No ano de 2021, o Porto de Sines consolidou a sua posição como líder nacional em volume de carga, com 1.8 milhões de TEU movimentados, mantendo-se no Top 15 dos maiores portos de contentores da União Europeia, de acordo com a PortEconomics, onde o conceituado Theo Notteboom dedica uma análise ao mercado marítimo-portuário europeu. Entre 2019 e 2021, o Porto de Sines cresceu mais do dobro em comparação com os restantes portos no Top 15 europeu. O especialista enfatiza o aumento de 28,2% na movimentação de contentores que, em contexto pandémico, demonstra uma forte capacidade de resposta por parte de todas as empresas da comunidade portuária de Sines. De salientar que estão a decorrer as obras de expansão do Terminal XXI, que aumentarão a possibilidade de operar mais navios em simultâneo, duplicando a capacidade de movimentação anual para 4.1 milhões de TEU. O estudo recorda ainda a senda de crescimento que tem vindo a ser apresentada pelo Porto de Sines e que, entre 2007 e 2021, registou um aumento em mais de mil por cento (1.116%), o segundo maior aumento nos portos que constam do Top 15 da União Europeia.
Como se formam as ilhas de plástico no oceano?
Fora dos mapas, estão localizadas extensas áreas nos oceanos que acumulam grandes quantidades de lixo no mar, conhecidas como as ilhas de plástico. Elas são formadas, na sua maioria, por pequenas partículas de plástico transportadas pelos ventos e correntes oceânicas, que concentram o lixo em pontos relativamente fixos.
Provavelmente já ouviu falar sobre a Grande Ilha de Lixo do Pacífico, localizada na parte norte do Oceano Pacífico, usada como o maior exemplo do que o lixo no mar pode produzir em larga escala, além das consequências negativas para os ecossistemas marinhos.
No entanto, estima-se que existam outras ilhas de lixo espalhadas pela Terra dada a quantidade de lixo lançados aos oceanos os quais, cedo ou tarde, acabam concentrando-se em determinados pontos pelo movimento das cinco maiores correntes oceânicas.
Embora essa massa de detritos seja chamada de ilha, a sua densidade é relativamente baixa porque a maior parte do lixo marinho não passa de minúsculos pedaços de plásticos que não podem ser observados, de imediato, a olho nu. Portanto, a ilha de plástico não possui margens definidas.
O oceano global é bem dinâmico, onde as suas correntes são responsáveis por distribuir águas quentes e frias, além de nutrientes que abastecem diversos ecossistemas marinhos. No entanto, dada a grande quantidade de lixo lançada anualmente nos mares, os giros oceânicos também transportam essa poluição.
Os giros são grandes sistemas de correntes oceânicas que circulam como redemoinhos lentos por todo o oceano global. Existem vários, mas cinco deles se destacam por suas influências em escala global, localizados nos Oceanos: Atlântico Norte e Sul, Pacífico Norte e Sul e no Pacífico.
Enquanto as correntes circulam, cedo ou tarde, elas trazem o lixo humano lançado nas áreas costeiras para determinadas áreas do oceano, onde esses detritos marinhos ficam aprisionados nos giros oceânicos, formando a maior delas, a Grande Ilha de Lixo do Pacífico.
Pesquisas recentes estimam que a ilha de lixo do Pacífico cubra uma área de 1,6 milhões de quilómetros quadrados, mas estimar o real tamanho dessa mancha de lixo em meio a vastidão do oceano — especialmente o Pacífico, o maior de todos — é um desafio, sobretudo porque os detritos estão bem espalhados nesses pontos.
É nessa mesma região do Pacífico que está localizado o Ponto Nemo, a mais de 4.000 km da Nova Zelândia e mais de 3.200 km do norte da Antártida, o ponto mais remoto do planeta. Ele é usado como um “cemitério espacial”, onde as agências espaciais enviam naves e estágios de foguete fora de operação.
Aliás, essas ilhas não são pontos fixos, pois variam de acordo com a dinâmica das correntes oceânicas que transporta os detritos e os aprisiona, criando as ilhas de lixo no mar.
Representante da ONU alerta que pandemia agravou poluição dos oceanos com plástico
A pandemia de covid-19 e a consequente produção acrescida de resíduos como máscaras, luvas ou embalagens de alimentos, agravou a poluição dos ecossistemas marinhos com plástico, alertou o enviado especial das Nações Unidas para os Oceanos.
