Especialistas italianos visitaram Peniche

O ciclo de vida da sardinha e a arte da sua pesca, um passeio marítimo para observação da pesca e um jantar num restaurante típico de Peniche com menu baseado neste peixe compõem o produto turístico Fish Tour. Trata-se de um projecto da Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar (ESTM) que pretende relacionar as pescas, a biologia marinha e o turismo e que recentemente foi apresentado a uma comitiva italiana de 16 especialistas ligados ao Grupo de Acção Costeira Costa dei Trabocchi, em Itália.
Os italianos tomaram também ficaram a conhecer o Pilado Add Value (um projecto dedicado à reorientação da pesca e diversificação das espécies capturadas) e o centro de investigação Cetemares, apresentados pelos professores Rui Pedrosa e Sérgio Leandro, do Grupo de Investigação em Recursos Marinhos (GIRM) da ESTM e visitaram os laboratórios desta escola.
No âmbito dos projectos financiados pelo Grupo de Acção Costeira do Oeste (GAC Oeste), de que a escola de Peniche é promotora, foi ainda apresentado o MTM – Maritime Tourism Marketing, que prevê a construção de um plano de marketing para a fileira da pesca, de forma a contribuir para alavancar a actividade marítimo-turística na região Oeste.
Esta visita teve como objectivo o conhecimento do GAC Oeste, sua estratégia e projectos desenvolvidos, do qual a ESTM é membro do Conselho Consultivo, e a Associação para o Desenvolvimento de Peniche (ADEPE), que é o parceiro gestor.
O GAC Oeste pertence à Rede Nacional de Grupos de Acção Costeira e tem uma área de intervenção composta pelas freguesias litorâneas dos concelhos da Nazaré, Alcobaça, Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche e Lourinhã.
Fonte: Fátima Ferreira / Gazeta das Caldas.

Satélite capta luzes misteriosas no meio do oceano

NASA revela que mistério sobre pontos de luz no Atlântico Sul foi gerado por barcos pesqueiros.

Uma estranha concentração de luzes no meio do Oceano Atlântico foi captada por um satélite e intrigou a NASA durante alguns dias. Ao largo da América do Sul não se encontrou nenhuma explicação imediata para aquelas luzes, o que levou a muita especulação. 

Desde logo, a NASA garantiu que «naquela área não há nada, nem sequer plataformas petrolíferas». Da afirmação da NASA ao boato de que poderia tratar-se de OVNIs foi um pequeno passo.

Desfeito o mistério, descobriu-se que as luzes provêm de agrupamentos de pesqueiros. 

A agência espacial norte-americana explica que, durante a pesca nocturna  os pescadores utilizam luzes tão potentes nas embarcações que um satélite como o Suomi NPP consegue registar.

Fonte: TVI 24

Surfista brasileiro pode ter batido recorde de Mcnamara na Nazaré

Carlos Burle poderá ter batido hoje o recorde de Garrett Mcnamara (30 metros) ao surfar uma onda gigante na Praia do Norte, na Nazaré.
«Foi sorte. Uma pessoa nunca sabe quando vai pegar a onda. Ainda não tinha surfado nenhuma e toda a equipa já tinha apanhado onda, a Maya também que quase morreu. Para mim foi uma adrenalina muito grande ter voltado lá para dentro depois dessa situação toda», afirmou Carlos Burle à agência Lusa.
O surfista brasileiro, de 46 anos, ainda não sabe se bateu o recorde do havaiano Garrett Mcnamara, que em Janeiro deste ano surfou uma onda de 30 metros.
«Sei que foi uma onda muito grande, segundo o que vejo nas fotos e nas imagens. Dizem que foi igual à do Garrett mas esta não quebrou, então há uma boa possibilidade de ter batido o recorde», disse.
Carlos Burle surfou a onda gigante depois de ter ajudado a socorrer a compatriota Maya Gabeira, de 26 anos, que foi hospitalizada após surfar uma onda gigante que a deixou inconsciente.
«A situação da Maya foi horrível. É uma amiga de anos. Trabalhamos o ano todo a preparar-nos para estes momentos e sabemos que o risco de vida é iminente, mas estou feliz por ela estar viva. Tê-la visto sem respirar foi horrível», contou.
Fonte: Lusa

