Irão envia navio de guerra após EUA ter abatido navios Houthi.

O navio de guerra iraniano Alborz entrou no Mar Vermelho através do estratégico Estreito de Bab al-Mandeb, informou a agência de notícias iraniana Tasnim, num momento de tensões acrescidas sobre esta importante via navegável a nível mundial. 

“O destroyer Alborz entrou no Mar Vermelho… passando pela hidrovia Bab al-Mandeb” no extremo sul do Mar Vermelho, conectando-se com o Golfo de Aden, no Oceano Índico, afirmou a agência de notícias.

Acrescentou que a frota naval do Irão tem operado na área “para proteger rotas marítimas, repelir piratas, entre outros fins, desde 2009”.

Esta iniciativa acontece após os EUA no fim-de-semana terem afundado 3 navios dos Houthi.

Hapag-Lloyd pesquisa navio porta-contentores com velas.

O armador alemão Hapag-Lloyd, com sede em Hamburgo, lançou recentemente um estudo de I&D (Investigação e Desenvolvimento) sobre o potencial da energia eólica como um possível alternativa para o plano de descarbonização da empresa, afirmaram os investigadores envolvidos.

 De acordo com o Ministério Alemão do Ambiente, o transporte marítimo é responsável por aproximadamente 2,6% das emissões globais de CO2, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente alemão. Havendo viabilidade desta alternativa, será sem dúvida, uma ajuda nesse objectivo corporativo de zero emissões líquidas até 2045.

Martin Köpke, Gestor dos Assuntos Regulatórios e Sustentabilidade, afirmou: “O que nos impulsionará nos próximos anos serão os novos combustíveis alternativos. Estes ainda não estão disponíveis nas quantidades necessárias e inicialmente serão muito caros. É por isso que a eficiência energética e as tecnologias alternativas, como a utilização da energia eólica para reduzir o consumo de combustível, são importantes. O sucesso destes esforços será crucial se quisermos atingir os nossos objectivos de curto e médio prazo até 2030.”

 A empresa começou a trabalhar com o velejador alemão Boris Herrmann e a equipa da Malizia no início de 2023 e lançou um estudo conceptual para um navio de 4.500 TEU com um sistema de propulsão assistido pelo vento de última geração.

O projecto prevê oito velas com área vélica de 3 mil metros quadrados. As seis velas traseiras serão extensíveis e as duas dianteiras retráteis para que as operações de carga portuárias fiquem sem qualquer tipo de obstáculos. Isso iria também proteger o sistema de velas contra danos e evitaria obstáculos como pontes. O porta-contentores será movido por um motor movido a metanol verde. O sistema de vela é usado apenas para auxiliar a propulsão dependendo da velocidade e das condições do vento. Simulações computacionais devem ajudar os investigadores a aprender como o navio se comporta em condições climáticas realistas e quanta energia poderia ser economizada com o sistema de velas. A Hapag-Lloyd espera finalizar a fase conceitual nos próximos meses. 

Köpke acrescentou: “Presumimos que os combustíveis de energia renovável serão caros, mas isso pode parecer diferente em cinco anos. Então teremos que reavaliar se o projecto vale a pena.” 

No entanto, a Hapag-Lloyd mantém o rumo. Dr. Christoph Thiem, Director de Projectos de Activos Estratégicos, acrescentou: “No futuro, em vez de impulsionar os nossos navios com combustíveis fósseis, queremos utilizar combustíveis produzidos a partir de eletricidade gerada por fontes de energia renováveis, como a energia eólica. Um sistema de vela garantiria que a energia eólica fosse aproveitada directamente e que parte desse combustível fosse economizado.”

MV Kamilla Oldendorff é o primeiro navio de 2024 registado em Portugal

                                     

O MV Kamilla Oldendorff é o primeiro navio registado em 2024 com a bandeira portuguesa.

É um navio graneleiro construido em 2023, com o N° registo IMO 9952452, Classe Panamax BC, com um comprimento de 229m, largura de 32m, velocidade de até 8,9 nós.

Está sob gestão da Oldendorff Carriers GmbH & Co, criada em 1921 e que é um dos principais operadores de granéis sólidos do mundo. 

Num dos últimos relatórios da UNCTAD ( Conferência das Nações Unidas Sobre Comércio e Desemvolvimento ), Portugal tem 578 navios de bandeira, sendo o 14.º maior Estado de Bandeira em número de navios sujeitos às convenções internacionais.

Chegam porta-contentores de 700 TEU movidos a bateria pura.

                           

Antes do virar do ano, no passado 28 de dezembro, as novas construções N997 e N998 foram nomeadas e entregues na China, em Yangzhou. 

