Marinha tem a 1ª Comandante de Veleiros.

A Capitão-de-fragata Isabel Gonçalves Bué, natural de Torres Novas, recebeu esta quinta-feira o comando do NRP Polar, rendendo no cargo o Capitão-de-fragata Luís Nunes dos Santos.

A cerimónia de entrega de comando, presidida pelo Comandante Naval, Vice-Almirante Nuno Chaves Ferreira, realizou-se no palácio do Alfeite, na Base Naval de Lisboa.

Contou ainda com a presença do Comandante da Flotilha, Contra-Almirante José Pessoa Arroteia, entre outras entidades.

Líder dos Houthis do Iémen ameaça atacar navios em novas rotas

O líder dos Houthis do Iémen, Abdul Malik al-Houthi, disse, citado pela Reuters, esta quinta-feira que as operações do grupo contra navios vão aumentar para impedir que os navios aliados a Israel passem pelo Oceano Índico em direção ao Cabo da Boa Esperança.

“A nossa principal batalha é impedir que os navios ligados ao inimigo israelita atravessem não só o Mar Arábico, o Mar Vermelho e o Golfo de Aden, mas também o Oceano Índico em direção ao Cabo da Boa Esperança. Este é um passo importante e já começámos a implementar as nossas operações “, disse al-Houthi num discurso transmitido pela televisão.

O grupo alinhado tem atacado navios no Mar Vermelho e no Golfo de Aden desde novembro, obrigando os navios a mudar de rota para viagens mais longas e mais caras em torno do sul de África, no que dizem ser uma campanha de solidariedade com os palestinianos durante a guerra de Israel contra o Hamas em Gaza.

Os ataques sucessivos dos Houthis já causaram fatalidades e já fizeram afundar um navio graneleiro. Apesar dos ataques dos EUA e Reino Unido a alvos rebeldes, não tem travado a intensidade. Alemanha, França, Itália e Grécia tem unidades da Marinha na região no âmbito da Operação de Defesa ASPIDES.

Ílhavo: Museu Marítimo promove formações sobre literacia do oceano.

O Museu Marítimo de Ílhavo inicia um ciclo de sessões de
formação para a comunidade docente e outros interessados em torno da
importância do Oceano.

A primeira sessão, sob a temática “a Literacia do Oceano”,
vai acontecer no dia 23 de março, sábado, das 14h00 às 17h30.

Visa capacitar os professores e a comunidade com mais
ferramentas, pensamento crítico e compreensão acerca da importância que o
Oceano tem no dia a dia, e como os nossos comportamentos têm implicação na sua
sustentabilidade.

Propõem-se que as aprendizagens dos formandos sejam
transferidas e adaptadas aos contextos educativos formais, em sala de aula, ou
não formais, de modo que as temáticas possam ser trabalhadas nas escolas,
contribuindo assim para a missão do Museu para a Educação do Oceano.

A acção é dinamizada por Patrícia Conceição, geóloga marinha
na Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC).

Fez parte da Coordenação Nacional do Programa Escola Azul
entre 2018 e 2023. Trabalha em literacia do oceano desde maio de 2018 e foi
responsável pelas oficinas de formação para professores do programa Escola
Azul.

As duas sessões seguintes serão, no dia 27 de abril, sobre
Alterações Climáticas, e a 25 de maio sobre Energias Renováveis.

Esta formação de curta duração é certificada pelo Centro de
Formação de Associação de Escolas dos Concelhos de Ílhavo, Vagos e Oliveira do
Bairro, e a inscrição pode ser feita através do site https://cfaecivob.pt/wp/
até dia 18 de março, com limite para 30 participantes.

Contratorpedeiro italiano abateu dois drones dos Houthis no Mar Vermelho

O Contratorpedeiro, que já feito 10 dias antes, uma acção
semelhante, reagiu em  autodefesa, de
acordo com as  Forças Armadas italianas, que
salientam a importância da missão ASPIDES para garantir a segurança da
navegação numa rota marítima que tem sido massivamente atacada pelos rebeldes Houthis.

Antonio Tajani, Ministro dos Negócios Estrangeiros italiano,
congratulou as Forças Armadas pelo abate dos dois últimos drones assinalando
que o trabalho do “Caio Duilio” faz parte das actividades da UE, que
procuram travar os ataques que os Houthis justificam como uma forma de
solidariedade com o povo palestiniano. Afirmou ainda na Rede Social X (Antigo
Twitter) que: “A Marinha garante a liberdade de navegação e protege os
nossos navios mercantes. Temos orgulho nos nossos marinheiros”.

