Porto de Setúbal no caminho no Exército dos EUA.

Segundo o Jornal de Negócios (acesso pago), um porto português foi utilizado pela primeira vez no transporte do material militar americano da Europa para os Estados Unidos.

No mês passado, passou pelo Porto de Setúbal uma carga de cerca de 500 peças de equipamento militar americano, que regressou aos Estados Unidos após estar na Estónia.

Esta operação está inserida na estratégia do Pentágono de diversificar as opções de transporte de equipamento militar entre os dois continentes.

O equipamento transportado, incluindo veículos tácticos e camiões, foi inicialmente deslocado para a Polónia, antes de ser utilizado na Estónia, no âmbito da Operação Atlantic Resolve, iniciada em 2014 após a anexação daCrimeia pela Rússia.

Esta mobilização foi uma resposta à invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022 e um esforço para fortalecer a segurança dos membros da NATO.

Segundo a APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra,  a carga consistia principalmente em veículos militares multiusos. A APSS revelou que estão previstos mais carregamentos para este ano, embora as datas ainda não estejam definidas.

3ª edição do Fórum de Aquacultura em Fev. 2024 será em Marrocos.

A representação da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal em Marrocos indicou que a ANDA – Agência Nacional para o Desenvolvimento da Aquacultura irá efectuar a 3ª edição do Fórum de Aquacultura, no dia 2 do próximo mês, no Hotel Hilton em Tânger. 

O tema da edição deste ano será “Uma parceria forte para uma indústria aquícola sustentável”.

O fórum deseja promover parcerias no sector da aquacultura, com os seguintes objectivos:

Partilha de conhecimentos especializados, boas práticas entre operadores do sector a nível internacional,  criar parcerias comerciais e técnicas e a exploração de oportunidades comuns de investimento no sector.

MSC com forte aposta em Espanha.

Após a aposta na Alemanha, onde obteve uma participação de 49,9% na HHLA, a principal operadora portuária da cidade de Hamburgo, e que está prevista para o 2° trimestre de 2024, o gigante ítalo-suíço do transporte marítimo virou-se para a vizinha Espanha.

Um dos grande objectivos era Valência, que após um impasse, já foi a conselho de ministros e obteve luz verde para avançar com o investimento no novo terminal norte de Valência. O director geral da MSC Espanha, Francisco Lorente, estimou que o terminal norte que irá construir e gerir no Porto de Valência custará entre 20 e 25% mais face aos 1.050 milhões de euros projectado anteriormente.

Após Valência, os olhos estão em Barcelona. De acordo com o meio de comunicação especializado do sector, o “El Mercantil”, (segundo fontes próximas), a MSC pretende avançar com a aquisição de 50% do maior terminal de contentores do porto de Barcelona à Hutchison Port Holdings. 

O BEST (Barcelona Europe South Terminal), é o maior porto de Barcelona, com uma capacidade de 2,8 milhões de TEU/ano e planos para crescer mais 1,5 milhões de TEU/ano.

A MSC conhece o potencial do terminal, devido ao facto de já ser a maior cliente do mesmo. O porto em questão é semi-automatizado, possui uma frente de cais de 1500 metros, com fundos de -16,5 metros, e 13 gruas de cais da classe super post-panamax.

Chegou hoje o 1° Cruzeiro do ano no Porto de Leixões.

O Porto de Leixões recebeu hoje o 1º navio de cruzeiro de 2024. O Ambition da Ambassador Cruise Lines chegou ao Terminal de Cruzeiros com quase 1.200 passageiros. 

O navio de cruzeiro MV Ambition, construído em 1999, actualmente é propriedade e operado pela Ambassador Cruise Line, com sede no Reino Unido.

Njord Partners LLP, é o principal shareholder desta linha de cruzeiros, constituída por dois navios, o MV Ambition e o MV Ambience.

Houthis reivindicam outro ataque no Mar Vermelho

Os rebeldes Houthi do Iémen assumiram a responsabilidade pelo último ataque de hoje a um navio mercante no Mar Vermelho.