Surfista Maya Gabeira sofre acidente na Nazaré

A brasileira Maya Gabeira, de 26 anos, ficou esta segunda-feira inconsciente durante um acidente quando tentava surfar uma onda gigante na Praia do Norte, na Nazaré, tendo sido transportada para um hospital da zona.
Segundo constatou a agência Lusa no local, o acidente ocorreu às 07h15, quando Maya Gabeira tentou surfar uma onda gigante.
Maya Gabeira – que foi entrevistada recentemente pelo SAPO Desporto – ainda conseguiu surfar a onda, mas depois caiu, tendo sido transportada para a areia por uma equipa de apoio onde foi assistida.
Milhares de pessoas estão na Praia do Norte, na Nazaré, na expectativa de ver os surfistas que tentam bater o recorde do havaiano Garret McNamara.
O surfista regressou este mês a Portugal e vai ficar no país até 2 de dezembro, para “aproveitar” as ondas da Praia do Norte, na Nazaré, onde surfou a onda gigante.
Garrett McNamara, recordista da maior onda surfada, está em Portugal e considerou já ser possível bater a sua própria marca, mas garantiu não estar focado nesse objectivo.
McNamara surfou a 28 de Janeiro deste ano, na Nazaré, uma onda que lhe poderá valer um novo recorde, depois de em 2011 ter feito história, também com uma onda de grande dimensão.
O surfista está ligado à Nazaré no âmbito da Zon North Canyon Show, um projecto de três anos, iniciado em 2010, protagonizado pelo surfista e desenvolvido pela Nazaré Qualifica com o objectivo de promover a Nazaré internacionalmente como destino turístico de referência para a prática dos desportos de ondas grandes e de filmar três documentários que registam a actividade desportiva de McNamara e o quotidiano da vila.
Fonte: Lusa

15 países querem 10% dos oceanos em áreas protegidas até 2020

Quinze países reafirmaram hoje, em Ajaccio, França, a necessidade de até 2020 transformar 10% dos oceanos em Áreas Marítimas Protegidas (AMP), face aos menos de 3% actualmente existentes, e iniciar em 2014 negociações sobre o estatuto jurídico do alto-mar.

A “Mensagem de Ajaccio” foi adoptada no final do 3.º congresso mundial de AMP, e assinada por países como a Índia, Itália, Chipre, Senegal e Nicarágua.
Países como os Estados Unidos, o Canadá, a Rússia, a Islândia, a Noruega ou o Japão não se fizeram representar a nível ministerial neste congresso, não tendo, por isso, assinado a declaração, indicou à agência noticiosa francesa AFP o presidente da Agência de AMP, Olivier Laroussine.
Estes países, por interesses ligados à pesca, estão reticentes em integrar um compromisso relativamente ao alto-mar, referiu a AFP.
Com “menos de 3% dos oceanos cobertos por áreas marítimas protegidas, o nível de proteção necessário está ainda longe de ser atingido”, afirmaram alguns dos ministros signatários.
Reafirmaram também empenho em atingir o objectivo fixado em Nagoya, no Japão, em 2010, de “constituir até 2020 um rede completa e coerente de AMP gerida eficazmente e que cubra 10% dos oceanos”.
Ao ritmo actual de criação de AMP seria necessário um século para atingir esse objectivo.
Os signatários da “Mensagem de Ajaccio” apelaram igualmente à comunidade internacional, de forma solene, para a abertura de negociações até ao final de 2014 relativas à criação de um instrumento jurídico internacional de protecção da biodiversidade em alto-mar, que representa 64% dos oceanos mas é totalmente desregulado e sujeito a abusos por empresas de pesca e petrolíferas.
Fonte: RTP

O que é isto? Lixo? É o projecto “Despojos do Mar”

