O Governo já autorizou o início do projecto de um navio que pode ser configurado todas as semanas para missões diferentes.
O nome provisório oficial é “Plataforma Naval Multifuncional”. O projecto foi inscrito desta maneira no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR). O primeiro custo estimado são quase cem milhões de euros.
Mas é preciso consultar as especificações técnicas para perceber que este navio polivalente, é diferente de tudo o que a Marinha tem no presente, ou teve no passado.
Integrado na componente de investimento no mar do PRR, o navio terá componentes de resposta a emergências civis e ambientais, vigilância marítima, e investigação científica.
Como exemplos de emergência, são apresentados cenários de “derrames de petróleo ou blooms de plásticos, algas ou anémonas”.
Em certo sentido, pode ser também, um navio “porta-drones”. Vai poder lançar esquadras de aparelhos não tripulados, tanto aéreos como submersíveis.
Neste caso, os exemplos apresentados são as sondas de recolha de amostras submarinas ou com sensores óticos e de outro tipo, aparelhos não tripulados aéreos e de superfície.
O almirante chefe do Estado-Maior da Armada, Gouveia e Melo, na entrevista desta semana à TSF e ao Diário de Notícias, explicou que uma das características deste projecto, é a possibilidade de ser alterado de uma semana para o outro, em função da missão que é pedida.
“É o primeiro navio que vai ser desenhado de raiz com um conceito totalmente revolucionário, em que pretendemos envolver a indústria portuguesa, a academia portuguesa e a ciência que se faz em Portugal para podermos desenvolver no futuro navios do mesmo tipo, mais evoluídos, que possam vir a substituir as fragatas e outras necessidades que temos”, explicou.
Gouveia e Melo descreve o navio como “multidomínio e que vamos poder transformar de semana a semana, em função das necessidades de cada semana e do local geográfico em que temos de actuar.”
“É um conceito completamente revolucionário e se o conseguirmos fazer, e há todas as condições para isso com a nossa tecnologia, envolvendo a academia, a ciência e a indústria portuguesa, estaremos muito mais preparados para um futuro de médio prazo em que temos de substituir as fragatas e outros navios que estão a chegar ao fim de vida”, concretiza o Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada.
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