Anunciado novo pedido de navio de cruzeiro da classe Oasis

Depois do navios cruzeiros “Harmony of the Seas” ter sido entregue em 2016, do “Symphony of the Seas” em 2018, do “Wonder of the Seas” em 2022 e do “Utopia of the Seas”, que deixará Saint-Nazaire em junho de 2024, Chantiers de l’Atlantique construirá o sétimo navio da Série Oásis. 

Será o quinto navio da série construído em Saint-Nazaire. “Enquanto nos preparamos para o lançamento do Utopia of the Seas, já estamos imaginando o seu navio irmão e o posicionamento dentro da famosa série Oasis. As nossas três principais marcas estão constantemente buscando inovar para oferecer aos passageiros de cruzeiros férias sublimes e responsáveis”, afirmou o Fresidente e Chefe-Executivo do Royal Caribbean Group, Jason Liberty. 

Num comunicado, o estaleiro francês afirma que este novo navio transportará as “últimas soluções técnicas desenvolvidas pela Chantiers de l’Atlantique, com soluções que irão melhorar constantemente o desempenho ambiental dos navios”. “Estamos orgulhosos dos fortes laços entre o Chantiers de l’Atlantique e o Grupo Royal Caribbean. Graças a mais de 10 anos de esforços conjuntos, especialmente em matéria de eficiência energética, este navio será um dos menores emissores de gases de efeito estufa por passageiro por dia na frota mundial”, acrescentou o Presidente-Executivo da Chantiers de l’Atlantique, Laurent Castaing. 

Este pedido será finalizado com o respectivo financiamento até ao final do ano. Jason Liberty afirmou num post no LinkedIn que o anúncio ocorre logo após o lançamento do Celebrity Ascent da Celebrity Cruises, do Silver Nova da Silversea Cruises e do Icon of the Seas da Royal Caribbean International. Acrescentou ainda num post: “Estes novos navios representam uma onda de inovação no Grupo Royal Caribbean, à medida que continuamos a nossa procura para criar e oferecer as melhores experiências de férias de forma responsável.

MSC e Evergreen na vanguarda na utilização dos "scrubbers".

A MSC, a maior empresa de transporte de contentores do mundo, foi a “campeã dos purificadores” (Scrubbers) em 2022, já que o armador ítalo/suíço terminou o ano com o maior número de navios equipados com purificadores, de acordo com o relatório da DynaLiners.

Mais especificamente,  216 porta-contentores do MSC estão equipados com purificadores, traduzindo-se numa capacidade total de 2.132.700 TEUs.

Além disso, uma das principais transportadoras marítimas de Taiwan, a Evergreen alcançou a maior frota equipada com purificadores em proporção à sua frota total. As 150 embarcações equipadas com purificadores da Evergreen constituem 72% da frota total da empresa.

Por outro lado, a DynaLiners observa que a Maersk e a CMA CGM reportaram pontuações bastante baixas, uma vez que os dois armadores dos contentores têm-se concentrado na utilização de combustíveis alternativos.

Globalmente, no final do ano passado, os dez transportadores com as maiores frotas equipadas com depuradores em termos de número de navios operavam 778 navios, nos quais estava instalado este dispositivo de limpeza de gases de escape. Isto foi equivalente a 23% do seu número total de navios, enquanto em capacidade foi de 7,98 milhões de TEUs, representando 35% da sua capacidade total.

Porto de Sines em debate sobre transição energética do sector marítimo em Portugal

José Luís Cacho, Presidente da APS –
Administração dos Portos de Sines e do Algarve, integrou
o painel de debate sobre Green Shipping/Maritime Challenges na conferência
internacional “Climate Green Shipping Challenges”, centrada nos desafios que o
sector marítimo atravessa na rota para a neutralidade carbónica, que decorreu no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões.

Num painel
multifacetado que pretendeu discutir o presente e futuro do sector marítimo em
Portugal, o Presidente da APS ponderou sobre os desafios no processo de
transição energética no porto, destacando a importância das ferramentas
digitais em desenvolvimento no âmbito da Agenda NEXUS na concretização do plano
estratégico do Porto de Sines, aliando o processo de transição energética e
digital aos corredores logísticos servidos pelo Porto de Sines.

