APP considera "muito importante" agregação de Sines e portos do Algarve

A Associação dos Portos de Portugal mostrou-se muito satisfeita com a notícia da agregação dos portos de Sines e do Algarve.

Em comunicado, a Associação considera “muito importante e positiva a recente medida do Governo de agregação dos Portos de Sines e do Algarve, que permitirá a geração de eficiências, sinergias e economias de escala entre estes portos, na sua gestão e investimentos, fundamentais ao aumento da competitividade da economia nacional”.
Fonte: Cargo

João Franco confia na expansão do Terminal XXI

João Franco, presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), mostrou-se “convicto” de que as obras de alargamento do terminal de contentores serão aprovadas pelo Governo, como defende o relatório do grupo de trabalho para as infraestruturas de elevado valor (GTIEVA).

Recorde-se que a PSA Sines, concessionária do terminal, aguarda há algum tempo pela autorização do Governo para realizar obras de ampliação, num investimento superior a 90 milhões de euros que deixará a infraestrutura com capacidade para movimentar mais de dois milhões de TEU (unidade equivalente a um contentor de 20 pés) por ano.

“Estou convicto de que o investimento vai ser certamente aprovado. Com alguns ajustamentos, que podem evidentemente negociar-se, mas o desenvolvimento do terminal vai com certeza fazer-se. É a minha convicção neste momento”, referiu à Lusa o presidente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS).

Fonte: Cargo

Docapesca administra portos e marinas a partir de amanhã

A Docapesca assume a partir de terça-feira a administração dos portos de pesca e marinas de recreio, segundo um diploma hoje publicado.
O Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos transfere as suas competências para a Docapesca, empresa na dependência do ministério da Agricultura, tendo em vista “racionalizar” e criar “maior eficiência” na gestão dos portos e marinas que “enfrentam actualmente um grande desafio de natureza económica”, explica o executivo.
“A administração dos portos de pesca e marinas de recreio por uma entidade empresarial permite a gestão das infraestruturas de forma mais eficiente e eficaz. Por outro lado, o facto de essa entidade empresarial ser a Docapesca, que já tem a seu cargo a gestão de parte da actividade económica a jusante dos portos de pesca, permitirá a gestão do todo como um negócio integral”, lê-se no decreto-lei hoje publicado.
A Docapesca passa a exercer a função de autoridade nas infraestruturas portuárias de apoio de Vila Praia de Âncora, Castelo do Neiva, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Angeiras, Nazaré, São Martinho do Porto, Peniche, Ericeira, Baleeira, Lagos, Alvor, porto de pesca, estaleiros e área de Ferragudo em Lagoa, marina de Portimão e bacia do Rio Arade desde a segunda ponte sobre o Rio Arade até Silves, Albufeira, Vilamoura, Quarteira, Faro, Olhão, Fuseta e Tavira.

Fonte: DN.

Nazaré: Canalizador inglês terá ter surfado ontem maior onda de sempre

Andrew Cotton, um canalizador inglês de 34 anos, terá surfado ontem, na Nazaré, uma onda entre os 23,5 e 24,5 metros. Se esta previsão se confirmar, Cotton terá batido o recorde de Garrett McNamara, conseguido no mesmo local.
Cotton esteve quatro horas no mar, até conseguir apanhar a tal onda – veja as imagens abaixo. “Nunca surfei uma ondas destas”, explicou Cotton à imprensa inglesas. De acordo com o surfista amador, foi a primeira vez, em dez anos, que avisou a esposa das condições em que ia surfar.
“Ele nunca me diz que está nervoso com o tamanho de uma onda, mas desta vez ligou-me a dizer que era perigoso. Depois, eu espero pelo telefonema que se segue”, confirmou a esposa de Cotton.
“Faz-nos pensar quão longe podemos ir, quão alto. Foi assustador, mas estamos nas mãos da mãe natureza e isso é entusiasmante”, continuou.
Cotton viajou para a Nazaré no sábado à noite, assim que ouviu falar de uma tempestade na Nazaré. A onda surfada pelo inglês foi vista de bem perto pelo próprio McNamara, que aparece nas fotografias num jet ski.
O inglês espera agora que as imagens se espalhem por todo o mundo, e que um patrocinador assegure a sua continuidade no mundo do surf. Quiçá, financiando um documentário sobre as ondas gigantes da Nazaré – serão boas notícias, também para a economia da região.
Fonte: Green Savers.

Um Golfinho pede ajuda a um Mergulhador.

Um vídeo emocionante que mostra a inteligência dos golfinhos. O mergulhador Keller Laros estava fazendo um documentário sobre raias no Havaí quando, sem medo nenhum das câmaras, luzes e outros aparelhos de filmagem, um golfinho preso num anzol e numa linha de pesca enrolada numa nas suas barbatanas se intrometeu nas filmagens pedindo ajuda. Para surpresa do mergulhador o animal ficou ali parado, até ser solto.


Náufrago chega às Ilhas Marshall 16 meses após sair do México.