“Não há dúvida de que um novo elemento de poluição plástica foi adicionado ao nosso desafio de proteger os oceanos como resultado da pandemia” disse Peter Thomson à Lusa, considerando que apesar de o turismo e a aviação terem sido sectores fortemente afectados pela pandemia, o que fez diminuir a actividade nas zonas costeiras, a pandemia fez com novos objectos fossem parar aos Oceanos.
A produção anual e o volume de resíduos de plástico duplicaram entre 2000 e 2019, segundo um relatório da OCDE divulgado em fevereiro e que alerta para a poluição de rios e oceanos e para a pegada carbónica.
A pandemia de covid-19 e o impacto que causou na actividade económica pôs em pausa a tendência de crescimento do uso de plástico, que caiu 2,2% em 2020, mas, por outro lado, aumentaram os resíduos de plástico descartável.
Esse aumento esteve relacionado com os equipamentos médicos e de proteção individual, mas também com os plásticos utilizados no ‘take-away’, que substituiu as idas aos restaurantes, e nas embalagens das compras ‘online’, que satisfizeram as necessidades dos clientes enquanto as lojas estiveram fechadas.
Peter Thomson lembrou também que, para além do plástico o “principal inimigo do bem-estar do oceano” é o nível crescente de emissões de gases com efeito estufa geradas pela actividade humana, que causam fenómenos como a acidificação e o aumento da temperatura da água dos oceanos, que tem impactos graves nos ecossistemas marinhos.
O enviado especial da ONU para os oceanos alertou ainda que sem uma redução drástica nas emissões de dióxido de carbono, antes do final deste século quase todos os recifes de coral do mundo estarão ameaçados de extinção.
Nascido nas Ilhas Fiji, Peter Thomson disse à Lusa que viu com os próprios olhos a deterioração dos mares, lembrando que aqueles que vivem em ilhas e em zonas costeiras “estão na linha da frente do impacto devastador” das alterações climáticas nos oceanos.
“O aumento do nível do mar, o clima extremo e a perda de biodiversidade são observáveis em primeira mão. Além disso, os países insulares dependem do oceano para sua alimentação e subsistência. (…) A saúde do oceano é a nossa saúde”, observou.
Peter Thomson lembrou ainda que os pequenos Estados insulares em desenvolvimento são das principais vítimas das alterações climáticas e do seu impacto nos oceanos, na medida em que geram menos de 1% das emissões de gases com efeito de estufa, mas são altamente vulneráveis a impactos como erosão costeira, branqueamento de corais e perda de biodiversidade.
Foto: dronepicr
Negociações sobre Tratado do Mar Alto acabam sem consenso
Os negociadores, que representam 48 Estados membros, prolongaram o calendário para fazerem uma boa reunião, em princípio durante o ano em curso, uma vez que este é o ano limite dados pelos principais atores para se alcançar um acordo.
“Estamos a ficar sem tempo. Não houve um ponto em concreto que tivesse impedido o acordo final, mas foi o ritmo das negociações, muito lento, que nem sequer permitiu (concluir) a proposta de texto para discussão”, disse, em comunicado, Liz Karan, da organização Pew Charitable Trusts, dos EUA.
“Os Estados precisam do tratado este ano para se estabelecer zonas de proteção marinha e contribuir assim para proteger pelo menos 30% da superfície marítima global e garantir a saúde dos oceanos”, desenvolveu.
“Apesar de ser desanimador que não se tivesse concluído o tratado, animam-nos os progressos conseguidos. É essencial agora seguir em frente e aproveitar este impulso para fazer rapidamente outra ronda negocial”, concluiu Karan.
Se bem que muitas das questões sejam técnicas, a maioria gira em torno da pressão das pescas e da poluição marítima, tanto a provocada pelos plásticos, muito pouco biodegradáveis, como a dos derrames de líquidos muitíssimo tóxicos, gerados por instalações químicas ou nucleares.
“O multilateralismo ambiental está em uma encruzilhada crítica para o nosso planeta. Os que tomam decisões têm agora uma oportunidade clara para criar progressos significativos para a diminuição da contaminação transfronteiriça”, disse, por seu lado, Fabienne McLean, da Ocean Care.
Investigadores pedem a Costa que não deixe cair o Ministério do Mar
Professores e investigadores defendem que o Governo não deve deixar cair o Ministério do Mar, considerando que constituiria um retrocesso na organização e na gestão, governação do oceano a nível nacional.
