Sines subiu a 19° maior porto da UE

Segundo avança o Transportes & Negócios, o Porto de Sines fechou 2021 no 19.º lugar no ranking dos maiores portos da União Europeia, em tonelagem total movimentada. Sines, que registou em 2021 o sétimo maior crescimento anual entre os portos da UE, de acordo com a “Transportes XXI”, subiu uma posição no ranking global, ultrapassando o porto de Klaipeda.

Em 2021, Sines movimentou 46,6 milhões de toneladas, o que representou um avanço de 10% face aos 42,2 milhões de toneladas de 2020. Na verdade, em tempo de pandemia, entre 2019 e 2021, o porto português cresceu 11% na movimentação de cargas, o terceiro melhor registo entre os portos comunitários. Na movimentação de contentores, Sines surge no 16.º lugar no ranking da “Transportes XXI”. Uma posição abaixo da verificada por Theo Notteboom, que se explica pelo facto de a publicação espanhola incluir nas contas o porto de Duisburgo.

Porto de Sines é o 3.º mais eficiente da Europa

O relatório ‘The Container Port Performance Index 2021’ (‘Índice de Desempenho de Portos de Contentores em 2021’) coloca ainda o Porto de Leixões no 205.º lugar e o de Lisboa no 215.º, numa lista de 370 portos, a nível mundial.

O porto espanhol de Algeciras (Cádis) continua a ser o mais eficiente na Europa.

Enquanto em 2020 o “top 10” era liderado pelos portos asiáticos, em 2021 os portos do Médio Oriente monopolizavam as primeiras posições, com o Porto Rei Abdullah da Arábia Saudita na liderança.

O relatório do Banco Mundial e da consultora S&P Global procura servir de ponto de referência para os diferentes agentes económicos globais.

Em comparação com a primeira publicação, que utilizou dados do primeiro semestre de 2020, este segundo documento baseia-se na atividade das docas no final de 2021.

De acordo com a Autoridade Portuária da Baía de Algeciras (APBA), citada em comunicado, o estudo inclui uma abordagem dupla, estatística e administrativa, metodologias consideradas pelos seus autores como complementares para melhor se ajustarem ao desempenho real de cada porto.

Teresa Bonvalot fez história para o surf nacional

A surfista portuguesa apurou-se esta segunda-feira para as meias-finais do Sydney Surf Pro, a segunda etapa do circuito Challenger Series 2022.

Este é o melhor resultado obtido por um surfista português na história desta competição que arrancou no ano passado e que serve de apuramento para o circuito mundial de surf.

Teresa Bonvalot já garantiu, pelo menos, o 3.º lugar, superando o 5.º posto alcançado por Frederico Morais em França, no ano passado.

Teresa vai tentar ir mais longe nesta prova. Na próxima bateria vai discutir um lugar na final frente à surfista havaiana, Keala Tomoda-Bannert.

A acção no mar em Sydney regressa já esta segunda-feira à noite, às 21h45 – horário Portugal Continental -, já manhã de terça-feira na Austrália.

As primeiras ondas vão servir para retomar os quartos-de-final masculinos, enquanto Teresa Bonvalot só deve entrar em acção a meio da madrugada portuguesa, por volta das 02:00 horas.

Foto: © Jack Guez/AFP

Relatório sobre a economia azul da UE 2022

O relatório anual sobre a economia azul da UE, recentemente publicado pela Comissão Europeia, faz o balanço e revela as tendências e desenvolvimentos mais recentes em todos os setores económicos relacionados com os oceanos e as zonas costeiras.

O sector das energias marítimas renováveis, que contribui decisivamente para a consecução dos objectivos do Pacto Ecológico Europeu e das estratégias energéticas da UE, como o REPowerEU e o Objectivo 55, está a registar um crescimento exponencial e um aumento de 17 % do emprego em comparação com 2018.

Transporte marítimo aguarda “onda de choque” do lockdown chinês

Xangai está fechada, em confinamento, desde 27 de Março e só deverá reabrir, de forma gradual, a partir de 1 de Junho. Fábricas, comércio e serviços estão condicionados há mais de 50 dias, numa cidade de 25 milhões de habitantes, que é estratégica: vale 10% das exportações do país que se tornou a fábrica do mundo, tendo o maior porto de contentores do mundo. Em Abril, a capital financeira e industrial da China, sede de uma vastidão de multinacionais, tinha o porto a funcionar a 50%. Ao largo, acumularam-se mais de meio milhar de navios de todos os tamanhos, numa espera que podia durar vários dias. Como a viagem dali para a Europa demora entre 30 e 40 dias, aqueles atrasos começam agora a fazer-se notar no resto do mundo.

CPC e AGEPOR pedem apoio do Governo ao Sector Marítimo.

