Frederico Morais sobe 35 lugares no "ranking" mundial de surf

O surfista Frederico Morais subiu 35 lugares para a 58.ª posição do “ranking” mundial da ASP, após ter sido quarto na segunda etapa do “Triple Crown” havaiano, o Vans World Cup.
“Kikas”, que era 93.º, amealhou ainda 10.000 dólares, que elevam os seus ganhos este ano para 37.950 (28.000 euros), metade dos obtidos na carreira – 78.075 (57.500 euros) -, quando o surfista conta com apenas 21 anos.
O campeão português vive um dos melhores momentos da carreira, já que em Outubro eliminou o norte-americano Kelly Slater da etapa portuguesa do circuito mundial.
Fonte: Expresso.

Frederico Morais sobe 35 lugares no "ranking" mundial de surf

O surfista Frederico Morais subiu 35 lugares para a 58.ª posição do “ranking” mundial da ASP, após ter sido quarto na segunda etapa do “Triple Crown” havaiano, o Vans World Cup.
“Kikas”, que era 93.º, amealhou ainda 10.000 dólares, que elevam os seus ganhos este ano para 37.950 (28.000 euros), metade dos obtidos na carreira – 78.075 (57.500 euros) -, quando o surfista conta com apenas 21 anos.
O campeão português vive um dos melhores momentos da carreira, já que em Outubro eliminou o norte-americano Kelly Slater da etapa portuguesa do circuito mundial.
Fonte: Expresso.

Cultivar o fundo do mar para salvar o Planeta

A química dos oceanos está diferente, anda a ciência a avisar-nos, e a pergunta ganha cada vez mais força: será que é legítimo baralhar os dados e tornar a dar, de maneira a mudar o mar e… o clima? O conceito anda na cabeça de Douglas Wallace , investigador em Oceanografia da Universidade de Dalhousie, na cidade canadiana de Halifax, há perto de 20 anos.
“A ideia é fertilizar o oceano para ter mais plâncton. Já fazemos agricultura em terra; será que, no mar, conseguimos o mesmo efeito?” A cobrir mais de 70% do planeta, os oceanos são um dos principais sorvedouros de dióxido de carbono de que a Humanidade dispõe. Só que, nos últimos anos, o fitoplâncton que o converte em matéria viva está a esgotar-se. Resultado? “Há mais 50% de CO2 na água do mar do que há 200 anos”, alerta aquele cientista canadiano.
O plano é simples: derramar no subsolo marinho uma grande quantidade de ferro, fertilizante para muitas plantas que, no seu processo de fotossíntese, devorariam aquele dióxido de carbono. Tanto o plâncton como outros organismos marinhos extraem o CO2 da água do oceano e convertem-no em carbonato de cálcio, para construir os seus esqueletos e carapaças.
A outra opção, se esse fitoplâncton morrer, é parte do carbono acabar no fundo do oceano e formar depósitos sedimentares. “Em condições naturais”, avança o investigador, “esse carbono aprisionado demorará vários milhões de anos a voltar à atmosfera.” Há já experiências a decorrer, no Norte da Alemanha e na costa oeste canadiana mas rodeadas de alguma polémica: o argumento, ético, é de que, no mar, as coisas não estão sempre no mesmo sítio, o que dificulta tremendamente o controlo efectivo e a avaliação dos resultados destas investigações.
“Pode haver impactos desconhecidos, mas isso não nos deve paralisar”, defende Wallace. “Alterações nas espécies que habitam o mar já ocorrem naturalmente: hoje, sabemos que o bacalhau tinha metros, e agora apenas possui alguns palmos.”

Fonte: Visão

Conheça a praia com ondas gigantes protegida por rochas

A princípio, é assustador, mas passados alguns minutos todos parece estar acostumados ao cenário. Em Porto Rico, numa praia chamada de Puerto Nuevo, há uma barreira de rochas que separa o mar do areal. A magia acontece quando a maré sobe.
As ondas ficam mais altas, para não dizer gigantescas, e embatem na barreira de rochas, banhando a praia fechada de Puerto Nuevo. Os banhistas ficam assim protegidos da forte ondulação e ainda podem apreciar um cenário natural maravilhoso.
Vale a pena assistir:

Austrália: Migração da Reprodução dos Caranguejos.