Foram nomeados COSCO Shipping Green Water 01 e COSCO SHIPPING Green Water 02, respectivamente. São os primeiros navios porta-contentores movidos a bateria com capacidade de 700 TEU e foram projectados, desenvolvidos e construídos de forma independente por empresas chinesas. 

O primeiro navio foi lançado para testes em julho de 2023, enquanto a construção da segunda unidade de 700 TEU tinha começado dois meses antes do lançamento do primeiro.

Os navios podem transportar até 700 TEU operando com bateria durante toda a viagem. Utilizam uma tecnologia de bateria que se troca, onde as baterias são alojadas em recipientes que podem ser desligados quando a energia acabar. Os navios são actualmente equipados com 24 baterias cada num contentor de 20 pés e podem transportar até 36 unidades. A capacidade total da bateria excede os  50.000 quilowatts-hora. Depois de colocado em operação, espera-se que um único navio consiga reduzir as emissões de dióxido de carbono em 2.918 toneladas ao longo do ano, o que equivale às emissões anuais de 2.035 automóveis, ou à plantação de 160 mil árvores por ano. 

Cada porta-contentores é equipado com um sistema inteligente que compreende uma plataforma de integração inteligente, navegação inteligente, casa de máquinas inteligente e monitorização inteligente da eficiência energética do navio. Com um comprimento de 119,8 metros e uma largura de 23,6 metros, os dois navios fazem parte de um esforço para construir uma rede electrificada para o transporte marítimo ao longo do rio Yangtze da China, facilitar a transformação verde da hidrovia e demonstrar o transporte marítimo verde e com zero carbono. 

A primeira embarcação obteve recentemente um certificado para o primeiro navio directo  fluvial-marítimo movido a bateria da Sociedade Classificadora da China. Espera-se que comece a operar no rio Yangtze, de Jiangsu a Xangai, em breve. Diz-se que projecto está alinhado com os esforços da COSCO Shipping Group para alcançar a transformação verde, de baixo carbono e inteligente da indústria naval e promover o desenvolvimento verde e de baixo carbono.

Preço do frete sobe 80% devido ao desvio de navios do Mar Vermelho.

O custo do transporte de mercadorias voltou a crescer significativamente, à medida que os gigantes do transporte de mercadorias continuam a evitar a principal rota do Mar Vermelho. 

Os preços dos fretes subiram 80% na semana passada, já tendo subido quase 50% na semana anterior. A medida de custo de frete mais amplamente utilizada, o Shanghai Containerized Freight Index (SCFI), aumentou para 2455,78€ por contentor, acima dos 1364,63€ da última sexta-feira, 22 de dezembro, de acordo com dados fornecidos pela DSV. Desde 30 de setembro de 2022, há 15 meses, o preço não era tão alto.

O índice mede o custo médio de um contentor de 20 pés enviado de Xangai para a Europa. Os preços de envio mais elevados influenciam os montantes pagos e podem ter um impacto inflacionista, uma vez que a maioria dos produtos passará pelo menos algum tempo no mar no seu percurso até chegar aos consumidores. 

O Mar Vermelho é uma importante artéria de abastecimento que se tornou cada vez mais perigosa à medida que os militantes Houthi do Iémen, em apoio à Palestina, atacaram navios que acreditam fornecer e exportar de Israel.

Os aumentos de preços ocorrem apesar da segunda maior empresa de transporte de contentores, a Maersk, ter recomeçado algumas viagens no Mar Vermelho e do início da Operação Prosperity Guardian – uma força naval multinacional liderada pelos EUA, criada para se defender de ataques. Outras empresas, incluindo a maior empresa de transporte de contentores, a Mediterranean Shipping Company (MSC), continuam a desviar navios.

Maersk Hangzhou atingido por míssil Houthi

O Comando Central dos EUA confirmou que o Porta-Contentores Maersk Hangzhou foi atingido por um míssil enquanto navegava pelo Mar Vermelho, ou seja, o primeiro alvo atingido com sucesso pelos rebeldes houthi desde que existe na região a patrulha formada por uma coligação internacional de vários países para patrulhar aquela zona.

Um navio de guerra americano, o USS Gravely, abateu mais dois mísseis balísticos enquanto respondia a um pedido de socorro juntamente com o USS Labboon, afirmam fontes militares. 

Os mísseis foram disparados de uma parte do Iémen controlada pelo grupo rebelde Houthi, apoiado pelo Irão, que realizou quase duas dúzias de ataques a navios mercantes numa tentativa de sufocar o tráfego que atravessa o estreito de Bab al Mandeb, que liga o Mar Vermelho ao Mar da Índia, bloqueando o Canal do Suez.

