentabilidade” foi o tema da primeira semana, com a promoção do Congresso Reservas da Biosfera como Laboratórios de Sustentabilidade e de várias apresentações sobre a temática.

Foi destaque o “Conhecimento, Inovação e Empreendedorismo”, estando programadas apresentações do MARE de Ciência e visitas guiadas ao CETEMARES do Politécnico de Leiria, entre outras apresentações sobre o tema da semana.

Segue-se a terceira semana, que terá como temática a “Economia do Mar”. Serão realizadas apresentações sobre o tema e a Expo Fish, numa organização da DOCAPESCA com o apoio do Politécnico de Leiria, nos dias 16 e 17.

O Mês do Mar termina com uma semana dedicada à “Sociedade Azul”, com o evento TECPESCAS – IPMA, no dia 23, com apresentações sobre a temática da semana no dia 24, uma visita guiada e um workshop no Clube Naval de Peniche no dia 27, e a realização de limpezas subaquáticas na zona portuária no dia 28.

Pranchas de surf feitas a partir de desperdício da COVID-19.

A pandemia impactou a saúde da sociedade global e está também a impactar a saúde dos oceanos.

O lixo resultante da Covid-19 leva-nos a levantar a voz, pelas formas que ninguém quer ver no mar. Este foi um “Open Call” da MEO que serviu para que todos os shapers submetessem os seus projectos de pranchas de surf feitas a partir do desperdício gerado pela Covid-19.

“Não pude deixar de me juntar a esta iniciativa e fazer algo de novo para mim como “shapear” uma prancha de raíz e, ao juntar máscaras Covid-19, passar a mensagem tão forte que devemos proteger os Oceanos”, explica o surfista e ambientalista Miguel Blanco.

Na verdade, Miguel Blanco define-se como “o surfista ecológico”. Um nome que é também uma atitude e que faz de Miguel uma força da mudança enquanto embaixador da sustentabilidade e da preservação dos oceanos. E esta iniciativa é mais uma prova disso mesmo.

“Fiz uma forma de um peixe no fundo da prancha, laminado com as máscaras descartáveis para retratar a fase em que se começam a degradar, transformando-se em microplástico que acaba por ser consumido pelos peixes e a restante biodiversidade marinha, afectando assim toda a cadeia alimentar. No final do projecto tivemos a oportunidade de surfar com as pranchas durante as fases finais do MEO Ericeira Pro em Ribeira d’Ilhas numa “expression session” proporcionada pela MEO e pelo Turismo de Portugal. Deveria haver mais iniciativas destas”, termina.

Já não é só uma crise de contentores. Falta de tripulações paralisa navios nos portos

A pandemia afectou várias empresas de porta-contentores em todo o mundo. A Wah Kwong Maritime Transport, um ‘player’ do sector com sede em Hong Kong, confessou à Bloomberg ter dificuldade em contratar e reter pessoal, com a inflação de salários a dificultar ainda mais o processo. William Fairclough, director administrativo da Wah Kwong, disse à publicação que os pedidos para trabalhar em seus cargueiros estão a diminuir pela primeira vez em quase 70 anos de história.

“Para certos tipos de navios, pode tornar-se muito difícil encontrar a tripulação e esta situação promete provocar atrasos nas entregas”, disse Fairclough.

O transporte marítimo tem sido uma indústria atraente há muito tempo, especialmente para trabalhadores de países mais pobres, como as Filipinas.

O fuzileiro mercante dos EUA Bryan Boyle admitiu ao Business Insider que o seu trabalho se tornou cada vez mais difícil no início da pandemia, já que a tripulação não tinha permissão para sair do navio quando estava ancorada e passou meses isolada no mar.

“Às vezes, parecia uma prisão quando estavas lá fora”, defendeu. “Tem sido muito difícil estar nesta indústria durante a pandemia. Muitas pessoas não podiam comer com os colegas de tripulação ou ir para o ginásio, ficando confinados nos quartos”, relata Boyle.