Num texto, divulgado no jornal Público, assinado pelos professores Francisco Andrade e Maria Adelaide Ferreira da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa FCUL/Centro de Ciência do Mar e do Ambiente – MARE ULisboa e subscrito por mais de 40 investigadores e professores, é destacado o papel do mar e a importância de não se prescindir de um Ministério do Mar.
“A possibilidade de emagrecer o Governo deixando cair o Ministério do Mar constituiria um retrocesso efectivo na organização e gestão/governação do oceano a nível nacional e, não menos importante, promoveria uma irremediável descredibilização internacional de Portugal neste domínio”, referem.
No texto intitulado “Pode Portugal prescindir do seu Ministério do Mar?”, os professores consideram ainda mais impensável deixá-lo cair quando “as expectativas do mundo estarão depositadas na capacidade de Portugal liderar os esforços globais de conservação marinha no quadro da Conferência do Oceano, em junho”.
No entendimento dos autores do texto, o Governo precisa “valorizar e reforçar o papel de um Ministério do Mar que permita ao país continuar a afirmar o mar como desígnio nacional e, ao mesmo tempo, consolidar e reforçar o papel estratégico de Portugal enquanto líder global nas questões da governação sustentável do oceano”.
No texto lembram que Portugal desenvolveu e cumpriu nas últimas décadas, um conjunto de metas e objetivos para o mar.
Recordam, entre outros, que Portugal foi pioneiro na implementação do Ordenamento do seu Espaço Marítimo, desenvolvendo e publicando em 2014 uma Lei de Bases do Ordenamento e Gestão do Espaço Marítimo Nacional, anterior à própria directiva europeia, que veio determinar o ordenamento do Espaço Marítimo de todos os estados costeiros europeus.
Destacam igualmente um forte papel de liderança na governação sustentável do oceano e anfitrião (em conjunto com o Quénia) da Conferência do Oceano das Nações Unidas, a ocorrer em Lisboa em junho.
“A visão da presente Estratégia Nacional para o Mar 2021-2030 assenta em promover um oceano saudável, o bem-estar dos portugueses e afirmar Portugal como líder na governação do oceano apoiada no conhecimento científico”, realçam.
Na opinião dos autores do texto, “esta visão consagra assim, de forma clara e inequívoca, uma verdadeira abordagem ecossistémica e holística aos assuntos do mar que é crítica para Portugal poder gerir o seu oceano de forma sustentável e manter a liderança internacional face aos enormes e urgentes desafios planetários do presente”.
Pandemia adensa congestionamentos nos portos de todo o mundo
A pandemia continua a exercer forte pressão no comércio marítimo global, nomeadamente adensando o congestionamento nos portos um pouco por todo o mundo.
Vários são os portos mundiais que têm enfrentado surtos de Covid-19, nomeadamente cidades portuárias na China – o país onde se localizam vários dos principais portos mundiais.
Muitos desses portos afectados por surtos estão a fechar portas temporariamente, o que tem obrigado a vários desvios de navios para portos vizinhos, os quais acabam por acumular congestionamentos, não conseguindo dar resposta ao pico de procura, avança a Bloomberg.
Um exemplo situa-se em Shenzhen, no sul da China, onde está localizado um dos maiores portos do mundo. A cidade vem enfrentando um novo surto, o que levou a uma testagem em massa de residentes e camionistas, o que tem levado ao acumular de uma fila de navios em espera para que possam ser operados neste porto – obrigando mesmo a autoridade portuária a apenas permitir a chegada de contentores três dias antes da escala dos navios.
Estados Unidos também enfrentam congestionamentos
O Wall Wall Street Journal relata ainda que, nos Estados Unidos da América, a variante Omicron está a impedir a resolução do congestionamento e dos atrasos, que já afectam uma centena de navios nos portos de Los Angeles e Long Beach, Califórnia.
Nos portos vizinhos de Los Angeles e Long Beach, um total de 800 trabalhadores – 10% da mão-de-obra diurna destes portos – estão ausentes do trabalho por razões relacionadas com o vírus Covid-19, entre infectados, em isolamento profilático e à espera de resultados.
Segundo um relatório da ContainerxChange, citada pela S&P Global, os tempos de congestionamento estão perto de níveis recorde. Em 2021, os Estados Unidos e o Reino Unido registaram os tempos mais elevados por contentor, numa média de 50 e 51 dias, respectivamente.
Portos europeus também com recordes de congestionamento
Segundo a Sea Intelligence, também os portos europeus têm registado níveis recordes de congestionamento, os quais têm vindo a aumentar desde Outubro, e a previsão é que a tendência se mantenha.