Já longe do rescaldo do verão, voltamos, com algum saudosismo do mar e do sol, às fotografias que fizemos durante as últimas férias. Rostos, sorrisos, muitos banhos, alguns animais da zona entre marés e… Algumas coisas estranhas… Alforrecas na areia? Sacos de plástico à beira mar? E os miúdos perguntam, perante uma e perante outra fotografia, o que é isto? Lixo? Qual delas?
Pois, se qualquer um de nós se pode confundir perante as imagens (à esquerda de uma alforreca e à direita de um saco de plástico transparente), o que acontecerá às tartarugas marinhas que encontram nas alforrecas as suas presas preferenciais e, por este motivo, muitas vezes engolem sacos de plásticos por engano.
O que dizer de nós, utilizadores desses mesmos sacos de plástico, quando encontramos os animais mortos nas nossas praias vítimas do lixo que nós produzimos.
Para responder a todas estas perguntas e muitas outras dúvidas que existem sobre tudo aquilo que mar traz às nossas praias, seja matéria viva ou morta, sejam restos de animais ou desperdícios das actividades humanas desta ou de outra parte do mundo, surge agora o projecto “Despojos do Mar”.
Este projecto, responsabilidade da APCM – Associação Para as Ciências do Mar e financiado pela Ciência Viva no âmbito do seu programa Escolher Ciência, visa ensinar aos jovens como se trabalha em termos científicos para melhor conhecer e estudar tudo aquilo que vem dar à costa.
Arrojamentos de golfinhos ou tartarugas marinhas, aves mortas, plásticos (dos macro ao micro) e uma miríade de resíduos sólidos, serão os temas abordados e analisados na sala de aula e em saídas de campo no mar e na praia no decorrer do presente ano lectivo.
Este projecto está principalmente vocacionado para alunos do ensino secundário e focará aspectos desde a compilação de informação histórica e recente sobre grandes animais marinhos até à monitorização ambiental de praias.
As actividades desenvolvidas permitirão ainda ilustrar a prática científica associada à construção de medidas de conservação em zonas marinhas e costeiras. Mais do que isso, permitirão colocá-las, efectivamente, em prática. Numa praia perto de si ou, mesmo, em sua casa.
Para todos nós que nos interessamos por estes temas, ficará disponibilizado o conhecimento teórico e prático sobre o meio marinho, os seus animais e impactos negativos que estes sofrem, proporcionado pelas experiências práticas de recolha de dados ecológicos de actuais e futuros cientistas.
Convidamo-los, assim, a entrar neste mundo dos despojos do mar, um pouco admirável mundo novo criado pelo Homem e com demasiados impactos nos seres vivos e em todos os oceanos.
Conheça aqui mais informação sobre o projecto Despojos do Mar.
E conheça aqui mais informação sobre o programa Ciência Viva – Escolher Ciência: Da Escola à Universidade .
Texto de Cristina Brito, Sofia Quaresma e Vera Jordão.
Imagens de Cristina Brito e Sofia Quaresma.
Fonte: Sul Informação.

Turismo subaquático cresce nos Açores

O turismo subaquático está a crescer em todas as ilhas dos Açores, factor que se deve a um fluxo de turistas internacionais e também face à 4ª edição do evento ‘Bienal de Turismo Subaquático’, que decorre na ilha Graciosa.
José Toste, da Associação Regional de Turismo, afirma que “de momento, ainda não há números oficiais que confirmem este registo, mas há o contacto com as empresas e centros de mergulho que nos revelam que, de ano para ano, tem vindo a crescer o sector, obviamente numas ilhas mais do que outras”, avança a agência Lusa.
O evento ‘Bienal de Turismo Subaquático’ visa, segundo o responsável, promover o encontro de vários agentes do sector para “debater as principais preocupações” e “estratégias de acção”, tornando este tipo de turismo um produto de “interesse turístico” na região.
Fonte: Publituris.