Nos últimos dois anos, a pandemia criou uma “crise humanitária” para as equipas que trabalham para entregar 90% dos bens consumidos em todo o mundo. No início, a pandemia deixou os capitães incapazes de comandar tripulações cansadas e encalhou mais de 200 mil navios.

Portugal tem três zonas em perigo de desaparecer

As previsões mais recentes das Nações Unidas são claras: o planeta está a aquecer, a água do mar vai continuar a subir até 2100. No melhor cenário, entre 28 e 55 centímetros. No pior, entre 63 centímetros e 1,01 metros.

A subida da água do mar é uma das consequências das alterações climáticas e Portugal não está livre de perigo. Há, pelo menos, três grandes zonas de risco. Se desaparecerem, levam uma parte da nossa economia, cultura e biodiversidade.

O último relatório das Nações Unidas sobre as alterações climáticas é um alerta vermelho para a humanidade. Fruto da intervenção humana, a terra está a aquecer e, na melhor das hipóteses, a água do mar poderá subir entre 22 a 55 centímetros, até 2100. Há países que correm o risco de desaparecer e a vida humana pode tornar-se impossível em vários locais do planeta.

Os líderes mundiais, reunidos em Glasgow, têm na Conferência do Clima a última oportunidade para salvar o futuro da Humanidade. Portugal é considerada uma zona de risco médio, mas mesmo assim tem, pelo menos, três grandes zonas de perigo.

A Culatra

Inserida no Parque Natural da Ria Formosa, lugar único pela natureza da biodiversidade, a Culatra não escapa aos efeitos das alterações climáticas. A ilha da Culatra, no Algarve, está sujeita a um potencial de inundação elevado com perda de sapais para áreas de água. Toda a ocupação envolvente que seja baixa poderá vir a ser afectada.

O Estuário do Tejo

Um cenário que se repete no Estuário do Tejo. Entre o Rio Tejo e o Rio Sorraia, já há algum tempo que se sentem as alterações climáticas, onde há cada vez mais água salgada.

A Ria de Aveiro

Nascida de um acidente geográfico desde o século XVI, que a Ria de Aveiro alimenta as populações que a envolvem e dela dependem. Agora, a sobrevivência dos seus 45 quilómetros de costa está dependente da acção humana.

Além da subida do nível médio da água do mar, a costa portuguesa tem ainda o problema da erosão. Nem esta realidade é nova, nem os avisos dos cientistas começaram agora. Tem sido assim desde a era industrial. À medida que os modos de fabrico deixavam de ser feitos artesanalmente e passavam a ser feitos por máquinas, o planeta foi aquecendo, o gelo derretendo, a água do mar subindo.

Em Portugal, a água aumentou 22 centímetros. O país é uma zona de risco médio. Já o Bangladesh, as Filipinas, Moçambique ou a China são muito vulneráveis. O foco está no futuro, mas é visível já a transformação do clima. Há medidas que são precisas no imediato.



Apenas 1,7% da Grande Barreira de Coral sobreviveu ao aquecimento global

Estudo revela que o maior sistema de recife de coral do mundo poderá sobreviver, se o aquecimento global for mantido nos 1,5ºC.

A esperança de que uma quantidade suficiente da Grande Barreira de Coral, na Austrália, pudesse escapar ao aquecimento global, a tempo de poder recuperar, sofreu um duro golpe esta sexta-feira.

Os investigadores do Australian Research Council descobriram que menos de 2% da Grande Barreira de Coral escapou ao branqueamento desde 1998, o ano mais quente alguma vez registado.

Contudo, se o aquecimento global for mantido nos 1,5ºC (o aumento máximo da temperatura média global que foi o foco da COP26) a mistura de corais na Grande Barreira de Coral mudará, mas ainda pode prosperar, adiantou o principal autor do estudo.

Se pudermos manter o aquecimento global em 1,5 ºC de aquecimento médio global, então acho que ainda teremos uma vibrante Grande Barreira de Coral”, afirmou o professor Terry Hughes, do Centro de Excelência para Estudos de Recifes de Coral do Australian Research Council.