Os rebeldes apoiados pelo Irão, que lançaram mais de 20 ataques a navios mercantes nas últimas semanas, disseram que atacaram o cargueiro com bandeira de Malta acreditando que se dirigia para Israel. O navio não foi atingido.

Os Houthis, que controlam grande parte do empobrecido Iémen e travam uma guerra civil desde 2014, dizem que estão a agir em solidariedade com os palestinianos por causa da guerra de Israel contra o Hamas. 

“As forças navais das forças armadas iemenitas realizaram uma operação visando o navio CMA CGM TAGE que viajava em direcção aos portos da Palestina ocupada”, disse um comunicado Houthi publicado no X, antigo Twitter.

A operadora marítima francesa CMA CGM disse à Reuters que seu navio não foi danificado e não sofreu nenhum incidente. Também esclareceu que o destino do navio era o Egipto e não Israel.

Após o último ataque, a CMA CGM anunciou um grande aumento nos preços, com um contentor de 40 pés entre a Ásia e o Mediterrâneo Ocidental a duplicar de 2.747 para 5.494 euros.

Marinha coordenou o salvamento de 401 vidas no mar em 2023

De acordo com a informação da Marinha, o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC) de Lisboa, foram registados 246 incidentes em que foram salvas 306 pessoas.

Na área relativa ao MRCC Delgada ocorreram 148 casos que se traduziram em 71 salvamentos.

Na zona de ação do MRSC Funchal houve um total de 25 ações de busca e salvamento, tendo sido resgatadas 24 pessoas.

Para o sucesso do sistema de busca e salvamento contribuem diferentes organizações e são empenhados meios de diversas entidades nomeadamente da Marinha Portuguesa, da Autoridade Marítima Nacional, da Força Aérea Portuguesa (FAP) e outras entidades pertencentes à Estrutura Auxiliar do Sistema Nacional de Busca e Salvamento, em especial o Instituto Nacional de Emergência Médica – Centro de Orientação de Doente Urgentes no mar (INEM CODU-MAR), os Serviços Nacionais e Regionais de Proteção Civil e Bombeiros, as Administrações Marítimas e Portuárias, entre outros organismos. 

Realça-se ainda o apoio prestado pelos navios mercantes e embarcações de pesca nas ações de busca e salvamento, que se desviam das suas rotas comerciais para prestarem o auxílio necessário, sempre coordenados pelos Centros Nacionais – MRCC Lisboa e MRCC Delgada.

Com uma taxa de eficácia do serviço de 96,9% no ano 2023, os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo foram já reconhecidos nacional e internacionalmente com diversos prémios.

Foto: Marinha Portuguesa

Louis Dreyfus Armateurs escolhe CSSC para Roro's movidos a energia eólica.


A LDA –  Louis Dreyfus Armateurs, empresa marítima francesa, assinou um contrato de construção com a chinesa CSSC Wuchang Shipbuilding Industry Group para três embarcações roll-on/roll-off de baixas emissões apoiadas por propulsão assistida pelo vento.

A construção dos navios foi encomendada pela Airbus como parte dos seus esforços de renovação da frota. De acordo com o anúncio feito, a LDA irá construir, possuir e operar estas novas embarcações, cuja entrada em serviço está prevista para 2026. A nova frota deverá reduzir as emissões médias anuais transatlânticas de CO2 de 68.000 para 33.000 toneladas até 2030. Esta iniciativa constitui um componente-chave do plano estratégico para alcançar uma redução significativa de até 63% nas suas emissões industriais globais até a conclusão da década. 

Esta meta é comparada com o ano de referência de 2015 e está alinhada com a trajectória de 1,5°C delineada no Acordo de Paris. Os próximos navios serão impulsionados por seis rotores Flettner emparelhados com dois motores de duplo combustível operando com óleo diesel marítimo e metanol eletrónico. Além disso, o software de rotas ajudará a aumentar a eficiência das viagens transatlânticas dos navios. Esta tecnologia visa optimizar o percurso, aproveitando ao máximo a propulsão do vento e evitando o arrasto causado pelas condições adversas do oceano.