Todos os anos, no final da primavera, é possível notar um chão super vermelho e móvel na Christmas Island (Ilha do Natal) na Austrália, altura em que a ilha fica coberta por caranguejos adultos bem vermelhos! São milhões de crustáceos que iniciam sua migração anual para o mar para se reproduzir! 
A migração começa com as primeiras chuvas pesadas em outubro, novembro ou dezembro. Assim, há humidade suficiente no ar para os que os crustáceos, possam fazer a sua viagem de mais ou menos cinco dias, partindo de suas “casas” nas florestas no interior da ilha e vão em direcção a costa, o Oceano Índico – chegam a andar até 9 km ao longo do caminho.

A data de desova deste ano  é esperada para o dia 6 Janeiro,  mas só ocorrerá se a chuva persistir, aí, eles têm tempo de sobra. Porém, se a chuva parar, a migração também para.

O grupo Parks Australia entra em acção durante esse período de migração para proteger os bichinhos fechando estradas, construindo de cercas e túneis subterrâneos para estes. Até os motoristas tem que parar e esperar os vermelhinhos cruzarem as ruas se precisarem.

Investigador destaca papel dos oceanos para a existência humana



Ampliar o conhecimento sobre os oceanos é fundamental para garantir a existência da população humana. A opinião é do pesquisador José Henrique Muelbert, professor do Instituto de Oceanografia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e orador no Fórum Mundial de Ciência 2013 (FMC). “Sempre que pensamos no mar lembramos da praia e dos seus animais, mas os oceanos representam muito mais do que isso para a humanidade”, diz o cientista, que participa de debates no Fórum Mundial de Ciência 2013, sobre as demandas impostas às ciências do mar após a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio 20), em junho de 2012.

Muelbert destaca que o documento O futuro que queremos, redigido a partir da Rio 20, dedica 20 parágrafos ao tema, abordando desde a importância dos oceanos na regulação do clima, passando pela preservação da biodiversidade até os efeitos para a segurança alimentar.

“Isso criou a necessidade de informações de qualidade, recolhidas nas escalas apropriadas e nos tempos correctos para poder gerir os oceanos e atender aos desafios”, afirma.

Ele aponta a relevância dos oceanos como meio de transporte, fonte de alimento e, em especial, como ferramenta para vários processos de limpeza ambiental — pela absorção de poluentes como o gás carbónico — e para controlar as mudanças climáticas. “Os oceanos regulam o clima da Terra, funcionam como um grande radiador”, explica. “Setenta por cento do planeta é composto de água, e é essa água que mantém a temperatura”.

Segundo o pesquisador, os mares transferem calor dos trópicos, regiões mais quentes do mundo, para locais de água mais fria, estabelecendo uma espécie de controle térmico. “Então, os oceanos são fundamentais para o desenvolvimento da sociedade que a gente conhece hoje”, reforça Muelbert. “Se quisermos mantê-la, precisamos tratar dos oceanos com mais carinho, para que possamos sustentá-los ao longo do tempo”.

O professor também ressalta a necessidade de ampliar conhecimento sobre os mares — condição para explorar seus recursos disponíveis de maneira sustentável. Para isso, segundo ele, é necessário utilizar mecanismos eficientes de observação dos oceanos.

“Não se consegue gerir aquilo de que não se tem informação.  “Dos oceanos, actualmente, não temos isso. E uma maneira de estimular e desenvolver o uso sustentável dos oceanos é, justamente, conhecendo-o melhor”.