O maior sistema de recife de coral do mundo sofreu cinco eventos de branqueamento durante os últimos anos – provocados ​​pelo aumento da temperatura do oceano, consequência da queima de combustíveis fósseis – que minaram a sua sobrevivência. O mais recente foi o maior até ao momento.

Alguns especialistas esperam que as áreas mais frias do oceano sirvam como “refúgio” ao branqueamento, permitindo que os corais sobrevivam e naturalmente dispersem as larvas para recifes danificados.

Mas o estudo publicado na Current Biology descobriu áreas previamente identificadas como “candidatas a refúgios” já sofreram branqueamentos severos ou moderados pelo menos uma vez

O mundo está actualmente repleto de antigos potenciais refúgios de recifes de coral que, desde então, branquearam”, constatou Terry Hughes.

Desta forma, o investigador alerta que os recifes terão dificuldade em sobreviver, mesmo que os países consigam chegar a acordo na COP26.

De referir que os recifes tropicais são dos ecossistemas mais susceptíveis às alterações climáticas, com impactos significativos mesmo que o aquecimento global fique nos 1.1ºC.

Quando os corais permanecem durante muito tempo em águas estranhamente mornas, separam-se das algas que lhes fornecem a maior parte da sua alimentação e cor.

Nos casos mais extremos, este “branqueamento” pode matar o coral. Temperaturas muito altas podem matar corais imediatamente.



Espécie bizarra de cação viraliza em redes sociais

Um post recente e fotos de uma criatura bizarra na rede social Reddit causou bastante impacto entre os utilizadores: imagens mostraram uma incomum cação-víbora, com as suas mandíbulas assustadoras, e dentes afiados e hipnóticos olhos azuis.

“Cação-víbora, um tubarão das profundezas do oceano Pacífico. Essas mandíbulas com certeza são de metal”, diz a legenda que acompanha as fotos.

Os frequentadores da rede social ficaram chocados e maravilhados com a criatura do fundo do mar.

“Novo habitante do oceano? Isso é incrível. Mistura de peixe, cobra e xenomorfo”, escreveu um utilizador.

Outro utilizador da rede disse: “Parece uma versão pequena de um tubarão goblin. Eles têm as mesmas mandíbulas salientes, ambos têm aparência maluca.”

Duas dezenas de 'navios fantasma' emergem no Oceano Pacífico

Mais de duas dezenas de “navios fantasma” estão a emergir no Oceano Pacífico devido à actividade sísmica de um vulcão subaquático chamado Fukutoku-Okanoba.

De acordo com a Guarda Costeira japonesa, este vulcão criou uma nova pequena ilha em forma de ‘C’ com cerca de 1 km de diâmetro, formada por lava endurecida e feita de pedra-pomes e cinzas vulcânicas.

Segundo o jornal britânico Mirror, as embarcações, da II Guerra Mundial, surgiram a cerca de 800 milhas de Tóquio. Os navios afundaram durante a batalha de Iwo Jima, em 1945.

Apesar do seu surgimento, os 24 navios fantasma estão agora a afundar gradualmente.

Acredita-se que estas embarcações sejam navios japoneses naufragados que foram capturados pela Marinha dos EUA após a batalha.

Quase todos os soldados japoneses foram mortos na batalha de Iwo Jima, uma das mais sangrentas da II Guerra Mundial.

System 002: equipamento recolhe 9 toneladas de lixo plástico do oceano

O plástico é um dos grandes vilões do mundo moderno, que se apostou na sua utilidade prática, mas sem pensar no seu descarte responsável. De acordo com a revista científica Science Advances, 8,8 milhões de toneladas do material acabam no mar todos os anos. Segundo o Programa da ONU para o Meio Ambiente, até 2030, a poluição por plástico dos oceanos deve duplicar.