O CPC e a AGEPOR pedem ao governo para que tome medidas efectivas e rápidas para impulsionar o sector exportador marítimo, de forma a combater as dificuldades por que têm passado com os custos da descarbonização e energia acentuados pela guerra vivida na Ucrânia.

Ambas as organizações consideram que o ambiente que se vive entre empresas não é um ambiente propício para que haja, no futuro, um reforço da sua competitividade, já que cada vez mais existem aumentos no que diz respeito às operações e contextos, especificamente em relação à descarbonização, inflação, guerra na Ucrânia e custos de energia.

Por isso, estas duas entidades, que representam muitas outras, tencionam que o PRR seja aplicado de forma significativa nas infraestruturas e acessibilidades portuárias e que as taxas e resultados do exercício do sector portuário público sejam aplicáveis apenas na sua modernização.

Pretendem, ainda, que o governo incite a navegação de cabotagem e a atracção de novas linhas para dinamizar o sector, e que concretize os investimentos previstos nos portos e no sistema portuário português ao nível das acessibilidades marítimas, dos terminais portuários e das interconexões, sobretudo ferroviárias.

Segundo o comunicado conjunto que emitiram, tanto o CPC como a AGEPOR almejam o desenvolvimento da economia e, consequentemente, uma maior riqueza no país que só poderá ser alcançada com ajudas por parte do Estado para fomentar a competitividade ao longo da cadeia e sistema logístico.

UAlg e Oceano Azul avaliam as Áreas Marinhas Protegidas

Investigadores da Universidade do Algarve e da Fundação Oceano Azul estão a avaliar a situação real das Áreas Marinhas Protegidas portuguesas, avaliação que será entregue ao Governo depois da realização em Lisboa da Conferência dos Oceanos da ONU.

“As Áreas Marinhas Protegidas (AMP) são uma ferramenta decisiva para a protecção e recuperação das espécies e habitats marinhos, para garantir um oceano saudável e produtivo no futuro, mas têm de funcionar. Em Portugal, existem diferentes tipos de Áreas Marinhas Protegidas e é necessário saber o que protegem e como, se cumprem os seus objectivos e se protegem de facto a natureza”, disse à Lusa Bárbara Horta e Costa, investigadora do Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve envolvida no projecto.

De acordo com Bárbara Hora e Costa, o documento de avaliação que será entregue ao governo está a ser elaborado a partir dos critérios estabelecidos por um estudo global que produziu o ‘Guia das Áreas Marinhas Protegidas’, uma ferramenta considerada fundamental na caracterização das AMP e que permite aferir “o tipo de protecção existente e a sua potencial eficácia”.

Estas áreas, frisou a investigadora, não são todas iguais, nem têm o mesmo nível de protecção: “O Guia das AMP baseia-se nos níveis de protecção (por exemplo, se se pode pescar ou não) e no estádio de implementação [se a AMP existe ainda só no papel ou se está implementada ‘na água’] e identifica os resultados esperados e as condições de base para que possam funcionar”, indicou.

“A nossa gestão [das AMP] está muito debilitada, porque não temos meios”, alertou Bárbara Horta e Costa, especialista em biologia marinha, em declarações à Lusa. O CCMAR e a Fundação Oceano Azul estão a colaborar para produzir a avaliação das AMP portuguesas, prometendo, segundo Bárbara Horta e Costa, apresentar os resultados em breve, “logo depois da conferência dos oceanos”. A equipa que está a produzir o documento integra também os investigadores Jorge Gonçalves (CCMAR) e Emanuel Gonçalves (Fundação Oceano Azul).

A Conferência dos Oceanos das Nações Unidas vai realizar- se em Lisboa entre 27 de junho e 1 de julho e pretende contribuir para o avanço de acções concretas de protecção dos ecossistemas marinhos.

Foto: D.R

Blue Games em Portugal

Pela primeira vez, 48 jovens entre os 14 e os 16 anos, vão participar nos Blue Games, um formato pioneiro a nível mundial que está enquadrado na década da Ciência do Oceano para o Desenvolvimento Sustentável que a ONU definiu para 2021-2030. A iniciativa é financiada pelo programa Crescimento Azul dos EEA Grants.

Vão ser 8 equipas de 6 alunos (3 rapazes e 3 raparigas) que vão testar em simultâneo as capacidades físicas e o conhecimento em várias áreas ligadas ao Oceano. O promotor dos jogos, Francisco Lufinha, diz que o objectivo é promover a literacia do oceano “logo desde cedo nas escolas”.

Os jogos vão passar pela areia e pelo mar, com jogos sobre espécies de peixes, limpeza da praia e desporto náutico, como explicou o também ‘kitesurfer’ Francisco Lufinha.