Estaleiros de Viana morrem aos 69 anos. West Sea nasce em Janeiro

Empresa nacionalizada em 1975 estava há mais de dois anos parada, com 620 trabalhadores que vão ser alvo de despedimento colectivo

A polémica ainda vai durar uns dias mas o destino dos Estaleiros de Viana está traçado. A empresa, criada em 1944 e nacionalizada em Setembro de 1975, acabou e vai dar lugar em Janeiro à West Sea, uma empresa privada do grupo Martifer, que ganhou o concurso para subconcessão dos terrenos e instalações dos estaleiros até 2031, mediante o pagamento de uma renda anual de 415 mil euros. Os actuais 620 trabalhadores vão ser alvo de um despedimento colectivo em que o governo espera gastar entre 25 e 30 milhões de euros. A nova empresa admite voltar a contratar alguns dos trabalhadores entretanto despedidos, até 400, mas as admissões estão obviamente condicionadas às encomendas e os contratos terão a duração de três anos.
A solução encontrada pelo governo para resolver a crítica situação dos Estaleiros de Viana, que estavam há dois anos praticamente parados, aconteceu depois de a Comissão Europeia ter impedido a sua privatização. A decisão de Bruxelas prende-se com ajudas ilegais do Estado à empresa, no valor de 181 milhões de euros, efectuadas nos governos socialistas de José Sócrates. Com esse problema entre mãos, o Ministério da Defesa optou então pela subconcessão, que teve dois concorrentes: a Martifer e um grupo russo, que entretanto foi excluído por ter apresentado a proposta definitiva fora do prazo.
400 POSTOS DE TRABALHO A nova empresa a criar pelo grupo português, que já detém a NavalRia, em Aveiro, pretende, de acordo com a Martifer, “desenvolver a sua actividade no mercado nacional e internacional e implementar, nas áreas afectas à subconcessão, um projecto de construção e reparação naval, no âmbito do qual se prevê a criação de cerca de 400 novos postos de trabalho ao longo dos próximos três anos”.
Números bem diferentes dos do passado dos Estaleiros de Viana. Fundados a 4 de Junho 1944, no âmbito do programa do governo de Oliveira Salazar para a modernização da frota de pesca do largo, os Estaleiros de Viana chegaram a empregar, de forma directa, cerca de 2 mil trabalhadores e em 69 anos construíram mais de 220 navios de todos os tipos.
Apesar de o caminho estar traçado desde o lançamento do concurso da subconcessão, a decisão de despedir os 620 trabalhadores originou de imediato protestos dos visados, da oposição e da câmara local, que avançou ontem com um pedido de inquérito parlamentar. O ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, recebeu ontem representantes dos trabalhadores para os informar do despedimento colectivo, que vai avançar durante o mês de Dezembro, para que em Janeiro a West Sea possa entrar nos estaleiros com a empresa preparada para uma nova fase da sua vida, em mãos privadas depois de 38 anos nas mãos do Estado.