Os Houthis já reagiram a este ataque, acusando a Itália de
se ter colocado ao lado dos seus inimigos, num gesto de defesa dos interesses
de Israel. Abdennaser Mahamed, porta-voz do departamento de comunicação da
presidência dos Houthis afirmou que: “Esta foi uma confirmação de que a
Itália se aliou aos nossos inimigos e em defesa de Israel”, tendo
acrescentado que:  “A Itália não é o
nosso alvo dirceto neste momento”.

O aviso, contudo, foi dado. Se a acção dos navios italianos perturbar
as operações no Mar Vermelho, não haverá outra escolha senão atacar.

Desvios do Cabo da Boa Esperança aumenta a EU ETS em 191%

Uma das consequências do bloqueio do Canal do Suez devido aos rebeldes Houthis ( Que já causaram vitimas mortais), que fizeram alterar rotas para o Cabo da Boa Esperança, foi sem dúvida, o aumento das emissões para os armadores no âmbito do regime de comércio de emissões para o transporte marítimo criado pela União Europeia EU ETS ( Em Português, RCLE-UE),porque devido aos longos desvios de viagem para navios com destino à Europa aumentou exponencialmente o consumo de combustível, de acordo com a OceanScore ( Empresa de tecnologia marítima sediada em Hamburgo, Alemanha).

Cada vez mais navios, ( por imperativos de segurança), tem efectuado a rota alternativa a caminho da Europa através do Cabo da Boa Esperança, rota essa que adiciona 9.000 milhas náuticas, ou seja 80%, à distância percorrida, para evitar a ameaça Houthi, que não tem poupado de forma alguma, os navios que passam pelo estreito de  Bab-el -Mandeb, mesmo apesar das medidas de protecção adoptadas por uma ampla coligação multinacional.

O EU ETS impõe responsabilidade por 50% das emissões para viagens de e para a UE e 100% para escalas portuárias e trânsitos dentro do bloco. A OceanScore calculou que a rota através do Cabo triplicou o consumo devido à distância maior pelo aumento de 25% na velocidade de navegação de 16 para 20 nós, ( para compensar os trânsitos), dados mencionados com base no rastreamento AIS principalmente  dos porta-contentores.

Albrecht Grell, da OceanScore afirmou que: “Observamos velocidades aumentadas para compensar pelo menos parte da distância mais longa – para manter os tempos de navegação e a necessidade de tonelagem adicional a ser implantada em níveis aceitáveis ​​– e isso tem um impacto inevitável no consumo de combustível e nas emissões”.

Através da análise do modelo efectuado pela OceanScore, um porta-contentores de 14.000 TEU, mostra que o número de Licenças da UE , os créditos de carbono necessários para cobrir as emissões iria aumentar  de 1.800 por viagem para 5.200 por viagem com os actuais 40 % do requisito de responsabilidade no âmbito da introdução progressiva de três anos do RCLE-UE a partir de 1 de janeiro de 2024, aumentando para 70% no próximo ano e 100% em 2026.

Isto traduzir-se-ia num aumento de quase três vezes nos custos dos créditos de carbono, de 98 mil euros para 285 mil euros por viagem este ano, com base no preço actual do carbono de cerca de 55€ por tonelada de Co2, ou um aumento de 18 euros por TEU, segundo a OceanScore. .

Albrecht Grell relevou ainda que: “Com a introdução completa do EU ETS para 100% das emissões, veríamos outro aumento de 250%, o que levaria a margem de custo por caixa para cerca de 80 euros”, disse ele. Os novos regulamentos do EU ETS foram qualificados de “asneira” e “um completo desperdício de esforço” por um dos maiores armadores da Grécia, George Procopiou, durante um discurso num evento em Chipre, em Outubro passado,  tendo afirmado na altura que:  “Sempre que vamos ao estaleiro e tentamos melhorar – através de lubrificação a ar e novos motores, por exemplo. Embora os nossos navios tenham 11 anos, encomendamos uma grande quantidade de activos porque os novos modelos têm consumo 35% ou 40% melhor. Estes são os pequenos passos. O resto é asneira”

Em termos de emissões de CO2, os investigadores da consultora dinamarquesa Sea-Intelligence conseguiram quantificar a poluição extra por TEU num estudo recente que leva em consideração as distâncias de navegação mais longas, bem como o aumento das velocidades, e a probabilidade de navios mais pequenos serem transportados. implantado na rota alternativa da África Austral. As emissões de Co2 por TEU podem aumentar entre 31 e 575%, sugere o estudo.

Titanic 2 finalmente a caminho ?