Alforrecas do Espaço

A NASA anunciou esta semana que as medusas (alforrecas) levadas a bordo do Columbia nos anos 90 conseguiram reproduzir-se mas não se adaptam às condições da Terra
O título não é roubado de nenhum filme rasca de ficção científica dos anos 50. Trata-se de uma experiência real, levada a cabo nos últimos 20 anos pela NASA. Não são de agora os estudos que se dedicam a entender como seres vivos oriundos do nosso planeta lidam com a vida no espaço. Esta semana, a agência espacial norte-americana anunciou que a experiência feita com medusas – ou alforrecas – levadas a bordo do vaivém Columbia no início dos anos 90 não teve sucesso.Transportadas em frascos e sacos preenchidos com água do mar artificial, os seres marinhos fizeram a viagem com a condição de serem capazes de se reproduzir no espaço. Para isso, os cientistas injectaram produtos químicos na água onde viviam as medusas, para as induzir a nadar e a procriar. A reprodução teve sucesso, nasceram alguns exemplares no espaço (ou melhor, em sacos de água salgada em órbita dentro da nave).
Os resultados foram parcialmente animadores – as medusas adaptaram-se efectivamente às novas condições, mas as que nasceram no espaço tinham habilidades motoras diferentes das ‘terráqueas’. E não conseguiram adaptar-se à água em ambiente natural, ou seja, logo após o regresso à Terra. O nado não era adequado ao meio, que já não era o seu original.
A escolha deste animal não foi acidental. Trata-se de um dos seres vivos que mais se adapta à adversidade em meio marinho no nosso planeta. Restam outros resultados, de experiências com produtos agrícolas no espaço, por exemplo.

Fonte: Sol.

SeaOrbiter: Torre submersa/móvel que vai mudar o estudo dos oceanos.

Alguns anos atrás, quando o projecto SeaOrbiter desenvolvido pelo arquitecto francês Jacques Rougerie apareceu, ele parecia mais um delírio futurista e uma ideia saída de uma obra de ficção científica do que uma proposta que pudesse ver a luz do dia.
O observatório oceânico serviria como um grande laboratório para cientistas estudarem a vida marinha, o fundo dos oceanos e a influência dos mares nas condições climáticas e ambientais do planeta.
O projecto do SeaOrbiter passou os últimos 12 anos em estudo, com fases de planeamento, design, testes e financiamento, e está finalmente se tornando realidade com a construção do primeiro modelo, orçado em 52,7 milhões de dólares e com previsão de ser lançado em breve ao mar, no Mónaco – o mesmo lugar em que o lendário oceanógrafo Jacques Cousteau começou os seus trabalhos.

A torre de estudos do oceano.

O SeaOrbiter é um inovador navio de pesquisa em formato vertical, com 51 metros de altura, sendo que 38 metros da estrutura ficarão submersos no oceano. Essa parte abriga um centro de colecta de espécies, deck para lançamento de equipamentos e câmaras de observação da vida marinha.

Além dessas características de flutuação, locomoção e sustentabilidade, há uma fonte alternativa de energia – por biocombustível – em desenvolvimento para auxiliar o navio na realização de tarefas e em eventuais deslocamentos marítimos.

Simbiose com os oceanos

O conceito por trás do SeaOrbiter é permitir a observação contínua da vida nos oceanos, reduzindo o impacto e a intrusão da actividade humana nos ecossistemas. A busca pela simbiose com os oceanos tem como objectivo compreender melhor os processos inerentes da vida marítima sem a interferência do homem.
O projecto espera estabelecer um novo padrão de comunicação científica, permitindo aos pesquisadores monitorizar os oceanos em tempo real. Os laboratórios da embarcação contarão com transmissões via satélite para enviar informações precisas e actualizadas sobre as condições marítimas, a qualidade dos mares e os resultados das pesquisas sobre a mudança climática.

Um dos estudos que a comunidade científica espera realizar a bordo do SeaOrbiter é entender melhor o papel dos oceanos na absorção de gás carbónico, e como os mares ajudam a reduzir o efeito estufa do planeta. Já a parte da estrutura que fica acima do mar contém um terraço de observação ao ar livre que vai permitir aos tripulantes documentarem também a migração de aves e pássaros.
O primeiro SeaOrbiter deve entrar em operação até 2015 e poderá contar com 18 cientistas vivendo no navio. Se tudo sair como planeado, a equipa vai possuir uma embarcação de pesquisa de última geração capaz de fornecer acesso fácil ao reino submarino e com menor impacto ao ecossistema em alto-mar.

Fonte: Tecmundo.