No que diz respeito à
sustentabilidade energética, o plano estratégico do porto prevê uma série de
investimentos na produção de energia solar, eólica e ‘offshore’ dentro da área
portuária, no sentido de cumprir com o objetivo de, já em 2023, assegurar que
55% do total de energia produzida e consumida no porto é energia verde,
enquanto em 2050 se pretende garantir os 100%.

José Luís Cacho salientou ainda o
envolvimento e comprometimento de toda a comunidade portuária, industrial e
logística de Sines, no sentido de acolher e desenvolver novos projetos na área
dos novos combustíveis, tais como a amónia verde e hidrogénio verde, projetos
estes que têm no porto uma solução única para a movimentação e manuseamento
destes produtos.

O evento contou ainda com a
participação do ainda Secretário de Estado do Mar, José Maria Costa, que abordou os
principais desafios para Portugal no contexto Green Shipping.

A conferência internacional
“Climate Green Shipping Challenges” foi promovida pela PSO Knowledge &
Comunication, em parceria com a Secretaria de Estado e do Mar, e a consultora
KPMG.

Crise no Mar Vermelho faz disparar em 400% preços do transporte

Segundo avança a CNN, o agravar da crise no Mar Vermelho determinou uma subida de 400% no preço do transporte marítimo e um atraso de 10 a 15 dias nas entregas, devido ao desvio dos navios para o Cabo da Boa Esperança. 


A Comissão Europeia reconhece que esta situação pode ter “um impacto significativo na economia europeia”, mas descarta para já problemas no fornecimento e na produção.


Os ataques dos houthis no Mar Vermelho têm forçado as empresas de transporte a evitar passar por esta região e pelo Canal do Suez, uma rota responsável por 12% do comércio global. Segundo as previsões intercalares de Inverno da Comissão Europeia, em 2022, cerca de 23% de todas as importações de bens da União Europeia foram transportadas via marítima da Ásia, a maioria através do Mar Vermelho.

“Disrupções nesta importante rota comercial podem, portanto, ter um impacto significativo na economia da UE“, refere o relatório, acrescentando que as empresas devem conseguir evitar problemas maiores de produção. Contudo, a Comissão Europeia reconhece que “os maiores custos de transporte vão inevitavelmente ser passados aos consumidores, mas o impacto direto na inflação deverá ser relativamente pequeno“.

Bruxelas estima que o tempo de transporte marítimo entre a Ásia e a Europa tenha aumentado entre 10 a 15 dias e os custos dos contentores em várias rotas entre a China e a Europa disparado cerca de 400%, adiantando que estes aumentos estão a ter impacto no custo do transporte marítimo global, com um aumento de 210% nos preços dos contentores.

Apesar dos atrasos nas entregas, os preços de produção têm sido pouco afetados e os inventários permanecem em níveis elevados, com as empresas a mostrarem-se melhor preparadas para lidar com esta situação.

Em termos de impacto nos preços, Bruxelas estima que a pressão na inflação da União Europeia se situe num intervalo entre 0,2 e 0,3 pontos percentuais. “Esta variação parece amplamente plausível, tendo em conta as estimativas recentes da repercussão dos custos de frete para a inflação global, a origem das importações da UE e cenários alternativos de normalização progressiva dos custos de transporte como excesso de capacidade em contentores e navios”, avança o relatório.

A Comissão Europeia refere ainda que a passagem de aumentos de custos para os consumidores “deverá ficar mais visível no segundo trimestre deste ano”, sobretudo nos bens industriais e certas categorias de alimentos.

“O impacto na inflação poderá ser maior se os custos do transporte permanecerem permanentemente elevados e a procura global recuperar de forma mais forte do que estimado“, reconhece a Comissão Europeia. “Uma nova escalada constitui um risco claro para as perspetivas económicas, em particular se o conflito perturbar o abastecimento de energia, fazendo com que os preços do petróleo e do gás subam”, remata.

IMO: Secretário-Geral discutiu questões marítimas com a UE.