Uma década depois de propor a recriação de um dos transatlânticos mais famosos de todos os tempos, o excêntrico empresário, empresário e político australiano Clive Palmer ressurgiu para dizer que o projecto está vivo. 

Palmer insiste que, depois de duas tentativas, que se vai seguir em frente e que o Titanic II deve estar pronto para em 2027. “A Blue Star Line criará uma experiência autêntica do Titanic, dando aos passageiros um navio que possui os mesmos interiores e layout de cabine do navio original, ao mesmo tempo que integra procedimentos modernos de segurança, métodos de navegação e tecnologia do século 21 para produzir o mais alto nível de luxo e conforto”, afirmou Palmer durante o anúncio. 

Embora o objectivo seja recriar a aparência do Titanic, o famoso transatlântico, há uma adaptação do design à tecnologia moderna. O Titanic II teria quase 56.000 toneladas brutas e nove decks. Um comprimento total de 269 metros e uma boca de 32,2 metros contra o original que era de 46.000 toneladas brutas com o mesmo comprimento, mas uma boca mais estreita de 28,19 metros.

O projecto adiciona uma plataforma de serviço com botes salva-vidas modernos, com outros elementos do projecto também adaptados para atender os regulamentos da IMO. Em vez de caldeiras e carvão, o navio utilizará motores diesel modernos. O plano prevê uma recriação da ponte do Titanic para a experiência dos passageiros, mas é claro que terão toda a tecnologia moderna, os mais recentes sistemas de navegação e segurança. Foram adicionados propulsores de proa e azimutal, que resolveriam problemas de manobrabilidade. A Deltamarin realizou a revisão do projecto Titanic II, garantindo que o navio estará em conformidade com todos os regulamentos actuais de segurança e construção. Outros parceiros globais incluem a V.Ships Leisure, ( responsável pelo apoio ao projecto, supervisão de construção e serviços de gestão de navios), e a empresa sueca de arquitetura marítima e design de interiores Tillberg Design.

O plano prevê a recriação do design interior do Titanic, incluindo a famosa grande escadaria. As acomodações são: 835 cabines, com 383 na 1ª classe, 201 na 2ª classe e 251 na 3ª classe. A capacidade total de 2.435 passageiros. 

Palmer diz que concluirão os projectos e lançarão a licitação de construção em junho. O foco são os estaleiros europeus e esperam assinar um contrato antes do final de 2024. A construção, começaria no próximo ano, a tempo para a viagem inaugural em 2027.

Union Maritime com propulsão assistida pelo vento aos novos petroleiros LR2

 

A Union Maritime, sediada no Reino Unido, encomendou a instalação de velas rígidas para dois dos seus novos petroleiros LR2, colocando a empresa na vanguarda do desenvolvimento de tecnologia assistida pelo vento no sector de petroleiros de maior porte. 

Até agora, a maioria das aplicações da propulsão assistida pelo vento têm ocorrido nos segmentos de navios maiores e mais pequenos, mas o interesse na indústria continua elevado para encontrar tecnologias de curto prazo que contribuam para a descarbonização. Os novos navios-tanque, em construção no estaleiro SWS  –  Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding, na China, contarão cada um com três WindWings desenvolvidos pela BAR Technologies e estão sendo considerados os “tanques de longo alcance mais ecológicos e eficientes” do setor. A BAR relata que as velas rígidas têm potencial para economizar até 1,5 toneladas de combustível e cerca de 5 toneladas de CO2 por asa por dia em rotas globais típicas.

Os navios devem ser entregues em julho e novembro de 2025, de acordo com a Union Maritime, como parte do seu programa de construção naval.  Os petroleiros LR2, vindos da China, virão cada um equipado com três velas rígidas. A BAR explica que os seus WindWings operam em conjunto com um sistema de optimização de rota que ajusta as velas rígidas com base nas condições do vento, velocidade e rumo da embarcação, tudo sem comprometer a velocidade da embarcação. 

As empresas de navegação estão a recorrer às tecnologias disponíveis e à modernização dos navios para ajudar a alcançar a primeira fase da necessária redução das emissões. A maioria sente que a meta de 30% pode ser alcançada com tecnologias disponíveis, como optimização de rotas, retrofits na proa e hélices, bem como adição de dutos de popa e uso de tintas e revestimentos para reduzir o atrito do casco. A adição da propulsão assistida pelo vento acrescenta outro elemento que um número crescente de companhias marítimas está explorando.

Teste: Pyxis Ocean equipado com WindWings poupa 3Ton de combustível por dia.

O período de testes de seis meses do Pyxis Ocean, um navio de classe Kamsarmax adaptado com dois WindWings, confirmou poupanças relevantes de combustível, mencionado o potencial da tecnologia de propulsão assistida pelo vento para apoiar os esforços de descarbonização da indústria do shipping.

O navio, propriedade da empresa de navegação japonesa MC Shipping (controlada pela Mitsubishi Coporation) e fretado pela empresa suíça Cargill, obteve um desempenho consistente com o previsto – equivalente a uma média de 3 toneladas de combustível por dia, segundo a Cargill. 

“Estamos encorajados com os resultados e aprendemos muito sobre a implementação da propulsão assistida pelo vento em navios graneleiros”, comentou Jan Dieleman, presidente do negócio de transporte marítimo da Cargill. “Nunca poderíamos ter feito isso sozinhos – BAR Technologies e MC Shipping… foram parceiros fantásticos para tornar o Pyxis Ocean uma realidade, assim como o capitão e a tripulação. Estamos na vanguarda da mudança na indústria naval e acreditamos que as tecnologias que aproveitam o vento podem ser uma forma importante e económica de atingir os nossos objectivos de descarbonização a curto, médio e longo prazo.” 

O Pyxis Ocean atingiu águas abertas em agosto de 2023. Durante os primeiros seis meses de testes, o navio graneleiro navegou pelo Oceano Índico, Oceano Pacífico, Atlântico Norte e Sul, e passou pelo Cabo Horn e pelo Cabo da Boa Esperança.

Cabo submarino 2Africa amarrado em Carcavelos

O sistema de cabos submarinos 2Africa, do consórcio internacional da qual faz parte a Vodafone, foi amarrado e ligado ontem, 12 de março, em Carcavelos, Cascais, à estação de cabos submarinos da Altice Portugal.

Foi celebrado um contrato, em 2023, de utilização privativa do espaço marítimo nacional, entre a DGRM e a Vodafone, incluindo a Direcção Regional do Mar da Região Autónoma da Madeira, tendo por objecto a concessão da utilização privativa do espaço marítimo nacional, numa área com um metro de largura e aproximadamente de 2.000 km de extensão, correspondente à rota do cabo nas subdivisões do Continente, da Plataforma Continental Estendida e da Madeira.

O projecto 2AFRICA, promovido por um consórcio internacional de oito parceiros, é um sistema internacional de cabos submarinos de telecomunicações (de acesso aberto e de última geração) que ligará um total de 33 países da Europa (5 países), África (19 países), Médio oriente (7 países) e Ásia (2 países).

Este sistema de cabos submarinos estará totalmente operacional em 2024, permitindo o acesso em banda ultra-larga em grande parte do globo, através de uma capacidade total de 180 Tbps.

Investigação dos EUA encontra equipamentos "duvidosos" ​​em gruas fabricadas na China

 

Uma investigação efectuada pelo Congresso dos EUA encontrou equipamentos de comunicação “duvidosos” ​​nos pórticos STS – (Ship to Shore), construídos na China que estão instaladas em portos americanos, incluindo modems que poderiam ser acessados ​​remotamente, de acordo com uma reportagem publicada no Wall Street Journal. 

A notícia da investigação surge na sequência da recente decisão da Administração Biden de substituir os pórticos construídos na China por outros oriundos do Japão, devido a preocupações de que pudessem ser equipados com dispositivos espiões. 

O governo chinês “está à procura de todas as oportunidades para recolher informações valiosas e posicionar-se para explorar vulnerabilidades, penetrando sistematicamente na infra-estrutura crítica da América, incluindo no sector marítimo”, afirmou Mark Green, representante republicano e Presidente do Comité de Segurança Interna da Câmara.

O Porta-voz da embaixada chinesa em Washington, Liu Pengyu, rejeitou as alegações como “completa paranóia”. O novo foco nas gruas e na segurança marítima mais ampla “tem sido um alerta para muitos países ocidentais”, afirmou Wille Rydman, Ministro dos assuntos económicos da Finlândia, numa entrevista ao mesmo jornal, enquanto membro do parlamento pelo governo. O Partido Conservador no Reino Unido expressou recentemente preocupações semelhantes sobre as gruas chinesas. 

A ZPMC da China construiu uma posição dominante no fornecimento de gruas neste século, com uma quota de mercado global de cerca de 80%. Além de construira os gigantescos pórticos de aço, a ZPMC é capaz de transportá-las em redor do mundo através da sua frota dedicada de 26 navios especialmente projectados para mover gruas, o maior dos quais pode ter até 138 m de altura, o equivalente a um arranha-céu de 34 andares.