Fonte: Ionline

Tubarões no Cinema

Engraçado como os filmes sobre tubarões passaram por uma evolução desde o lançamento do clássico moderno Tubarão, de Steven SpielbergTubarões, com letra maiúscula porque estes seres ganharam notoriedade no âmbito dos vilões não humanos em narrativas de suspense e terror. Neste especial, seleccionamos 9 filmes sobre tubarões.
Nem todos eles são bons. Nem todos eles são dignos de serem contemplados numa lista. Mas eis o aviso: aqui não estamos dando ênfase aos melhores filmes sobre tubarões. Nesta lista, vamos traçar um breve panorama histórico dos filmes deste género, como uma espécie de catálogo, e no final de cada filme comentado, uma breve crítica estrutural, analisando a forma e o conteúdo de cada produção.
Preparados para sentir medo? Pois então, vamos nessa!
Tubarões: breves definições biológicas e inserção na cultura popular
De acordo com alguns pesquisadores da área de biologia, toda a mitologia acerca dos tubarões começou a ganhar força com o filme lançado por Steven Spielberg no começo dos anos 70. Essa informação consta no documentário O Mistério dos Tubarões, de Paul Spillenger, lançado em 2003. A produção é da National Geographic e mergulha nas profundezas do mar na área da Austrália para buscar compreender como esses seres vivem, contando, inclusive, com histórias pessoais de medo e horror de muitas pessoas que já passaram por apuros com estas criaturas pré-históricas.
Antes de adentrar no universo cinematográfico dos guiões que investem nos tubarões como os vilões da história, cabe traçar neste especial outro painel bem breve, com definições e conceitos destes seres carregados de mistérios. Façamos de conta, caros leitores, que esta seja uma pequena extensão das suas aulas de biologia.
Tubarão é um tipo de peixe que vive em profundezas de até 2000 metros. Actualmente, são conhecidas 375 espécies ao redor do planeta. Estes animais se alimentam de outros peixes, plâncton e lulas, sendo que alguns, raras excepções, como o tubarão de água doce e o tubarão cabeça-chata vivem tanto em água doce como água salgada.
Os mais temíveis e ferozes são o tubarão branco, tubarão tigre, tubarão azul e tubarão mako, conhecidos na biologia por encabeçarem a lista da cadeia alimentar marinha.
No que tange aos detalhes históricos, até o século XVI, os tubarões eram conhecidos como “cães marinhos”. Foi com a Expansão marítima europeia, avançando pelos mares que permitiu o achamento e registo das terras americanas, por sinal, que estes seres começaram a ser compreendidos e estudados de maneira mais ampla. Segundo o Oxford English Dictionary, a conhecida nomenclatura shark foi baptizada por Sir John Hawkins, que em 1569, exibiu um espécime em Londres.
Os tubarões podem viver entre 20 e 30 anos no geral, sendo que algumas espécies, como o inofensivo tubarão-baleia, que só assusta pelo tamanho, pode viver até 100 anos. Com olfacto e audição apurada, de acordo com alguns cientistas, estes seres dependem muito pouco da visão. Alguns directores não fazem sequer uma pesquisa básica na Internet para entenderem o modo de viver dos tubarões, entregando filmes que beiram o absurdo, como algumas produções que serão apresentadas neste especial, principalmente no âmbito da velocidade alcançada por estes seres. A velocidade média dos tubarões varia entre 19 e 30km /h. Apenas o tubarão-branco e o tubarão-mako atingem velocidade de 50 km/h em momentos de caça, principalmente quando sentem cheiro de sangue no mar.
A figura do tubarão esteve presente durante muito tempo na cultura popular, através das artes, principalmente nos relatos dos contadores de histórias (literatura oral). Existe o mito sobre os tubarões terem medo dos golfinhos. Esta questão foi investigada no documentário MythBusters, do canal Discovery Channel. Um pedaço de carne de foca foi lançado no mar, com um golfinho mecânico nadando bem próximo. No mesmo local, havia um tubarão branco que não se aproximou da carne até o momento em que o golfinho mecânico foi retirado do mar. Um episódio desses reforça a “lenda urbana” de cunho marítimo, mas ainda não há estudos científicos que comprovem essa questão.
Os tubarões habitam o imaginário popular há séculos. De acordo com alguns estudos,Jonas e a Baleia, a passagem bíblica que narra a história de Jonas, que fica dentro do ventre de uma baleia durante três dias e três noites no mar mediterrâneo, pode ter se referido a um tubarão, não a uma baleia. Esse estudo estampa uma edição da revista National Geographic, publicação que sugere ter sido um tubarão-baleia, uma vez que a versão hebraica usa a palavra tannium, que pode se referir a qualquer animal marinho de grande porte. Na seara das artes, há a pintura Watson e o tubarão, de John Singleton Copley (1778) e as obras literárias O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway e Jaws (Mandíbulas, mas Tubarão, aqui no Brasil), de Peter Benchley.
Tubarões e narrativas cinematográficas
Depois do sucesso de Steven Spielberg com Tubarão, muitos realizadores embarcaram na artimanha de colocar os tubarões como vilões sanguinários em suas histórias. A maioria foram produções fracassadas. Os guiões eram fracos, os protagonistas ruins, os efeitos especiais deploráveis e o mais interessante para um filme de terror/suspense de baixo orçamento ficava de fora: o poder da sugestão. Todos sabem que às vezes, sugerir é melhor do que mostrar explicitamente. A partir de agora, vamos navegar neste mar de ideias sobre tubarões, buscando entender como estes seres foram abordados sob a óptica de 10 produções. Filmes sobre tubarões?
01 – Tubarão: um filme de vanguarda (1975)
Clássico moderno absoluto. Estreou nos cinemas em 07 de Julho de 1975. Recebe essa alcunha por ser um filme de vanguarda. Tudo que foi produzido depois sobre tubarões assassinos tem base neste filme dirigido por Steven Spielberg. A produção ganha dos seus predecessores porque investe num bom guião.
Na sinopse oficial, somos informados que um terrível ataque a banhistas é o sinal de que a praia da pequena cidade de Amity virou refeitório de um gigantesco tubarão branco, que começa a se alimentar dos turistas. Embora o Presidente da Câmara queira esconder os factos da imprensa, o xerife local (Roy Scheider) pede ajuda a um ictiologista (Richard Dreyfuss) e a um pescador veterano (Robert Shaw) para caçar o animal. Mas a missão vai ser mais complicada do que eles imaginavam.
O conflito externo é a presença do tubarão. E o conflito interno foca no xerife local, que tem hidrofobia. Como resolver os problemas da cidade se o vilão da história não é um bandido armado, mas um tubarão que habita as profundezas do mar? O poder da sugestão também faz de Tubarão um bom filme. A música tema de John Williams situa o vilão no enredo, mas nem sempre é mostrado, até mesmo por questões ligadas ao orçamento.
Tubarão foi um filme salvo na sala de montagem. Ganhou o Óscar de melhor som, trilha sonora e edição. Devido aos problemas nas filmagens, Spielberg já estava cansado do processo de produção quando a  Verna Fields entrou com as suas actividades e transformou um filme destinado ao fracasso num sucesso mundial de bilheteira e crítica. Era o preâmbulo da fase dos blockbusters. Alguns estudos alegam que na época, as pessoas ficaram com medo de adentrar no mar ou até mesmo nas praias, receosas em relação aos ataques de tubarões.