Numa série de reuniões realizadas em Bruxelas, Bélgica, o Secretário-Geral da IMO, Arsenio Dominguez, abordou preocupações marítimas cruciais com representantes da União Europeia, de acordo com o comunicado da IMO. 

Entre as discussões, o Sr. Dominguez reuniu-se com o Director Geral de Navegação da Bélgica, Sr. Peter Claeyssens, com foco na situação no Mar Vermelho. Enfatizar a protecção dos marítimos, a liberdade de navegação e a desescalada na região eram prioridades fundamentais. 

As reuniões com a Sra. Magda Kopczynska, Directora Geral da DG MOVE da Comissão Europeia, centraram-se na implementação da Estratégia IMO de 2023 para reduzir as Emissões de Gases de Efeito Estufa provenientes do Transporte Marítimo. 

As questões de segurança também estiveram na ordem do dia, juntamente com os preparativos para a entrada em vigor da Convenção Internacional de Hong Kong para a Reciclagem Segura e Ambientalmente Correta dos Navios, em junho de 2025. 

Dominguez expressou a sua gratidão à Comissão Europeia e à UE pelo seu apoio financeiro contínuo aos projectos executados pela IMO, incluindo projecto da GMN –  Rede Global de Centros de Cooperação Tecnológica Marítima e o “Programa Regional para a Segurança Marítima no Mar Vermelho” financiado pela UE. Região”. 

Nas discussões com deputados do Parlamento Europeu, incluindo os da Comissão dos Transportes e Turismo e da Comissão do Ambiente, da Saúde Pública e da Segurança Alimentar, o foco foi no alinhamento das medidas europeias de redução de GEE com os instrumentos da IMO. A adopção de medidas de médio prazo pela organização também foi destacada.

MOL investe na pesquisa do Hidrogénio Liquefeito

A nível de alternativa, o hidrogénio está sendo visto como uma opção a ter em conta, tendo ganho cada vez mais destaque para ser parte dos processos de descarbonização. É previsto que o transporte de hidrogénio liquefeito seja uma solução de futuro e que haja uma procura cada vez mais intensa nas próximas décadas.

Falando em particular deste projecto, um consórcio constituído pela Woodside, HD KSOE, e Hyundai, uniram-se para explorar a tecnologia, segurança, construção, operação e viabilidade económica de um navio com capacidade de tanque de 80.000 m3. 

O objectivo é estabelecer uma cadeia de abastecimento de hidrogénio liquefeito na Ásia e em outras regiões. Se tudo correr conforme o que está planeado, a expectativa é que o navio esteja construído e em plena operação até 2030. O conceito revolucionário deste navio é o uso do próprio hidrogénio como combustível principal, o que promete reduzir consideravelmente as emissões de CO2 durante a sua navegação.

O hidrogénio liquefeito é uma solução eficiente: ocupa cerca de 1/800 do volume do hidrogénio gasoso. No entanto, para que isso seja possível, é necessário arrefecer para uns incríveis -253°C, o que exige tecnologia de ponta. Empresas como Woodside, HD KSOE e Hyundai reconhecem a experiência e conhecimento da MOL no transporte de GNL – Gás Natural Liquefeito e a sua dedicação ao processo de descarbonização. Esse reconhecimento culminou numa colaboração tripartida e na assinatura de um Memorando de Entendimento.

Caso o projecto se concretize, a divisão de responsabilidades entre as empresas será clara: Woodside ficará responsável pela produção e armazenamento de hidrogénio nos portos de carga e descarga, HD KSOE cuidará do projecto e construção do navio, enquanto Hyundai e MOL fornecerão preciosas contribuições operacionais para o design do navio, incluindo logística, propulsão, armazenamento e movimentação de carga.

A MOL vê a estratégia ambiental como parte fundamental no seu plano de gestão BLUE ACTION 2035. Com o compromisso de atingir emissões líquidas zero de GEE – Gases de Efeito Estufa até 2050, o grupo lidera a iniciativa de estabelecer uma cadeia de abastecimento de energia mais limpa. Esta colaboração não só impulsionará o sector de energia com menor impacto ambiental, mas também irá reforçar o compromisso do grupo em enfrentar os desafios climáticos globais.