Francisco Lufinha considera que é preciso captar a atenção dos jovens para a importância de preservar o oceano, “mas se não houver um conhecimento do que é o mar eles também não vão gostar do mar e se não vão gostar do mar não vão fazer muito para o proteger”.

“O prémio maior é aprender”, sublinha Francisco Lufinha, no entanto, as três equipas que subirem ao pódio vão receber uma viagem de barco, da Terra Incógnita, para observar golfinhos no rio Tejo.

Os Blue Games acontecem terça-feira, 24 de maio, entre as 09h00 e as 13h15, na Praia Velha de Paço de Arcos.

Vila Franca suspende PDM para construção de cais de contentores

O município de Vila Franca de Xira aprovou por unanimidade e implementou na última semana a sua primeira suspensão do Plano Director Municipal (PDM), visando permitir o avanço dos trabalhos de construção do novo terminal fluvial de contentores da Castanheira enquanto são realizados os procedimentos necessários de revisão do documento. 
Todas as forças políticas representadas no executivo consideram o projecto de sete milhões de euros importante para o concelho, não apenas por gerar postos de trabalho mas também por ajudar a reduzir o volume de camiões que diariamente atravessam o concelho. “Terá impactos positivos na economia, turismo e ambiente. Termos um Tejo navegável em toda a extensão do nosso concelho permite crescimento económico e reforço da nossa capacidade turística”, defende o presidente do município, Fernando Paulo Ferreira. 
O Porto de Lisboa movimenta anualmente mais de doze milhões de toneladas de carga, que tem como principal destino a região norte de Lisboa e cuja expedição ocorre na sua maioria por via rodoviária, implicando uma grande pressão em concelhos como Vila Franca de Xira e Alenquer. 
O terminal fluvial da Castanheira é promovido pela Empresa de Tráfego e Estiva (Grupo ETE), que é hoje responsável por mais de metade do total de mercadorias movimentadas no Porto de Lisboa e faz mais de 300 viagens por ano entre os terminais de Lisboa, Mar da Palha e a Cimpor em Alhandra. 
As barcaças serão movimentadas Tejo acima entre os terminais de Lisboa e Castanheira por rebocadores que vão consumir 120 litros por hora de gasóleo. Os contentores vão em barcaças de modelo “Europa” com capacidade para 99 contentores cada, sem propulsão. Segundo o estudo de impacte ambiental, entre o primeiro ano de funcionamento e o trigésimo espera-se que as viagens entre os dois portos passem de uma para cinco por semana. 

Um navio que pode ser o futuro da Marinha portuguesa

O Governo já autorizou o início do projecto de um navio que pode ser configurado todas as semanas para missões diferentes.

O nome provisório oficial é “Plataforma Naval Multifuncional”. O projecto foi inscrito desta maneira no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). O primeiro custo estimado são quase cem milhões de euros.

Mas é preciso consultar as especificações técnicas para perceber que este navio polivalente, é diferente de tudo o que a Marinha tem no presente, ou teve no passado.

Integrado na componente de investimento no mar do PRR, o navio terá componentes de resposta a emergências civis e ambientais, vigilância marítima, e investigação científica.

Como exemplos de emergência, são apresentados cenários de “derrames de petróleo ou blooms de plásticos, algas ou anémonas”.

Em certo sentido, pode ser também, um navio “porta-drones”. Vai poder lançar esquadras de aparelhos não tripulados, tanto aéreos como submersíveis.

Neste caso, os exemplos apresentados são as sondas de recolha de amostras submarinas ou com sensores óticos e de outro tipo, aparelhos não tripulados aéreos e de superfície.

O almirante chefe do Estado-Maior da Armada, Gouveia e Melo, na entrevista desta semana à TSF e ao Diário de Notícias, explicou que uma das características deste projecto, é a possibilidade de ser alterado de uma semana para o outro, em função da missão que é pedida.

“É o primeiro navio que vai ser desenhado de raiz com um conceito totalmente revolucionário, em que pretendemos envolver a indústria portuguesa, a academia portuguesa e a ciência que se faz em Portugal para podermos desenvolver no futuro navios do mesmo tipo, mais evoluídos, que possam vir a substituir as fragatas e outras necessidades que temos”, explicou.

Gouveia e Melo descreve o navio como “multidomínio e que vamos poder transformar de semana a semana, em função das necessidades de cada semana e do local geográfico em que temos de actuar.”

“É um conceito completamente revolucionário e se o conseguirmos fazer, e há todas as condições para isso com a nossa tecnologia, envolvendo a academia, a ciência e a indústria portuguesa, estaremos muito mais preparados para um futuro de médio prazo em que temos de substituir as fragatas e outros navios que estão a chegar ao fim de vida”, concretiza o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada.