OOCL lança novo porta-contentores "ecológico".

A OOCL – Orient Overseas Container Line anunciou o lançamento da sua mais recente aquisição, mega porta-contentores, denominado OOCL Abu Dhabi. 

A nova aquisição da frota é o oitavo porta-contentores ecológico da OOCL com.uma capacidade de 24.188 TEUs, reforçando a optimização da frota da empresa, tendo havido uma cerimónia realizada no estaleiro Dalian COSCO KHI Ship Engineering Co., Ltd. (DACKS).

O OOCL Abu Dhabi é o quarto de seis novos porta-contentores de 24.188 TEU a serem entregues à OOCL pela DACKS. No evento, Junguang Xiao, um dos Directores da OOCL, agradeceu à DACKS por construir consistentemente embarcações de alta qualidade para a OOCL. 

Junguang Xiao afirmou: “Com a entrega contínua de novos navios, mais e mais navios com o logotipo da flor de ameixa da OOCL estão navegando no mar, marcando a actualização contínua da frota da OOCL e do grupo. Olhando para o futuro, continuaremos a trazer serviços logísticos integrados de ponta a ponta melhores e mais ecológicos para os nossos clientes. Como sempre, também estamos ansiosos para trabalhar com todos os nossos clientes e parceiros de negócios para crescermos juntos e criarmos maior valor através de uma cooperação win-win.”

Retomadas obras no Porto de Viana do Castelo.

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL) retoma em Abril a dragagem rochosa no porto da capital do Alto Minho para acesso de navios de maior dimensão, suspensa em dezembro, devido ao mau tempo.

“A APDL iniciou a empreitada de quebramento, dragagem e remoção de afloramentos rochosos no canal de navegação do porto de Viana do Castelo, a 16 de outubro de 2023. 

A obra foi suspensa a 04 de dezembro devido ao agravamento das condições atmosféricas e agitação marítima, estando previsto retomar em meados de abril”, refere em resposta por escrito a um pedido de esclarecimento enviado pela agência Lusa.

A obra, que representa um investimento de 550 mil euros, tem como objectivo melhorar as acessibilidades no canal de navegação do Porto.

Com esta intervenção, o Porto de Viana do Castelo terá maior capacidade de resposta, conseguindo abrir novas linhas de navio com calados maiores e ou mais carga, ou seja, navios de maior dimensão.

8.ª Edição do Programa de Especialização e Liderança e Economia Azul (PLEA)

A 8ª edição do Programa de Especialização e Liderança em Economia Azul (PLEA) realiza-se nos dias 2, 3, 4 e 5 de abril, em Lisboa.

Com vários participantes já confirmados, provenientes de 3 continentes, a 8ª edição do Programa de Especialização e Liderança em Economia Azul (PLEA) será apresentada num ambiente de multiculturalidade.

O Programa de Especialização e Liderança em Economia Azul (PLEA) tem um objectivo claro: potenciar o aproveitamento económico, social e ambiental do oceano e recursos aquáticos, de forma sustentável e regenerativa, através da capacitação de pessoas com o conhecimento e as ferramentas fundamentais. 

Para alcançar este objectivo foi desenvolvido um programa curricular holístico, que inclui a abordagem aos pilares do direito e da economia do mar; a caracterização dos sectores de actividade tradicionais e emergentes; a identificação de desafios e oportunidades; a partilha de estratégias eficazes e boas práticas de planeamento, gestão e inovação; e a visão das actuais e futuras carreiras profissionais relacionadas com o oceano. 

Marinha ajudou navio à deriva repleto de fertilizante e evitou catastrofe ecológica

A Marinha auxiliou na madrugada deste sábado um navio à deriva carregado de fertilizante, evitando uma “catástrofe ecológica” e salvaguardando a navegação e a protecção do ambiente marinho e da orla costeira alentejana, a 22 quilómetros do Cabo Espichel.

Em comunicado divulgado, a Marinha refere ter coordenado “uma importante operação de salvaguarda da segurança da navegação e de protecção do ambiente marinho e da orla costeira alentejana”, com o NRP Viana do Castelo e com a colaboração da Autoridade Marítima Nacional.

A operação, que teve início pelas 20.30 horas de sexta-feira e terminou pelas 4.00 horas deste sábado, auxiliou o navio graneleiro MBC Daisy, que se encontrava à deriva a cerca de 12 milhas náuticas, o equivalente a cerca de 22 quilómetros a Sudoeste do Cabo Espichel.

De acordo com a autoridade marítima, o navio que transportava 13 toneladas de fertilizante e mais de 200 toneladas de combustível e óleos, pediu auxilio após ficar com uma avaria no sistema propulsor.

“Este derivou mais de 13 milhas náuticas para sudeste, o equivalente a cerca de 24 quilómetros, não tendo sido bem-sucedido na manobra de fundear de emergência, largando, aproximadamente, a 85 metros de amarra”, refere a Marinha em comunicado.

De acordo com a nota, e em “condições de mar bastante adversas”, o navio foi socorrido pelo rebocador Castelo de São Jorge, que largou de Sines às 2.00 da manhã e iniciou o reboque pelas 4.00, quando o navio já se encontrava perigosamente a 1,5 milhas da Praia da Sancha, cerca de 3 quilómetros.

Segundo a Marinha, esta “difícil operação” teve o apoio do NRP [navio patrulha oceânico] Viana do Castelo que esteve nas proximidades durante todo o período.

Apresentação do Centro Internacional de Segurança Maritima da ENIDH

Foi apresentado na DGRM, o projeto da empreitada de concepção-construção do Centro Internacional de Segurança Marítima (CISM) da Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ENIDH). Estiveram presentes, Filipe Malaquias, gestor do projecto, em representação da empresa COMPROJETO Projectos e Construções, e respectiva equipa de desenvolvimento e execução do projecto, nas suas diversas valências, a JA Arquitectos e Seganosa, bem como o Professor João Frade, da ENIDH.

O CISM vem reforçar a oferta formativa, a nível nacional, para profissionais que desempenham funções a bordo de navios, proporcionando condições de excelência para a prática de cursos em conformidade com a Convenção Internacional sobre Padrões de Formação, Certificação e Serviço de Quarto para Marítimos (STCW).

Esta infraestrutura, com investimento de cerca de três milhões duzentos e cinquenta mil euros, financiada a 100% por verbas do PRR – programa Blue Hub School, será dotada de equipamentos certificados de acordo com os requisitos dos códigos da IMO “Fire Safety System Code” e “Life-Saving Appliances”, permitindo, nas cções de formação a ministrar, utilizar equipamentos iguais aos existentes a bordo dos navios.

Parlamento alemão aprova participação na missão EUNAVFOR ASPIDES

O parlamento alemão aprovou ontem a participação das Forças Armadas do país na missão da União Europeia (UE) no Mar Vermelho, oficializada na passada segunda-feira e que visa proteger os navios comerciais dos ataques dos rebeldes iemenitas Houthis.

Na votação, 538 deputados aprovaram o mandato que permitirá enviar até 700 militares até fevereiro de 2025, envolvendo aproximadamente 55,9 milhões de euros. Votaram contra 31 deputados, enquanto quatro abstiveram-se.


Os Houthis aproveitam a “situação geográfica do Iémen, que lhes permite, com relativamente poucos recursos, desestabilizar continuamente um centro nevrálgico da economia mundial”, argumentou a deputada do partido Os Verdes, Sara Nanni, para justificar a necessidade da intervenção.


A oposição democrata-cristã alemã também apoiou a missão porque, segundo o deputado Jürgen Hardt, “não se pode ficar à margem se uma via tão importante no mundo estiver ameaçada pelo terrorismo”.

Já o Partido de extrema-esquerda da Alemanha (‘Die Linke’) e a Alternativa para a Alemanha (AfD), de extrema-direita, opuseram-se.

A missão EUNAVFOR ASPIDES incluirá quatro fragatas provenientes da França, Alemanha, Grécia e Itália, que também vão colaborar com uma patrulha aérea na zona, conforme explicaram várias fontes diplomáticas na passada segunda-feira.

A operação será apenas defensiva e visa escoltar navios comerciais que navegam pelo Golfo Pérsico, Golfo de Omã, Golfo de Aden e Mar Vermelho, assim como abater quaisquer possíveis mísseis ou ‘drones’ (aparelhos aéreos não tripulados) que os Houthis possam lançar.

Marinha resgata mulher a bordo de navio de passageiros ao largo dos Açores

A Marinha resgatou uma mulher inglesa, de 87 anos, que estava a bordo de um navio de passageiros, a sudoeste da ilha de São Miguel, nos Açores, e que necessitava de cuidados médicos hospitalares imediatos.

“A passageira, de nacionalidade inglesa, apresentava um quadro clínico de dor aguda no abdómen e hemorragia retroperitoneal, necessitando de cuidados médicos hospitalares imediatos”, lê-se no comunicado da Marinha.

O resgate foi efectuado por um helicóptero EH-101 da Força Aérea Portuguesa (FAP), que transportou a paciente para o aeroporto das Lajes, na ilha Terceira, tendo sido posteriormente transferida para uma unidade hospitalar.

A operação foi realizada através do Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Ponta Delgada (MRCC Delgada), em articulação com o Centro de Orientação de Doentes Urgentes – Marítimos (CODU-MAR) e com o Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Aéreo das Lajes (RCC Lajes).

A mulher encontrava-se a bordo do navio de passageiros “AMBITION”, com bandeira das Bahamas, que estava a navegar a cerca de 850 milhas náuticas (o equivalente a cerca de 1.600 quilómetros), a sudoeste da ilha de São Miguel.

AICEP contribui para as parcerias estratégicas no sector marítimo e naval.

O Presidente da AICEP, Filipe Santos Costa, participou ontem no evento “Industry Day” com a Damen, uma iniciativa conjunta da AICEP, idD Portugal Defence, AED Cluster Portugal, que destacou Portugal como um Importante destino para o Investimento Direto Estrangeiro (IDE) dentro da União Europeia, sendo exemplo disso a entrada de novos investidores do sector marítimo no mercado, como a Brunswick Boat Group e a Groupe Beneteau.

“O stock de investimento directo estrangeiro em Portugal (IDE) atingiu um nível recorde no final de 2023, tendo chegado a 73% do PIB nacional. Muitos projetos de investidores estrangeiros e elevado valor acrescentado têm sido angariados pela AICEP para Portugal, contribuindo para alterar o panorama económico nacional, em linha com os objetivos de transição energética e transformação digital”, sublinha Filipe Santos Costa.

Além disso, “a propensão de Portugal para a digitalização, tecnologias de ponta para navios e cibersegurança, combinada com a aposta na sustentabilidade, desde materiais avançados e estruturas leves, até eletrificação e combustíveis verdes, alinha-se com as tendências globais da indústria naval, onde a cooperação internacional entre construtores navais e parceiros da cadeia de valor é fundamental para moldar o futuro. Um futuro que inclui Portugal”.

O Dia da Indústria com a Damen reuniu mais de 70 entidades do sistema científico e tecnológico, empresarial e associativo nacional, e contou com a participação do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Gouveia e Melo, do Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, do Secretário de Estado da Defesa Nacional, Carlos Pires, Annelies Damen, Membro do Conselho da Damen, Carlos Felix, Presidente da idD Portugal Defence, e de José Neves, Presidente da AED Cluster Portugal.

Criada solução inovadora para combater microplásticos nos oceanos

O jovem inventor irlandês Fionn Ferreira desenvolveu uma solução inovadora para combater os microplásticos presentes nos oceanos. Utilizando um composto chamado de  “ferrofluido”, conseguiu atrair e remover de forma eficiente, essas partículas da água utilizando para o efeito, um íman.

Os resultados foram impressionantes, com uma taxa de eficiência de 87%. A sua invenção foi premiada na Feira de Ciência do Google, rendendo a Ferreira o primeiro prémio e bolsa de estudos de 46 mil euros.

A invenção de Ferreira não está circunscrita ao laboratório. Continua trabalhando num dispositivo que utiliza o mesmo método de extracção magnética para capturar os microplásticos nas canalizações, possibilitando a sua implementação em residências e navios.

Com a comercialização dos dispositivos em dois anos, Ferreira visa combater o problema crescente da poluição por plásticos nos oceanos.

A presença de plásticos nos oceanos é um grave problema ambiental. Estima-se que cerca de dez milhões de toneladas de plástico, incluindo os microplásticos, são despejados nos oceanos todos os anos. Esses resíduos, uma vez na natureza, demoram mais de 400 anos para se decomporem. Com a previsão do aumento na produção de plásticos, a situação pode piorar ainda mais, a um nível catastrófico.

Como o Shipping transformou-se desde da invasão da Ucrânia pela Rússia.

Passaram 2 anos desde da invasão da Ucrânia pela Rússia. O que muitos analistas pensavam que seria uma vitória militar rápida, tornou-se numa resistência e resiliência enorme dos ucranianos, perante uma das potência militares e nucleares do mundo.

Houve muitas transformação no decorrer destes 2 anos, principalmente na área do Shipping. A Rússia transferiu as suas cargas para Leste, utilizando todos os tipos de subterfúgios para manter em alta as receitas do petróleo e do gás, enquanto a Ucrânia teve de ser muito imaginativa para garantir que as suas exportações chegassem ao mercado global.

A Ucrânia exportou 13,4 milhões de toneladas de grãos ( um dos seus maiores activos comerciais), desde o início da temporada agrícola 2023/2024, um valor 26,7% inferior ao do ano anterior. A Ucrânia exportou 1,73 milhões de toneladas de trigo e 3,45 milhões de toneladas de milho em Dezembro, um aumento de 34% e 45%, respectivamente, em relação ao mês anterior. Os embarques da Ucrânia em Dezembro, embora ainda abaixo dos níveis anteriores à guerra, representam maiores volumes de exportação do que em quase qualquer mês no âmbito da agora extinta Iniciativa de Cereais do Mar Negro. Apesar das dificuldades no transporte, a oposição de alguns países europeus perante os custos, a Ucrânia tem conseguido manter alguma dinâmica neste aspecto.

A Rússia tem utilizado diversos meios para se  manter no activo em alta, perante as inúmeras sanções tanto por parte dos EUA, como Reino Unido e União Europeia. Um desses meios, é a utilização informa de uma “frota sombra”, que navegam com bandeiras de outros países que não a Federação Russa. Tenhamos em conta o exemplo do Gabão. De acordo com os dados da Clarksons Research ( Empresa que possui uma plataforma digital que fornece acesso a dados, análises, previsões e insights para transporte marítimo, offshore, energia e avaliações.), demonstrou que o país africano em matéria de toneladas brutas, representava 0,8 milhões em contraponto com os 3,1 milhões de toneladas brutas, após a invasão russa, o que representou um aumento de 287%.

Olhando ainda para os dados, agora da MSI –  Maritime Strategies International, mostram que antes da invasão, a Rússia era um grande exportador de petróleo bruto e produtos petrolíferos para a Europa, correspondendo a 2,6 milhões de barris por dia de petróleo bruto e 1,3 milhões de barris por dia. No entanto, estes volumes caíram abruptamente na sequência do conflito, e parte específica destas cargas encontrou destinos alternativos mais distantes, especialmente o petróleo bruto que foi encaminhado para a Ásia.

O mapa comercial do GNL também foi redimensionado desde que a Rússia invadiu a Ucrânia. Após a cessação das importações de gás russo para a Europa devido à invasão, a procura de energia levou a um aumento nas importações de GNL dos EUA para a Europa, deslocando as importações asiáticas de GNL. Isto significou que as toneladas de transporte de GNL diminuíram durante a maior parte de 2021 e no primeiro semestre de 2022, com a Ásia a adquirir cargas de rotas mais curtas do Médio Oriente.

Não sabemos quanto tempo ainda vai durar a invasão da Ucrânia pela Rússia, mas é certo que voltar para um cenário pré-invasão é praticamente impossível, e mesmo que a guerra venha a terminar, os danos efectuados vão para além das soluções que um eventual plano dr fim de guerra, possa proporcionar. O mundo mudou e cada vez, é complicado haver soluções equilibradas, dentro de um sector que tem demonstrado uma enorme capacidade de adaptação face às adversidades.