É desesperante pensar que, num futuro muito próximo, teremos mais lixo que peixes nos mares – e aqueles que restarem, estarão contaminados. Há muitas movimentações sendo feitas; e talvez o sistema criado pelo ambientalista holandês Boyan Slat, de 27 anos, seja hoje o mais eficiente.

O Ocean System 002, ou Jenny, funciona da seguinte forma: uma espécie de “funil” sem buraco e feito com uma rede, que parece de pesca, é colocado na superfície da água. Nas extremidades, dois barcos presos ao tal “funil” puxam a uma velocidade de 1,5 nós. Com isso, e com a ajuda da corrente marítima, os lixos plásticos são capturados pela rede e depois puxados para as embarcações.

O equipamento é aperfeiçoado por um sistema de inteligência artificial, que localiza locais com grandes concentrações de lixo plástico. Em setembro, por exemplo, o System 002 recolheu nove toneladas de lixo de uma ilha de plástico do Oceano Pacífico. A fundação por trás da empreitada é a Ocean Cleanup.

Todo o material recolhido das águas é reciclado e vira óculos de sol, que são comercializados. O lucro das vendas é revertido para a companhia, que financia pesquisas e tecnologias em prol da limpeza dos oceanos com o dinheiro.

O único porém é que o Ocean System 002, ou Jenny, consegue capturar apenas os lixos que estão na superfície – e sabe-se que há pelo menos 14 milhões de toneladas de plástico no fundo dos oceanos. Contudo, a criação de Boyan Slat é actualmente o sistema mais eficaz de limpeza das águas e o holandês, que vem desde 2013 trabalhando nele, pretende aperfeiçoar ainda mais em prol do meio ambiente e dos animais, especialmente dos marinhos.

Nas Filipinas, um grupo transforma plástico do oceano em tábuas de “ecomadeira”

Segundo o Público, um grupo de reciclagem nas Filipinas está a tentar amenizar o agravamento da crise dos resíduos plásticos no país, transformando garrafas, sacos descartáveis ​​e embalagens que entopem os rios e poluem as praias em materiais de construção. The Plastic Flamingo, ou The Plaf, como é conhecido, recolhe os resíduos, tritura-os e molda-os em barrotes e tábuas de “ecomadeira” que podem ser utilizadas para vedações, pavimentos ou mesmo para abrigos de emergência.

“É material 100% reciclado, 100% feito de resíduos de plástico. Também incluímos alguns aditivos e corantes. Não apodrece, não precisa de manutenção e não lasca”, disse Erica Reyes, directora de operações do The Plaf.

Tendo, até ao momento, recolhido mais de 100 toneladas de resíduos plásticos, a empresa de cariz social está a fazer a sua parte para resolver um problema local que tem ramificações globais. Aproximadamente 80% do plástico dos oceanos provém de rios asiáticos. Só por si, as Filipinas contribuem com um terço desse total, de acordo com um relatório de 2021 do Our World in Data, da Universidade de Oxford.

As Filipinas não têm uma estratégia clara para lidar com o problema dos plásticos e o Ministério do Ambiente disse estar em contacto com os fabricantes para identificar formas de gerir o lixo. Porém, a covid-19 tornou a batalha contra o lixo plástico mais difícil de vencer.

Cerca de 300 milhões de toneladas de resíduos plásticos são produzidos anualmente, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, um problema que foi agravado pela pandemia, que desencadeou uma corrida às máscaras descartáveis, luvas, caixas de plástico para comida e plástico-bolha para acondicionamento de produtos, à medida que as compras online aumentavam.

“As pessoas não sabem como descartar estes plásticos”, disse Allison Tan, responsável pelo marketing do The Plaf. “Oferecemos esta opção: em vez de os despejarem em aterros sanitários ou nos oceanos, podem entregar em centros de reciclagem como o nosso, onde seriam transformados em produtos melhores.”

Além de resolver o problema dos resíduos, o grupo diz estar em negociações com outras organizações não-governamentais para ajudar a reconstruir casas destruídas por tufões usando os seus materiais de construção sustentáveis.