02 – Do Fundo do Mar: uma aventura bem orquestrada (2000)
Deliciosamente fora do normal. Pervertido e divertido. O enredo: A Dra. Susan McAlester (Saffron Burrows) está fazendo pesquisa com tubarões, pois pretende através deles descobrir a cura para a Doença de Alzheimer. Russell Franklin (Samuel L. Jackson), um empresário e homem de negócios, é o principal patrocinador, pois doou 200 milhões de dólares para o projecto. Quando um tubarão escapa e ataca um barco, a reacção de Russell não é boa, mas Susan consegue reverter a situação e ele decide visitar Aquática, uma antiga base no meio do oceano que foi usada para reabastecimento de submarinos e agora foi convertida em um laboratório. Neste local Susan faz alterações genéticas nos tubarões, deixando-os mais inteligentes, pois precisa que os cérebros deles estejam desenvolvidos, pois a partir daí conseguirá as enzimas necessárias para que sua experiência seja bem sucedida. Mas os tubarões se tornam também mais rápidos e não sentem vontade de colaborar, pois anseiam ir para mar aberto e, para piorar a situação, uma terrível tempestade se abate sobre Aquática.
Funciona? Sim. Apesar dos absurdos, a trama é bem orquestrada pelo Director Renny Harlin, que prefere a aventura, ao invés de levar o filme muito a sério, defeito de outras produções, como a relatada a seguir.
03 – Terror na Água: uma produção de (muito) mau gosto (2011)
Constrangimento total. Inseriu 3D, mas a produção é um lixo. Sara (Sara Paxton) resolve retornar para sua casa de verão depois de três anos sem ir ao local e leva um grupo de amigos para disfrutar uma temporada com ela. Quando chega à cidade, o passado bate à sua porta porque Dennis (Chris Carmack), seu ex-namorado, ainda guarda forte rancor pela maneira como eles se separaram e os recebe com muita agressividade. Contudo, a casa dela é longe dali, no meio do Lago Crosby e sem qualquer tipo de comunicação. A única coisa que eles não contavam era que esse isolamento poderia representar um grande perigo, uma vez que após um acidente durante a prática de wake board, descobriram que a perda de um braço foi causada pelo ataque de um tubarão enfurecido, sedento de sangue, capaz de destruir até embarcações. Agora, a morte está dentro de água e eles precisam retornar para a civilização.
Funciona? Não. Apenas um desfile de mortes e efeitos 3D não tão funcionais.
04 – Tubarão Vermelho: de Hollywood à Itália (1986)

Biólogos unem-se ao xerife de uma praia da costa da Flórida para combater um sanguinário monstro marinho, híbrido de tubarão e polvo, que está devorando veraneantes e pescadores locais. Uma versão absurda do filme de Spielberg.
Funciona? Não. Além de ser absurda a mutação, até permitida dentro dos parâmetros ficcionais do cinema, as cenas de violência erótica do mestre trash italiano Lamberto Bava não ajudam em nada.