Bastante magro e abatido, um náufrago foi resgatado na quinta-feira a mais de 12.500 quilómetros do México, de onde garante ter saído há 16 meses. O homem chegou a um afastado atol das Ilhas Marshall numa embarcação arrastada pelo mar.
De barba por fazer e de cabelo comprido, o homem foi avistado pelos habitantes, numa embarcação de sete metros de comprimento, com motores sem hélices. “O seu estado não é bom, mas está a melhorar”, disse por telefone Ola Fjestad, estudante norueguês de antropologia que está no atol de Ebon a fazer trabalho de investigação.
O homem resgatado, que usava apenas uma cueca em trapos, contou que saiu do México rumo a El Salvador em Setembro de 2012. Partiu acompanhado por um outro homem, mas o companheiro de viagem morreu no mar há vários meses.
O náufrago – que se identificou como José Iván – explicou a Fjestad que sobreviveu comendo tartarugas, pássaros e peixe, além de beber sangue de tartaruga quando não chovia. Iván disse ter capturado os pequenos animais com as mãos. Na embarcação, que “parece ter estado na água por muito tempo”, não havia nenhum equipamento de pesca.
Outros casos parecidos já foram registados. A 9 de Agosto de 2005, três mexicanos saíram para pescar de um porto da costa mexicana no Pacífico. Depois de ficarem sem gasolina e de uma avaria no motor, foram arrastados mar adentro pelas correntes.
Mais de nove meses depois foram resgatados por um atuneiro taiwanês, frente às Ilhas Marshall. Sobreviveram comendo peixe e aves marinhas crus e bebendo a água da chuva que armazenavam no fundo do bote.
Em 1992, outros dois pescadores de Kiribati sobreviveram 177 dias no mar antes de chegarem a Samoa.
Fonte: Público

Óleo de peixe pode ajudar a prevenir o Alzheimer

Um novo estudo norte-americano indica que as que as pessoas com níveis mais elevados de ómega-3 no organismo, que podem ser adquiridos através dos ácidos gordos dos peixes, possuem um volume cerebral maior em idades mais avançadas.

A diminuição do volume cerebral é um sinal da doença de Alzheimer mas também do processo normal de envelhecimento. Possuir o volume cerebral maior em idades avançadas é o equivalente a preservar entre um a dois anos de saúde mental, aponta o estudo que foi publicado no jornal científico Neurology.

Uma das chaves do ómega-3 é o ácido docosa-hexaenóico, que se pensa ajudar as células do sistema nervoso central a comunicarem entre si. As fontes mais ricas de ómega-3 e de outros ácidos gordos são os peixes com grande percentagem de óleo natural, como a sardinha, o arenque e a cavala.

“O nosso estudo sugere que uma reserva maior de ácidos gordos e ómega-3 pode ajudar a retardar a perda da função cognitiva que pode acompanhar a atrofia do cérebro”, afirma o autor do estudo, James Pottala, da Universidade de Dakota do Sul. “Estes níveis maiores de ácidos gordos podem ser conseguidos através de uma dieta mais baseada em peixe e através do uso de suplementos. Os resultados indicam que o efeito no volume cerebral é o equivalente a retardar a perda normal de células cerebrais, que ocorre com o envelhecimento, entre um a dois anos”, explica.

Além da sardinha, arenque e cavala, também os peixes brancos, como o bacalhau, a solha e o eglefim, são uma boa fonte de ácidos gordos, embora os possuam menores quantidades. Aliado ao aumento do consumo de peixe, também os suplementos de óleo de peixe são recomendados como prevenção de ataques cardíacos e morte súbita. Com uma dieta de peixe mais regular a probabilidade de sobreviver a um ataque cardíaco aumenta um terço.

Os ácidos gordos actuam de variadas formas na redução do risco de ataques cardíacos: reduzem a gordura sanguínea, reduzem o risco de coágulos sanguíneos e reduzem as arritmias, que se podem revelar fatais. Estes ácidos podem ainda reduzir a inflamação cerebral e desempenhar um papel importante no desenvolvimento cerebral e na renovação das células do sistema nervoso central.


Fonte: Green Savers 

Universidades criam Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, MARE


Seis universidades vão criar o MARE, um centro de investigação em ciências marinhas, reunindo «competências que vão das bacias hidrográficas ao mar profundo», explicou à Lusa o Director da nova instituição.