Conselho e Parlamento Europeu com acordo para reforçar a segurança marítima.

Especificamente, a nova directiva visa alcançar os seguintes objectivos:

Melhorar a proteção dos navios de pesca, das suas tripulações e do ambiente, abrangendo os navios de pesca com comprimento inferior a 15 metros no âmbito de aplicação da diretiva. Esta inclusão garante que os incidentes que resultem em mortes ou perda de embarcações serão submetidos a processos de investigação sistemáticos e padronizados.
Fornecer clareza sobre as definições e disposições legais para garantir que os órgãos de investigação de acidentes dos Estados-Membros investiguem rápida e uniformemente todos os acidentes relevantes.
Reforça a capacidade dos organismos de investigação de acidentes para realizarem e comunicarem inquéritos sobre acidentes de forma rápida, eficiente e independente e atualizarem várias definições e referências para se alinharem com a legislação pertinente da UE e os regulamentos da Organização Marítima Internacional (IMO), garantindo assim a coerência e a precisão.
Os colegisladores mantiveram a essência da proposta da Comissão, ao mesmo tempo que introduziram diversas alterações destinadas a clarificar as regras existentes e a alinhá-las mais estreitamente com os regulamentos internacionais. Estas alterações destinam-se a facilitar investigações consistentes de acidentes em toda a UE. Além disso, é dada especial atenção ao reforço da independência dos organismos de investigação de acidentes, à garantia da confidencialidade das suas conclusões e à redução dos encargos administrativos.
O acordo provisório abrange vários aspectos, incluindo o alinhamento com o código de investigação de acidentes da IMO no que diz respeito à obrigação de informar as autoridades de segurança marítima sobre suspeitas de infracções.
Além disso, as disposições relacionadas com as verificações de conformidade foram ajustadas para se alinharem com outra legislação marítima da UE, como a directiva sobre equipamentos marítimos. É proposta uma abordagem voluntária para a implementação de um sistema de gestão da qualidade para as autoridades nacionais de investigação, apoiada por orientações de implementação. Além disso, foi introduzido um prazo de dois meses para avaliações preliminares em acidentes envolvendo navios de pesca mais pequenos.
Globalmente, a directiva revista estabelece um equilíbrio delicado entre a manutenção de elevados padrões de transporte marítimo, a salvaguarda da competitividade do sector marítimo europeu e a gestão eficaz dos custos para os operadores e as administrações dos Estados-Membros.

CMA CGM recebe 1º navio porta-contentores de uma série com design exclusivo

O armador francês CMA CGM anunciou que foi entregue o pioneiro CMA CGM Mermaid, navio inaugural de uma série de 10
navios porta-contentores de 2.000TEU de última geração movidos a GNL – Gás Natural
Liquefeito. Estes porta-contentores irão servir gradualmente as rotas no Mediterrâneo
e no Norte da Europa.

Com um design
inovador cujo objectivo, melhorar a eficiência energética e a sustentabilidade
ambiental, estes novo porta-contentores irão aumentar a já de si, relevante frota da CMA CGM, que possui aproximadamente 620 navios, incluindo 30 que já utilizam energias alternativas.
A sua operação resultará em emissões de até -20% de Co2 em comparação com os
designs de combustível marítimo convencional (óleo com muito baixo teor de
enxofre).

A entrega desta encomenda significa um marco
na iniciativa de modernização da frota da transportadora marítima francesa, com um investimento superior a 15 mil milhões de dólares, ao mesmo
tempo que também impulsiona de forma decisiva, o objectivo de
Carbono Líquido Zero até 2050, com cerca de 120 navios previstos para serem
movidos por motores de baixa potência até 2028.

O início desta nova geração de
navios porta-contentores surge no seguimento de esforços de cooperação entre partes
interessadas da indústria do shipping. Símbolo de inovação pelas suas linhas e arquitetura não
convencionais, estes navios foram meticulosamente fabricados em parceria com a
Chantiers de l’Atlantique, uma renomada empresa francesa com sede em
Saint-Nazaire, reconhecida mundialmente pelo seu design e capacidade de ponta de
construção de navios.