De acordo com o CentCom, não houve feridos nem danos irreparáveis no navio porta-contentores da Maersk, e o navio continou em condições de navegar e capaz de continuar a sua viagem. De acordo com dados disponíveis publicamente, o navio de propriedade da Dinamarca, com bandeira de Singapura, navegava de Singapura para Port Said, no Egipto. 

O ataque ocorre um dia depois de a Dinamarca ter-se juntado à coligação internacional criada para patrulhar o Mar Vermelho e impedir tais ataques.

West Sea vai construir seis novos navios patrulha oceânicos.

Decorreu  nas instalações centrais da
Marinha, em Lisboa, a cerimónia de assinatura do contrato de construção de seis
novos Navios de Patrulha Oceânicos (NPO) para a Marinha Portuguesa.

A construção destes seis navios será realizada pela West Sea
– Viana Shipyard e reforça a confiança no trabalho de excelência que tem vindo
a ser feito nos últimos anos neste estaleiro, e que promove o desenvolvimento
da indústria naval em Portugal.

“Os seis novos NPOs, que se juntarão aos quatro já em
operação, desempenharão um papel crucial na substituição das corvetas ainda em
utilização, contribuindo assim para a modernização e reforço da capacidade de
intervenção em espaços marítimos nacionais.

Os NPOs são reconhecidos pela sua versatilidade, sendo
essenciais em missões de fiscalização da pesca, controlo de tráfego, prevenção
e combate à poluição marítima, assim como no combate a atividades ilegais como
narcotráfico e imigração ilegal. 

Além disso, desempenham um papel vital no
cumprimento de compromissos internacionais do país, particularmente nas áreas
de busca e salvamento marítimos e segurança cooperativa no âmbito da aliança
NATO.” refere o idD Portugal Defence.

Startup cria analgésico para dor crónica a partir do Mar do Algarve.

Segundo avança o Público, a Startup Sea4Us está muito próxima de alcançar o licenciamento de um novo tipo de analgésico que foi encontrado em organismos marinhos da costa do algarve, que poderá ser um enorme passo para o alívio de dores crónicas de centenas de milhões de pessoas em redor do mundo

Após mais de uma década de investigação, esta startup portuguesa do sector da biotecnologia avançada, localizada em Sagres, não esconde o plano de vender o resultado da investigação a um dos gigantes da indústria farmacêutica mundial.

Startup desenvolve analgésico para dor crónica a partir do mar algarvio

A dor crónica é uma doença que aflige uma em cinco pessoas em todo o mundo, proporção que, no entanto, é superior na população portuguesa, disse à agência Lusa Pedro Lima, investigador e director científico da Sea4Us.

A Startup está a desenvolver o primeiro analgésico marinho não opióide que, se tudo correr como está planeado, terá eficácia no tratamento da dor crónica sem provocar qualquer tipo de dependência ou de efeitos secundários, porque não afecta o cérebro de forma central.

O muito provável futuro novo medicamento é possível graças às características particulares de organismos marinhos que evoluíram e estão incrustados nas rochas de grutas e cavidades da costa algarvia, perto de Sagres, no distrito de Faro.

Foto: LUSA/Luis Forra.

Marinha vai propor ao próximo Governo a compra de mais dois submarinos

O Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA), o Almirante Henrique Gouveia e Melo, vai propor ao próximo executivo a compra de mais dois submarinos, quer modernizar duas fragatas no prazo de três anos e adquirir dois navios reabastecedores.

A compra de mais dois submarinos “daqui a seis anos” está nos planos de Gouveia e Melo, que argumenta que a área geográfica portuguesa “assim o exige”.

“Os submarinos, além disso, permitem observar o ambiente sem mexer com o ambiente, porque ninguém sabe que eles estão lá, e isso é uma função muito útil para o Estado, que pretende controlar o seu mar também de forma discreta e descobrir actividades que não consegue descobrir de outra forma porque não tem uma capacidade de superfície que consiga realmente ocupar um espaço tão grande”, explicou Gouveia e Melo.

Estes dois novos submarinos, que o CEMA pretende de menor dimensão, juntar-se-iam ao Tridente e ao Arpão, os dois únicos submarinos de que a Marinha dispõe actualmente, o que coloca dificuldades quando um deles necessita de reparações.

Quanto às fragatas, Gouveia e Melo assinalou que a actual Lei de Programação Militar já prevê verbas para a sua renovação e disse que pretende modernizar “mais duas no prazo de três anos”.

Em breve será assinado o contrato para a aquisição de dois navios reabastecedores, que serão simultaneamente “navios logísticos de transporte”, o que “poupa investimento mas dá mais capacidade” ao ramo, acrescentou.