Em 2021, a procura subiu 7% e a capacidade portuária diminuiu 11%, indicam os dados da Sea Intelligence, uma agência de recolha e análise de dados relacionados com a logística, focada nos contentores portuários, que partilhou estes números com a S&P Global.
A mesma fonte indica que, em novembro de 2021, 11,5% da capacidade operacional a nível global estava indisponível, quando o padrão é que a percentagem não ultrapasse os 2%.
Taxas continuam a subir
Por outro lado, as taxas de carga têm vindo a disparar. A 11 de Janeiro subiram 65% face ao dia homólogo, ficando ainda assim abaixo do pico que se verificou no quarto trimestre do ano passado, em outubro, na chamada “semana dourada” na China, que se estende desde o dia nacional, a 1 de Outubro, até ao dia 7 desse mês. Os dados são do Platts Container Rate Index, citados pela S&P Global.
O CEO da Sea Intelligence espera que estas taxas se mantenham numa tendência ascendente, tendo em conta os problemas de congestionamento e capacidade disponível.
As consequências são várias, elenca o Financial Times. Portos congestionados e armazéns a abarrotar, empresas mais pequenas a terem de lutar para assegurar espaço nos navios de carga, ao mesmo tempo que todas enfrentam pressão a nível financeiro, face às crescentes taxas de carga. Os consumidores deparam-se com prateleiras vazias, pouca disponibilidade dos produtos e também preços mais altos.
Soren Toft: MSC ser a maior não é o objectivo
“A dimensão não é um objectivo para nós”, garantiu Soren Toft, CEO da MSC, depois de ter superado a Maersk como número um no shipping de contentores.
Mesmo se no último ano cresceu mais de 400 mil TEU e se tem uma carteira de encomendas de um milhão de TEU, a MSC não tem por objectivo ser a maior do mundo. Pelo menos é o que diz o seu CEO – e ex-COO da Maersk – Soren Toft.
“Na MSC, nunca fixámos o objectivo específico de sermos os os maiores. Crescimento, rendibilidade e apoiar os nossos clientes é o que nos move, e o que continuará a mover-nos para a frente”, disse Soren Soft, na ressaca da notícia da rendição da Maersk como maior companhia mundial de transporte marítimo de contentoes.
Curiosamente, se a MSC não fazia questão de ser a número um mundial, a Maersk não fazia questão de continuar a sê-lo, a avaliar pelas declarações de Soren Skou, CEO dos dinamarqueses.
Em Maio, aquando da apresentação dos resultados de 2020, Soren Skou disse que “se a MSC acabar por ter mais capacidade do que nós, isso não será o fim do mundo”. Porque o que realmente importa, sublinhou então, “não é sermos número um. O nosso foco é ter a maior receita possível em cada contentor que transportamos”.
No início do ano, a MSC acabou com o reinado de 25 anos da Maersk e tornou-se a número um do mundo em termos de capacidade de transporte marítimo de contentores. No imediato, a diferença entre as duas parcerias na 2M é mínima, mas tenderá a aumentar com a entrega dos muitos navios que os helvéticos têm encomendados.
AGEPOR vê sinais de esperança nos portos
No arranque de um novo ano, a AGEPOR destaca os sucessos de 2021 e os projectos que dão sinais de esperança para o sector marítimo-portuário.
Em comunicado, a AGEPOR destaca “com entusiasmo os desenvolvimentos marítimo-portuários que ajudam a melhorar a tão necessária competitividade internacional do País”.
E, na verdade, a listagem dos sucessos e dos “sinais de dinâmica” elaborada pelos agentes de navegação é longa e abarca todos os principais portos nacionais. Começando pelo aumento das escalas (+12%) em Viana do Castelo e acabando na reactivação dos cruzeiros em Portimão.
Entre os muitos destaques, constam o recorde de 700 mil TEU movimentados em Leixões, o aumento nas escalas em Aveiro e Setúbal e o crescimento dos contentores em Sines, que permitiu atingir o 18.º lugar europeu.
Em matéria de investimentos, os agentes de navegação referem o arranque da extensão do molhe de Leixões, o anúncio da expansão da CSWind ASM em Aveiro, a chegada dos quatro novos STS para o terminal da Liscont, em Lisboa, e a continuação da expansão do Terminal XXI.
Entre as melhorias e os anúncios de projectos, avultam ainda a perspectiva de um terminal de águas profundas em Leixões, a navegação nocturna em Aveiro, o compromisso dos privados com a melhoria das acessibilidades marítimas na Figueira da Foz, as novas acessibilidades em Setúbal e os concursos para o terminal multipurpose e o novo terminal de contentores em Sines.