A transformação do projecto
conceitual em protótipo industrial foi supervisionada pela empresa de
engenharia dinamarquesa Odense Marine Technique (OMT). A construção destes navios foi
confiada ao Estaleiro Hyundai Mipo (HMD) na Coreia do Sul, o estaleiro líder
mundial em termos de desempenho, supervisionando todos os aspectos da montagem
de navios porta-contentores.

Star Bulk Carriers abandona a rota do Mar Vermelho

A Star Bulk Carriers, companhia
oriunda da Grécia, juntou-se agora à longa lista de transportadoras que
afirmaram que irão desviar todos os navios do Canal de Suez e dos trânsitos do
Mar Vermelho.

A decisão surgiu na sequência do
ataque de dois ataques dos rebeldes houthis em navios do armador grego. O
armador indicou as complexidades dos acordos de frete no atraso no desvio de
navios, mas afirmou que agora estava tomando as respectivas medidas, apesar da
União Europeia ter lançado oficialmente a sua missão de proteção.

Petros Pappas, Presidente
Executivo da Star Bulk Carriers, durante uma conferência com investidores
afirmou que:“Daqui para frente, não passaremos mais pelo Canal de Suez porque
obviamente somos alvo dos Houthis por serem uma empresa pública registrada nos
EUA”.

A empresa anunciou a sua decisão
de desviar futuras viagens na passada terça-feira, um dia depois de dois
mísseis terem sido disparados contra o seu navio Star Iris, registado nas Ilhas
Marshall, enquanto transitava pelo Mar Vermelho transportando milho do Brasil.

A embarcação tinha curiosamente como
destino o Irão (aliados informais dos rebeldes houthis) como o destino no seu
AIS. O Comando Central dos EUA disse após o incidente que o navio permaneceu em
condições de navegar, mas relatou pequenos danos.

Na semana passada, os Houthis
também tinham atacado outro navio da Star Bulk Carriers, o Star Nasia, enquanto
navegavam pelo Golfo de Aden. O CENTCOM informou que três mísseis balísticos
antinavio foram usados, um deles causando danos menores, um segundo impactando
a água perto do navio sem efeito, e o terceiro interceptado e abatido pelo USS
Laboon.

Crise do Mar Vermelho pode ter impacto no 2º e 3º trimestre segundo da Maersk

A Maersk já tinha indicado que 2024 iria ser negativo, com impacto
nos lucros, em boa parte provocado pelo excesso de oferta no sector do
shipping, e tendo isso em conta, relembrou os clientes, de que a rota alternativa
pelo Cabo da Boa Esperança, ( que adiciona 15 dias de viagem, vai continuar a
afectar as cadeiras, até ao 2º trimestre e com elevadas possibilidades de apanhar
o 3º trimestre deste ano.

De acordo com declarações à CNBC, o responsável da Maersk
nos EUA, Charles Van Der Steene, afirmou que: “Infelizmente, não vemos
nenhuma mudança a acontecer tão cedo no Mar Vermelho”. Acrescentou ainda que: “Os
clientes vão precisar de ter a certeza de que terão um tempo de trânsito maior,
integrado na cadeia de abastecimento”.

A Maersk foi dos primeiros armadores que anunciou a suspensão
da passagem de navios pelo Canal do Suez, após os rebeldes houthis do Iémen terem
atacado alguns dos seus porta-contentores, tendo a liderança dos houthis
garantido que nenhuma embarcação ligada a Israel atravessou o canal na última
semana e que a paragem dos ataques significava “ser cúmplice” deste
país.

Nesta crise (Mais uma) para a indústria do Shipping, a
Maersk deu nota de que iria aumentar em 6% da capacidade dos seus navios, tendo
como objectivo manter o fluxo e a dinâmica, para compensar os atrasos derivados
da mudança de rotas, o que irá provocar um aumento dos custos operacionais, de
acordo com o mesmo responsável.

Devido ao conflito envolver os EUA, cerca de um terço da
frota foi afectada desde o início dos ataques, já que grande parte hasteava a
bandeira dos Estados Unidos, o maior alvo dos rebeldes.