Henrique Cabral, professor catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e também coordenador científico do MARE, disse à Lusa que o investimento nesta área tem ficado aquém da «prioridade no discurso político», mas mostrou-se confiante na obtenção de financiamentos para a investigação.
Num momento em que se tem criticado a falta de apoios públicos para a investigação disse o responsável que a nova instituição vai procurar financiamentos europeus mas também através da «ligação à sociedade e às empresas».
Integram o MARE as universidades de Lisboa, Coimbra, Açores, Évora, Nova de Lisboa e ISPA – Instituto Universitário (Instituto Superior de Psicologia Aplicada), reunindo mais de 400 investigadores.
O novo centro de investigação começa a ser divulgado a partir de domingo, dia em que se assinala o dia mundial das zonas húmidas, que englobam grande diversidade dos sistemas aquáticos.
«O Mar tem tido um crescente destaque a nível nacional e internacional, e é apontado como um dos eixos onde pode assentar o futuro do desenvolvimento económico e social de países marítimos como é o caso de Portugal. É particularmente importante que este desenvolvimento tenha por base um sólido conhecimento científico», afirma-se num comunicado a propósito do novo centro.
Nele acrescenta-se que o MARE, Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, será uma unidade de investigação, inovação e desenvolvimento tecnológico, multipolar, «que orientará as suas actividades para os desafios da sociedade, em estreita parceria com centros de investigação nacionais e estrangeiros».
O centro terá seis objectivos principais, como o de contribuir para o conhecimento sobre o funcionamento dos ecossistemas marinhos e ambientes com eles relacionados, ou o de desenvolver ferramentas para o uso sustentável dos ecossistemas de água doce, ou ainda o de promover o bom estado ecológico e a saúde dos mares, estuários e bacias hidrográficas.
De acordo com Henrique Cabral o MARE, numa fase inicial, terá sede em Lisboa.
Portugal, acrescentou, tem tido notoriedade na investigação ligada ao mar «mas muitas vezes a passagem de conhecimento para a sociedade e para as empresas não se tem visto muito», uma lacuna que o MARE quer colmatar.
Portal do Mar com Lusa

Grande Barreira de Coral. Austrália aprova milhões de toneladas de descargas

Governo australiano e entidade que gere a reserva querem expandir um porto local e apostar na exportação de carvão
A Grande Barreira do Coral vai pagar o preço para a Austrália ficar com o maior porto de carvão do mundo na província de Queensland. A entidade que gere a mais vasta e rica barreira de recife de coral do planeta autorizou hoje a descarga de até três mil milhões de metros cúbicos (m3) de sedimentos para o fundo marinho da reserva – composta por cerca de três mil corais e habitat para mais de 1600 espécies de peixe.
As areias serão provenientes das dragagens para expandir o porto de Abbot Point, localizado na ‘fronteira’ com a reserva marinha da Grande Barreira do Coral. O objectivo é aumentar para 70 milhões de toneladas a quantidade de carvão que, por ano, passará pelo porto – o que aumentar até 2,7 mil milhões de euros os seus lucros e criará mais de 15 mil postos de trabalho, segundo o jornal “The Australian”.
A ameaça já era real desde Dezembro, quando o Greg Hunt, ministro do Ambiente australiano, aprovara o projecto. Mas a sua execução ainda estava pendente do aval da Autoridade do Parque Marinho de Grande Barreira do Coral (GBRMPA, na sigla inglesa), que optou por abrir a porta a que três milhões de m3 de sedimentos sejam depositados na reserva. As areias serão extraídas do fundo do mar em Abbot Point, na zona exclusiva do porto, e serão depositadas em Bowen, cerca de 24 quilómetros mais a sul e ainda dentro da área da reserva.
Uma decisão que “poderá sufocar os corais e plantas marinhas”, alertou Selina Ward, bióloga marinha da Universidade de Queensland e uma das 233 cientistas que assinou a petição contra o projecto, lembrou o “Financial Times”. Já Richard Leck, da organização World Wide Fund for Nature, classificou a medida ao “The Guardian” como “triste para as pessoas que se preocupam com o futuro da Grande Barreira de Coral”, que se estende ao longo de 2600 quilómetros da costa nordeste australiana e concentra à volta de 10% dos corais existentes no planeta.

O presidente da entidade explicou que as obras se vão efectuar em Abbot Point por se tratar do porto (em actividade desde 1984) que “está melhor localizado ao longo da costa da Grande Barreira de Coral”. Russel Reicheit argumentou ao “Financial Times” que “a dragagem necessária será muito menor à que teria de ser feita em outros portos” da zona. A autoridade da reserva definiu ainda 47 “condições ambientais” que terão de ser respeitadas pelo projecto – como “minimizar o impacto na biodiversidade” local ou a “monitorização da qualidade da água” nos cinco anos seguintes à descarga dos sedimentos.
A Sociedade para a Conservação Marinha australiana já criticou a decisão, denunciando a alegada pressão exercida por Tony Abbott, primeiro-ministro do país, sobre a autoridade do parque marinho. “Esta decisão contraria os estatutos do parque marinho e acreditamos firmemente que reflecte uma pressão política exercida pelos interesses mineiros do governo”, disparou Felicity Wilshart, presidente da entidade.

Em Setembro de 2013, aliás, o primeiro-ministro australiano classificou as taxas cobradas às emissões de dióxido de carbono e à actividade mineira de “socialismo mascarado de ambientalismo”.

A situação apenas se poderá alterar caso, em Novembro, a UNESCO decida classificar como “em perigo” a Grande Barreira de Coral, já que a reserva marinha é Património Mundial da Humanidade. O próximo encontro desta entidade das Nações Unidas está agendado para Junho, no Qatar, onde os seus responsáveis votarão esta possibilidade.


Fonte: Ionline

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