Transversal à maioria dos portos referidos, e ainda ao Funchal e Açores, a AGEPOR realça ainda o relançamento da indústria de cruzeiros.
Será caso para dizer que o balanço de 2021 é positivo, como positivas serão as perspectivas para 2022, com a AGEPOR, e os seus associados, empenhados em contribuir “para um futuro melhor”.
Maersk sobe previsões de lucros de 2021
Na posse dos resultados preliminares do quarto trimestre, a Maersk voltou a subir as previsões de lucros para 2021 e irá rever as estimativas para 2022.
No quarto trimestre, os resultados voltaram a superar as expectativas. Entre Outubro e Dezembro, a Maersk obteve receitas de 18,5 mil milhões de dólares, um EBITDA recorrente de oito mil milhões e um EBIT recorrente de 6,8 mil milhões.
A ajudar à festa esteve a subida de 80% nos fretes médios, em termos homólogos, que compensou a quebra de 4% nos volumes transportados. Explicação? As condições excepcionais do mercado, com a disrupção das cadeias de abastecimento globais.
Com isto, a Maersk prevê agora que 2021 ainda terá sido melhor do que o inicialmente previsto (e sucessivamente melhorado). As novas previsões são de um EBITDA recorrente de 24 mil milhões de dólares (22-23 mil milhões previstos ainda em Novembro), de um EBIT recorrente de 19,8 mil milhões de dólares (18-19 mil milhões) e um cash-flow de 16,4 mil milhões de dólares (14,5 mil milhões).
Os resultados anuais de 2021 serão publicados a 9 de Fevereiro, para quando a Maersk anuncia uma revisão das previsões para o primeiro trimestre de 2022 e para o todo o exercício que ainda agora começou.
Os primeiros oceanos da Terra eram muito mais salgados que os actuais
Cientistas da Universidade de Yale afirmam que os oceanos antigos da Terra eram muito mais salgados do que são hoje – uma descoberta que pode ajudar a nossa compreensão de como a vida, a atmosfera e o clima evoluíram no planeta.
Num novo estudo, os especialistas sugerem que, durante os primeiros 500 milhões de anos de existência da Terra, os seus oceanos podem ter contido um nível de sal de até 7,5%. Os oceanos de hoje, em comparação, têm cerca de 2,5% de sal.
As estimativas anteriores para a salinidade dos oceanos primitivos, todas baseadas em dados indiretos, variaram do nível atual a 10 vezes mais alto.
“Este é apenas o começo de decifrar a química do oceano primitivo, pois existem muitas outras incógnitas, mas agora temos uma base sólida para construir”, afirmou o professor de ciências da Terra e planetárias de Yale, Jun Korenaga, um dos autores do estudo.
Este estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.
Os cientistas iniciaram a sua investigação com uma questão mais ampla e fundamental em mente. Queriam saber quanto material halógeno estável – elementos como flúor, cloro (encontrado no sal), bromo e iodo que, quando reagem com metais, produzem uma variedade de sais – existe na Terra.
Os halogénios desempenham um papel crítico em alguns dos processos mais básicos relacionados à formação e evolução do planeta, incluindo a forma como a atmosfera da Terra, os oceanos e o manto rochoso interagem. A presença de halogénios na água do mar é particularmente importante, devido à natureza essencial dos oceanos para tornar possível a vida na Terra.
Até agora, as estimativas para a abundância global de halogénios foram baseadas na suposição de que a proporção de certos elementos na crosta e no manto – a camada rochosa da Terra com 3.000 quilómetros de espessura – tem uma constante ao longo do derretimento e cristalização, e essas estimativas sugeriram que a maioria dos halogénios existe perto da superfície.
Os cientistas de Yale afirmam que não é o caso. Eles criaram um novo método para estimar os níveis globais de halogénios, com base numa nova ferramenta algorítmica e na ciência mais recente sobre como outros elementos circulam pela superfície da Terra e pelas camadas internas.
A nova descoberta sugere que o cloreto e outros halogénios foram em grande parte expelidos do interior do planeta durante os primeiros 500 milhões de anos da Terra – trazendo-os para mais perto da superfície crostosa da Terra e dos oceanos – e depois os ciclaram de volta para o manto.
“A nossa descoberta é totalmente oposta à sabedoria convencional”, disse Korenaga.