05 – Tubarão 2 – A Vingança: e o velho estereótipo das continuações inferiores (1987)
Passaram-se quatro anos desde que o tubarão branco apavorou a população da, até então, pacífica praia de Amity. Quando tudo parecia mais calmo, uma nova criatura aparece para aterrorizar a região, agora alvo de uma intensa especulação imobiliária. O chefe de polícia Martin Brody (Roy Scheider) vai lutar contra o tempo para salvar toda a população da agressividade desse animal. Parte do elenco está de volta, mas a qualidade não.
Funciona? Sim. Uma continuação inferior, mas que é mais suportável do que todas as imitações fracassadas.

06 – Mar Aberto: os tubarões no episódio cinema verdade (2005)
Mar Aberto é um filme norte americano baseado na história verídica de um casal de mergulhadores que foi abandonado em alto mar por seu barco quando praticavam mergulho Não é bem um filme sobre tubarões, mas funciona. Segundo relatos documentais, uma espécie do animal marinho foi a responsável pela morte de um dos desaparecidos.
Funciona? Sim. Mar Aberto é cinema verdade de primeira qualidade. Linguagem documental, boa montagem e performance do elenco.
07 – Maré Negra: tubarões ilustrando um drama barato (2012)

Enfadonho, chato e sem rumo. Kate (Halle Berry) é uma mergulhadora profissional que se afastou de seus estudos em alto mar depois que seu mentor sofreu uma trágica morte por causa de um tubarão branco. Ela passava os dias em águas profundas, mas após o acidente ela começou a guiar excursões. Nove anos depois, Kate vê voltar à cidade seu antigo parceiro e ex-namorado Jeff (Olivier Martinez), e ele a impulsiona a abandonar seus medos e a enfrentar o oceano. Só que dessa vez ela passará por um verdadeiro teste de sobrevivência com um feroz predador.
Funciona? Não. Muito lento, sem grandes emoções e direcção irregular de John Stockwell.
08 – O Ataque do Tubarão de Duas Cabeças: sem palavras… (2012)
É difícil ficar sem ter o que dizer com um filme. Mas esta pérola inclui tsunamis, tramas paralelas sem nenhuma ligação pertinente com o eixo central. Horrível. Durante um curso de navegação marítima, o professor Babish e seus alunos acabam enfrentando grandes problemas depois que uma carcaça de tubarão fica presa na hélice do motor e danifica o barco. Na tentativa de consertar, uma pessoa acaba morta por um tubarão diferente, que possui duas cabeças e é mais ágil do que qualquer outra criatura que eles conheçam.
Funciona? Depende. Se você quiser rir muito dos absurdos, veja por curiosidade. De preferência, acompanhado dos amigos. Será diversão garantida. Esse filme ocupa a pré-salinidade da ruindade dos filmes de terror. Muito… Muito ruim.
09 – A Isca: o mesmo segmento, mas uma história com melhor desenvoltura (2012)
Um grupo enfrenta tubarões em um supermercado após um tsunami fazer os mares invadir uma cidade na costa da Austrália. Parece ruim, mas as sub-tramas bem desenvolvidas e os bons efeitos especiais garantem uma diversão mais coerente e coesa. Indicado.
Funciona? Sim. Parece ruim, mas as sub-tramas bem desenvolvidas e os bons efeitos especiais garantem uma diversão mais coerente e coesa. Indicado.
Pronto. Nosso especial chega ao fim. Vamos aguardar o próximo filme sobre tubarões: dessa vez, a trama vai apostar em tubarões dentro de um tornado. A aventura parece realizada por alguém com doses industriais de puro nonsense. Vamos aguardar.