Encomendas de Navios 2023: 45% com combustíveis alternativos

 

A renovação da frota marítima global deu um passo significativo em 2023, com um total de 539 navios, equivalente a 45% de todas as encomendas de novas construções feitas no ano passado por arqueação bruta, sendo capazes de funcionar com combustíveis alternativos, segundo avança a Clarksons Research.

Os dados da Clarksons mostram que a maior parte das encomendas de combustíveis alternativos em 2023 ainda era de GNL, embora com um aumento para 125 encomendas de navios metanol bicombustível em 2023. Em 2022, um recorde de ~55%* de todos os pedidos de novas construções por tonelagem (GT) eram com capacidade para combustível alternativo (base transportadoras não-GNL: ~40% da tonelagem). 

Para contextualizar, em 2021, 31% da tonelagem de construção nova encomendada foi para embarcações com capacidade de combustível alternativo, acima dos 27% em 2020 e 8% em 2016.

Houve também 55 novos pedidos envolvendo GPL como combustível e agora 4 com amônia. O pedido inclui 218 navios com capacidade para GNL de 18,9 milhões de GT (~25% do total encomendado), 130 navios com capacidade para metanol de 10,3 milhões de GT (13%) e 44 navios com capacidade para GLP, enquanto 121 unidades serão equipadas com baterias. propulsão híbrida. 

Reflectindo a “opcionalidade” futura, há 579 na frota e em novas construções que têm status de GNL “pronto”, 322 que estão “prontos” para amônia e 272 que estão “prontos” para metanol.

Maersk sem travessias no Mar Vermelho indefinidamente.

O armador dinamarquês Maersk fez tentativas de retomar algumas passagens pelo Mar Vermelho através do estreito Bab al-Mandab.

A linha tinha decididp retomar a navegação na área depois dos EUA terem lançado a Operação Prosperity Guardian, mas os ataques continuaram, mesmo após a entrada em acção dessa coligação de defesa.

A Maersk interrompeu assim, indefinidamente  todos os movimentos de navios da empresa no Mar Vermelho, após o último ataque, que felizmente não causou danos.

O transporte marítimo começa a pagar as licenças EU ETS

As maiores regulamentações verdes regionais da história do transporte marítimo entraram em vigor com a indústria incluída no sistema de comércio de emissões da União Europeia (EU ETS), uma medida baseada no mercado que estabelece um limite para as emissões permitidas. 

A partir de ontem, os navios que visitam os portos da UE serão obrigados a compensar as suas emissões de CO2 aplicáveis ​​à viagem através da compra de um número equivalente de licenças EU ETS. 

Os dados mostram que, para um VLCC ( Navio de grande dimensão de Petróleo Bruto ), da Arábia Saudita – Ras Tanura para Holanda – Roterdão, os custos do EU ETS serão de cerca de 182.570€ por viagem no próximo ano, o equivalente a 4% do custo de frete actual, aumentando para 0,46 milhões de euros e 10% em 2026, quando a regulamentação for totalmente implementada em 100%. 

Os novos regulamentos foram qualificados de “palermice” e “um completo desperdício de esforço” por um dos maiores armadores da Grécia, George Procopiou, durante um discurso num evento em Chipre, em Outubro. “Sempre que vamos ao estaleiro, tentamos sempre melhorar – através de lubrificação a ar e novos motores, por exemplo. Embora os nossos navios tenham 11 anos, encomendamos uma grande quantidade de activos porque os novos modelos têm consumos 35% ou 40% melhor. Estes são os pequenos passos. O resto é “palermice”, afirmou Procopiou.

Este é o início de uma taxa que quase certamente aumentará à medida que a região intensifica os seus esforços para combater as alterações climáticas.